Iniciativas Sustentáveis: Ajinomoto – logística reversa e apoio à comunidade

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Por Karen Pegorari Silveira

A logística reversa, conceito instituído pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estimulou muitas empresas a desenvolverem procedimentos e meios para destinar e viabilizar a coleta e a restituição dos seus resíduos sólidos. Ela é baseada em quatro grandes pilares: a conscientização dos problemas ambientais; a sobrecarga dos aterros; a escassez de matérias-primas; as políticas e a legislação ambiental.

Apesar de esta ser uma das grandes preocupações das empresas atualmente, muitas conseguiram se adaptar, como é o caso da indústria de alimentos Ajinomoto, que desenvolveu um projeto junto as cooperativas de catadores no entorno de suas unidades fabris.

O projeto tem como meta aumentar a capacitação dos cooperados, levando conceitos de gestão empresarial, de segurança e meio ambiente. Com isso, eles pretendiam melhorar as condições de segurança de trabalho; o número de cooperados; a renda e também o volume reciclado.

Para a implantação deste programa, foram realizados uma série de treinamentos com equipe técnica sobre gestão, segurança e meio ambiente; revisão e reorganização do layout de operação; além da doação de equipamentos, como uma prensa hidráulica, uma talha elétrica para facilitar e evitar incidentes de trabalho e uma balança digital, para melhorar a precisão das pesagens.

O gerente de Sistema de Gestão Integrado da Ajinomoto do Brasil, Venâncio Forti, fala sobre o programa. “Decidimos criar esse projeto a partir do compromisso da empresa com a qualidade de seus produtos, o respeito ao meio ambiente e os trabalhos sociais que buscam o bem estar, a saúde e a capacitação das pessoas”.

O investimento previsto pela empresa para realizar essas ações é de R$320 mil, a ser investido em 3 anos na Associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) e no suporte a 3 cooperativas de catadores. Os resultados esperados são o aumento do número de catadores, que hoje é de 60 pessoas, e o aumento da renda per capta, além do aumento de 15% do volume de reciclagem – já alcançado na Cooperativa Chico Mendes.

Para a presidente da Cooperativa Chico Mendes, Dulce Andrade, o empenho valeu a pena. “Após todo esse esforço, só de saber que algumas pessoas se sustentam com o que ganham aqui, eu já fico muito feliz”, diz Dulce.

O presidente da Ajinomoto do Brasil, Takaaki Nishii, diz que esse modelo de projeto atende a todos os preceitos sustentáveis. “Além dos benefícios esperados para o meio ambiente buscamos com esse projeto aumentar a capacidade produtiva e consequentemente melhorias das condições sociais dos cooperados, com base na doação de equipamentos e treinamentos”, relata ele.

Sobre a Ajinomoto

Presente no Brasil desde 1956, a Ajinomoto do Brasil é uma indústria alimentícia, cosmética, farmacêutica, de nutrição animal e agronegócios. Com quatro unidades fabris, localizadas no estado de São Paulo, emprega cerca de 3.000 funcionários. Atualmente, opera em 26 países, possui 107 fábricas e aproximadamente 28 mil funcionários no total.