Apresentações – Seminário Internacional sobre Reúso de Água

Data:           19 de março de 2013 (terça-feira)
Local:          Espaço Nobre + Espaço Executivo – 15º andar.

Programa

1. Palestra “Pacto para a segurança hídrica global”

  •  Coordenador: Eduardo San Martin, Diretor de Meio Ambiente da FIESP e do CIESP.
  •  Palestrante: Benedito Braga, Presidente do Conselho Mundial de Água.

 Debatedores:
      Horácio da Silva Figueiredo Jr., Chefe de Gabinete da Agência Nacional de Águas – ANA.
      Werner Grau, Presidente do Conselho Consultivo da The Nature Conservancy – TNC.


2. Painel I : “Perspectivas e Desafios do Reúso”

  •  Coordenador: Nelson Pereira dos Reis, Vice-Presidente e Diretor Titular do DMA.
  •  Moderadora: Anicia Pio, Gerente do DMA

 Painelistas:      
       Emma Alanis, Alianças Estratégicas da Fundação FEMSA
       Profª Drª Monica Porto, Coordenadora do Projeto Coroado para o Brasil.


3. Painel II : “Reúso de Água e Efluentes – A visão das Concessionárias”

  •  Coordenador: Nelson Pereira dos Reis, Vice-Presidente e Diretor Titular do DMA.
  • Moderadora: Profª Drª Monica Porto, Coordenadora do Projeto Coroado para o Brasil.

Paneilistas:
       Shmaia Yossi, Mekorot – Companhia Nacional da Água de Israel;
       Anne Marieke Motelica, Wagenaar, Waternet – Empresa Municipal de Águas Residuais de Amsterdam;
       Paulo Nobre, Superintendente da Unidade de Negócio de Tratamento de Esgotos da Metropolitana – SABESP.

Oferta de água também marca desigualdades sociais no cenário das grandes cidades

Empresários, especialistas e autoridades de meio ambiente discutiram na Fiesp, na quinta-feira (22), os desafios do setor público e privado para atender às exigências da Portaria nº 2914/11 e que estabelece novos padrões de potabilidade da água, em seminário que marcou o Dia Mundial da Água.

Para Eldis Camargo, assessora do Procurador-Geral da Agência Nacional de Águas (ANA), “a Constituição assegura direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. E as Nações Unidas entendem o direito à água potável e ao saneamento como um direito fundamental”.

A docente Helena Ribeiro, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), lembrou que 33 municípios da federação não têm abastecimento de água. “As cidades brasileiras são marcadas por enormes desigualdades nos padrões de qualidade de vida, inclusão social e cidadania”, afirmou, sinalizando que é preciso atenção com as áreas sem saneamento e chuvas escassas.

O secretário-adjunto Rogério Menezes, da pasta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado, salientou que a macrometrópole agrega 180 municípios, 75% da população e 77% do PIB estadual. “É um desafio em termos de abastecimento urbano, industrial e para a irrigação”, analisou.

Segundo Menezes, há uma forte demanda provocada, inclusive, por um cenário de crescimento econômico acima das expectativas. “Nas últimas décadas, 56% da população encontravam-se na área rural (1940) e, no início de 1990, a proporção alcançou 96% em área urbana”, comparou para dimensionar a perspectiva do processo de abastecimento.

Nos painéis finais do seminário, foi sinalizada a criação de comitê permanente para gestão integrada da qualidade de água para consumo humano, que envolverá Secretarias do Meio Ambiente, Saúde e Saneamento e Recursos Hídricos. Esta ação é avaliada como fundamental para resolver questões desta magnitude e, ao mesmo tempo, preservar áreas de mananciais, vitais o abastecimento de São Paulo.

Com risco de desabastecimento até 2015, reúso protagoniza conscientização ambiental

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp

Governo e setor privado concordam: o momento é de cooperação para se evitar um colapso no sistema de abastecimento de água no País. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 55% dos municípios brasileiros – que representam 70% do consumo – correm o risco de chegar em 2015 com problemas no fornecimento.

Investir em água de reúso para utilização industrial aparece como uma das alternativas para solucionar essa equação, que aponta o descompasso entre a oferta e o aumento da demanda. Fomentar a adoção dessa prática pelas empresas foi um dos objetivos do seminário “Ganhos econômicos e ambientais com Reúso de Água”, realizado pela Fiesp e o Ciesp nesta terça-feira (22), data em que se comemora o Dia Mundial da Água.

“A escassez preocupa, sem dúvida, mas o importante é tomar as providências e olhar para frente”, destacou Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. “Mais do que lamentar a situação em que chegamos com relação à água, é preciso trabalhar para produzir mais com menos.”

Skaf ressaltou que o empresariado já tem a consciência de que investir em Produção mais Limpa não é apenas uma medida ambiental, e, no final das contas, representa economia e ganho de competitividade.

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Eduardo San Martin, diretor de Meio Ambiente do Ciesp

Eduardo San Martin, diretor de Meio Ambiente do Ciesp, reforçou o alerta: “A redução dos custos de produção está diretamente atrelada à redução do consumo de água”, sublinhou.

Investimentos

A Agência Nacional de Águas (ANA) garantiu que os cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento da União para 2011, anunciados no mês passado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não afetarão os investimentos da pasta em recursos hídricos.

“Desta vez não houve contingenciamento de recursos, e isso é histórico. O orçamento para esse fim saltou de R$ 80 milhões para R$ 250 milhões”, afirmou o diretor da ANA, Paulo Rodrigues Vieira.

A lei 9984/00 estabelece o percentual de 0,75% sobre a energia gerada pelo setor hidrelétrico, como pagamento pelo uso de recursos hídricos, destinado ao Ministério do Meio Ambiente/ANA para implementação da Política e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Ex-presidente da ANA aponta defasagem de Política Nacional de Irrigacão

Agência Indusnet Fiesp

Para a primeira reunião de 2010, do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, foi convidado o ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, que promoverá uma palestra sobre os empecilhos causados pela falta de uma Política Nacional de Irrigação à agricultura brasileira.

“A agricultura irrigada garante maior renda a toda a cadeia do segmento, pois é mais previsível e mais segura. Temos um enorme potencial, pouco utilizado por falta de regras centralizadas”, considerou o especialista.

Na ocasião, Machado também discorrerá a respeito do uso racional e correto da água na agropecuária, bem como as vantagens da navegação para viabilizar o setor.

Durante a reunião, o gerente do Departamento de Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, dará enfoque às duas principais discussões transferidas do COP-15 para o encontro do México, no final deste ano: os novos compromissos para o Tratado de Kyoto e as ações cooperativas globais de longo prazo.

O encontro, organizado pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS), será realizado no auditório do 4º andar da sede da Fiesp, às 10h da próxima segunda-feira, 1º de fevereiro.