Empresários destacam vantagens competitivas para investimentos no Paraguai

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Ignácio Ibarra: Paraguai tem baixos custos e mercado. Foto: Everton Amaro/Fiesp

As trajetórias de sucesso no Paraguai de três empresas foram objeto do painel de encerramento do seminário “Oportunidades de Investimentos no Paraguai”, realizado nesta quarta-feira (03/04) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ignácio Ibarra, presidente da Fujikura Automotive Sudamérica, e José Marcos Serabia, presidente das empresas Tecnomyl e da Agrofértil, falaram de suas experiências no país vizinho.

O presidente da Fujikura, empresa de origem japonesa fabricante de cabos elétricos, resumiu os motivos para considerar o Paraguai uma excelente oportunidade. “Para uma empresa ter sucesso, ela precisa de duas coisas: baixos custos e mercado. No Paraguai temos as duas coisas.”

O empresário também foi enfático ao falar das diferenças entre os custos de produção no Brasil e no Paraguai. “Como empresário, tenho que comparar custos entre os países nos quais posso atuar. E me assusta muitíssimo a diferença brutal entre os custos do Brasil e Paraguai”, disse.

Ibarra elogiou a logística existente e afirmou que não tem encontrado problemas para exportar. “Nós exportamos sete milhões de cabos sem nenhum problema aduaneiro, e em pouquíssimo tempo. Para chegarmos a São Paulo não demoramos mais do que 24 horas, tempo inferior ao que um produto leva da Zona Franca de Manaus para São Paulo”, afirmou.

O executivo fez questão de derrubar mitos sobre o Paraguai. “Infelizmente, muitas pessoas têm imagens erradas sobre o Paraguai. Um dos grandes erros é relacionado à mão-de obra. Temos mão-de-obra qualificada e de fácil aprendizagem. E custa a metade da brasileira. A juventude paraguaia tem sede de crescimento.”

Setor de agronegócio

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José Marcos Sarabia, da Tecnomyl e da Agrofértil: qualidade da mão de obra paraguaia é similar à brasileira e à argentina. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O empresário brasileiro José Marcos Serabia, presidente da Tecnomyl e da Agrofértil, explicou durante o encontro que começou a investir no Paraguai em 1993, acreditando no potencial agrícola daquele país. Lá instalou a Agrofértil (fornecedora e distribuidora de fertilizantes, sementes e agroquímicos) e também a Tecnomoyl (indústria distribuidora de agroquímicos, como herbicidas e inseticidas), atual líder no mercado paraguaio.

“O Paraguai é um país pequeno que dá a possibilidade de grandes lucros”, disse Serabia, elogiando os trabalhadores paraguaios: “A qualidade da mão de obra paraguaia é similar à brasileira e à argentina. Não concordo com quem fala que os paraguaios têm qualidade inferior à dos países vizinhos.”

Ele criticou a burocracia existente no Brasil, a qual atrapalha seus planos de expansão. “Tentamos entrar no Brasil desde 2003. Há nove, dez anos tentamos entrar neste país – e não vendemos um só produto. Com sorte, entraremos no mercado brasileiro em 2014. No Paraguai as coisas são mais rápidas”, disse.

Finalizando sua apresentação, Serabia ressaltou que o Paraguai está em posição de avanço. “O povo paraguaio e receptível e o relacionamento é fácil. Além disso, a percepção global sobre o Paraguai muda e melhora a cada dia”.