Hannover Messe: o Senai-SP e a indústria 4.0

Isabela Barros

Bem vindos à era da indústria 4.0. Ao tempo em que as ferramentas digitais integram todas as etapas da produção nas fábricas, permitindo a automação e a integração dos processos de modo nunca visto antes. Foi com esse mundo novo que três representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tiveram contato no último mês de abril, quando visitaram a Hannover Messe, considerada a mais importante feira do setor manufatureiro. Realizado em Hannover, na Alemanha, o evento apresentou soluções e produtos os mais variados, apontando tendências para o presente e para o futuro.

“A indústria 4.0 é aquela na qual sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais, com qualquer informação sendo acessada a qualquer hora, de qualquer ponto”, explica o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP Osvaldo Maia.

Um dos gerentes da instituição que visitaram a feira, Maia destaca também o monitoramento interno das máquinas feito com sensores, outra tendência apresentada em Hannover. “Assim, é possível saber, de outro país, informações completas a respeito do desempenho de uma máquina específica, inclusive a tempo de prevenir eventuais danos, evitando que o equipamento pare de funcionar”.

A Hannover Messe: sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais. Foto: Osvaldo Maia

 

Para o gerente regional do Senai-SP José Carlos Dalfré, também presente no evento, o aumento da eficácia das linhas de produção está no centro do debate a respeito do futuro da indústria. “O objetivo é reduzir custos e falhas humanas”, explica.

Nesse cenário, a internet está disponível até mesmo nos objetos. “São máquinas que ‘conversam’ com outras máquinas por meio de internet sem fio, por exemplo”, diz Maia.

Novas energias, materiais e tecnologias

Outro ponto de debates na feira, segundo Dalfré, foi o uso de energias renováveis. “A discussão envolve até a possibilidade de armazenamento de energia para uso futuro”, diz. “Tudo pensado para um mundo no qual faltará petróleo um dia”.

Entre essas inovações, materiais diferenciados também ganham espaço. Como o polímero que, capaz de se distender, controla a umidade e a quantidade de raios ultra violeta que entram numa estufa, por exemplo. “O material se estica ou se fecha para permitir a maior entrada de luz, tudo controlado por sensores”, explica Maia.

A chamada super condutividade foi outra novidade apresentada, com peças de aço que se movem flutuando no ar a partir do controle de campos magnéticos. “Isso ainda permite a colocação dessas peças no ponto certo, com toda a precisão”, diz Dalfré.

O equipamento no qual peças de aço flutuam no ar a partir do controle de campos magnéticos. Foto: Osvaldo Maia

 

Outra tendência tecnológica importante, o uso das impressoras 3D veio para ficar. E ajuda a indústria a reduzir custos na medida em que não há descarte de materiais no processo de produção. “Cerca de 30% do Boeing 787 já é feito com impressão em 3D”, afirma Maia.

Motor de mudanças

Diante dessas tendências, diz Maia, o Senai-SP tem a missão de ser motor de tantas mudanças. “Queremos que o Senai-SP seja indutor dessas modificações”, diz. “Precisamos estar prontos para preparar mão de obra para essa indústria de vanguarda, levar essas tecnologias para os nossos cursos e para os serviços que prestamos”.

Nesse ponto, a Hannover Messe teve um setor exclusivo para a aprendizagem industrial, discutindo como as empresas, internamente, preparam as suas equipes. “A formação técnica é reconhecida, respeitada na Alemanha, na Europa”, explica Maia.

Com tantas novidades na bagagem de volta ao Brasil, o Senai-SP não terá outro caminho a seguir que não o de ser referência para a manufatura nacional. “Vem muita evolução por aí”, diz Dalfré.

Foto: representante do Ministério Federal das Relações Externas da Alemanha na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Delegação alemã é recebida na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), participou na manhã desta quarta-feira (10/12) de reunião com o chefe de divisão da área Brasil no Ministério Federal das Relações Externas da Alemanha, Daniel Krull.

O objetivo do encontro foi discutir sobre a vinda de uma delegação governamental e empresarial da Alemanha em 2015.

O cônsul geral adjunto da Alemanha em São Paulo, Uwe Heye, também esteve presente no encontro.

Foto: secretário de unidade da federação alemã visita a Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na manhã desta segunda-feira (03/11) a visita do secretário de Estado do Ministério da Economia, Construção e Turismo do Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na Alemanha, Stefan Rudolph.

Acompanhado de comitiva, o representante alemão se reuniu com integrantes do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, entre eles Antonio Fernando Guimarães Bessa, diretor titular adjunto, para discutir sobre possibilidades de cooperação nas áreas de energia, tratamento de efluentes e operação sustentável.

Representantes da Fiesp e de estado alemão debatem possibilidades de cooperação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Novo embaixador da Alemanha no Brasil se encontra com presidente da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Embaixador da Alemanha, Dirk Brengelmann, durante conversa com Benjamin Steinbruch e Thomaz Zanotto. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, e o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, receberam a visita do novo embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, na noite de quinta-feira (16/10), na sede da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Essa foi a primeira visita do embaixador a São Paulo, que fez questão de obter mais informações sobre a Fiesp, levando em consideração a importância da entidade paulista para as relações entre Brasil e Alemanha e o engajamento da indústria do país europeu no Estado de São Paulo.

Competidores do Senai-SP se preparam para a Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A Alemanha foi campeã da Copa do Mundo de 2014. Mas, acima de tudo, virou exemplo de trabalho e determinação. Essa foi a mensagem do professor José Carlos Dalfré, gerente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na manhã desta quinta-feira (17/07), na abertura do encontro com os 53 alunos da instituição que irão participar da Olimpíada do Conhecimento, que acontece de 03 a 07 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

“O Senai-SP é visto como a Alemanha na Olimpíada do Conhecimento. Mas não podemos deixar que a prepotência suba às nossas cabeças”, afirmou.

Ao perguntar aos alunos qual a maior lição que a vitória da Alemanha deixou para eles, a resposta foi unânime: só o treinamento leva ao sucesso.

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp

 

Confiança no técnico, preparação da equipe, persistência nos treinos e esquema tático consistente foram algumas das características que ajudaram os alemães a levaram a taça para casa. Mas outros fatores não ficam de fora, como o fato de não desistir da equipe nos momentos de derrota e fazer deles o mote para correr atrás da vitória.

“A importância que a equipe alemã dedicou a cativar o povo brasileiro foi outro fator importante porque demonstrou respeito e humildade”, afirmou Dalfré.

O encontro desta quinta-feira (17/07) tem por objetivo fortalecer a confiança individual e coletiva dos competidores, que devem acreditar no seu potencial e competência profissional.

“Profissionais de excelência são apaixonados pelo que fazem. Vocês estão se preparando para a Olimpíada do Conhecimento 2014 como a Alemanha se preparou para a Copa do Mundo”, afirmou Dalfré. “E o Senai-SP está investindo em vocês porque confia em vocês”, concluiu.

Reunião de Mudanças do Clima conta com participação de equipe técnica da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participa ativamente, desde 2009, das Conferências da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A equipe técnica do Comitê de Mudança do Clima entidade integrou a delegação brasileira, atenta ao futuro das negociações, no encontro que ocorreu, de 4 a 15 de junho, em Bonn, na Alemanha.

Pela primeira vez nas sessões dos órgãos subsidiários da Convenção, ocorreu uma reunião de nível ministerial (High Level Sesssion) com o propósito de discutir os pontos centrais do novo acordo.

A importância dessa reunião foi pontuada pela presidente da Convenção, Christiana Figueres, para quem as conclusões do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) exigem ações concretas para manter o aumento da temperatura em, no máximo, 2ºC. O novo acordo deverá entrar em vigor a partir de 2020 e exige o comprometimento de todos os países com ações de mitigação ambiciosas, bem como ações de adaptação, financiamento, tecnologia e capacitação. Para tanto, os países devem fazer consultas internas e enviar submissões à Convenção até julho de 2015, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (Nationally Determined Contributions – NDCs) com compromissos concretos de médio e longo prazos rumo a uma economia de baixo carbono.

Os principais tópicos abordados em Bonn dizem respeito à ratificação do segundo período de compromisso de redução de emissões do Protocolo de Quito (2013-2020) assinado por apenas dez dos 144 países envolvidos. Há o entendimento de que as conclusões dos relatórios do IPCC influenciarão as discussões principalmente os requisitos para as NDCs que os países deverão elaborar até julho de 2015 e o  incremento da ambição de todos os países quanto à redução de emissões até 2020 (o chamado período pré-2020).

Saiba mais no quadro abaixo:

União Européia
  • Ratificarão o 2° período de Quioto até 2015; regras de implementação precisam ser definidas naCOP20 – Lima;
  • Estão dispostos a uma meta mais ambiciosa, de até 40%, desde que todos os países assumammetas;
  • As conclusões do IPCC mostram a necessidade de todos os países adotarem ações;
  • Segurança energética, segurança alimentar, eficiência energética e energias renováveis sãopontos fundamentais quando se trata de ambição pré 2020;
  • Aumentar ambição para limitar o aumento da temperatura em no máximo 2°C é o objetivomaior, mas isso depende de todos os países, não só da UE;
  • As Contribuições Nacionalmente Determinadas dos países serão fundamentais para alcançar oprincípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas (PRCD) e de equidade, refletindoas realidades de cada país.
União Européia
  • A falta de ratificação do 2° período de Quioto mostra a falta de comprometimento dos paísesdesenvolvidos e é urgente para permitir cortar emissões no período pré 2020;
  • As Contribuições Nacionalmente Determinadas serão os compromissos dos países emdesenvolvimento para o novo Acordo; devem ser baseadas nos princípios da equidade e dasresponsabilidades comuns, porém diferenciadas, que exigem diferenciação entra as ações dos países;
  • Em termos de ambição pré 2020, o Brasil apresentará o Plano Nacional sobre Mudança do Climaatualizado; além disso, o país esta fomentando o cancelamento de créditos MDL como forma deneutralizar as emissões de GEEs da Copa do Mundo;
  • A implementação completa de REDD plus é essencial para atingir reduções elevadas deemissões no período pré 2020; o Brasil já reduziu mais de 820 milhões de toneladas de CO2eqcom base na redução de desmatamento;
  • A responsabilidade histórica pelas emissões é um ponto importante, e os países desenvolvidosnão podem se eximir de tomar a liderança no combate às mudanças do clima.
EUA
  • Eficiência energética e energias renováveis são essenciais para ambição pré 2020;
  • Corte de subsídios para o setor de carvão como forma concreta de reduzir emissões;
  • O Acordo a ser aprovado na COP21 deve ser ambicioso, flexível e inclusivo, baseado nascontribuições nacionalmente determinadas de cada país;
  • O princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas (PRCD) deve refletir ascontribuições nacionalmente determinadas;
  • Adaptação e planejamento local são pontos fundamentais;
  • Financiamento é crucial, e deve ser promovido pelos setores público e privado.
China
  • COP20 em Lima será fundamental para aprovar as bases do novo acordo;
  • A ambição pré 2020 deve ser baseada na Convenção e no Protocolo de Quioto, não impondonovas obrigações aos países em desenvolvimento;
  • Acelerar ambição exige financiamento público e privado: chegar aos USD 100 bilhões anuais apartir de 2020;
  • O princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas (PRCD) é um pilar do novoacordo, que deve envolver todos os países, mas ser liderado pelos países desenvolvidos;
  • O Acordo deve envolver todos os países, mas com ações ambiciosas de mitigação e adaptaçãodiferenciadas.
Japão
  • Eficiência energética e energias renováveis são essenciais para ambição pré 2020;
  • Reduzir emissões dos gases hidrofluorcarbonetos – HFCs é essencial;
  • Adoção e transferência de tecnologias também desempenham papel crucial para reduziremissões e permitir ações de adaptação;
  • Papel do setor privado e da sociedade civil para combater as mudanças do clima.
Países emdesenvolvimentoe de menor desenvolvimento relativo
  • A ratificação do 2° período de Quioto é primordial quando se trata de ambição de emissões noperíodo pré 2020;
  • Os países desenvolvidos devem assumir a liderança de forma factível e prover financiamentopara o Fundo Verde do Clima, chegando a USD 100 bilhões anuais até 2020;
  • As conclusões do IPCC denotam a urgência em se adotar ações de mitigação e também deadaptação;
  • Segurança alimentar é uma questão estratégica;
  • As energias renováveis são um caminho para reduzir emissões;
  • O Acordo da COP21 deve respeitar os princípios da Convenção, ser inclusivo e flexível.

 

Uma das avaliações possíveis é a de que os países desenvolvidos utilizam a obrigação de submeter contribuições nacionalmente determinadas até julho de 2015, válida para todos, a fim de minimizar a responsabilidade histórica pelas emissões e flexibilizar o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.

Plataforma de Durban

Os debates no âmbito da Plataforma de Durban estão focados em dois pontos centrais: estruturar os elementos do novo Acordo e acelerar as ações de mitigação e adaptação no período pré-2020.

Neste contexto as discussões sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) têm grande importância, considerando que elas fundamentarão os futuros compromissos para o novo Acordo. As futuras contribuições deverão exigir um determinado nível de detalhamento metodológico a fim de embasar as ações de mitigação que resultem na redução efetiva de emissões de gases de efeito estufa  e das ações de adaptação.

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil deu início ao processo de consulta pública das NDCs que o País deverá enviar formalmente para a Convenção  até julho de 2015. A partir de 2020 o Brasil possivelmente não poderá contabilizar mais a redução de emissões oriundas do desmatamento, entre 2010-2020, como ativo em termos de mitigação. Nesse sentido, a consulta pública tem alta relevância para que o Governo Brasileiro possa conhecer e avaliar qual a capacidade de suporte dos diversos setores nacionais e assim apresentar uma proposta de NDC’s que atenda as necessidades de redução de gases de efeito estufa globalmente, sem comprometer o desenvolvimento econômico e social do país.

Assim, as ações antecipadas (early actions) são compreendidas como fundamentais a fim de salvaguardar as reduções de emissão realizadas até 2020, um posicionamento que deve ser defendido pelo Brasil nas negociações a serem realizadas na COP20, em Lima, Peru, ainda este ano, e também em 2015.

 

Agora como trainees do Senai-SP, medalhistas do WorldSkills esperam vencer como instrutores em 2015, em São Paulo

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

É tempo de mudança para os vencedores do WorldSkills 2013. Muitos dos quais agora circulam pelas unidades Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) como instrutores ou trainees.

É o caso do  medalhista de prata na categoria projeto assistido por computador (CAD), o ex-aluno do Senai-SP Paulo Inoue, de 20 anos. Ele  falou sobre os dias passados na Alemanha. Mais precisamente na cidade de Leipzig, onde o evento foi realizado entre os dias 2 e 7 de julho. “Foram quatro dias de competições. Um clima muito sério, no qual todos queriam vencer”, relembra.

Inoue: medalha de prata na Alemanha e salto na carreira. Foto: Arquivo Pessoal

Paulo Inoue: medalha de prata na Alemanha na categoria CAD e salto na carreira. Foto: Arquivo Pessoal

 

De volta ao Brasil, Inoue já tem uma nova missão. Como trainee contratado pelo Senai-SP, ele passa a ensinar novos alunos. “Já estamos trabalhando com corda total para o estadual de setembro, treinando os futuros medalhistas”, conta.

Para Inoue, a conquista da medalha de prata foi um passo importante em sua carreira. “É uma alavanca profissional. Em uma competição do nível de um WorldSkills, você adquire um conhecimento que demoraria anos para aprender na indústria”, diz.

A prata foi o resultado de oito horas de treinos, durante seis dias por semana, por mais de um ano. De acordo com o jovem, o ouro não veio por pouco. “O primeiro colocado ganhou por menos de um ponto na classificação final”, explica.

Aluno do Senai-SP de 2009 a 2011,  o medalhista lembra um momento especial da viagem à Alemanha, fora da rotina de competições. “Chegamos alguns dias antes para conhecer o país. Em um desses dias, fomos recebidos em uma escola alemã por alunos entre nove e dez anos”, diz. “Eles estavam muito felizes por nos receber, jogamos futebol com eles e alguns até choraram quando fomos embora”.

Superação pelo bronze

Felipe Benício, de 22 anos, aluno que iniciou sua trajetória no Senai-SP em 2009, conquistou a medalha de bronze na categoria refrigeração e ar condicionado. Foram três anos de total dedicação com esse objetivo. “Treinei desde 2010 para Leipzig, é uma competição de alto nível e de muita competitividade”, conta.

Benício: bronze e força de vontade para levar o ouro como instrutor em 2015. Foto: Divulgação

Felipe Benício: bronze em 2013 e força de vontade para levar o ouro como instrutor em 2015. Foto: Divulgação

 

Dono do bronze, Benício relata que enfrentou um grave problema físico durante a competição, que o impediu de alcançar sua meta de ser o melhor do WorldSkills em sua categoria. “A bancada na qual realizávamos as tarefas era mais baixa na Alemanha do que aquela em que nós treinávamos no Brasil”, explica.

De acordo com Benício, essa diferença de altura impediu que ele realizasse as provas de pé e prejudicou seu desempenho. “No primeiro dia precisei fazer a prova de joelhos. No segundo, curvado, já com o corpo bastante dolorido, perdi muito rendimento”. Com isso, Benício fez a prova em 16 horas, quando seu tempo normal é de 14 horas. Apesar dos problemas, Benicio comemorou muito o resultado. “Foi o auge da minha vida profissional”.

Admitido no Senai-SP desde de março como assistente técnico trainee, Benício inicia uma nova etapa em sua carreira profissional depois do feito na Alemanha. “A partir de agora passo para o outro lado. Trabalharei ensinando novos talentos, dando meu melhor”, diz.

Nessa linha, Benício já se imagina na próxima edição do WorldSkills, a ser realizada em 2015, em São Paulo. “Minha meta ainda é a medalha de ouro. Espero conquistá-la como instrutor”.

Aluna do Senai-SP supera dificuldades e leva medalha de prata no WorldSkills

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

“Perdi minha medalha”, pensou Renata Santos, aluna do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), quando chegou ao Centro de Convenções de Leipzig, na Alemanha, para participar da 42ª edição do WorldSkills e soube que não poderia usar seu próprio equipamento. Felizmente, o que a competidora de apenas 17 anos temia não aconteceu: ela trouxe para o Brasil a medalha de prata na categoria joalheria.

Renata foi a única mulher do Senai-SP a ocupar um lugar no pódio e a aluna mais nova de sua escola, a “Mariano Ferraz”, na Vila Leopoldina, na capital paulista, a viajar para o torneio mundial, o principal do ensino profissionalizante no mundo. Ela treinou dois anos e meio para disputar o WorldSkills. E por todo esse tempo usou, por exemplo, um maçarico específico. No dia da primeira prova, veio a notícia inesperada: seria permitido utilizar apenas as ferramentas fornecidas pela organização.

 

Renata: prata em joalheria, mesmo com o uso de material com o qual não estava acostumada. Foto: Divulgação

Renata: prata em joalheria, mesmo com um material com o qual não estava acostumada. Foto: Arquivo Pessoal

 

“Você fica utilizando a mesma ferramenta, pega a técnica e aí tem que usar um equipamento que nunca usou”, lembra Renata, que estranhou até o avental fornecido para as provas.  “Eles me deram um avental de couro com um cheiro muito forte de azeite de oliva”, diz. “No primeiro instante, meu olho encheu de lágrimas e pensei: perdi minha medalha”, conta.

Muita calma nessa hora 

Passado o susto, Renata conseguiu recuperar a calma e a confiança com as quais deixou São Paulo rumo à Alemanha. Como estratégia para vencer as provas, e os próprios medos, Renata criou o hábito de rever fotos da equipe do Senai-SP e das peças feitas por ela enquanto ainda treinava.

O método deu certo, e antes mesmo de chegar ao final da competição, já estava sendo reconhecida pelo seu esforço. “No último dia de prova um professor do Reino Unido chegou e me deu parabéns”, conta.  “Ele disse que aprendeu a me admirar porque mantive a calma no momento em que fiquei sabendo que não poderia trocar o maçarico”.

No pódio, ela dividiu a segunda colocação na categoria joalheria com o iraniano Moslem Khajouei. “Quando subi no pódio eu chorei por não estar em primeiro lugar, porque sabia que tinha capacidade para mais se não fosse por um detalhe”, diz. “Mas depois vi que a minha medalha tinha peso de ouro por conta do meu esforço”.

O caminho para Leipzig para Renata começou após o encerramento da Olímpiada do Conhecimento, etapa nacional da competição do ensino profissionalizante classificatória para o WorldSkills, em novembro de 2012. De lá para cá, Renata passou a treinar das 7h30 às 21h para o mundial. Período pelo qual “não trocaria por nada”, garante a estudante.

Objetivo de vida: ensinar

Renata em homenagem aos medalhistas do WorldSkills na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Renata em homenagem aos medalhistas do WorldSkills na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Renata foi contratada com trainee pelo Senai-SP para preparar alunos que vão competir no São Paulo Skills, disputa que vai reunir alunos do ensino profissionalizante de todo o estado em setembro deste ano.

Trabalhar em ateliê de joias, por enquanto não está nos planos. A medalhista de prata no WorldSkills  2013 acredita que o setor ainda tem muito a melhorar em termos de processo, confecção e organização. E sua melhor contribuição para esse mercado, no momento, é ajudar na formação de profissionais mais bem preparados.

“Esse é meu objetivo: ensinar. Tem muita coisa que pode melhorar”, afirma.

Vencedores do WorldSkills 2013 saem do topo do pódio para um novo desafio: treinar talentos no Senai-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Richard Silva e Henrique Santana, de 18 e 19 anos, respectivamente, não poderiam ter subido mais alto nos pódios de suas categorias no WorldSkills 2013, realizado entre os dias 2 e 7 de julho em Leipzig, Alemanha.

Ambos ganharam medalhas de ouro. E voltaram para casa orgulhosos de sua participação na disputa do maior torneio de ensino profissionalizante do mundo. Além disso, ainda garantiram uma merecida promoção na carreira: foram contratados pelo Senai-SP com a missão de treinar jovens talentos como eles para as próximas competições.

“Ter participado do WorldSkills foi surpreendente”, conta Richard Silva. “As provas duravam o dia todo, das 9h às 18h, com pausa apenas para o almoço, mas o meu expert estava sempre ao meu lado, me apoiando”, lembra.

Silva: provas das 9h às 18h, com pausa apenas para o almoço. Foto: Acervo Pessoal

Silva: provas das 9h às 18h no WorldSkills 2013 , com pausa apenas para o almoço. Foto: Acervo Pessoal

 

O resultado não poderia ter sido melhor: além do ouro em polimecânica, Silva ainda ganhou uma outra medalha dourada, pelo desempenho bem acima da média nas provas.

O aluno duplamente premiado entrou no Senai-SP aos 14 anos, na unidade “Roberto Simonsen”, no Brás, bairro da capital paulista. Aos 16, já estava se preparando para as edições estadual e nacional do torneio de ensino profissionalizante. Dessa forma, em 2011, ganhou ouro em polimecânica em São Paulo e, em 2012, a nível nacional. Foi o que garantiu a sua ida para a Alemanha em julho.

Agora, está contratado como trainee pelo Senai-SP. E comemora a oportunidade de ajudar outros estudantes a se destacar mundo afora como ele. “É muito bom poder passar conhecimento e ajudar outras pessoas a atingirem os seus objetivos”, conta.

Entre as memórias que vai guardar para sempre do WorldSkills 2013, Silva cita um elogio que recebeu de seu treinador na disputa: “Ele disse que eu era o melhor que ele já tinha visto competir”.

‘O importante é que emoções eu vivi’

Quando perguntado sobre um momento particularmente emocionante em ter levado uma medalha de ouro em fresagem a CNC, Henrique Santana lembra da hora em que abraçou seu treinador, Luís Dono, depois do resultado. “Chorei mais nessa hora do que quando soube que tinha ficado em primeiro lugar”, diz.

Santana e seu treinador, Dono: esforço pessoal e apoio de toda a equipe na Alemanha. Foto: Acervo Pessoal

Santana e seu treinador, Dono: esforço pessoal e apoio de toda a equipe na Alemanha. Foto: Acervo Pessoal

 

Para Santana, o apoio do treinador e de toda a equipe foi fundamental. Isso além de seu esforço, com dois anos e dez meses de treinamento. Se valeu a pena? “Sinto que ganhei uma experiência de dez anos ao ter participado do WorldSkills”, conta. “É como se eu tivesse feito mestrado e doutorado”.

Santana entrou no Senai-SP em 2009, na escola “Roberto Mange”, em Campinas (SP). Em 2011, já tinha um ouro na etapa estadual do campeonato de ensino profissionalizante e, em 2012, outro primeiro lugar no na edição nacional da disputa. Até que veio a Alemanha, em 2013.

Agora, o campeão está se desligando de seu trabalho anterior para assumir o posto de trainee no Senai-SP em agosto. E, claro, vivendo ainda sob as emoções de sua conquista.

Medalhistas do Senai-SP no WorldSkills 2013 são homenageados na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) premiados no WorldSkills 2013, realizado em Leipzig, Alemanha, entre os dias 02 e 07 de julho, foram recebidos nesta segunda-feira (15/07) pelo presidente do Senai-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na sede da entidade.

Os cumprimentos são merecidos: os 16 estudantes da instituição que competiram no campeonato, o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, voltaram para o Brasil com sete medalhas. Dessas, duas foram de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Ao todo, os 41 integrantes da delegação brasileira na disputa conquistaram 12 medalhas.

Além de parabenizar os jovens pelas conquistas, Skaf lembrou que a próxima edição do evento será realizada em São Paulo, em 2015. E destacou o trabalho de professores e treinadores do Senai-SP envolvidos no treinamento dos campeões. “Vocês fazem o dia a dia do Senai-SP”, disse Skaf.

“Não adianta nada ter tecnologia e boas instalações sem o trabalho de vocês”, elogiou.

Skaf e os alunos do Senai-SP que participaram do WorldSkills na Alemanha: tecnologia, inovação e educação. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Skaf e os alunos do Senai-SP que participaram do WorldSkills 2013: reconhecimento. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

De acordo com o presidente da Fiesp e do Senai-SP, vencer uma competição do porte do WorldSkills exige muita dedicação. “Vocês mostraram que o Brasil tem tecnologia, inovação e educação.”

Também presente ao evento, o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, disse que o empenho dos alunos na disputa o emocionou. “Estão todos de parabéns.”

Diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra lembrou a importância dos investimentos da instituição em tecnologia. “O Senai-SP é uma referência para o mundo. Estamos transformando as nossas escolas em centros de tecnologia.”

Nessa linha, o gerente regional do Senai-SP, José Carlos Dalfrè, destacou que o bom desempenho na Alemanha está ligado ao cuidado com  as unidades da rede. “Isso é fruto dos investimentos feitos nas nossas escolas”, disse.

Medalha de prata no WorldSkills na categoria joalheria, a aluna Renata Santos afirmou que, “depois do pódio”, a melhor parte da competição ficou por conta da ótima infraestrutura oferecida pelos Senai-SP aos alunos. Isso além do clima de cooperação e companheirismo entre os integrantes do grupo. “Ninguém tem a energia e a harmonia que a equipe do Senai-SP tem”, disse.

Alunos do Senai-SP ganham sete medalhas no WorldSkills 2013

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

É hora de comemorar: com sete medalhas, os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) fizeram sucesso no WorldSkills 2013. Realizado em Leipzig, na Alemanha, o evento terminou no melhor clima de orgulho e emoção na noite deste domingo (07/07). E com um desempenho superior ao da última edição do campeonato, em Londres, Inglaterra, em 2011, quando os estudantes da instituição receberam quatro medalhas. O WorldSkills é o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo e reuniu, essa semana, mais de 900 participantes de mais de 50 países.

Ao todo, a delegação brasileira levou 12 medalhas na disputa. Das sete medalhas que ficaram com os jovens talentos do Senai-SP, duas foram de ouro: em fresagem a CNC, com Henrique Santana e em polimecânica, com Richard Silva. Outras quatro foram de prata: caldeiraria (Kleber Santos), joalheria (Renata Santos), projeto assistido por computador (CAD) (Paulo Inoue) e TI – soluções em software para negócios (Leonardo Gajardo). O aluno Felipe Benício ganhou medalha de bronze na categoria refrigeração e ar condicionado.

Richard Silva levou a medalha de ouro em polimecânica: talento do Senai-SP. Foto: Divulgação

Richard Silva, à esquerda, levou a medalha de ouro em polimecânica: talento do Senai-SP. Foto: Divulgação

 

E isso não foi tudo: a equipe do Senai-SP ainda recebeu certificados de excelência em seis categorias. Levam o diploma todos os participantes do WorldSkills que atingem um desempenho acima da média em suas provas. Dessa forma, os estudantes da instituição foram reconhecidos também por suas performances em web design (Willian Martins), manutenção e suporte a redes (Thiago Machado), mecânica de automóveis (Bruno de Assis), manufatura integrada (Arivaldo Donato, Arthur de Oliveira e Daniel Minuti), construção de moldes (Bruno Ramalho) e polimecânica (Richard Silva).

Em 2011, em Londres, a equipe do Senai-SP levou uma medalha de ouro e três de prata.

Henrique Santana foi o primeiro colocado em fresagem a CNC no WorldSkills 2013. Foto: Divulgação

Henrique Santana foi o primeiro colocado em fresagem a CNC no WorldSkills 2013. Foto: Divulgação

 

Além do talento dos estudantes, o bom desempenho na competição está ligado a meses de treinamento pesado, com até doze horas por dia de dedicação, e ao empenho da instituição em oferecer a maior qualidade de ensino possível. Para se ter uma ideia, somente em 2013, serão investidos R$ 362,6 milhões nesse sentido, cifra 16% maior em relação a 2012. O montante será aplicado na ampliação de unidades e na construção de novas sedes, na aquisição de equipamentos e na capacitação de profissionais.

Sem dúvida um investimento que renderá muitas medalhas em 2015, quando a capital paulista verá mais alunos do Senai-SP subindo ao pódio na próxima edição do WorldSkills.

Alunos do Senai-SP na reta final do WorldSkills

Agência Indusnet Fiesp

A bateria de provas do WorldSkills 2013, em Leipzig, na Alemanha, pelas quais passaram os 41 competidores da delegação brasileira, está se aproximando do fim.  O maior torneio do mundo dedicado ao ensino profissionalizando se encerra neste domingo (07/07). Na ocasião, serão conhecidos os vencedores da disputa. A competição é acirrada, mas os 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que disputam medalhas no torneio  estão confiantes. Segundo integrantes da equipe da instituição, todos fizeram um bom trabalho porque são talentosos e foram bem preparados, além de terem embarcado para a Europa equipados com material de ponta.

O aluno do Senai-SP Paulo Kazue Inoue  em prova da categoria projeto assistido por computador. Foto: Pedro de Faria/Senai-SP

O aluno do Senai-SP Paulo Inoue em prova de projeto assistido por computador. Foto: Pedro de Faria/Senai-SP

 

E isso para não falar nos esforços do Senai-SP em atrair investimentos para oferecer sempre uma formação de excelência. Para manter a qualidade de ensino, aliás, a instituição deve receber, somente no ano de 2013, investimentos de R$ 362,6 milhões, valor 16% maior em relação ao investido no ano anterior. A finalidade é ampliar unidades, construir novas, adquirir equipamentos de tecnologia e capacitar profissionais.

Segundo o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, um dos destinos dos recursos no ano de 2013 é atender a crescente demanda por mão de obra nos setores aeronáutico e ferroviário.“A Embraer se associou com a Boeing e a gente precisa ter equipes boas de manutenção porque há uma demanda boa para esse tipo de atividade. O setor passou a ser contribuinte do Senai-SP e estamos nos adequando com unidades móveis e células de aviação”, disse Vicioni.

São Paulo em 2015

Desde o dia 2 de julho a 42ª edição do WorldSkills em Leipzig, na Alemanha, está testando a formação profissionalizante de mais de 58 países, representados por 950 jovens, em mais de 45 categorias. O torneio chega ao fim neste domingo (07/07) com a premiação dos melhores colocados.

Promovido pela WorldSkills International (WSI), organização não governamental que visa estimular o intercâmbio de educação profissional entre seus países membros, a competição é realizada bienalmente e dividida em quatro dias de provas. Em 2015, será a vez de São Paulo (SP) sediar a disputa.

Alunos do Senai-SP rumo às medalhas no WorldSkills

Agência Indusnet Fiesp

Os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) seguem garantindo uma boa participação no WorldSkills 2013. Maior torneio de ensino profissionalizante do mundo,o evento foi aberto no dia 02/07, no Centro de  Convenções de Leipzig, na Alemanha. E termina no dia 07/07, domingo, quando serão divulgados os vencedores.

A delegação brasileira no campeonato é formada por 41 participantes, dos quais 16 estudantes do Senai-SP em busca de medalhas em 14 categorias. Segundo informações da equipe da instituição em Leipzig, a expectativa é a melhor possível para a final, com os competidores muito focados e destacados nas provas.

O aluno Leandro de Lima Roselen, do Senai-SP, em prova de marcenaria. Foto: Pedro de Faria/Senai-SP

O aluno Leandro de Lima Roselen, do Senai-SP, participa de prova de marcenaria. Foto: Pedro de Faria/Senai-SP

 

Para a atual edição do WorldSkills, a equipe do Senai-SP embarcou para a Alemanha com uma média de sete toneladas de equipamentos.

O ex-presidente Lula visitou o WorldSkills em Leipzig. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O ex-presidente Lula visitou o WorldSkills em Leipzig. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Nesta quinta-feira (04/07), o torneio recebeu a visita do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu uma medalha por conta do seu trabalho pela educação profissionalizante. Lula é ex-aluno do Senai-SP e foi  apresentado e convidado a subir ao palco para receber a homenagem por Natã Barbosa, estudante do Senai-SP que foi campeão mundial da disputa na categoria webdesign em 2011, quando o WorldSkills foi realizado em Londres, Inglaterra. Lula ainda visitou duas áreas de competição dentro do Centro de Convenções de Leipzig. E conferiu o desempenho de alguns estudantes brasileiros na disputa.

Vale lembrar que, em 2011, o Brasil foi o segundo país com o maior destaque no campeonato, ficando atrás apenas da Coreia do Sul. Isso com direito a medalha de ouro em desenho mecânico em CAD, eletrônica industrial, joalheria, mecânica de refrigeração, mecatrônica e webdesign.

Alunos do Senai-SP se destacam nas provas do WorldSkills na Alemanha

Agência Indusnet Fiesp

Já é sucesso a participação dos alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no WorldSkills 2013, o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo. O evento foi aberto no dia 02/07, no Centro de  Convenções de Leipzig, na Alemanha, numa cerimônia que reuniu 9 mil pessoas. E segue até o dia 07/07, quando serão divulgados os vencedores nas 45 diferentes categorias da disputa.

A delegação brasileira no campeonato é formada por 41 participantes, dos quais 16 estudantes do Senai-SP em busca de medalhas em 14 categorias.

Bruno Moreira, aluno do Senai-SP, em prova na categoria de manutenção aeronáutica. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

Bruno Moreira, aluno do Senai-SP, em prova de manutenção aeronáutica. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

 

De acordo com informações de representantes do Senai-SP em Leipzig, o evento recebeu, nesta quarta-feira (03/07), a visita de um público bem variado, incluindo crianças com idades entre 7 e 12 anos, alunos das escolas de educação básica da Alemanha.

Dentro dessa linha de integração, os 41 competidores da delegação brasileira visitaram uma instituição pública de ensino alemã, tendo sido recebidos com o hino brasileiro, cantado pelos pequenos.

Prova da categoria joalheria, uma das 14 modalidades com a participação de alunos do Senai-SP. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

Joalheria: uma das 14 categorias com alunos do Senai-SP no WorldSkills. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

 

Na hora das provas, tem prevalecido a concentração e a autoconfiança. Ainda segundo relatos dos integrantes da equipe do Senai-SP, essa segurança vem do fato de os estudantes estarem muito bem preparados e equipados com material de última geração, sempre de acordo com o que há de mais avançado na indústria mundial.

Conforme os experts participantes do WorldSkills 2013, o desafio será grande. Principalmente na hora de disputar uma medalha  com competidores de nações como a Coreia do Sul, Japão, Suíça e Reino Unido. Mas nada que o talento dos estudantes do Senai-SP não consiga vencer.

Alunos do Senai-SP começam a competir no WorldSkills, na Alemanha

Agência Indusnet Fiesp

Começaram a todo vapor, nesta quarta-feira (03/07), no Centro de  Convenções de Leipizig, na Alemanha, as provas do WorldSkills 2013. Considerado o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, o evento segue até o dia 7 e tem 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) entre os participantes. Ao todo, a delegação brasileira para a disputa tem 36 estudantes em busca de um lugar no pódio entre os melhores de suas categorias.

O aluno do Senai-SP Richard Silva disputa medalha em  polimecânica. Foto: Pedro Faria

O aluno do Senai-SP Richard da Silva disputa medalha na categoria polimecânica. Foto: Pedro Faria/Senai-SP

 

Hoje, já participaram das provas alunos do Senai-SP como Bruno Ramalho, na categoria construção de moldes, Henrique da Silva Santana, em fresagem, e Richard Souza da Silva, em polimecânica, entre outros nomes. Os estudantes do Senai-SP disputam medalhas em 14 categorias no WorldSkills 2013. E têm muitas chances de voltarem para o Brasil vitoriosos.

É o caso de Bruno Ramalho, 20, ex-aluno do curso técnico de mecânica do Senai Roberto Simonsen, localizado no Brás, bairro da capital paulista. Para ele, a preparação para um campeonato do porte do WorldSkills  começou em 2008, assim que ingressou no Curso de Aprendizagem Industrial (CAI). No início, ele trabalhava com ferramentaria de corte, dobra e repuxo. No ano seguinte, foi convidado por um professor a treinar em outra categoria: tecnologia de plástico, baseada na construção de moldes. Assim, participou da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento e ficou com o terceiro lugar.

 

Bruno Ramalho em prova de construção de moldes no WorldSkills: treinamento pesado. Foto: José Carlos Dalfré

Bruno Ramalho em prova de construção de moldes no WorldSkills: treinamento pesado. Foto: José Carlos Dalfré

 

Antes de embarcar para a Alemanha, Ramalhou encarou uma rotina pesada de treinamentos: de segunda a sexta, muitas vezes das 8h às 22h. Aos sábados, a jornada ia das 8h às 12h ou às 17h.

Homenagens ao Brasil

Além da empolgação e da vontade de vencer, não faltou carinho para os estudantes que saíram daqui. Hoje, a delegação nacional foi recepcionada por crianças alemãs usando camisas do país. Para completar, os pequenos ainda cantaram o hino brasileiro como boas-vindas.

Em clima de festa, WorldSkills 2013 é oficialmente aberto na Alemanha

Agência Indusnet Fiesp

Foi em clima de muita festa e com 9 mil participantes que foi oficialmente aberto, na noite desta terça-feira (02/07), o WorldSkills 2013, maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, no Centro de  Convenções de Leipizig, na Alemanha. O evento, que segue até o dia 7, tem entre os 36 jovens da delegação brasileira um total de 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Todos os competidores brasileiros desfilaram na abertura da disputa carregando bandeiras do país. Uma festa em verde e amarelo feita por uma das delegações mais animadas entre as 58 nações que participam do torneio.

A delegação brasileira desfila na abertura do WorldSkills 2013: muita animação. Foto: Divulgação

A delegação brasileira desfila na abertura do WorldSkills 2013: muita animação e talento. Foto: Divulgação

 

Promovido pela WorldSkills International (WSI), organização não governamental que visa estimular o intercâmbio de educação profissional entre seus países membros, a competição é realizada bienalmente e dividida em quatro dias de provas, nos quais mais de 950 jovens lutam por um lugar no pódio em mais de 45 modalidades.

O evento de abertura do WorldSkills 2013: 9 mil participantes. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

O evento de abertura do WorldSkills 2013: 9 mil participantes. Foto: José Carlos Dalfré/Senai-SP

Este ano, a delegação brasileira terá 16 estudantes do Senai-SP entre os participantes. São jovens talentos que representarão o país em 14 categorias. E que se esforçaram muito, com treinos diários de até 12 horas, para participar do campeonato.

De modo geral, não há restrições para participar do mundial, à exceção do limite de idade. Isso porque os alunos classificados para participar do WorldSkills não devem completar 23 anos no ano da competição. O evento, aberto à visitação pública, é bianual. Onde será a próxima edição do evento? Na capital paulista, em 2015.

Até lá, fica a torcida pela delegação brasileira, que embarcou para a Alemanha com sete toneladas de equipamentos. E muita vontade de vencer.

Investimentos no Senai-SP devem chegar a R$ 362,6 milhões em 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ter 16 dos 36 jovens brasileiros qualificados para o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, o WorldSkills 2013, que começa nesta terça (02/07), em Leipzig, na Alemanha, é apenas um indicador da capacidade de formação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Laboratório do Senai-SP em Rio Claro: investimentos para a atender a demanda por mão de obra . Foto:

Laboratório do Senai-SP: formação de alto nível, com 16 jovens no WorldSkills. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Para manter a qualidade de ensino, o Senai-SP deve receber, somente no ano de 2013, investimentos de R$ 362,6 milhões, valor 16% maior em relação ao investido no ano anterior. A finalidade é ampliar unidades, construir novas, adquirir equipamentos de tecnologia e capacitar os  profissionais da entidade.

O presidente do Senai-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) , Paulo Skaf, lembra que a indústria paulista investe de forma permanente em qualificação para preparar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. “Educação melhora a vida das pessoas. E educação profissional aumenta as oportunidades de conseguir um bom emprego, um salário melhor, mais qualidade de vida. É uma base sólida para o desenvolvimento do país.”

Segundo o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, um dos destinos dos recursos no ano de 2013 é atender a crescente demanda por mão de obra nos setores aeronáutico e ferroviário.

“A Embraer se associou com a Boeing e a gente precisa ter equipes boas de manutenção porque há uma demanda boa para esse tipo de atividade. O setor passou a ser contribuinte do Senai-SP e estamos nos adequando com unidades móveis e células de aviação”, disse o diretor regional do Senai-SP.

Vicioni: foco na formação de profissionais para os setores aeronáutico e ferroviário. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em 2012, a rede de ensino assinou um protocolo de intenções, em parceria com o Ministério da Educação da França, a Embaixada da França e representantes de empresas francesas do setor aeronáutico, para oferecer cursos de capacitação voltados ao setor. O objetivo desse projeto é atender 752 alunos em cursos técnicos e cinco mil em programa de educação continuada em fabricação e manutenção de aeronaves.

No caso do setor ferroviário, a demanda por mão de obra tende a aumentar depois que o governo federal lançou, em agosto de 2012, um plano de concessões que prevê mais de R$ 50 bilhões de investimentos em ferrovias em cinco anos.

“Essa questão de logística de transporte vai exigir que a gente seja proativo em articular com outros órgãos. Buscar conhecimentos, observar as melhores práticas desse setor na Europa. Estamos nos preparando”, completou.

Em 2012, foram investidos R$ 312,7 milhões em expansão da rede Senai-SP e atualização tecnológica das escolas. Do valor total, R$ 191 milhões foram aportados para obras de ampliação e novas unidades e R$ 121,6 milhões para aquisição de novos equipamentos.

Em 2013, além dos recursos aplicados em obras e equipamentos, o orçamento ganhou outra prioridade: investir em centros de capacitação de docentes.  “Nós não temos profissionais do ensino, temos profissionais que ensinam. A gente tem uma formação prática. Então, os centros têm também por objetivo criar condições para que nossos profissionais possam ensinar”, afirma Vicioni.

Embora qualificar mão de obra para os setores aeronáutico e ferroviário seja um movimento natural em um cenário que o país sofre com gargalos de infraestrutura, transporte e logística, o Senai-SP, de acordo com Vicioni, tem como missão preparar os alunos para encarar as transformações que o mercado certamente vai sofrer no futuro.  “Os equipamentos e os processos produtivos moderno precisam estar presentes, mas temos de ir além porque essa realidade é de mutação. E a formação profissional sempre se coloca no horizonte do futuro”, observa o diretor regional do Senai-SP.

“Os investimentos são algo única e exclusivamente material. Mas levando em conta o espaço de trabalho, o aluno precisa ter uma formação em que se permite agir e reagir às inovações tecnológicas”, acrescenta.

Políticas descoladas

Segundo Vicioni, um dos problemas para estimular investimentos no Brasil é a falta de integração entre as políticas de incentivo à educação, tecnologia e produção. “As políticas industriais, tecnológicas e educacionais são três politicas descoladas”, assinala Vicioni.  “Você não sabe para onde o país está indo para poder investir”.

Tudo pronto para os alunos do Senai-SP brilharem no WorldSkills 2013

Agência Indusnet Fiesp com reportagem de Marilia Carrera

Está chegando a hora de ver os alunos do  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) terem seu talento reconhecido internacionalmente. A ser realizado entre os dias 2 e 7 de julho em Leipzig, na Alemanha, o WorldSkills, o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, chega à sua 42ª edição. Promovido pela WorldSkills International (WSI), organização não governamental que visa estimular o intercâmbio de educação profissional entre seus países membros, a competição é realizada bienalmente e dividida em quatro dias de provas, nos quais mais de 950 jovens, vindos de 58 países, disputam um lugar no pódio em mais de 45 modalidades.

A entrada do local onde vai ser realizado o WorldSkills 2013 em Leipzig, na Alemanha. Foto: José Carlos Dalfré

A entrada do local onde vai ser realizado o WorldSkills 2013 em Leipzig, na Alemanha. Foto: José Carlos Dalfré

 

Este ano, a delegação brasileira terá 16 estudantes do Senai-SP entre os participantes. São jovens talentos que representarão o país em 14 categorias.

De acordo com o diretor de relações externas do Senai-SP e vice-presidente do WorldSkills, Roberto Monteiro Spada, os principais objetivos da participação do país na competição é construir um padrão de competência mundial e identificar oportunidades de melhorias no ensino profissionalizante, trazendo-as para o processo de educação do Brasil. “Considerando que hoje o potencial industrial do nosso país exige um perfil de profissional mundial. A nossa participação é para buscar uma equidade quanto à formação profissional com os melhores do mundo, construindo assim uma plataforma que viabiliza qualquer indústria ser competitiva no Brasil”, afirma.

Segundo Spada, as perspectivas do Senai-SP para a competição são boas. Para ele, o apoio das lideranças da instituição no processo é fundamental. “Passamos por uma ação de crescimento gradativo. Há um resultado que vem crescendo. E isso considerando o mérito, a parceria de empresas e o apoio da alta direção do Senai-SP”, avalia.

Alta performance

Para que os alunos possam representar o país no WorldSkills, eles devem enfrentam um longo percurso não só de treinamentos, mas também de competições que começam com a Olimpíada do Conhecimento.

Spada: alunos selecionados para a disputa a partir de várias etapas de provas. Foto: Divulgação/CNI

Spada: alunos selecionados para a disputa a partir de várias etapas de provas. Foto: Divulgação/CNI

De acordo com Spada, o processo seletivo é composto, a princípio, pela etapa escolar da competição. Nesta fase, são selecionados os melhores alunos de cada unidade Senai-SP. Os critérios de seleção são definidos pela própria gestão da escola, podendo variar de avaliações normais do curso à provas especificas, por exemplo.

Em seguida, os estudantes participam das etapas estaduais e nacional, nas quais são aplicadas provas avaliadas de 0 a 100 pontos. Mas não para por ai: no decorrer da Olimpíada ainda há uma série de outras seletivas.

Na primeira bateria, o campeão e o vice-campeão de cada estado disputam uma vaga no torneio nacional. Na segunda, os dois melhores colocados do país em cada modalidade realizam novas provas: quem tiver o melhor desempenho terá a oportunidade de ir para o mundial, enquanto o outro ganhará o direito de participar do WorldSkills América ano que vem, em Bogotá, na Colômbia.

Definido o aluno, ocorre, por fim, um último evento classificatório. Este, segundo Spada, com o objetivo de aprimorar o processo de preparação do estudante e estimulá-lo para que ele busque constantemente o seu aperfeiçoamento profissional. Nesta etapa, o competidor deve atingir um índice, ou seja, uma meta de desempenho necessária para que ele represente bem o país na competição.

“Caso o competidor esteja aquém da performance do WorldSkills, ele continuará treinando e buscando aprimoramento para que ele tenha um desempenho referenciado ao último mundial. Então, quando falamos em uma nova seletiva é porque o desempenho do aluno ainda exige um aprimoramento”, complementa.

Nada a dever à Coreia e ao Japão

Até o início do mundial, os alunos seguem suas rotinas de treinamento, que variam entre oito e até doze horas por dia, dependendo das metas do competidor para o mundial. Durante a preparação, os competidores também recebem todo o apoio necessário, principalmente no que diz respeito à infraestrutura. Para o diretor do Senai-SP, as escolas detém uma infraestrutura de tecnologia dentro do padrão de excelência mundial. “Hoje você pode comparar os ambientes de ensino do Senai-SP com qualquer país do mundo, inclusive Coreia e Japão”, destaca.

O WorldSkills é composto por provas que duram de 20 a 22 horas, no máximo. O número de avaliações varia conforme a categoria. O critério de avaliação permanece o mesmo: cada prova ou cada subdivisão de determinada prova recebe uma nota.  A somatória de todas as notas resulta na pontuação final do competidor. Para os países, o processo é diferente, pois, além do ranking de medalhas, ele é classificado de acordo com a média dos pontos das modalidades em que competiu.

Painel com todos os países participantes do evento. Foto: José Carlos Dalfré

Painel com todos os países participantes do evento. Foto: José Carlos Dalfré

Não há restrições para participar do mundial, a não ser o limite de idade. O aluno classificado não deve completar 23 anos no ano da competição. O evento é aberto à visitação pública, porém a delegação oficial de cada país deve ser composta apenas pelo delegado oficial (responsável pelos aspectos de gestão e estratégia do WorldSkills), delegado técnico, experts (profissionais que irão representar o país, discutindo e aplicando a prova e definindo os critérios de avaliação) e, claro, pelos alunos.

Cada equipe pode levar suas próprias caixas de ferramentas. O Brasil leva, em média, de 6 a 7 toneladas de equipamentos. Um dia antes do início da competição ocorre a familiarização, quando os competidores podem entrar em contato com seus ambientes de trabalhos e conhecer melhor os equipamentos da disputa.

Professores do Senai-SP participam do WorldSkills 2013 como treinadores e avaliadores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Não são apenas estudantes que integram a comitiva brasileira rumo à principal competição internacional de educação profissional e tecnológica, que acontece entre os dias 2 e 7 de julho, em Leipzig, na Alemanha. Também participam do torneio alguns professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), auxiliando os participantes (treinadores) e preparando provas e avaliações (experts).

É o caso do pedagogo Edson da Silva, que parte, nesta quarta-feira (26/06), com destino à sua segunda WorldSkills. Professor da escola Senai “João Martins Coube”, de Bauru (SP), ele participou da edição do torneio que ocorreu em Londres, em 2011. Neste ano, Silva repete a função de expert de motores.

Edson da Silva: orgulho de ser um dos juízes das atividades de tecnologia automobilística da  disputa. Foto: Divulgação

Edson da Silva: orgulho de ser um dos juízes do WorldSkills. Foto: Arquivo Pessoal

O pedagogo explica que o expert é um especialista que avalia as competições. “Serei, de fato, um dos juízes das atividades de tecnologia automobilística. O único do Brasil”, diz.

De acordo com Silva, o torneio de tecnologia automobilística conta com seis competidores de cada país e um total de 33 avaliadores, responsáveis por criar as missões. “Serão três horas de tarefas, cada uma com 50 critérios de avaliação. Sendo seis provas ao longo de quatro dias”, explica.

Habilidade para enfrentar problemas

Silva destaca que além de avaliar os competidores, cabe aos experts criar a “situação problema”, que consiste em “pôr erros” no motor do carro. Depois disso, os competidores precisam identificar e resolver esses problemas. “Nós chegaremos três dias antes do início do torneio, para colocar os defeitos nos motores e montar as atividades.”

O expert destaca que o interessante da competição é que ela recria o dia a dia de um profissional da mecânica. “Nós criamos o problema e entregamos a reclamação ao competidor, para ele resolver. Assim como acontece em uma mecânica comum”, conta.

Silva explica também que, além de motor, a WorldSkills conta com outras competições ligadas às principais partes constituintes de um veículo automotivo. Entre elas, controle dimensional e diagnóstico, atividades ligadas a reparos e diagnósticos de freios, suspensão e direção; reparos de alinhamento; provas elétricas, de transmissão e injeção eletrônica.

Funcionário do Senai-SP há 25 anos,  ele diz que a experiência de ser juiz em um torneio importante como o WorldSkiils é gratificante. “É uma experiência fantástica, que congrega pessoas de 33 países diferentes, entre eles os melhores em tecnologia automobilística, como Alemanha, Japão e Estados Unidos.”

“Espero que nós, do Senai-SP, consigamos voltar com o maior número de medalhas”, disse. No total, a delegação brasileira será integrada por 44 competidores, vinte deles estudantes do Senai-SP, que representam o país em 17 categorias.

Doze horas de treinamento por dia

Na sexta-feira (28/06), é a vez do professor Thiago Luiz Barbosa, de 28 anos, viajar para o país europeu. Barbosa, instrutor ferramenteiro da unidade do Senai-SP do Brás, na capital paulista, realiza um sonho com a participação no torneio. “Como aluno do Senai-SP, fui campeão estadual, em 2013, e nacional em 2004, na modalidade mecânica de usinagem. Mas, infelizmente, nunca competi na WorldSkills, pois, na época, minha modalidade não participava da competição”, lembra.

Barbosa conta que pela primeira vez tem um aluno classificado para a competição. “É um sonho, uma satisfação pessoal. Demorei dez anos para participar de uma WorldSkills. Não irei como aluno, dessa vez, mas irei acompanhando Bruno Ramalho, com quem trabalho desde 2008.”

Barbosa conta que o treino que realiza ao lado de Ramalho, de 20 anos, é bem puxado. Tudo para voltar para o Brasil com a medalha de ouro. “Antes da competição mundial chegamos a treinar 12 horas por dia. Nosso objetivo é conquistar ao menos a medalha de bronze. Mas sei que podemos mais.”

Luiz, à esquerda, e Bruno: desafio de vencer as equipes do Japão e da Coreia do Sul. Foto: Divulgação

Luiz Barbosa, à esquerda, e Bruno Ramalho: desafio de vencer as equipes do Japão e da Coreia do Sul. Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com o treinador, o maior desafio para Ramalho é superar o Japão e a Coreia do Sul, principais equipes na categoria construção de molde. “O Bruno é um ex-aluno que já terminou o curso técnico e foi contratado pelo Senai como trainee, pois ganhou a competição estadual, em 2011, e a nacional, em 2012”, conta.

Barbosa destaca que não são somente os alunos participantes da competição que saem ganhando com o WorldSkills. “Participar do torneio agrega muito para mim na esfera profissional. Como instrutor, vejo processos diferentes e vivencio outras experiências. Além disso, tenho contato com tecnologia de ponta e posso trazer novos conhecimentos de volta”, conta.

Galeria de Arte Digital do Sesi-SP faz parte das comemorações do ano Brasil-Alemanha

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A abertura da  nova exposição da Galeria de Arte Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na noite dessa quarta-feira (15/05), transformou a fachada do edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em plataforma para as comemorações do ano Brasil-Alemanha 2013-2014.

Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

Com obras visuais e interativas, a mostra “Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas” mistura culturas dos dois países. “Essa mostra busca um mundo bem melhor para o desenvolvimento da pessoa humana, conectando inovação e inteligência entre o Brasil e a Alemanha”, afirmou o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni.

“Um aspecto muito importante dessa mostra é a interatividade porque não é apenas receptiva; ela envolve o público”, afirmou o presidente mundial do Goethe-Institut, Klaus-Dieter Lehmann, ao destacar o fato de a exposição não está num ambiente virtual, mas sim num espaço público.

Para ele, o papel das duas curadoras, uma de cada nacionalidade, trabalhando em conjunto para dar vida ao projeto, foi muito importante. “Elas tiveram um papel fundamental na escolha das obras e artistas, porque São Paulo e Berlim são cidades diferentes”, afirmou Lehmann.

Marilia Pasculi, da Verve Cultural/Brasil, Susa Pop, do Public Art Lab, curadoras da mostra 'Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas'. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

A curadora Marilia Pasculi, da Verve Cultural/Brasil, explicou que essa mostra é a junção de obras de artistas dos dois países – quatro, no total, que são tratadas como uma única obra. “O nosso briefing para os artistas foi o e pensar nessa fachada como uma janela para o público interagir. A ideia era ser uma mídia urbana, como é”, afirmou.

“Essa mostra é uma plataforma de intercâmbio cultural, um palco digital para os cidadãos”, afirmou curadora Susa Pop, do Public Art Lab. Na opinião da alemã, essa oportunidade permitiu que os artistas mesclassem as culturas das nações. “Eles [os artistas] buscaram misturar as culturas dos dois países e criam algo totalmente novo”, completou.

Brasil-Alemanha 2013-2014

Klaus-Dieter Lehmann, presidente mundial do Goethe-Institut. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

O presidente mundial do Goethe-Institut, Klaus-Dieter Lehmann, lembrou que essa exposição faz parte de uma série de eventos que inauguram as comemorações do ano Brasil-Alemanha, que começou na segunda-feira (13/05) com a vinda do presidente da Alemanha, Joachim Gauck, que participou do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha.

Para Walter Vicioni, essa mostra materializa o tema do ano Brasil-Alemanha [Quando ideias se encontram”]. “É uma conexão da cultura de dois num formato inusitado que provoca um novo olhar dos artistas”, explicou Vicioni.

A curadora Marilia Pasculi concorda. “Esse é o nosso projeto dentro desse cenário. Além de aproximar a arte digital entre os dois países, o público é cocriador da obra e isso é muito importante.”

Clique aqui e conheça mais sobre a mostra “Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas”.