Ajuste de preço não resolve problema; etanol precisa de política de longo prazo, afirma diretor do Itaú BBA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA. Foto: Everton Amaro

Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA. Foto: Everton Amaro

Cerca de um terço das empresas do setor sucroalcooleiro está a situação financeira não saudável, enquanto os canaviais estão em recuperação, mas apresentam rendimentos abaixo da média histórica, avaliou nesta segunda-feira (03/09) o diretor comercial do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, ao apresentar um panorama do segmento e falar sobre perspectivas para a produção de açúcar e álcool, durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Não dá para continuar nessa situação. Hoje, a sociedade brasileira está perdendo, o setor está perdendo. A gente já teve no primeiro semestre uma importação de 1,9 bilhão de litros de gasolina. Isso é renda que deixa de ser criada aqui, no Brasil, e vira despesa de divisas com importação enquanto poderíamos fazer combustível”, alertou Figliolino.

Segundo avaliação da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), até a primeira quinzena de agosto, foi produzido um total de 9,96 bilhões de litros de etanol da safra 2012/2013, ante 12 bilhões de litros produzidos em 2011/2012, o equivalente a uma queda de 17,5%.

“Ainda não conseguimos chegar a uma política para o etanol de longo de prazo. Não adianta dar reajuste e pronto. Como fica para frente? Precisa criar algo que se tenha segurança”, completou o diretor o executivo do Itaú BBA.