Propostas para segurança e defesa são apresentadas na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp recebeu nesta quinta-feira (27 de setembro) representantes dos candidatos à Presidência em melhor posição nas pesquisas de intenção de voto – Alckmin, Bolsonaro, Ciro, Haddad e Marina – para falar sobre seus programas para segurança pública e defesa. Carlos Erane de Aguiar, diretor titular do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp, abriu o evento falando sobre o dano ao potencial de crescimento econômica provocado pela violência. Também ressaltou a importância social e econômica do setor de defesa.

A senadora Ana Amélia, candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, foi a primeira a falar. “Não estamos nos dando conta do quanto esse espectro criminoso está se infiltrando na economia”, disse ao iniciar sua apresentação.

Explicou que falaria sobre a visão da relevância da indústria da defesa para a economia brasileira. Defesa não é brinquedo, é tecnologia, e há espaço gigantesco no mercado global, afirmou. Nenhum país desenvolvido deixa de dar importância à indústria da defesa, mas no Brasil não se conhece direito o setor.

Nossa fronteira é aberta, destacou. “É um queijo suíço.” Deu como exemplo o contrabando de cigarros, cuja venda no Brasil é controlada pelo crime organizado. Também defensivos agrícolas são trazidos ilegalmente. Há também roubo – de máquinas agrícolas, por exemplo, levadas de balsa do Rio Grande do Sul.

Ana Amélia listou programas estratégicos do Exército, para proteção de fronteiras e da infraestrutura, como instalações do pré-sal e hidrelétricas, da Aeronáutica, como de submarino nuclear, para proteção da soberania, e da Aeronáutica, como o Grippen e o Embraer KC-390.

A instabilidade orçamentária, explicou, marca o governo nos últimos anos, prejudicando projetos.

Ana Amélia disse que a Guarda Nacional permanente idealizada por Alckmin, não usando policiais militares das forças regulares, terá mais eficácia. É preciso também fortalecer o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e integrar as unidades militares, sob um comando nacional, à Polícia Federal (PF), à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e às polícias estaduais. Para isso será criado comitê de integração. O patrulhamento pela Marinha com suas corvetas também é fundamental.

A conjugação de esforços, do Ministério Público, do Judiciário, das polícias e do próprio Estado com a inteligência traz resultados na prevenção do roubo em áreas agrícolas, segundo Ana Amélia.

Não é questão somente de contrabando e de roubo. É o impacto da concorrência desleal, predatória na economia sobre as atividades legais.

Também a economia de países vizinhos é afetada, destacou, por isso é preciso tratar o problema em conjunto com eles.

Ana Amélia disse que o apoio à indústria da defesa começa com a estabilidade orçamentária e exemplificou com os projetos aeronáuticos Grippen, que prevê transferência de tecnologia, e KC-390. É preciso fortalecer o setor e fazer a ligação dele às universidades, como acontece em outros países.

Em relação ao estatuto do desarmamento, Ana Amélia disse que não se pode tratar de forma iguais situações diferentes, caso das áreas urbanas e rurais. Não é somente a permissão para as armas. Falta estrutura, às vezes até de comunicação telefônica para pedir socorro. E é flagrante a transferência do crime urbano para as áreas rurais. É preciso criar proteção para esse setor.

Sobre desoneração para produtos de segurança. Ana Amélia lembrou que parte da decisão cabe aos Estados. Temos que estimular a competitividade e restringir a importação para que o setor cresça no Brasil, afirmou.

Leandro Piquet, coordenador de segurança pública da campanha de Alckmin, detalhou pontos citados por Ana Amélia. Disse em sua apresentação que a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) estima em 4,4% do PIB o impacto dos problemas de segurança, ao lado de vidas perdidas em mortes prematuras, o que afeta o mercado de trabalho e a Previdência. É desproporcional o índice de violência brasileiro em relação ao tamanho de sua economia. “Nosso foco é primeiro olhar para a gestão das instituições.” Crime violento é a prioridade, disse. “É o principal problema hoje no país.”

Destacou a importância da gestão, com um sistema de metas e de cobrança, com premiação por resultados para os Estados. Os Estados mais violentos serão assessorados por uma força-tarefa. A meta é chegar a 20 mortos por 100.000 habitantes ao fim do governo, contra a taxa de 30 por 100.000. Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo conseguiram fazer isso em 4 anos. É possível fazer isso, investindo rapidamente, afirmou. “O Brasil não precisa estar no grupo de países mais violentos do mundo.”

Apresentação das propostas de Alckmin, por Ana Amélia e Leandro Piquet. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação das propostas de Alckmin, por Ana Amélia e Leandro Piquet. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Outro grande gargalo observado é a formação de policiais, com grandes assimetrias no país em relação à capacidade das polícias. Precisam ser resolvidas, por meio de um programa de formação, nacional, que inclui a construção de uma academia de polícia. Também se deve pensar na formação de policiais e no ensino superior, para os dois principais momentos de promoção dos policiais.

A Guarda Nacional seria força auxiliar do Exército, subordinada à Defesa. Utilizaria egressos das Forças Armadas, com seu treinamento para atuar na defesa da lei e da ordem. A meta é ter 5.000 homens até o final do primeiro mandato, na primeira brigada. Lembrou que há oficiais das polícias aposentados precocemente que podem ser contratados para ajudar no treinamento.

Alterações na legislação permitiriam a atuação da guarda também no patrulhamento rural, num esforço de controle do crime no campo.

Disse que o há o objetivo muito claro de regulamentar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e levar a sério a questão da participação dos municípios na organização da segurança pública. Eles são essenciais para o combate aos mercados ilícitos, fiscalizando por exemplo o comércio varejista irregular – e cassando rapidamente o alvará dos estabelecimentos que façam isso.

Marina Silva

Arthur Trindade, coordenador de segurança pública da campanha de Marina Silva, disse que as propostas são baseadas em conversas e debates com especialistas em segurança pública. É um dos temas em que a Nova República fracassou. Isso acontece com o Governo Federal e com a maioria dos Estados. As respostas aos problemas são fracas, pífias. Temos problemas na legislação e muitas das nossas polícias têm problemas gravíssimos de gestão e de controle de suas atividades, mas não é só essa a questão. “Somadas fazem pensar que a solução da segurança depende da polícia, mas não é bem assim. É preciso que façam parte desse esforço muitas outras instituições, governamentais e não governamentais.”

As ações incluem diagnóstico, formulação, articulação, acompanhamento de resultados. É preciso haver políticas públicas de segurança. Diferentes redes de políticas públicas funcionam sem hierarquia entre eles, mas os resultados dependem da atuação de todos.

Mencionou crescimento dos roubos a instituições financeiras, afetando especialmente municípios do interior. Roubo de cargas vem crescendo significativamente nos últimos anos, tornando-se grave problema. São Paulo e Rio respondem por 89% do total de roubos de carga no Brasil.

Os efeitos do crime, disse, são enormes sobre a competitividade das empresas e da economia, afetando os preços de bens e serviços, do frete, do gerenciamento de segurança, dos seguros.

Além de melhorar o policiamento de rodovias, o sistema de monitoramento de cargas, de articular as atividades de inteligência e as atividades de recuperação de ativos e outras medidas, é preciso articular Ministério da Segurança Pública, porque o problema é nacional, as secretarias de Segurança, a Polícia Federal, a PRF, as polícias civis e militares, os ministérios públicos, a ANTT, empresas de transporte, federações de indústrias. Nosso problema está na dificuldade de articulação de todos esses atores, afirmou.

Apresentação das propostas de Marina, por Arthur Trindade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação das propostas de Marina, por Arthur Trindade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

É um problema de governança. Precisamos aumentar a capacidade de governança da área de segurança pública. Para conseguir fazer a articulação o Governo Federal precisa criar o Susp e outros mecanismos para gerar soluções e dados, para haver políticas mais eficazes. O repasse de recursos precisa ser condicionado a resultados.

Falta protagonismo do Governo Federal. Isso ocorre há 30 anos. O Ministério da Segurança Pública é pouco estruturado; as secretarias de Segurança Pública, com honrosas exceções, são mal estruturadas; faltam dados –por exemplo, não há informações nacionais sobre roubo de cargas; são desarticuladas as atividades de inteligência, assim como o sistema de Justiça criminal (uma das funções do Susp é fazer essa articulação).

Nos últimos 10 anos aumentou bastante o gasto com segurança pública, de R$ 38 bilhões para R$ 81 bilhões, 111%. Só que continua inalterada a distribuição deles, com os Estados respondendo por 83% do total. Os gastos do Governo Federal aumentaram 55%, para R$ 9 bilhões, com a maior parte –como ocorre com os governos estaduais- comprometida com folha, inativos e custeio. “Não sobra dinheiro para investimentos.”

Tentar resolver o problema com a contratação de mais policiais cria uma bomba-relógio [por exemplo quando se aposentam]. É preciso melhorar a articulação de ações, com adoção de mais inteligência.

Em vez de aumentar o gasto em si, Trindade falou em melhorar a qualidade dele. E ressaltou a importância de usar o fundo de segurança pública para estimular o desempenho dos Estados.

Erane, da Fiesp, mencionou o menor investimento em relação ao PIB do Brasil em defesa quando comparado a outros países do Cone Sul. E nisso também os gastos em folha, inativos e custeio tomam a maior parte dos recursos. Trindade defendeu a melhora do controle das fronteiras, “mas não é com o aumento de pessoal no momento. O gasto mais intensivo em tecnologia e investimentos deve ser muito mais interessante que no aumento de pessoal.”

Para inibir o contrabando de países vizinhos, especialmente o Paraguai, é preciso protagonismo muito maior do Governo Federal, com o Itamaraty atuando de forma forte, melhorando sua articulação no tema, segundo Trindade.

A respeito da desoneração de tributos nas compras das Forças Armadas e das forças de segurança, Trindade falou em necessidade de novo pacto federativo, abarcando o tema. Defendeu que não se empurre as Forças Armadas para funções de manutenção da lei e da ordem, que drenam recursos que poderiam ser destinados ao investimento.

Fernando Haddad

Carlos Zarattini, representante da candidatura de Haddad, ressaltou que não é coordenador da área de segurança e foi destacado para apresentar o tema. Disse que o tema é tratado como segurança pública cidadã. O PT considera o assunto ligação de políticas sociais às de segurança.

Nas periferias das grandes cidades deve estar a preocupação mais forte, porque lá se concentram os homicídios. O investimento passa por um sistema nacional de informações para melhorar a investigação e pelo controle mais rigoroso de armas e munições, além do combate a seu contrabando.

A tecnologia deve ser integrada, com investimento nela. A qualificação deve ser feito através de um programa de aperfeiçoamento das polícias.

E o monitoramento de fronteiras, que se confunde com a defesa, precisa de revisão do cronograma de implantação do Sisfrom, que precisa funcionar de forma eficaz. Também deve ser iniciado o Sisgaaz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, nome dado à região das águas territoriais brasileiras).

A política de repressão às drogas é feita de forma equivocada, segundo Zarattini, com encarceramento em massa – e de pessoas não violentas, envolvidas no varejo. O índice de reincidência é altíssimo, e não é tentativa de reinserção. “Somos totalmente contrários ao que vem se praticando no Brasil”, disse, defendendo a revisão da legislação penal.

O aumento do encarceramento não levou à diminuição da criminalidade. “O remédio que vem sendo dado não está bem dosado”, disse, defendendo ir buscar os que efetivamente comandam o crime.

Também é necessário enfrentar a rede de negócios ilegais e de contrabando. É fundamental para isso integrar os sistemas de outros países, particularmente os da América Latina.

O Susp, criado em projeto enviado ao Congresso por Dilma, alterado pelo atual governo e aprovado, precisa de aperfeiçoamento, garantindo que a integração dos sistemas seja efetiva, para o que é preciso criar protocolos. Os recursos alocados devem ser distribuídos mediante contrapartidas.

Apresentação das propostas de Haddad, por Carlos Zarattini. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação das propostas de Haddad, por Carlos Zarattini. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Zarattini, é preciso rediscutir a estratégia nacional de defesa. Deve ser pilar de desenvolvimento nacional, ligando as Forças Armadas ao avanço industrial e da ciência e tecnologia. Todos os programas para o setor, explicou, foram elaborados com a ideia de trazer tecnologia para o Brasil e desenvolver tecnologia no país.

Orçamentos plurianuais devem ser estabelecidos para o setor de defesa, assim como fontes de recursos. E os prazos para os projetos devem ser encurtados.

O programa de corvetas lançado pelo governo tem porcentagem muito baixa de conteúdo nacional, na avaliação apresentada por Zarattini. Lembrou que muitos países do mundo – Estados Unidos especialmente – adotam metas de conteúdo nacional.

Citou como fundamental o programa de desenvolvimento de um submarino nuclear, tanto para a defesa quanto para o setor nuclear. E disse que é necessário reorganizar a política aeroespacial, em que o Brasil avançou muito pouco. Os termos da negociação com os EUA sobre a base Alcântara e da venda da Embraer precisam ser reanalisados. E deve ser assegurada a transferência de tecnologia prevista no projeto F-X2 (de aquisição de caças da sueca Gripen).

A base de Alcântara é um patrimônio nacional, disse Zarattini, e seu uso não pode impedir o desenvolvimento da política aeroespacial brasileira.

As Forças Armadas não devem ser empregadas como órgão de repressão, revendo seu papel nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e mantendo suas funções constitucionais.

Quanto ao combate ao contrabando, segundo Zarattini atuar na raiz pode trazer resultados. E negociar com o Paraguai.

Ciro Gomes

Guaracy Mingardi e Nelson Marconi apresentaram respectivamente os programas de segurança pública e de defesa da candidatura Ciro.

Ninguém vai transformar em prioridade o combate à pirataria, disse Mingardi ao iniciar sua parte. “Não com o número de homicídios do Brasil.”

Entre medidas específicas para combater o crime estão o policiamento de fronteiras (e a criação de alternativa de subsistência em algumas regiões, além do investimento em educação), o controle de armas e munições, e no enfrentamento das organizações criminosas, com o reforço do efetivo da PF e da PRF, a criação de força-tarefa contra as organizações criminosas, a retomada do controle sobre o sistema prisional (“o PCC manda” nos presídios), a retomada do controle de portos, aeroportos e estradas.

Nos crimes contra o patrimônio é preciso formar policiais estaduais para investigar. Também defendeu criar forças-tarefa para crimes específicos – como o roubo de carga.

Para reduzir o número de homicídios é preciso criar medidas sociais para jovens de áreas de conflito; treinar policiais estaduais para investigar esse tipo de crime; criar um programa nacional de proteção às testemunhas, incentivar medidas para controlar a violência contra a mulher.

Mingardi defendeu que bens apreendidos sejam vendidos e tenham os recursos daí obtidos aplicados na segurança pública.

Apresentação das propostas de Ciro, por Guaracy Mingardi. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação das propostas de Ciro, por Guaracy Mingardi. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Transformação da aduana em algo parecido com o órgão norte-americano USTA se for feita precisa ser gradativa. Está em estudo se serão duas entidades separadas ou se haverá distribuição de atribuições.

Mingardi disse que a ideia é não mexer nas estruturas existentes, respondendo a pergunta sobre o Ministério da Segurança, analisando seu funcionamento. Exército deve ter função na fronteira, mas não em área urbana. No Rio houve 5 intervenções desde 1992, e não funcionaram, afirmou.

Marconi falou sobre estratégia e indústria da defesa. A estratégia de defesa vai ser retificada e reforçada. Lembrou que Ciro destaca 4 complexos importantes (agronegócio, saúde, petróleo e defesa). Defesa gera tecnologia; é setor em que podem ser usadas compras públicas para incentivar outros setores; tem função importante na questão das fronteiras, justificou.

O Brasil prende mal, porque não há investigação. No caso do tráfico é preso o pé-de-chinelo; no de roubos também. Medidas que evitariam o encarceramento não são implantadas por falta de estrutura, e em muitos Estados não há separação de presos por perfil. E os presos têm que aprender e trabalhar dentro da cadeia, para melhorar.

Para desenvolver o setor de defesa é preciso investir em ciência e tecnologia, priorizando o capital nacional, devido à questão da soberania; não sendo possível devem ser buscadas parcerias com transferência de tecnologia.

Jair Bolsonaro

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, representante da candidatura de Jair Bolsonaro, concentrou-se em segurança pública. “Vivemos um problema que nunca vivemos, uma situação muito grave que deve ser tratada como tal”, justificou. “Estamos a caminho de ser um narcopaís. Hoje já temos no Brasil áreas liberadas (em que não se entra a não ser atirando ou com acompanhamento de narcotraficantes).”

Precisamos de medidas excepcionais, defendeu. Há permanente sensação de insegurança. Lembrou que ter na sua missão a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) empurra as Forças Armadas na direção da segurança pública. Vai ser preciso dedicar parte do tempo de treinamento para a atuação nessa área, afirmou.

Destacou que a missão de paz no Haiti deu experiência às Forças Armadas.

Reestruturação do sistema de segurança, com medidas estratégicas como a pressão sobre países vizinhos e monitoramento das fronteiras. Aumentar o efetivo e investir em tecnologia.

Destacou o atraso na implantação do Sisfron (que se pagaria em 5 anos), que deveria ser projeto de Estado, não de partido político. É preciso, afirmou, reformular a política indigenista, para atender às reais aspirações das etnias brasileiras.

Heleno defendeu também a adoção de regras de engajamento como as das forças de paz, que permitem abrir fogo, sem alerta, diante de ameaça tão inesperada que qualquer retardo possa representar morte ou ferimentos de agente da lei.

É preciso, pelas características das áreas dominadas pelo tráfico, sem endereços estabelecidos, reformular o conceito de mandado de busca e apreensão, de modo a permitir o mandado coletivo.

As ações operacionais incluem o trabalho de investigação. “Acreditamos na eficácia da investigação criminal e das perícias policiais”, afirmou o coordenador, acrescentando que é necessário preparar melhor delegados, investigadores e peritos. Para ele, preparar e empregar bem as polícias civis e militares faz parte do conjunto de medidas para resolver o problema de segurança pública. É preciso haver integração delas e melhor instrução individual dos agentes, além de equipamentos – incluindo os de alta mobilidade, como helicópteros.

Heleno falou que a legislação penal precisa ser mudada, ao lado da reforma do sistema prisional. E os presídios devem ter melhores condições de habitabilidade. Os detentos, segundo ele, não podem ficar ociosos. Precisam trabalhar e estudar.

Apresentação das propostas de Bolsonaro, por Augusto Heleno Pereira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação das propostas de Bolsonaro, por Augusto Heleno Pereira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf e Alckmin assinam na Fiesp manifesto de apoio aos biocombustíveis

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta segunda-feira (31 de julho) manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Também firmaram o documento, durante reunião na Fiesp, representantes de diversas entidades, incluindo Fábio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

A cerimônia ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag). No evento, Skaf ressaltou que o RenovaBio “é fundamental para o fortalecimento do uso de biocombustíveis” e disse que a Fiesp apoia o entrelaçamento entre a agricultura e a indústria que resulta no agronegócio, que gera empregos e riqueza em todas as regiões do Brasil. Sobre Alckmin, lembrou que sempre defendeu o desenvolvimento brasileiro. Skaf destacou o trabalho de Jacyr Costa à frente do Cosag. Suas reuniões têm a presença de líderes do agronegócio, lembrou.

“O Brasil verdadeiro é este aqui, o Brasil do trabalho, do desenvolvimento, da indústria, da agricultura. O país daqueles que constroem o dia a dia. O país do emprego.” Skaf afirmou que a recuperação do emprego é a prioridade da Fiesp. “Aqui não há trégua, num trabalho incessante em busca do crescimento econômico”, disse. Para isso, destacou, é muito importante o papel do agronegócio.

Alckmin fez a apresentação Visão do Agronegócio Paulista e Brasileiro. Disse que o convite para participar da reunião do Cosag, feito por Skaf e Costa, foi honroso. Ressaltou a importância do RenovaBio.

O Brasil, disse Alckmin, é extremamente eficiente da porteira para dentro, mas precisa reduzir custos da porteira para fora. “Precisamos ter foco permanente na eficiência”, afirmou.

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RenovaBio

Antes da palestra de Alckmin, foi assinado manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Firmaram o documento Geraldo Alckmin, pelo Governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pela Fiesp, e representantes de diversas entidades presentes, incluindo Fabio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Jacyr Costa, presidente do Cosag, disse que há grande progresso no Estado. O RenovaBio, afirmou, lançado em 13 de dezembro, avançou bastante. A redução de emissões de gases de efeito estufa prevista no pacto do clima, assinado pelo Brasil, tem como pilares a recomposição florestal, campo em que quase já se cumpriu a meta, e o maior uso de biocombustíveis, que ganha mais importância.

Nos biocombustíveis, explicou Costa, o investimento inicial é menor em relação ao dos combustíveis fósseis, mas o investimento para manutenção é maior. Ressaltou que será necessário investir o equivalente ao PIB brasileiro e gerar 4 milhões de empregos para a expansão do uso de biocombustíveis.

Os benefícios dos biocombustíveis incluem ganhos ambientais e em saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia. “São o melhor instrumento de políticas públicas de que o Brasil dispõe”, disse.

Costa destacou a intervenção de Paulo Skaf defendendo junto à Presidência da República a redução anunciada na sexta-feira da alíquota de PIS/Cofins para o etanol.

Skaf e Alckmin junto com os representantes das demais entidades que assinaram na Fiesp manifesto pelo RenovaBio. Foto:Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf e Alckmin junto com os representantes de entidades que assinaram na Fiesp manifesto pelo RenovaBio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Fiesp participa de lançamento do Conselho Paulista de Competitividade

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, participou na manhã desta segunda-feira (11/03),  no Palácio dos Bandeirantes, da cerimônia de lançamento do Conselho Paulista de Competitividade.

O organismo foi criado pelo governo do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP), com a finalidade de aproximar setor privado e governo estadual para o desenvolvimento de  políticas públicas de estímulo à competitividade.

Ao falar sobre a iniciativa, Skaf cumprimentou o governador Geraldo Alckmin, destacando que o tema é uma das prioridades da Fiesp.

O governo anunciou ainda a criação de cinco câmaras temáticas para desenvolver o Programa Paulista de Competitividade, Compete São Paulo.

As câmaras são: desburocratização; inovação e formação de recursos humanos, infraestrutura e logística; e promoção à competitividade.

O objetivo, segundo o presidente da Investe SP, Luciano Almeida, é o de ajudar a “compreender em profundidade as demandas do setor privado, diagnosticando os fatores que mais afetam a competitividade.”

O evento contou com a presença de presidentes de empresas, entidades, sindicatos, federações e concessionárias de serviços, além de representantes do governo do Estado.

Gestão ambiental: Fiesp e governo do Estado assinam protocolo de intenções

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Em cerimônia nesta terça-feira (05/06) no Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, assinou com o governo do Estado de São Paulo um protocolo de intenções para estudos de redução de Gases de Efeito Estufa (GEE).



 


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz

Geraldo Alckmin e Paulo Skaf selam termo de compromisso pela sustentabilidade

Com o documento, Fiesp e governo estadual têm o objetivo de trabalhar conjuntamente para encontrar oportunidades de redução das emissões de GEE em segmentos industriais como cimento, siderurgia, celulose e papel, química, alumínio, geração e transformação de energia. O diagnóstico foi traçado pelo “1º Inventário de Emissões de Gases Efeito Estufa (GEE) do Estado“.

O protocolo inclui intercâmbio de dados com o governo e a elaboração de estudos para dimensionar o impacto gerado na indústria pela emissão de GEE. O objetivo é o de formular ações que conciliem o desenvolvimento da economia paulista e as diretrizes da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC).

Logo após a assinatura, Paulo Skaf afirmou que o Brasil está mais consciente quanto à temática da sustentabilidade. “Há entrosamento entre a sociedade e os setores produtivos que desenvolvem inúmeras ações em conjunto. Esta parceria beneficia a todos”, comentou Skaf.

Em seu discurso, o governador Geraldo Alckmin destacou a importância de assinar termos de compromisso de responsabilidade pós-consumo e de um envolvimento maior não só da indústria, mas também dos importadores. Mencionou, como exemplo, os setores de telefonia celular, óleo comestível e óleo lubrificante. “A iniciativa privada é parceira”, sintetizou Alckmin.

No evento que celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador e o secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, assinaram cerca de 25 documentos relacionados à conservação, preservação e desenvolvimento sustentável.

O evento marcou ainda o lançamento do Relatório 2012 de Qualidade Ambiental.