Ministério da Ciência e Tecnologia está disposto a aprofundar cooperação com a Fiesp

Alice Assunção e Lucia Rodrigues, Agência Indusnet Fiesp 

Apesar dos ajustes fiscais promovidos pelo governo federal na economia brasileira, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, afirmou nesta segunda-feira (23/02) que deve avaliar uma proposta de desoneração na contratação de doutores e mestres para pesquisa no setor privado. Em reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele disse ainda que pretende fortalecer o diálogo com a entidade “pelo que ela pode ajudar o país no esforço da retomada do crescimento”.

“Eu vou examinar com a equipe do Ministério os ganhos que a sociedade e a produção terão caso essa medida [de desoneração] seja adotada. Vamos analisar também o provável impacto na arrecadação. Eu acredito que esse impacto deve ser pequeno, e o resultado muito promissor”, disse Aldo Rebelo após ser recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Ministro Aldo Rebelo, Paulo Skaf e o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Durante a reunião com o ministro, o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp reiterou a necessidade da desoneração para contratações de doutores e mestres por parte de empresas. Esta é uma reivindicação já conhecida pelo Ministério de Ciências e Tecnologia, segundo Aldo Rebelo.

“Foi uma reunião de trabalho, essa pauta já existe e o que pode haver é uma ampliação dela. O Ministério está disposto a aprofundar os laços de cooperação com a Fiesp”, afirmou o ministro. “A Fiesp é muito mais que uma plataforma de reivindicação dos empresários, ela é a memória do esforço brasileiro para industrialização, e a história do esforço no Brasil para construir sua base industrial. Nós temos que valorizar a interlocução com a Fiesp”, disse.

Na avaliação de Aldo Rebelo, o déficit histórico em transações correntes ocorrido no ano passado foi provocado principalmente pela perda de competitividade da indústria.

“O Brasil precisar superar todos os obstáculos à inovação. É um desafio comum que envolve governo, indústria e, portanto, a Fiesp”, afirmou.

>>Ouça o boletim sobre a visita do ministro Aldo Rebelo

Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Code

Agência Indusnet Fiesp

Mario Frugiuele: um dos representantes do setor produtivo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em portaria publicada no início deste mês no Diário Oficial da União, o Ministério do Esporte criou a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas. A finalidade do organismo – com representantes dos setores produtivo e esportivo, da sociedade civil e do governo – é subsidiar a pasta em assuntos de sua competência.

Um dos representantes do  setor produtivo é o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e segundo diretor secretário da entidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Eugenio Frugiuele.

Também integram a Câmara, entre outras organizações, representantes dos comitês olímpico e paralímpico, das confederações de futebol, vôlei, atletismo, basquete, e dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A portaria foi assinada pelo ministro Aldo Rebelo, que participou de uma reunião do Code em março deste ano.

>> Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria brasileira

Para ministro do Esporte, é preciso enxergar as oportunidades que a Copa proporciona

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

É importante mudar a visão pessimista diante dos grandes eventos esportivos que o Brasil sedia entre 2014 e 2016, afirmou na manhã desta segunda-feira (31/03) o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Todos os países querem acolher e sediar os Jogos Olímpicos e a Copa. Nenhum evento é capaz de reunir tanto interesse como esses dois eventos”, enfatizou o titular da pasta.

A estimativa é que a competição tenha 40 bilhões de telespectadores, dos quais três bilhões somente na final da Copa. Com esses números em mente, o ministro disse que é momento do Brasil se questionar de que modo pode tirar melhor proveito desses dois empreendimentos.

“A projeção é de que só a Copa do Mundo possa gerar 3,6 milhões de empregos e acrescentar ao PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil 0,4% até 2019. E que pode atrair investimentos privados na ordem R$ 3,4 para cada R$ 1 de investimento público firmado”, disse Rebelo, citando um estudo da empresa de consultoria Ernst Young e da Fundação Getúlio Vargas.

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Imagem do Brasil

Para Aldo Rebelo, o desempenho nos esportes pode ajudam a projetar a imagem e a influência do país. “Foi o caso do Emerson [Fittipaldi, presente na reunião] que ajudou a projetar o Brasil no automobilismo, do Pelé com o futebol, e outros astros em outras modalidades.”

O ministro citou o estudioso francês Pascal Boniface, autor do livro “A Terra é Redonda como uma Bola: Geopolítica do Futebol”, para quem um país precisa ter três condições básicas (território, população e governo) e uma seleção nacional de futebol se quiser entrar na geopolítica mundial.

“Os maiores objetivos da China são: classificar a seleção chinesa para uma Copa do Mundo, sediar uma Copa do Mundo e ganhar uma Copa do Mundo. E nós já fizemos tudo isso. Somos o único a participar de todas as Copas, somos o país que teve o maior astro do futebol. Sempre fomos grandes protagonistas. E nas Olímpiadas também temos alcançado destaque.”

Caminhos para o país

Como a Copa e os Jogos Olímpicos podem gerar efeito curador e permanente nos negócios e na economia do Brasil? Como integrar o esforço no sentido de dar dinamismo aos negócios do esporte? Quais são as ações que devem ser adotadas?

Segundo o ministro, a iniciativa do Comitê de Desporto da Fiesp em buscar respostas a essas perguntas é pioneira e constitui um importante passo para o Brasil.

“A meu ver, o desenho institucional dessa ação deve reunir os ministérios do Esporte, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, das Relações Exteriores, a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o setor produtivo, as entidades relacionadas à cadeia produtiva do esporte, as entidades e confederações ligadas ao esporte e nossos representantes nos organismos internacionais”, afirmou.

O passo seguinte, segundo o ministro, é, a partir daí, construir um caminho para remover os obstáculos ao crescimento e a consolidação do setor no país.

Rebelo também considerou importante realizar estudos para se detectar o quanto representa o PIB do esporte nacional e qual o tamanho da economia do esporte no Brasil na economia mundial.

“Os cálculos que são realizados, por aproximação, para o futebol nos apresenta uma tragédia. O PIB do esporte estaria mais de 30% nas mãos dos ingleses, pouco mais de 20% na mão dos alemães, entre 15 e 20% para a Espanha e nós estaríamos lá embaixo, no degrau de 2%. Então, esse país, que é um grande protagonista dentro de campo, tem essa posição.”

Sobre as críticas contra a Copa

Aldo Rebelo fez críticas aos setores da imprensa que tentam desqualificar o Brasil por sediar a Copa do Mundo. “Há poucos dias, um editorial do jornal Folha de São Paulo citou que a Copa do Mundo no Japão ajudou a recuperar a economia daquele país e a colocá-lo como protagonista na Ásia.”

Ele afirmou que não há motivos para se questionar se o Brasil é capaz de realizar a Copa, ressalvando que os projetos dos estádios são tecnicamente mais simples do que outras obras realizadas por essas construtoras e que os aeroportos terão capacidade acima da demanda projetada – os aeroportos militares, de acordo com o ministro, estão à disposição para algumas operações.

Com relação à possibilidade de violência durante os eventos, Rebelo reconheceu  que o tema preocupa, mas que esse tipo de problema não é exclusividade do Brasil, citando os incidentes na estação de trem durante os últimos Jogos de Inverno e os sequestros de atletas nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

“Nós vamos fazer esses dois eventos com as virtudes e os defeitos no nosso esforço da construção nacional”, concluiu.

Comitê do Desporto da Fiesp pede apoio a Aldo Rebelo para fortalecimento da indústria

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Aldo Rebelo: isenção fiscal não é tabu. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou na manhã desta segunda-feira (31/03) da reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Entre os convidados, o secretário municipal de esportes Celso Jatene e o presidente do Conselho Superior do Desporto da Fiesp, Emerson Fittipaldi, e representantes da indústria e associações esportivas. A reunião foi presidida pelo coordenador do comitê, Mario Frugiuele.

Na pauta do encontro, a série de dificuldades que os fabricantes de produtos esportivos de alto rendimento enfrentam para obter homologações exigidas por organismos internacionais, um dos requisitos para ser fornecedor dos Jogos Olímpicos Rio-2016, segundo sustentaram os representantes do Grupo de Trabalho e Normalização e Selo de Qualidade do Code.

Aldo Rebelo ressaltou a importância de valorizar as marcas nacionais e destacou que a cultura de afirmação das marcas nacionais deve ser um esforço conjunto.

“Sem xenofobia, mas sendo realistas e lutando pelo que é nosso. O Brasil precisa dessas marcas internas e no mundo”, afirmou, questionando em seguida: “Por que o Japão e a América podem ter uma marca mundial de equipamentos e materiais esportivos e o Brasil não pode ter? Qual o esforço que precisa ser feito? Qual o passo precisa ser dado para que a gente possa competir com o mundo, com nossa indústria, com nossa marca, com nossa renda?”

Aldo Rebelo questionou o que o governo precisa fazer para apoiar processo de homologação dos produtos brasileiros. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Renúncia fiscal

Rebelo disse saber que a principal queixa da indústria está na questão tributária. Segundo ele, por parte do governo, não há tabu contra a isenção fiscal.

Como exemplo, citou o setor automotivo que, mesmo sem marcas brasileiras, conseguir a manter a fabricação em território nacional. “Você calcula qual o interesse público e nacional na renúncia fiscal e na isenção que se oferece, pois você ganha competitividade e dá emprego. Acho que o mundo inteiro faz esse cálculo. E nós precisamos fazer.”

Sobre a questão de homologação internacional das marcas brasileiras, o ministro do Esporte destacou ainda que é preciso dar celeridade ao processo. “O que o governo precisa fazer?”, questionou.

“Temos que cuidar disso. E faremos o que estiver ao nosso alcance para ocupar o espaço correspondente às nossas ambições legítimas. Somos uma das 10 maiores economia do mundo, uma economia razoavelmente sofisticada. Temos várias áreas de excelência na indústria. E o governo tem a obrigação de fazer todo o esforço para apoiar, obedecendo uma estratégia”, disse Rebelo.

Code: à disposição

Mario Frugiuele: iniciativa privada precisa estar lado a lado com a área federal. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O coordenador do Code, Mario Frugiuele, afirmou que a Fiesp, por meio do Comitê, estará se unindo aos esforços do governo para o desenvolvimento do desporto no Brasil. “Vamos responder a esse chamado. A iniciativa privada precisa estar lado a lado com a área federal, pois estamos falando de Brasil”, afirmou.

“E, com certeza, o Code e a Fiesp estarão à disposição para desenvolver trabalhos, atividades e eventos necessários para o bom desenvolvimento da produção da indústria, dos serviços da área do esporte”, destacou Frugiuele.

Normas para produtos de lazer e treinamento

Outro ponto apresentado na reunião é a falta de uma norma nacional para a fabricação de produtos esportivos ligados ao lazer e treinamento.

Um dos convidados da reunião, o presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Pedro Buzzato, afirmou que a instituição está aberta para criar uma comissão para desenvolver normas para a área do esporte.

Ministro do Esporte Aldo Rebelo participa de reunião de comitê na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participa nesta segunda-feira (31/03), às 10h30, em São Paulo (SP), de reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na pauta da reunião, a política de fomento à indústria do esporte, desoneração fiscal da cadeia produtiva do desporto, exportação e Lei de Incentivo ao Esporte.

Mostra inédita sobre os Jogos Olímpicos fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso até domingo, 30/06

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Termina no próximo domingo (30/06) a exposição interativa “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Exposição Jogos Olimpicos. Foto: Divulgacao/COB

 

A mostra, realizada no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, reúne cerca de 300 peças do acervo do Museu Olímpico do Comitê Internacional (COI) em Lausanne, na Suíça, que representam a trajetória dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

De acordo com a curadora do Museu Olímpico, Frederique Jamolli, a iniciativa apresenta pela primeira vez no Brasil parte dos objetos da exposição permanente do museu de Lausanne.

“É a primeira vez que nosso acervo viaja para o Brasil e nós temos uma grande oportunidade de divulgar o movimento olímpico no país. O público terá a chance de ver coisas que normalmente são expostas apenas em Lausanne.”

A diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Christiane Paquelet, explicou por que São Paulo foi escolhida para abrigar a mostra: “É uma cidade muito especial, com uma população esportiva muito grande. Eu acho que a gente conseguiu fazer uma exposição em que o povo brasileiro conseguisse ter uma ideia do que é o museu olímpico e também facilitar o acesso as peças e imagens que contam esta história.”

Interatividade

Visitantes poderão ver objetos históricos (como as Piras Olímpicas) do acervo do Museu Olímpico do COI. Foto: Ayrton Vignola/FIESP

Para aproximar o público dos Jogos Olímpicos, a exposição foi dividida em oito módulos: Jogos da Antiguidade, O Sonho de Coubertin, Acendendo a Tocha, Cerimônias; Esportes e Medalhas; Mascotes; Memorabília e Time Brasil.

Durante a exposição, os visitantes poderão apreciar peças raras como a cópia do discurso proferido pelo Barão de Coubertin, em 1982 – com a proposta da criação dos Jogos Olímpicos-; a sapatilha e a medalha do brasileiro Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico nos jogos de Helsinque, em 1952, e Melbourne, em 1973; o uniforme do tenista suíço Roger Federer, nas Olímpiadas de Pequim (2008); e a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de Helsinque (1952).

Além disso, o público poderá interagir com algumas peças, como, por exemplo, empunhar a tocha dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – com a Tower Bridge ao fundo -, tirar foto ao lado da famosa mascote Micha, das Olímpiadas de Moscou (1981) e participar de uma simulação de salto em distância. Além de jogos educativos, sala de cinema e visitas monitoradas.

Serviço:
Exposição Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte

Período expositivo: de 16 de abril a 30 de junho – às segundas, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10 às 20h; e domingo, das 10h às 19h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos escolares e de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396

Aldo Rebelo, Nuzman e Paulo Skaf participam de abertura de exposições na Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, prestigiou as cerimônias de inauguração para convidados da exposição interativa “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” e da exibição de 48 fotos denominada “Olhar a toda prova”, em eventos realizados na noite de segunda-feira (15/04) no Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso.

A primeira mostra é organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Já a segunda é uma iniciativa do Sesi-SP.

Aldo Rebelo, ministro do Esporte; e Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, prestigiaram as cerimônias de inauguração das exposições “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” e “Olhar a toda prova”, no Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Que esta exposição [“Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”] seja visitada pela nossa comunidade em São Paulo, pelos brasileiros e pelas crianças da rede pública e que ela ajude a preparar no Brasil o espírito de 2016, o espírito olímpico da paz entre as nações”, afirmou Rebelo.

Ao falar sobre a iniciativa, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, ressaltou o compromisso com a formação plena de crianças e jovens por meio da educação e do esporte.

“A indústria de São Paulo prioriza a educação, mas quando nós falamos em educação, ela não se dá só na sala de aulas ou nos laboratórios. Ela se dá nas quadras de esportes, na boa alimentação e nas práticas culturais”, afirmou Skaf.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, disse que a exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” irá contribuir para formação de novos atletas do esporte brasileiro: “Esse é um legado para os jovens que virão aqui e eles vão se contagiar com o esporte e vão sentir a história do que o esporte trouxe tanto séculos para humanidade, para que isso possa ser traduzido em uma forma que eles entendam e que eles possam participar do futuro do esporte brasileiro”, afirmou Nuzman, agradecendo a Fiesp por receber a exposição.

Código Florestal mobiliza setores da sociedade em debate na Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Ministro do STF, Gilmar Mendes

A Fiesp sediou nesta segunda-feira (15) o Ciclo de Reformas, que chega à sua terceira etapa. O debate do Código Florestal contou com a presença dos principais representantes dos setores envolvidos do projeto de lei em andamento no Congresso Nacional.

Para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Ferreira Mendes, trata-se de um dos principais debates realizados recentemente. Ele enfatizou a necessidade de garantir segurança jurídica devido às diversas interpretações em torno do Código.

Segundo Mendes, o assunto é acompanhado com interesse. Questionado sobre o controle preventivo de constitucionalidade, o ministro enfatizou que essa verificação será feita a posteriori, após aprovação e promulgação. Mas avaliou que o deputado federal Aldo Rebelo orquestrou um diálogo com as mais diversas forças.

Deputado federal, Aldo Rebelo

O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto, defendeu que as regras e os dispositivos em torno do Código Floresta equilibrem as necessidades da nação e da população, ou seja, combinar a proteção do meio ambiente com a produção agrícola.

Rebelo defendeu que os povos da floresta tenham acesso a serviços básicos, mas criticou a atuação de ONGs, recebidas no Palácio do Planalto quando os agricultores brasileiros não o foram, e que isso ocorra às vésperas da votação do Projeto de Lei no Congresso Nacional. O deputado crê em sua aprovação até o final do ano e a senadora Kátia Abreu (sem partido, TO), até outubro.

Para a parlamentar, as metragens das Áreas de Preservação Permanente (APPs) deveriam ser estabelecidas com base na orientação de cientistas. “Além disso, o Estado deve definir as unidades de conservação ambiental, como parques e reservas nacionais, em vez de interferir nas fazendas, nas unidades produtivas”, contestou.

Senadora Kátia Abreu

A senadora, também à frente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), declarou-se contra a reserva legal, pois não acredita que ela irá funcionar. Kátia Abreu enfatizou que continuará defendendo seu posicionamento em relação às unidades de conservação em prol da segurança jurídica.

Passo seguinte

“A discussão sobre a necessidade de um Código Florestal já está superada.” A afirmação foi feita por André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone) e coordenador da RedeAgro, ressalvando que o importante agora é focar em qual modelo será adotado.

Ministro do STJ, Antonio Herman de Vasconcelos e Benjamin

Já o ministro Antonio Herman de Vasconcelos e Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), levantou outro ponto de atenção. Para ele, o Código Florestal se transformou no “desaguadouro de várias agendas”, incluindo as que dizem respeito ao solo urbano.

“A questão do parcelamento do solo urbano não deveria ser contemplada pelo novo Código, porque há projeto de lei específico em tramitação na Câmara dos Deputados. Assim, não interessa trazer tudo para dentro do Código”, avaliou.

Também participaram dos debates, na parte da manhã, Renato Nalini (desembargador do TJ-SP), Luis Stefanini (desembargador federal), Roger Stiefelmann Leal e Patricia Iglecias (professores da USP) e Cristina Godoy de Araújo Freitas (promotora).

O Ciclo de Reforma é uma atividade conjunta do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), da Escola de Direito do Brasil (EDB) e do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) com o apoio da Fiesp.

Há expectativa de que o Código Florestal seja votado no início do próximo governo

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil é o único país no mundo que tem reserva legal”. A crítica do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) abriu na última terça-feira (26) os debates sobre o Código Florestal no Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema), na Fiesp.

Relator da Comissão Especial de Mudanças do Código Florestal da Câmara Federal, Rebelo contestou as resoluções em vigor que colocam na ilegalidade 90% dos proprietários rurais, micro e pequenos proprietários em sua maioria, sem contar os possíveis reflexos quanto ao abastecimento de alimentos.

“É um paradoxo. Quase 20% da área produtiva seriam confiscadas. E, em São Paulo, seria uma tragédia econômica e social”, disse.

O deputado rebateu a versão de que o texto traz retrocessos quanto à proteção das florestas, com excessiva flexibilização nas áreas de preservação permanente que anistiaria desmatamentos feitos até 2008.

Outros pontos críticos dizem respeito à exigência de repor a cobertura florestal nativa em várzeas, por exemplo, levando a maioria dos agricultores à ilegalidade. “A cultura tradicional do mundo é na várzea”, rebateu. “Mais de 70% do nosso território ainda conta com vegetação nativa e a área urbana configura apenas 3% do território nacional”, avaliou.

Aldo Rebelo salientou que “o desenvolvimento das cidades se dá em torno dos rios” e questionou a aplicação das Áreas de Proteção Permanente (APPs) às margens dos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Nesse sentido, defendeu a manutenção das áreas já consolidadas e que haja um esforço rumo à preservação.

Questionado pelos participantes do debate quanto à expectativa de votação do relatório, Rebelo lembrou que o assunto foi extensamente debatido, internamente, e em reuniões públicas. A expectativa é que seja votado, no Plenário, logo no início do próximo governo.

“Deve-se procurar o bom-senso para a aprovação do relatório, preservando o interesse nacional em seu conjunto”, opinou, complementando que o uso e o parcelamento do solo já estão em estudo em outra Comissão Parlamentar da Câmara Federal.

Aldo Rebelo debate impasses legais e políticos do desenvolvimento sustentável

O Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp irá se reunir para avaliar os aspectos políticos e legais que estabelecem os limites entre proteção ambiental e desenvolvimento nacional, na próxima segunda-feira (3/5), a partir das 10h.

Para promover a discussão, o presidente do Cosag, Roberto Rodrigues, convidou o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da Comissão Especial de Mudanças no Código Florestal, da Câmara Federal.

Além dos entraves internos inerentes ao tema, o deputado argumenta que a análise do Código Florestal mexe com questões ideológicas, políticas e comerciais, pois possui ligação direta com a disputa entre a agricultura dos países ricos e emergentes, como o Brasil e EUA, travada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A reunião é coordenada pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS) e será realizada no auditório do 4º andar, na sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313.