Entrevista: Mario Frugiuele explica como estão sendo estruturadas as ações do Code

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Mario Frugiuele: Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Potência em revelar atletas talentosos, o Brasil virou o centro das atenções mundiais na área esportiva nos últimos anos, com a confirmação da Copa do Mundo da Fifa, realizada entre junho e julho de 2014, e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para trabalhar as questões relacionadas ao tema, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criou em 2013 o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) – um fórum de discussão e promoção de iniciativas visando fortalecimento dessa dinâmica cadeia produtiva, que reúne empresas de diversos setores e segmentos.

Em entrevista ao portal da Fiesp, o 2º diretor secretário da entidade e coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, detalha algumas dessas ações e esclarece como a Fiesp põe sua estrutura a serviço do desenvolvimento dessa cadeia produtiva.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

***

Como surgiu a ideia de criar o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto?

Mario Frugiuele – O Comitê foi criado, oficialmente, em abril de 2013, aliás, no mesmo dia da abertura da exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, aqui no Centro Cultural Fiesp, que contou com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Mas as tratativas para sua criação começaram um ano antes. Para nos ajudar, trouxemos o Mauricio Fernandez, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), e, hoje, diretor adjunto do Code.

Qual foi o desafio inicial encontrado pelo Comitê?

Mario Frugiuele – Com certeza foi o de dimensionar essa cadeia produtiva tão ampla. Quando falamos de cadeia produtiva do esporte, estamos falando de várias setores: têxtil, calçados, de equipamentos esportivos, de produtos farmacêuticos, entre outros. E essa é a amplitude que viemos tentando dimensionar corretamente. E, mais do que isso, tentando fazer com que todas essas áreas se relacionem.

Então, um dos objetivos do Code é criar essa conexão entre os setores?

Mario Frugiuele – Sim, é claro. O Code é um fórum adequado para que aconteça o relacionamento entre essas várias cadeias, categorias e indústrias. A ideia é que possam engendrar e dar encaminhamento a projetos. E o contato é fundamental porque, muitas vezes, se não houver um fórum correto para o debate, simplesmente não se discute o assunto. Essa é a grande ferramenta que a Fiesp põe à disposição das indústrias, de tal maneira que o trabalho se desenvolve e as partes se inter-relacionam.

E como tem sido o trabalho conjunto de setores tão diversos e quais os resultados iniciais desse contato?

Mario Frugiuele – Através dessa inter-relação surgem projetos que serão desenvolvidos dentro do âmbito do Comitê. Criamos comissões para ações e estudos específicos dentro das necessidades que são detectadas por meio desse grande diálogo. Hoje, no Comitê, já foram definidas quatro comissões: Desenvolvimento de Produtos e Marketing Esportivo; Selo de Qualidade e Normatização; Impostos, Incentivos e Legislação Esportiva; e Capacitação Profissional. Todas as comissões são compostas por diretores de sindicatos e de empresas importantes da área. E o interessante é que todo assunto é discutido de forma muito concreta. É a vida real acontecendo.

Que tipos de problemas e situações são discutidos dentro do Comitê?

Mario Frugiuele – Muitas vezes estamos discutindo problemas que afetam vários setores. Em outras, são debatidos assuntos específicos. É curioso mas uma mesa de reunião pode ter o diretor do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) da Fiesp e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Quando esses dois atores iriam sentar-se numa mesma mesa? Eles podem discutir, por exemplo, um problema com o tecido do maiô de natação. Eles podem verificar juntos como desenvolver esse produto e se este pode ser produzido aqui no Brasil. Ou seja, tudo isso só é possível se você tiver um contato e um relacionamento direto. Desta forma são cortados os caminhos. E isso faz o processo e os custos serem bem menores. É isso o que o Comitê está proporcionando.

No âmbito tributário, como o Code tem atuado?

Mario Frugiuele – O Comitê já realizou algumas reuniões e palestras sobre o tema. No final do ano passado, representantes da Secretaria de Esporte do Estado vieram à Fiesp para dialogar com os membros do Comitê sobre subsídios e incentivos fiscais. Veio também o representante da Receita Federal para falar do que está sendo elaborado e o que vai sair para a área de esportes em termos federais. Isso tudo a gente divulga, além do fato que, através do Comitê, os participantes têm contato aberto com os órgãos municipais, estaduais e federais. Neste ano, enviamos também um ofício para o Ministério da Fazenda solicitando a diminuição de IPI [Imposto Sobre Produtos Industrializados] em vários produtos de praticamente toda a cadeia do esporte. Houve uma reunião em Brasília (DF) com o secretário da Receita em que, juntamente com o Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, colocamos o nosso pleito. Na ocasião, foi comentado que deveríamos iniciar esse processo não de uma forma global, mas por setores que fossem mais importantes e assim, gradativamente, vamos solicitando e conseguindo essas reduções. Então, já temos uma posição, por parte do Poder Público, de como essas reduções possam ser feitas. O que se subentende que existe uma aceitação, a priori, da redução de IPI em produtos esportivos.

Como o Code pretende contribuir para o desenvolvimento das empresas brasileiras que atuam no segmento esportivo? 

Mario Frugiuele – Primeiro, precisamos desenvolver produtos nacionais aptos para a formação de atletas olímpicos. Hoje, temos uma dificuldade de conseguir fornecedores nacionais para esportes de alto rendimento. E a indústria nacional, em muitos casos, ainda não tem produtos adequados para esse tipo de treino. Pretendemos desenvolver esses produtos dentro de um mínimo de possibilidade de utilização, para que a indústria nacional possa fornecer para ao menos uma parcela desse mercado. É importante se questionar: o que falta para indústria nacional chegar perto? Eu posso fazer um produto tecnologicamente não tão avançado, mas posso usar isso em clubes? Creio que pode haver um meio termo no caminho da formação do atleta. E esse meio termo é o início nas escolas e nos clubes esportivos. A indústria tem que se adequar a isso e deve saber quais as necessidades dos mais variados esportes. Esse é o trabalho do Comitê: aproximar essas situações e fazer essa possibilidade de adequar produtos que existem ao nível necessário. E queremos também desenvolver missões comerciais internacionais e levar nossas empresas para fora. Dentro da comissão de Marketing Esportivo já estamos estudando rodadas de negócios nacionais e internacionais com a Apex-Brasil [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] e Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], e capacitação da indústria com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial].


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Reuniões plenárias do Comitê de Desporto juntam representantes de diversos setores da indústria, de governos e das entidades do esporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Nesse sentido, é importante uma aproximação com as confederações e outras instituições que estabelecem os critérios de qualidade e requisitos técnicos dos produtos, correto?

Mario Frugiuele – Sim. O Code promove essa integração com clubes, instituições de ensino, o próprio Sistema S e o setor público. Para nos desenvolver nisso é preciso haver uma integração entre todos esses elementos. Com a comissão de Selo de Qualidade e Normatização, o Code teve um diálogo inicial com a ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], a USP [Universidade de São Paulo] e outras entidades regulamentadoras. Estão sendo debatidos temas como padronização por cadeia produtiva, material esportivo, prestação de serviço, máquinas e equipamentos, entre outros.

O Code tem feito alguma proposição de mudanças nas leis relacionadas ao esporte

Mario Frugiuele – Temos estudado com atenção vários temas como a Lei de Incentivo Estadual, o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], a estrutura da Lei de Incentivo Municipal, impostos sobre os produtos esportivos. Todo esse trabalho envolve vários departamentos da Fiesp, como o Departamento Jurídico (Dejur), departamentos especializados como os de Meio Ambiente (DMA), Infraestrutura (Deinfra), Indústria da Construção (Deconcic), da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi). Todos os departamentos participam dos trabalhos e discussões do Comitê e, dependendo do foco de uma reunião, convocamos esses departamentos e os trabalhos com as comissões são desenvolvidos junto com eles. Também participam outros Comitês de Cadeia Produtiva como o Comcouro e o Comtextil, que fazem parte dessa transversalidade que é o esporte. O setor público está também sempre presente nessas discussões e há também participação de muitos representantes das empresas do setor.

Como é  o relacionamento do Code com o governo?

Mario Frugiuele – Sempre que detectamos uma necessidade, conversamos diretamente com as autoridades. Em março, por exemplo, convidamos para a reunião plenária do Code o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e na ocasião sugerimos a criação de uma comissão ou câmara que pudesse envolver outros ministérios na discussão e na solução de entraves na área do esporte. Este ano fomos convidados para uma reunião interministerial que se realizou em setembro, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), com a presença dos ministros Aldo Rebelo (Esporte) e Mauro Borges (MDIC), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Nesta reunião foi resolvida a criação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços de Esporte e Atividades Físicas, com a finalidade de subsidiar o Ministério do Esporte em assuntos de sua competência. A câmara setorial foi criada oficialmente em outubro, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. E o Code faz parte dessa câmara. Assim, com ações como esta, conseguimos uma interação rápida e correta com o governo.

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Ministro Aldo Rebelo (à esquerda) e Mario Frugiuele durante reunião do Comitê do Desporto da Fiesp em março deste ano. Foto: Everton Amaro/Fiesp


No ano passado foi criado também o Conselho Superior do Desporto. Como é a interação entre Comitê e Conselho? 

Mario Frugiuele – Os Comitês têm uma função diferente dos Conselhos. O Conselho é mais estratégico e trabalha os macro temas, ou seja, é foro de discussão mais amplo. No caso do Comitê também há discussões sobre os temas do desporto, mas o foco é no dia a dia e se desenvolve uma ação. Vale a pena destacar que essa formulação estrutural de como a Fiesp deve funcionar foi estabelecida com a vinda do presidente Paulo Skaf, que definiu a criação de Comitês, Conselhos, Departamentos, Comitês Temáticos. A implantação desse modelo de organização, idealizado pelo presidente, facilitou de maneira exemplar a gestão de todos esses processos e todas as áreas, que ficaram muito bem definidas. O interessante é que novos Comitês são criados, pois não é um processo estático. Aliás, essa estrutura vai se moldando para atender novas necessidades, de forma ágil e no pulso da indústria.

A criação do Conselho do Desporto é fruto dessa visão?

Mario Frugiuele – Sim. Ele é mais uma prova dessa dinâmica da Fiesp. No Comitê detectamos a necessidade de discutir mais profundamente determinados temas. E para tal seria necessário um agente da área do esporte com uma visão mais profunda do esporte. Então, o Comitê percebeu a necessidade de um Conselho. Para liderar esse Conselho foi feito um convite ao Emerson Fittipaldi, uma figura que dispensa apresentações. Ele tem uma visão de voluntariado e é uma figura querida nacional e mundialmente. O Conselho está se estruturando e esperamos que a vinda do Emerson traga também a expertise de outros expoentes do esporte do Brasil e do exterior. O Comitê vai colaborar e terá muito a aprender com esse Conselho. Essa é a vantagem de ter uma estrutura que não é fixa e que vai se remodelando e se aperfeiçoando. E a credibilidade da Fiesp é muito importante para isso. É um chamariz e um polo de atração de pessoas de bem que querem colaborar com o país.

O Code vai participar no final deste ano de uma grande feira relacionada ao assunto no Brasil?

Mario Frugiuele – Uma das entidades participantes do Code, a Abriesp, realizará no final de 2014 um grande evento que se chamará SportBusiness. O Code estará presente neste evento realizando com o Ciesp [Centro das Indústrias do Estado de São Paulo] rodadas de negócios tanto internacionais como locais. O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) vem realizando ações no sentido de divulgar e trazer interessados para essas rodadas, inclusive com reuniões que têm a presença de representantes de câmaras de comércio de diversos países.

Como se dará a contribuição das entidades da indústria paulista para estimular a cultura esportiva no Brasil?

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Mario Frugiuele: Code estará presente no SportBusiness. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mario Frugiuele – Um dos integrantes do Code é o diretor da Divisão de Esportes do Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo], Alexandre Pflug. Ele é a ponte de interação do Comitê com o Sistema Sesi e Senai.  Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] têm como foco a educação. Mas a educação integral só se completa com o esporte, que cria bons hábitos e disciplina. Sendo assim, o esporte faz parte do processo educativo e faz parte do foco das entidades da indústria. Aqui em São Paulo tem se realizado uma verdadeira revolução na área de educação no Sesi-SP e Senai-SP, principalmente no Sesi-SP com a implantação de educação em tempo integral.  O Sistema Sesi-SP de Ensino está sendo oferecido para a rede pública dos municípios paulistas. É um sistema já provado, de qualidade e vencedor. E o Sesi-SP também desenvolveu o Programa Atleta do Futuro, de formação esportiva para crianças e jovens, que já tem mais de 280 convênios firmados com prefeituras de todo o estado. E é dessa forma que podemos contribuir para se ter uma nação vencedora em qualidade de vida, pois o esporte, a saúde e a educação fazem parte da qualidade de vida. Os focos de atuação do Sesi-SP (esporte, saúde, qualidade de vida e educação) se complementam.

Isso trará algum reflexo direto às indústrias?

Mario Frugiuele – Sim, com certeza. Tanto o Sesi-SP como o Senai-SP são entidades que fazem parte do sistema sindical brasileiro que oferecem serviços para a indústria, beneficiando os trabalhadores das indústrias e suas famílias. Essa é uma forma de passar para a sociedade conhecimento, educação e qualidade de vida. O Sesi-SP está tratando do futuro das pessoas. E quem trata o futuro não tem que se preocupar com o passado. O foco é a prevenção para a saúde, visando manter a qualidade de vida.

>> Ministério do Esporte cria Câmara Setorial; Fiesp tem assento com coordenador do Comitê do Desporto

Centro Cultural Fiesp abre exposição de arte ibero-americana; Paulo Skaf destaca diversidade do espaço

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Foi aberta nesta segunda-feira (14/10), para convidados, e na terça-feira (15/10) para o público, a exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana”, na Galeria de Arte do Sesi-SP. Parceria entre o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Fomento Cultural Banamex, do México, a exposição traz 1.330 obras de arte. No total, são mais de 2.300 peças de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal.

É a primeira e maior mostra de arte ibero-americana no Brasil, oferecendo aos visitantes um panorama dos grandes mestres da arte popular desses países.

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Paulo Skaf entre o ministro Aldo Rebello (à esquerda) e Fernando Greiber (do Comcultura/Fiesp). Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf; da embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes; do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do diretor de compromisso social do Fomento Cultural Banamex, Andrés Albo Márques, e do diretor do Comitê de Ação Cultural da Fiesp e Conselheiro do Sesi-SP, Fernando Greiber.

A importância da Galeria do Sesi-SP como espaço cultural de São Paulo foi destacada por Skaf. “É um acervo maravilhoso, que mostra a riqueza e a criatividade da arte desses 22 países”, disse o presidente. “Há pouco tempo, a Galeria recebeu o File, uma exposição de tecnologia. Agora, uma exposição de arte popular e artesanal. Essa variedade que enriquece o espaço.”

Aldo Rebelo também ficou impressionado com as peças que fazem parte da exposição.“É um serviço importante que a Fiesp presta à sociedade brasileira e também à educação, à cultura, à história, à geografia”, afirmou o ministro. “O Brasil está bem representado e de forma bem distribuída, desde as redes artesanais do Mato Grosso, até o artesanato de Alagoas, Pernambuco e Bahia e as cerâmicas marajoaras, uma representação ampla da arte do nosso país.”

Para a embaixadora do México no Brasil, a exposição é uma forma de aproximar os países. “Trazer essa exposição para o Brasil foi um esforço da Banamex e do governo mexicano para estarmos mais perto do Brasil. Temos muita identidade. Nossos povos têm muito em comum, gostam de futebol, de arte popular, de música. Por isso é muito importante a colaboração da Fiesp e do Sesi-SP para organizar essa exposição”, disse Beatriz, que classificou a mostra como “extraordinária”. “Sou conhecedora de arte popular e nunca vi uma exposição como essa.”

Sobre a mostra

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Paulo Skaf e ministro Aldo Rebello. Exposição tem 1.330 obras de arte. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com a curadora da exposição, Cândida Fernández, a exposição nasceu em 1995, quando a Banamex realizou o projeto “Grandes Mestres da Artes Popular do México”. “Em um ano de crise econômica muito forte no país, pensei que era importante propor ao Conselho Diretivo um programa cultural com vértices sociais”, explicou.

“Por meio desse projeto, buscamos fazer um resgate cultural, por meio de fontes tradicionais da cultura mexicana, mais próximas do povo. Além disso, ao dar o devido reconhecimento a essas obras, por meio das exposições e dos livros, oferecemos aos artesãos mais oportunidades comerciais e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.”

Depois de 12 anos de programa no México, em 2007, teve início a fase ibero-americana. Foram 32 viagens por 20 países da América Latina, além de Espanha e Portugal, que selecionaram trabalhos de 510 artistas selecionados e mais de 2.500 peças. O resultado desse trabalho está em exposição na Galeria do Sesi-SP. Depois segue para Argentina, Chile e Peru.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana

Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: de 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.