Gestoras de RH da Coca-Cola e Santa Helena Alimentos falam de suas boas experiência

Alice Assunção e Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

De suas fábricas na cidade de Ribeirão Preto saem produtos bem conhecidos do público: refrigerantes, chás, energéticos e outras bebidas, da marca Coca-Cola, e os doces à base de amendoim, das marcas Paçoquita e Amendoíssimo, da indústria Santa Helena.

Mas, muito além desses produtos, essas indústrias, que empregam respectivamente, 2.200 e 1.400 funcionários, oferecem exemplos de como realizar a real inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Como qualquer indústria de mão de obra intensiva, as duas empresas enfrentaram o desafio de se adequar as exigências da chamada Lei de Cotas, que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.

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Elaine Ribeiro, gerente de RH da Santa Helena Alimentos: “Nossa intenção foi implantar um programa que respeite as diferenças e valorize o potencial destes profissionais". Foto: Divulgação


As gerentes de Recursos Humanos, Elaine Ribeiro (da Santa Helena Alimentos) e Nanci Erthal (Coca-Cola do Brasil) explicam como conseguiram não apenas cumprir a exigência da lei, mas também trazer bons resultados para o balanço social de suas empresas, tendo a inclusão eficiente como foco.

A indústria Santa Helena emprega 72 Pessoas com Deficiência (PcD’s) e 65 jovens aprendizes, número, de acordo com a empresa, acima do percentual exigido pela Lei de Cotas.

Para a gerente de recursos humanos da Santa Helena, Elaine Ribeiro, isso foi possível pois o objetivo da empresa sempre esteve além de cumprir as cotas. “Nossa intenção foi implantar um programa que respeite as diferenças e valorize o potencial destes profissionais”, afirmou.

A executiva relata que a indústria encontrou dificuldade tanto na contratação como na retenção de PcD’s. “Há uma escassez desta mão de obra e, principalmente, com alguma qualificação”, relatou.

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Nanci Erthal, gerente de RH da Coca-Cola. Foto: Divulgação

Para enfrentar tal desafio, a Coca-Cola do Brasil iniciou, em 2011, uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). “Com essa parceria o Senai-SP preparou esses profissionais com deficiência para sua inserção no mercado de trabalho”, explicou Nanci Erthal, gerente de Recursos Humanos da companhia.

Com mais de 2 mil funcionários diretos em sua unidade em Ribeirão Preto, a Coca-Cola do Brasil, tem em seu quadro de colaboradores 115 pessoas com deficiência e 85 jovens aprendizes.

Para incluir e reter esses talentos, as executivas relatam que foi preciso olhar para as reais necessidades da Pessoa com Deficiência, enxergando suas eficiências e promovendo mudanças para criar um ambiente adequado e acolhedor para esses profissionais.

“Buscamos constantemente conscientizar o gestor e as equipes sobre a importância da inclusão e, desta forma, criamos um ambiente favorável para reter esses talentos. Também fizemos uma parceria com ONGs e instituições para capacitar esta mão de obra e adequamos os postos de trabalho para recebê-los”, explicou Elaine Ribeiro.

O medo de não saber lidar com o diferente e a falta de informação sobre as necessidades especiais de cada tipo de deficiência são fatores que dificultam a inclusão de PcD’s, na opinião dela. “Percebemos que quanto mais informação as equipes recebem, mais segurança terão para receber e facilitar a adaptação do novo colaborador, realizando a verdadeira inclusão”, explica a gerente da indústria Santa Helena.

Os resultados, segundo ela, não tardaram a aparecer. “Nossos indicadores apontam que mais da metade de nosso quadro de PcD’s possui mais de cinco anos de empresa, o que reforça que nossas ações internas de retenção têm sido eficazes”, afirma.

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Em reportagem do jornal Gazeta de Ribeirão, Nanci Erthal e a funcionária Maíra de Oliveira Amaro, que é deficiente auditiva, testam equipamentos adaptados a PcD. Foto: Reprodução

A atenção a todos os detalhes que envolvem a inclusão foi a receita adotada pela Coca-Cola do Brasil.

Segundo Nanci, uma das dificuldades iniciais que as empresas visualizam é quanto à adequação do ambiente de trabalho, pois há a necessidade de investimentos em estrutura. Mas outros detalhes não devem ser esquecidos. “Uma dificuldade é a adaptação desses profissionais ao ambiente de trabalho. No caso do Jovem Aprendiz, por exemplo, muitas vezes ele entende que o ambiente de trabalho é uma extensão da escola”, citou.

Segundo a executiva, o trabalho de inclusão tem contribuído para a formação de talentos não apenas para a Coca-Cola. “Temos aqui vários jovens aprendizes que foram efetivados na empresa nas áreas que atuavam. Mas há também trabalhadores com deficiência que foram promovidos ou que mudaram para empregos melhores devido a essa promoção.”

A falta de informação é o maior dificultador para a inclusão de PcD’s, por esse motivo, o papel dos profissionais de Recursos Humanos tem grande relevância nesse processo. “Quando o RH busca sanar as dúvidas sobre as necessidades especiais de cada deficiência e dá apoio no processo de integração do novo colaborador, ele reduz as resistências que na maioria das vezes são geradas pelo medo de não saber interagir com o diferente. O trabalho de conscientização deve ser constante”, afirmou Elaine Ribeiro.

A Santa Helena Alimentos e Coca-Cola do Brasil foram duas indústrias que expuseram os seus bem sucedidos cases de inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizes durante o Fórum Sou Capaz, promovido pelo Depar da Fiesp.

INFOGRÁFICO:
Conheça os números, resultados e depoimentos sobre o Fórum Sou Capaz:

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Programa da Fiesp contribui para real inclusão de Pessoas com Deficiência

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Jose Carlos do Carmo, o Dr. Kal, da SRTE/SP: "A ideia do Sou Capaz é a da real inclusão e, isso vai muito além da simples contratação". Foto: Divulgação

O médico e auditor fiscal do Trabalho, José Carlos do Carmo, também conhecido como Dr. Kal, há mais de dez anos coordena o projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo (SRTE/SP).

Especialista no tema, ele acompanhou o programa Sou Capaz, promovido pelo Departamento de Ação Regional (Deparda Fiesp) da Fiesp, desde o início e acredita que o grande diferencial da iniciativa é aliar a inclusão de Pessoas com Deficiência com capacitação profissional.

Em entrevista ao portal da Fiesp, ele elogia a iniciativa da entidade em unir os principais atores nesse processo de inclusão – indústria, governo e sociedade – visando o que tem proporcionado uma nova visão sobre a Lei de Cotas e contribuído para a “a real inclusão” da Pessoa com Deficiência (PcD) no mercado de trabalho.

Leia a seguir a entrevista na íntegra:

Qual a sua impressão sobre o programa Sou Capaz da Fiesp?

José Carlos do Carmo Na minha opinião é uma excelente iniciativa e vai ao encontro da visão da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), uma vez que leva em conta a aprendizagem profissional na inclusão de pessoas com deficiência.

A bandeira da capacitação profissional, estimulada nas edições do Fórum Sou Capaz, é o principal diferencial, na sua opinião?

José Carlos do Carmo Sim, pois dessa maneira a gente tem a oportunidade de oferecer as essas pessoas uma qualidade técnica que vai permitir que elas vêm a ter a empregabilidade. Na verdade, o que se busca é a contratação de pessoas eficientes, mesmo que eles têm a deficiência visual ou qualquer outro tipo de deficiência.

O senhor acredita que o Fórum Sou Capaz contribuiu para que as empresas cumprissem a cota exigida para contratação de PcD’s?

José Carlos do Carmo Penso que a Fiesp, ao levar adiante o projeto, vai além da leitura burocrática da legislação – até por que a lei só avalia do ponto de vista quantitativo – e defende a ideia de que não basta apenas contratar, tem que oferecer a inclusão de qualidade, respeitando, é claridade, as particularidades de cada profissional.

Que benefícios o senhor destaca dessa nova forma de ver a contratação de PcD’s?

José Carlos do Carmo Acho que é importante destacar que a ideia do Sou Capaz é a da “real inclusão” e, isso vai muito além da simples contratação. Sem essa visão, o que se tem é uma situação de total prejuízo, mesmo quando a empresa contrata e cumpre a cota. Pois, por um lado, a empresa não consegue aproveitar as qualidades e o potencial desse profissional e, por outro lado, a própria pessoa contratada acaba não sendo tratada com o devido respeito e se sente isolada.

O Fórum Sou Capaz neste ano se disseminou por várias regiões paulistas. Qual os principais ganhos deste projeto na sua opinião?

José Carlos do Carmo Um grande ganho que é que, com esse projeto, a Fiesp conseguiu reunir os principais atores no processo – empresas, entidades, governo e sociedade – e acho muito promissora essa sinergia.

Por outro lado, penso que o grande desafio que se coloca agora é que se dê continuidade a esse processo. Foi dado o início de um caminho, mas temos que colocar esse objetivo de inclusão na prática e tornar isso perene.

“A Fiesp, ao levar adiante esse projeto, vai além da leitura burocrática da legislação e defende a ideia de que não basta contratar, tem que oferecer a inclusão de qualidade, respeitando as particularidades de cada profissional” 

José Carlos do Carmo







INFOGRÁFICO:

Conheça os números, resultados e depoimentos sobre o Fórum Sou Capaz:

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Palestra mostra requisitos e como colocar em prática um Sistema de Gestão Ambiental

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O engenheiro Ricardo Emilio Cecatto, professor da escola Mario Amato, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), esclareceu nessa terça-feira (03/06) os principais tópicos a serem observados dentro das política ambientais adotadas pelas indústrias.

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Professor Ricardo Emilio Cecatto, da escola Senai Mario Amato. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

Em sua palestra “Gestão Ambiental”, que fez parte da programação da 16ª Semana de Meio Ambiente, realizada nesta semana na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele esclareceu conceitos normalmente confundidos pelos gestores na elaboração de um projeto.

Segundo o especialista, dentre os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental, por exemplo, o registro não pode ser confundido com documento. “O registro não se pode alterar. Um documento, sim”, explicou.

Ele comentou ainda que por vezes o termo “prevenção” é equivocadamente mencionado nas políticas implementadas nas indústrias. “Prevenção é o que se faz antes, isto é, as técnicas ambientais para se evitar um dano. Mas, se esse dano é inevitável no seu processo industrial, devem ser tomadas ações de controle.”

Cecatto também alertou que há um erro comum na interpretação de impactos ambientais, muitas vezes associados a fatores negativos. Como exemplo, falou hipoteticamente de um aterro industrial que, depois de funcionar por um período de 20 a 40 anos, pode ser recuperado e dar lugar a um estacionamento, uma praça ou um parque. “Então, o impacto ambiental modifica o meio ambiente, mas modifica para melhor ou para pior. Depende do efeito que ele vai causar. Já o aspecto ambiental é aquilo que, desenvolvendo sua atividade industrial, você vai causar direta ou indiretamente no meio ambiente, como o próprio consumo de recursos.”

Para o sucesso de uma política ambiental, Cecatto recomendou as seguintes ações: documentá-la, implementá-la, mantê-la e comunicá-la a todos que trabalham na organização ou empresa. E, se for interessante, disponibilizá-la para o público.

Sobre os requisitos legais, ele sugeriu a contratação de um especialista em direito ambiental, uma vez que há grande variação de leis ambientais entre estados e municípios, além da constante alteração nessas legislações.

O papel e postura do auditor ambiental dentro de uma indústria também foi destacado pelo professor. “Na fase de implementação e operação de um Sistema de Gestão Ambiental, que é a fase mais árdua do processo, devem ser observados os recursos – tanto humanos como equipamentos –, as competências e os treinamentos. Também deve ser dada atenção à comunicação, documentação, controles dessa documentação e preparar respostas às emergências. Aliás, esse último item não pode faltar, em hipótese alguma”, afirmou.

Mudança de comportamento

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Auditora ambiental Michele Mielle foi uma das participantes do evento. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

Para a analista ambiental Michelle Carneiro Razanauskas Miele, assistir à palestra do Senai-SP foi importante para resgatar todo o conhecimento exigido no seu dia a dia como auditora ambiental na indústria Intelli Terminais Elétricos, da cidade de Orlândia, em São Paulo.

“O que mais me chamou atenção foram as informações sobre nossa preparação diante de uma emergência. Pois não adianta planejar e documentar se na hora de uma emergência não tiver uma ação eficaz. Isso precisa ser bem planejado.”

Michelle destacou que o cuidado com o meio ambiente faz parte da própria sobrevivência da empresa. “Na parte de terminais elétricos, que é o que a minha indústria produz, a gente tem que tomar cuidado com as ligas (metálicas) e definir qual o tipo de liga”. Michelle explicou que há vários países que não compram o produto se tiver, por exemplo, um percentual acima de chumbo, a ponto de gerar contaminação ambiental.

Sobre o papel e perfil do auditor e gestor ambiental ela concordou que é importante a credibilidade do profissional, justamente para gerar mudanças de cultura e comportamento. “Eu entrei faz pouco tempo nessa indústria e estamos implantando um programa 8 S, antes mesmo de implementar um sistema de gestão ambiental. Isso gera mudança de comportamento. Tem que ser imparcial pois você está fazendo uma releitura do ambiente. E lá eu comecei pela Alta Administração, diretores, gerente e cheguei até o chão de fábrica.”

Para a analista, as políticas ambientais são incorporadas por todos através de ações. “A gestão ambiental não é simplesmente querer implementar uma teoria. Tem que ter a prática mesmo, isto é, reconhecer o que a indústria consegue evitar dentro dos impactos ambientais. E o papel do auditor é muito importante em todo o processo.”

Ela ressaltou que, muitas vezes, atitudes simples provocam grandes resultados. Segundo ela, a indústria Intelli implementou, recentemente, o programa “Adote um copo”, onde cada funcionário recebeu seu próprio copo para uso. A iniciativa conseguiu estimular uma cultura contra o desperdício e, além disso, houve redução nos gastos com copos descartáveis e também no consumo de água.

Semana de Meio Ambiente

A 16ª Semana de Meio Ambiente é promovida pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) com o apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Aberta na segunda-feira (02/06), a Semana tem prosseguimento até sexta-feira (06/06).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Liderança das mulheres e atuação socioambiental da indústria são discutidas na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (03/04), foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da entidade.

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Reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/FIESP


A reunião contou com a participação especial do sociólogo e professor de relações sindicais da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore; do também sociólogo e ex-deputado federal, Paulo Delgado; e da embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, diretora titular adjunta do Departamento e Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Na abertura do encontro, o vice-presidente da Fiesp, Nilton Torres de Bastos – que também ocupa a vice-presidência do Consocial e é diretor titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da entidade – explicou que a atuação de todas as áreas da Fiesp sempre está alinhada aos interesses da indústria e às necessidades da sociedade. “O presidente da Fiesp sempre diz que se é bom para o país é bom para indústria, mas primeiro tem que ser bom para o país.”

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Nilton Torres Bastos. Vice-Presidente da Fiesp e do Consocial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Ele destacou a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, evento promovido pelo Cores que trouxe à tona as boas práticas de sustentabilidade socioambiental da indústria. E anunciou que uma nova edição do evento será realizada neste ano, além de dois workshops, nos meses de julho e agosto, nas cidades de Marília e São José dos Campos.

Nilton Torres citou o papel do Comitê em disseminar informações às indústrias e destacou iniciativas como o manual sobre Fator Acidentário de Prevenção (FAP), o boletim Sustentabilidade e uma pesquisa que vem sendo feita em conjunto com o Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp,  sobre Gestão em Responsabilidade Socioambiental e Competitividade.

O vice-presidente também relembrou as dificuldades enfrentadas pelas indústrias para atender as leis de cota para pessoas com deficiência, tema que foi alvo dos debates realizados no último dia 31, durante o Fórum Sou Capaz promovido pela Fiesp. “Em certos setores e operações, até por razões de segurança para o próprio trabalhador, não se pode contratar pessoas com nenhum tipo de deficiência”, afirmou, citando o exemplo de indústrias com equipamentos de alta precisão, como refinarias.

Mulheres e liderança

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José Pastore e embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues apresentou dados sobre a participação mundial da liderança da mulher. O tema que será amplamente discutido no Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L, que será realizado dia 10 de abril na Fiesp. 

Segundo ela, o ingresso do número de mulheres na universidades na América Latina cresceu 51% desde 1980. “Na América do Norte, para cada 100 homens há 140 mulheres que ingressam na universidade; no mundo, essa participação é de 108 mulheres e na América Latina e Caribe 127.”

Este dado é bastante positivo pois “quem educa uma menina, educa uma nação”, afirmou a embaixadora, citando o slogan da campanha da Unicef para o Dia Internacional das Meninas, celebrado pelas Nações Unidas.

Contudo, ela destacou um dado alarmante: 11% das mulheres graduadas em universidade no mundo não entram no mercado de trabalho. “Nos países nórdicos, esse percentual é de apenas 2%, enquanto que na América Latina é de 19%.”

Segundo Maria Celina esse é um grande desperdício, cujas causas precisam ser investigadas bem como medidas para reverter essa situação.

Por outro lado, ela destacou que o percentual de mulheres em cargo de liderança nas empresas vem se mantendo na média dos 24%, desde 2004. Os dados são de um estudo que avaliou apenas mulheres que ocupam cargo de liderança e que possuem nível universitário. Se avaliarem o número de empreendedoras, sem graduação universitária, esse percentual será maior.

Maria Celina destacou que o Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L será uma grande oportunidade de debater o tema que é de relevância tanto para mulheres como mulheres, contando com a participação de grandes empresárias, como Luiza Helena Trajano (presidente do Magazine Luiza), Andrea Alvares (presidente da Divisão de Bebidas da Pepsico), Elizabeth Farina (presidente da Unica), Chieko Aoki (presidente do Blue Tree Towers Hotels), entre outras.

Empresários elogiam as facilidades e o atendimento na Sala de Crédito da Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta sexta-feira (28/3), e durante todo o período da tarde, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu encontros entre empresários e as principais instituições financeiras em sua sede.

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Na Sala de Crédito da Fiesp, empresários recebem atendimento personalizado de instituições financeiras. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

O objetivo é oferecer aos pequenos e médios empresários a oportunidade de conhecer as melhores taxas disponíveis, aprender a solicitar financiamento com juros mais baixos e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.

Gerentes e especialistas de crédito de instituições financeiras, como Banco Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e da agência de fomento do governo do estado de São Paulo, da Desenvolve SP, estiveram presentes e prestaram atendimento exclusivo aos participantes.

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A empresária Miriam Mendes da Silva e seu marido e consultor, Antônio Carlos, aprovam a Sala de Crédito. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

A iniciativa foi aprovada por empresários como Miriam Mendes da Silva, sócia-proprietária da Royal Book Livros, que elogiou a facilidade proporcionada pela Sala de Crédito. “Eu já fui atendida pelo Banco do Brasil e pelo Desenvolve SP. Não conhecia o Desenvolve e achei bem melhor do que um banco privado”, afirmou a empresária que soube da iniciativa em um curso que realizou na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Eu achei que o Desenvolve é menos burocrático. Com um banco você precisa ter uma conta e ter um relacionamento com o gerente. Aqui você consegue ser melhor atendido”, afirmou a empresária cujo principal interesse no evento foi verificar, entre as instituições presentes, a melhor linha de crédito para aquisição de imóvel e capital de giro para sua empresa.

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Lucia do Rosário Martins, da Acrílico Eficaz, elogiou a agilidade no atendimento. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

Para Lucia do Rosário Martins, da Acrílico Eficaz, a maior necessidade de crédito é para ampliar a Inovação e o Capital de Giro da empresa. Recentemente, sua indústria, que fabrica peças de acrílico, adquiriu um novo equipamento que permitirá ampliar a produção, mas exigirá também mais recursos para compra de matéria-prima.

Para ela, a facilidade de ter contato e atendimento preferencial com várias instituições financeiras em um único dia é o grande diferencial do serviço. “Eu tinha reservado o dia inteiro para conhecer todas opções oferecidas na Sala de Crédito, mas o atendimento é tão rápido que acho que antes do meio dia eu já terei sido atendido por todos”.

Edição anterior

Em 2013 foram realizadas dez Salas de Crédito, com 458 atendimentos, sendo 209 empresas conseguiram crédito.

A demanda informada pelas empresas totalizou um volume de R$ 270,82 milhões em crédito, que representa o investimento de R$ 171,09 milhões (63,02%) e o capital de giro R$ 99,73 milhões (36,8%).

Comitê da Cadeia do Desporto dá ‘pontapé inicial’ para atividades de 2014 e 2015

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na primeira reunião plenária de 2014 do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no final da tarde desta quarta-feira (26/02), foram apresentados os resultados iniciais dos Grupos de Trabalhos do Comitê e os projetos em desenvolvimento neste primeiro semestre.

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Primeira Reunião Plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na abertura do encontro, o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, agradeceu os esforços dos membros do Comitê, que previamente estiveram reunidos para discutir projetos e soluções de melhorias para o desenvolvimento da cadeia produtiva do desporto.

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Mario Frugiuele, coordenador do Code. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ele expressou suas expectativas de que esse dinamismo, próprio do Comitê, continue a trazer ainda mais resultados para a cadeia produtiva. “Estamos num ano de Copa do Mundo; depois teremos Olimpíadas, e o esporte está ‘na boca do povo’. Espero que seja um bom ano para todos os que trabalham na área do desporto e que possamos, juntos, realizar um bom trabalho.”

Frugiuele apresentou um novo membro do comitê, o empresário Olavo Fontoura Vieira, coordenador da Confederação Brasileira de Desportos da Neve (CBDN).

Fontoura ressaltou a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014, na Rússia. “Para um país que não tem neve, tivemos um relativo sucesso. Conseguimos formar e levar 15 atletas para disputar esses Jogos Olímpicos em Sochi, neste ano. Esse é um resultado da dedicação das associações ligadas a esses esportes”.

Lei Municipal de Incentivo

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Procurador do Município Mauricio Tonin. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O procurador do município de São Paulo, Mauricio Morais Tonin, representando o secretário municipal de Esportes, Celso Jatene, falou sobre a recente lei municipal sancionada. “A lei que criou o incentivo ao esporte, e que foi aprovada no ano passado, é uma grande conquista para a cidade. Até porque era inaceitável que a maior e mais rica cidade do país não tivesse um mecanismo como esse de incentivo fiscal voltada à área esportiva.”

Tonin esclareceu que o prefeito de São Paulo assinou neste ano o decreto que regulamenta a Lei de Incentivo Fiscal para o Esporte na cidade e que, nos próximos dias, serão criadas as comissões, dentro da Secretaria, para analisar os projetos beneficiados com esses incentivos. 

Pleitos da Fiesp

Ari Mello, integrante da Comissão de Impostos e Incentivos ao Esporte do Code/Fiesp, comentou que o grupo se colocou à disposição da Secretaria Municipal para colaborar na regulamentação da Lei.

A Comissão também avaliou a possibilidade de pleitos relativos a incentivos e impostos estaduais e federais, os quais já estão em análise no Departamento Jurídico da Fiesp.

Normalização de Produtos

Dentro da Comissão de Normatização e Normalização foi debatida a necessidade de fomentar a adequação dos produtos nacionais nos padrões de qualidade e a ampliar a discussão sobre as normas já pré-estabelecidas vinda do exterior.

Um trabalho conduzido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) junto ao Ministério do Esporte foi apresentado e será avaliado para estender aos demais setores da cadeia produtiva.

Marketing Esportivo

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Mauricio Fernandes, coordenador adjunto do Code/Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ao apresentar os projetos do Comitê de Marketing Estratégico do Code, o coordenador adjunto do Comitê, Mauricio Fernandez, antecipou como será o ritmo dos projetos para 2014 e 2015. “Será uma agenda bem intensa, para arregimentar mais pessoas e trazer mais resultados.”

Entre os projetos está a realização de um road show, evento que percorrerá várias cidades em São Paulo e grandes capitais, como Rio de Janeiro e Brasília. Tais encontros, que podem contar com o apoio do setor público, terão uma programação dinâmica para atender o interesse de diversos públicos: pequenas e médias empresas ligadas ao esporte, lojistas, profissionais do esporte, associações esportivas e prestadores de serviços.

Para o final de 2014 está sendo planejado um grande congresso em São Paulo, voltado aos negócios do esporte.

Fazem parte ainda da programação do Code a realização de rodadas de negócios nacionais e internacionais e a promoção de prêmios com o intuito de valorizar e estimular a competitividade das indústrias do setor.

Para 460º aniversário de São Paulo, 2 unidades do Sesi-SP na capital se “vestem” de arte

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Se o artista tem que ir aonde o povo está, o público que frequentar alguns dos Centros de Atividades do Sesi-SP poderá encontrar arte por várias partes desses espaços.

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A obra Anoã ilustra a fachada do Sesi-SP Vila Leopoldina. Foto: Arquivo Sesi-SP

Em sete unidades do Sesi-SP em todo o estado, as obras estarão “literalmente” nos muros, arquibancadas, jardins, janelas, paredes e outros áreas que se transformaram em plataformas expositivas.

As obras em questão fazem parte do projeto Ocupação Artística no Sesi-SP e estarão disponíveis nas unidades até o mês de outubro.

Além de ter contato direto com as obras, o público, em alguns casos, poderá acompanhar o processo de criação e construção da obra.

Na capital paulista — que, no próximo dia 25, completa seus 460 anos — o público poderá apreciar as obras “Anoã”, no Sesi Vila Leopoldina e “Graffiti Fine Art Cidade”, no Sesi AE Carvalho.

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A obra Graffite Fine ArtCidade no Sesi AE Carvalho

Logo na fachada do Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina, na zona oeste, o público se depara com uma imensa e colorida ilustração da artista Prila Paiva. O painel “Anoã”, faz referência ao grafismo da etnia indígena cadiuéu, do Mato Grosso do Sul, e é uma releitura contemporânea do registro fotográfico de mesmo nome, feito por Darcy Ribeiro, nos anos 1940.

Já, no Sesi A. E Carvalho, na zona leste da cidade, o público visualizará o imenso “Graffiti Fine Art Cidade” na fachada do Teatro e da cantina. A obra é de autoria do grafiteiro Nick Alive, conhecido por seus personagens andrógenos e pelo traço como forma expressiva primordial, tanto em desenhos digitais, em nanquim ou à lápis.

O projeto Ocupação Artística no Sesi-SP contemplou outras cinco cidades do interior do estado. Para saber mais sobre cada obra e locais das instalações, clique abaixo:


Custo da burocracia tributária no Brasil impacta diretamente a competitividade da indústria, afirma Roriz

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Quanto a burocracia para pagar impostos no Brasil afeta a competitividade do setor produtivo? Este foi o enfoque dos debates realizados no seminário “O Peso da Burocracia Tributária: a Busca pela Simplificação”, realizado na manhã desta quinta-feira (26/09) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente e diretor do Decomtec da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP


O vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que a burocracia é um problema que afeta toda a sociedade brasileira, mas que a “complexidade desnecessária para pagar impostos” coloca o Brasil numa péssima posição em relação a outros países, em termos de competitividade. “O Brasil está na posição 156 de um ranking 185 países. E piorou duas posições, entre 2011 e 2012″, disse.

Referindo-se ao estudo recente divulgado pelo Decomtec/Fiesp, Roriz informou que tempo gasto para pagar impostos no Brasil supera o tempo gasto de todos os países do ranking. O estudo cita o relatório Doing Business (2013) do Banco Mundial, que aponta que são necessárias 2.600 horas por ano para uma empresa pagar tributos no Brasil, enquanto na média dos  países da OCDE são necessárias 176 horas por ano.

Alem disso, a burocracia tributária é um dos maiores obstáculos enfrentados pelos empresários para desenvolver seus negócios, sinalizou o vice-presidente da Fiesp. Ele destacou que a indústria é, constantemente, cobrada para ter mais inovação, mas o tempo gasto com a grande e desnecessária burocracia tem impacto muito forte nas empresas. “O estudo da Fiesp foi divulgado e comentado ontem pela imprensa e recebemos muitos e-mails nos parabenizando por tratar desse assunto”, disse.

O diretor-titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, Helcio Honda, concordou que desburocratizar o processo de pagamento de tributos é muito importante. “Essa é uma das bandeiras da Fiesp e do presidente Paulo Skaf, principalmente, no sentido da racionalização do Custo Brasil.”

Honda afirmou que essa é uma das maiores preocupações das indústrias e destacou iniciativas da Fiesp nesse sentido, como o estudo elaborado pelo Decomtec/Fiesp e a criação da Comissão de Desburocratização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), coordenada pelo vice-presidente do Ciesp, Abdo Antonio Hadade.

Com uma longa trajetória profissional ligada ao Diretor Tributário, o diretor jurídico da Fiesp relembrou algumas dificuldades que as empresas enfrentavam, num passado recente, como as filas para pegar senha na Receita Federal para procedimentos simples.  Ele afirmou que a aproximação da Fiesp a esses órgãos é justamente na busca de  simplificação e celeridade dos processos. “Estarmos aqui hoje discutindo esse tema é muito importante e, principalmente, para apresentarmos soluções, pois os problemas nós já sabemos”.

Senai-SP participa de programa da Prefeitura para qualificação profissional de moradores de rua da cidade de São Paulo

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, participou nesta segunda-feira (25/03) do lançamento do “Programa de Qualificação Profissional da População em Situação de Rua” – iniciativa da Prefeitura de São Paulo que conta com o apoio do Senai-SP.

O evento foi realizado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da cidade, com presença do prefeito Fernando Haddad, dos secretários municipais Rogério Sottili (Direitos Humanos e Cidadania) e Luciana Temer (Assistência Social), do representante do Movimento Nacional de População em Situação de Rua, Anderson Lopes, do senador Eduardo Suplicy e do diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, entre outras autoridades, empresários, representantes de organizações não governamentais e, principalmente, moradores de rua.

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Paulo Skaf parabeniza iniciativa da Prefeitura de São Paulo de prover qualificação profissional para moradores de rua, com o apoio do Senai-SP. Foto: Junior Ruiz/FIESP

Na ocasião, o Senai-SP, Prefeitura e secretarias municipais de Assistência Social e do Direitos Humanos e Cidadania assinaram termo de cooperação técnica em que assumem compromisso de somar esforços para capacitar profissionalmente pessoas em situação de rua na capital paulista.

O objetivo do programa, que conta com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Ministério da Educação, é de propiciar condições para inclusão social e inserção no mercado de trabalho, tendo a meta de, ainda neste ano , garantir profissionalização e emprego para 2.000 pessoas em situação de rua na cidade. A estimativa da Prefeitura é que, atualmente, existam cerca de 15 mil pessoas nessas condições em São Paulo.

A metodologia prevê a realização de cursos periódicos de ocupações como auxiliar administrativo, almoxarife, confeccionador de bolsas e acessórios, mecânico de motores a diesel, mecânico de bicicleta, padeiro, pedreiro de alvenaria, eletricista instalador predial, encanador, pintor, vidraceiro e aplicador de revestimento cerâmico. Os cursos começam já no mês de abril.

Skaf: projeto dá oportunidade de capacitação e emprego

Em seu pronunciamento durante a cerimônia, o presidente da Fiesp e do Senai-SP, Paulo Skaf, elogiou o empenho do prefeito Fernando Haddad e reiterou apoio total à prefeitura.

“O Senai-SP e o Sesi-SP têm essa preocupação com as pessoas. Nós abrimos, todos os anos, um milhão de matrículas por ano no estado de São Paulo. E esse projeto, que é do carinho e vem do coração do prefeito, agora também faz parte do nosso coração.”

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Cerca de 15 mil pessoas estão em situação de rua na cidade de São Paulo. Em parceria com Prefeitura,Senai-SP vai capacitar 2 mil pessoas neste ano. Foto: Junior Ruiz/FIESP

Skaf ressaltou que a competência dos secretários municipais e das equipes do Senai-SP dará a velocidade necessária para a execução do programa. “É muita felicidade fazer parte desse projeto que muda a vida das pessoas e dá oportunidade de capacitação e emprego.”

O prefeito Fernando Haddad disse que o objetivo do programa é oferecer alternativas a pessoas em situação de rua. “Estamos dispostos a oferecer não só a capacitação, mas transporte e alimentação. E, especialmente, às mulheres, o apoio necessário, através das redes de apoio.”

Cursos começam em abril

O diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, explicou que os cursos têm início no mês de abril, em grupos de 200 pessoas, a cada dois meses. Os alunos recebem auxílio para alimentação e transporte, além da chamada “Bolsa Permanência”.

“O aluno irá receber esse adicional [a bolsa] na medida em que tenha aproveitamento dos cursos”, comentou Vicioni, acrescentando que a escolha dos cursos oferecidos levou em conta a oferta de vagas, uma vez que o objetivo é propiciar a empregabilidade dessas pessoas.

Direitos humanos

De acordo com o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, o programa trabalha para garantir a dignidade das pessoas em situação de rua.

“Tratar dos direitos humanos é uma questão central do governo, pois muda a vida das pessoas”, afirmou Sottili, ressaltando que o sucesso do programa será fundamental para a atuação transversal das secretarias e a participação de parceiros e da própria população.

O diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Antônio Magalhães Gomes Filho, relembrou ter sido declamado, neste mesmo auditório no ano de 1868, o poema “Navio Negreiro”, marco contra a escravatura no Brasil, por um célebre ex-aluno, o poeta baiano Castro Alves (1847-1871). “Hoje, com muito orgulho, recebemos outro ex-aluno – o prefeito Fernando Haddad – que veio anunciar esse programa que, tenho certeza, vai ter forte impacto na vida das pessoas.”

Galeria de Arte do Sesi-SP expõe A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Até março, quem passar pela Avenida Paulista poderá apreciar uma exposição inédita no Centro Cultural Fiesp dedicada à arte milenar da tapeçaria.

A mostra A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade  reúne, pela primeira vez no Brasil, 48 tapeçarias de Portalegre, do Alentejo. A região é conhecida por suas tapeçarias murais decorativas que reproduzem obras de pintores famosos, por meio de uma técnica manual.

Nos murais, o público pode ver obras de 39 artistas contemporâneos consagrados: Almada Negreiros, Camarinha, Júlio Pomar, Eduardo Nery, Le Corbusier, Vieira da Silva, Vik Muniz, Arpad Szenes, Graça Morais, Sonia Delaunay, Bruno Munari, Pedro Calapez, Lourdes Castro, Álvaro Siza, Rigo 23, Rui Moreira, Jean Lurçat, Hans Erni, Burle Marx e Joana de Vasconcelos.

Com a  curadoria de Luís Neves, a mostra é uma iniciativa do Sesi-SP, em parceria com a Espírito Santo Cultura (RJ) e a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, em comemorações do Ano Brasil-Portugal. A entrada é franca.

Giro pela história e pela técnica

Além do valor histórico e artístico desse tipo tão peculiar de tapeçarias portuguesas, o público irá descobrir como, a partir dos teares de Portalegre, são produzidas essas obras  únicas, desde a criação dos cartões originais, a ampliação e transposição com a técnica dos desenhistas e a execução da tapeçaria com a maestria das tecedeiras.

Para se aproximar ao máximo do desenho original, os artistas contam com mais de 7 mil cores em lã e combinações. Cada trama é formada por oito fios de lã, escolhidos criteriosamente em busca de se manter a fidelidade às obras de arte.

Origens

Herdeira da tradição francesa e belga de tapeçaria mural, a tapeçaria de Portalegre foi considerada por Jean Lurçat, grande renovador dessa arte no século 20, a melhor do mundo.

Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, foi fundada em 1946, no interior de Portugal, por Guy Fino e Celestino Peixeiro, e marcou a virada na história da tapeçaria mural.

A organização adotou uma nova técnica de tecelagem, conhecida como o Ponto de Portalegre, e associou sua produção a grandes nomes da arte contemporânea portuguesa e internacional.

Trata-se de uma das últimas manufaturas no mundo a trabalhar com um bem cultural desta natureza de forma completamente manual. Atualmente, reúne mais de 200 artistas consagrados que produzem suas obras em tapeçaria de Portalegre.

Agende-se!

Exposição A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade

Entrada franca
De 8 de dezembro de 2012 a 10 de março de 2013

Local: Galeria de Arte do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp)  O espaço tem acessibilidade.

Datas e horários: segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h (entrada até 20 minutos antes do fechamento)

Agendamentos escolares e de grupos devem ser realizados pelo telefone (11) 3146-7439 de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h,

Mais informações: (11) 3146-7405 e 7406

Mostra sobre Fundição Artística alia preservação do patrimônio cultural e capacitação de jovens

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Quem está em busca de programação cultural gratuita e de qualidade na região da avenida Paulista encontra boas opções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, em frente à estação de metrô Trianon/Masp.

Apesar de temáticas diferentes, as duas exposições de arte em cartaz têm em comum a formação dos artistas e o processo de produção, tecnológica ou manual, das peças.

Na mostra Arte da Tapeçaria: Tradição e Modernidade  48 murais das tradicionais tapeçarias de Portalegre, da região portuguesa do Alentejo, reproduzem obras de consagrados artísticos contemporâneos, como Le Corbusier, Vik Muniz, Burle Marx, entre outros. A mostra fica em cartaz na Galeria de Arte do Sesi-SP até o dia 10 de março.

Já a mostra Fundição Artística no Brasil – em cartaz no Espaço Fiesp até 10 de fevereiro – deve encantar principalmente os apreciadores de monumentos históricos e os interessados em desvendar os processos tecnológicos na produção de esculturas.

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Um dos destaques é Busto D. Pedro II, datada de 1839 e de autoria de Zépherin Ferrez. A peça, pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, foi recentemente fundida em bronze por alunos do Senai-SP, a partir do original em gesso pertencente a Pinacoteca, onde foram aplicados recursos tecnológicos digitais, tais como prototipagens e simulações para auxílio nos processos metalúrgicos.

Também estão expostas maquetes de monumentos de Victor Brecheret, Galileo Emendabili, Julio Guerra e Leopoldo e Silva, autores de grandes obras em espaços públicos da cidade de São Paulo.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 10 de fevereiro. A entrada é gratuita. Mais informações, clique aqui.

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Fiesp disponibiliza modelo de cálculo para Contribuição Sindical 2013

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O prazo limite para recolhimento da Contribuição Sindical já está chegando próximo e o Departamento Sindical (Desin) da Fiesp disponibilizou orientações e serviços que facilitam o cálculo da Contribuição Sindical dos empregadores do setor industrial para o ano de 2013.

Veja a seguir os serviços disponíveis:

Tabelas + Guia de
Contribuição Sindical
Consulta sobre
Enquadramento Sindical
Pesquisa de  Normas Coletivas
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Em Brasília, quatro indústrias paulistas recebem o Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Na última terça-feira (4/12), 36 empresas de todas as regiões brasileiras foram agraciadas com o  Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho (PSQT).

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Eternit, primeiro lugar do PSQT 2012. Foto: Miguel Ângelo/CNI

Entre as 36 empresas premiadas, 2 empresas paulistas obtiveram o primeiro lugar em suas categorias.

Na categoria Gestão de Pessoas – Empresa de Grande Porte a primeira colocada foi a indústria Eternit S/A, da capital paulista. A empresa concorreu ao prêmio com o seu programa de  Plano de Carreira Placar.


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Thyssenkrupp, primeiro lugar do PSQT 2012. Foto: Miguel Ângelo/CNI

Thyssenkrupp Bilstein Brasil, também da cidade de São Paulo, ficou em primeiro lugar na categoria Inovação – Empresa de Grande Porte.

A Thyssenkrupp Bilstein arrebatou o primeiro lugar  com o seu programa Fábrica de Soluções.

Este programa tem como foco  a descoberta de talentos, capacitação, desenvolvimento de competências, reconhecimento e a evolução profissional.


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Whirlpool, segundo lugar do PSQT 2012. Foto: Miguel Ângelo/CNI

Outras duas empresas paulistas também receberam o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho.

A indústria Whirlpool S/A, da cidade de Rio Claro, conquistou o segundo lugar na categoria Ambiente de Trabalho Seguro e Saudável – Empresa de Grande Porte, com o seu Programa de Ergonomia.


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Coala, segundo lugar do PSQT 2012. Foto: Miguel Ângelo/CNI


E a indústria Coala Essências Aromáticas, da cidade de Dois Córregos, foi a segunda colocada na categoria Gestão de Pessoas – Empresa de Micro e Pequeno Porte, com o seu programa Ser Humano Coala.

Prêmio Sesi de Qualidade do Trabalho

Com o objetivo de incorporar a responsabilidade social às práticas e estratégias das pequenas, médias e grandes empresas no Brasil, o Sesi-SP premia anualmente as principais indústrias nas áreas de cultura organizacional; gestão de pessoas; ambiente de trabalho seguro e saudável; educação e desenvolvimento socioambiental; e inovação.

Em aula-magna na Fiesp, Maurice Strong fala da necessidade de melhorias sustentáveis em prol do ser humano

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O ambientalista Maurice Strong ministrou, na sede da Federação das Industrias do Estado de Sao Paulo (Fiesp), na tarde desta terça-feira (27/11), uma palestra magna, aberta ao público, sobre o tema Perspectiva sustentável para o Brasil no mundo globalizado e suas vantagens competitivas.

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Maurice Strong, que foi secretário-geral das Conferências de Meio Ambiente, em aula-magna na Fiesp. Foto: Everton Amaro

Embora não seja sua primeira visita ao Brasil, Strong afirmou que, certamente,  é mais importante. “Não existe uma única organização no mundo que tenha tanto comprometimento com a implementação da sustentabilidade nas indústrias como a Fiesp”, disse.

Ele, que é um dos principais especialistas em sustentabilidade no mundo,  lembrou a importância da participação brasileira na Conferencia de Estocolmo, quando passou a ser um líder nesse assunto. “Apesar de o Brasil não ser um país desenvolvido, tornou-se uma capital no debate sobre a sustentabilidade”.

Maurice contou que, desde o tempo de escola, se interessava pelas questões ambientais, e  logo em seu primeiro emprego, percebeu como a indústria afetava o meio ambiente. “Percebi desde então que é necessário ter uma forma sustentável de desenvolvimento”, afirmou.

O segredo, segundo ele, está em observar a eficiência de todos os setores da empresa na utilização de recursos. “No inicio, as pessoas costumavam a rir deste assunto. Mas as empresas tornaram-se bem sucedidas por causa de seu envolvimento e compromisso com a sustentabilidade”, acrescentou.

Embora as perspectivas sejam pessimistas, Strong prefere ter uma visão positiva sobre o futuro. “Eu vim aqui como um otimista em relação ao futuro, porque não podemos deixar de ser otimistas. Ainda acredito que e possível mudar tudo isso, mas o tempo está correndo”, alertou.

Strong afirmou ainda  que devemos utilizar as oportunidades de melhorias sustentáveis para manter a sobrevivência do ser humano. “Precisamos fazer o nosso futuro, porque se não, teremos um futuro que não queremos. Já estamos muito além quanto às emissões de gases carbônicos, por exemplo, e não devemos ficar nesse curso”, afirmou.

Em relação ao futuro ele mostrou-se preocupado: “Estamos falando da vida humana, que como sabemos está em risco. Continuo nessa luta porque me preocupo com a vida futura no planeta Terra”, concluiu.

Olimpíada do Conhecimento: aluno de panificação do Senai-SP sonha em representar o Brasil no WordSkill Internacional

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Superar os próprios limites. Estudar durante horas todos os dias. E acreditar que os sonhos se tornam realidade. Essas ações resumem o dia a dia do estudante Wemerson Silva.

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Wemerson Aparecido de Oliveira Silva, aluno do curso de panificação do Senai Horácio Augusto da Silveira. Foto: Everton Amaro

Ele é um dos 84 representantes do Estado de São Paulo na disputa da 7ª edição da Olimpíada do Conhecimento, realizada entre os dias 12 e 17 de novembro, no Anhembi, em São Paulo.

A paixão de Wemerson pela panificação começou na infância, inspirado pelos talentos culinários da sua mãe, uma confeiteira de “mão cheia” que sonhava em se tornar uma cozinheira profissional: “Minha mãe sempre teve o sonho de se tornar uma confeiteira profissional, mas, infelizmente, as dificuldades financeiras não permitiram que ela transformasse o seu amor pela culinária em uma profissão”, conta.

Quando completou 16 anos, Wemerson fez a sua matricula no curso técnico de panificação do Senai Barra Funda. Considerado por professores e colegas de classe um aluno dedicado e responsável, Wemerson recebeu o convite para participar da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, em 2011.

Após aceitar o convite, ele precisou se adaptar a uma nova rotina de estudos, composta por nove horas de treinamento diário. Toda esta dedicação deu resultado. O estudante garantiu o 1º lugar na categoria panificação da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, ganhando, com isso, o reconhecimento do seu pai.

“Sempre tive fé e acredito que ela foi essencial para o meu sucesso. Treinei o que tinha que ser treinado, me dediquei bastante e demonstrei todas as competências profissionais. Mas, o que me deixou realmente emocionado foi ver as lágrimas caindo dos olhos do meu pai, que até então nunca tinha visto chorar, quando anunciaram a minha vitória”, afirmou.

Com a vitória, Wemerson conquistou uma vaga para etapa Nacional da Olimpíada do Conhecimento. Com o apoio da torcida paulista e dos seus familiares, o estudante espera, agora, conquistar o título nacional e participar do WordSkills, etapa internacional do torneio.

“A minha expectativa é a melhor possível. Treinei bastante e espero contar com o apoio da torcida”, afirmou o estudante, que acredita que os seus principais adversários na prova são os candidatos dos estados de Minas Gerais e Pernambuco. E completou:“Aprendi que a gente não pode se deixar abater por um problema. Temos que tentar fazer dele um amigo, assim fica muito mais fácil encontrar uma saída”.

Fiesp e governo da Hungria assinam memorando de entendimento para ampliar intercâmbio

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em ato durante o Encontro Empresarial Brasil-Hungria, na manhã desta terça-feira (13/11), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, e o secretário de estado do Ministério da Economia da Hungria, Kristóf Szatmáry, assinaram um memorando de entendimento com o objetivo de ampliar oportunidades de intercâmbio entre os dois países.

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Acordo envolve parcerias no âmbito econômico, cultural e esportivo. Foto: Junior Ruiz.


“Temos 100 reuniões hoje entre empresários brasileiros e húngaros. E vai precisar de muito mais trabalho para que os negócios se incrementem. Nossa corrente de comércio é pequena. Nós temos muito mais a vender para a Hungria e a comprar na Hungria. E temos oportunidades de investimentos na Hungria e de receber investimentos húngaros. Eu diria que temos tudo a fazer na área econômica, mas também nas áreas cultural e esportiva”, disse Skaf.

O presidente anunciou iniciativas já firmadas para o próximo ano. Nos meses de março e abril, o grupo musical Budapest Bar fará apresentação em unidades do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Outra ação será na área de esporte, com intercâmbio entre treinadores húngaros e brasileiros – os europeus contribuindo com experiência nas modalidades polo aquático e luta olímpica; os brasileiros, no vôlei.

Kristóf Szatmáry, que também é presidente da Comissão Econômica Mista Brasil-Hungria, esclareceu que seu país busca diversificação. A estratégia comercial, até então, vinha sendo destinada aos países da União Europeia e à integração Europa-Atlântico. “Temos uma nova estratégia econômica e, nessa estratégia, o Brasil e a América Latina têm grande importância, em especial o Brasil, com o qual temos também uma relação cultural.”

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Kristóf Szatmáry. Paulo Skaf e Csaba Szíjjártó, embaixador da Hungria no Brasil. Foto: Everton Amaro.

Szatmáry ressaltou os laços culturais entre a Hungria e a cidade de São Paulo. “Temos aqui a maior comunidade húngara da América Latina. São 100 mil pessoas, entre descendentes de primeira, segunda e terceira geração”. Ele também citou o Colégio Santo Américo, de origem húngara, que vem, por meio da educação, contribuindo para a formação de pessoas de excelência no Brasil, como o próprio presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

No evento, em nome do governo húngaro, Szatmáry entregou, a Paulo Skaf, a ordem Cruz de Prata do Mérito Húngaro, em reconhecimento aos seus esforços de estreitamento das relações entre Brasil e Hungria.

Para o diretor-titular adjunto do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) da Fiesp, José Augusto Correia, há muito a se fazer. “Ao se analisar os números de comércio exterior entre Brasil e verificamos que há como se incrementar essa relação. Espero que esse encontro seja mais um passo de aproximação.”

Especialistas debatem a nova Lei de Lavagem de Dinheiro na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Procurador da República na cidade de São Paulo, professor Rodrigo de Grandis, apresentou durante o 4º Encontro do Novo Advogado Paulista, um panorama do que se caracteriza o crime financeiro conhecido como “lavagem de dinheiro”, objeto da Lei 12683/12,  sancionada no mês de julho deste ano.

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Ao centro: Rodrigo de Grandis, Procurador da República na cidade de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine.

Segundo o especialista,  o crime de lavagem de dinheiro tem como características a internacionalização (sua realização não se restringe ao território nacional) e o alto nível de profissionalização dos criminosos que conseguem dar aparência de legalidade. Essa complexidade de fatores dificulta a detecção do crime e favorece a impunidade.

Em sua exposição, Rodrigo Grandis destacou alguns pontos polêmicos da nova lei, como a extinção do rol de crimes antecedentes o que, segundo ele, poderá incitar a banalização do crime de lavagem. “Com isso todo e qualquer infração penal (tanto crimes como contravenções), independente dos valores envolvidos, são considerados antecedentes de lavagem”.

Outro ponto controverso apresentado pelo procurador da República é o artigo 9º , que ampliou o rol de pessoas responsáveis por comunicar qualquer atividade suspeita de lavagem, incluindo pessoas físicas, profissionais do setor financeiro, de compra e venda de imóveis, advogados, entre outros.

Para ele esse aspecto irá deverá provocar questionamentos quanto ao sigilo profissional. Em sua avaliação, a obrigatoriedade de comunicação poderia ser aplicada aos advogados de área consultiva, mas não a advogados do contenciosos (de defesa).

Acúmulo de processos

O especialista em direito processual penal, Gustavo Badaró, professor associado do departamento de Direito Processual da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), abordou outros pontos que precisarão ser reavaliados sobre a nova lei.  Na sua opinião,  poderá existir acúmulos de processos se houver reunião de processo com crimes conexos e se esses forem destinados às varas especializadas de crimes de lavagem de dinheiro.

Badaró também enfatizou a importância de se definir quem irá julgar os crimes de lavagem, citando o exemplo da justiça eleitoral, que poderá julgar crimes eleitorais que tenham lavagem de direito.

O professor da USP mostrou-se preocupado com a dificuldade no entendimento e aplicação de medidas cautelares. Quando se fala em sequestro de bens dos indiciados, a lei apregoa confisco de bens ou recursos obtidos com a lavagem, o que por si só é difícil de mensurar. Por outro lado, bens obtidos antes do crime ou por meios lícitos – herança, por exemplo – não deveriam ser apreendidos.

Crise institucional do Mercosul é abordada na reunião do Coscex Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta terça-feira (06/11), o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp promoveu sua última reunião do ano, contando com a apresentação do conselheiro Regis Arsalanian, que foi embaixador do Brasil perante o Mercosul.

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Embaixadores Rubens Barbosa e Regis Arslanian, durante reunião do Coscex Fiesp. Foto: Julia Moraes

Citando a recente crise institucional do Mercosul, deflagrada pela suspensão do Paraguai no bloco e a entrada da Venezuela sem consenso de todos os países, o embaixador relembrou que o Mercosul está em largo processo de construção – motivo pelo qual é imprescindível a flexibilidade nas negociações, tendo sempre como objetivo principal a integração regional, não apenas as relações de comércio.  “Não é fácil promover uma convergência com países tão diferentes e com interesses tão diferentes”, afirmou.

Arsalanian elencou algumas conquistas do Mercosul nos últimos anos, como a eliminação da dupla cobrança de tarifa;  a regulamentação do Código Aduaneiro do Mercosul (aguardando aprovação do Congresso); e o fundo de investimentos Focem,  que prevê recursos para viabilizar projetos importantes de infraestrutura nos países da região.  Também citou os projetos de projetos de unificação de placas de veículos e de carteira de identidade dos cidadãos, além do Parlamento do Mercosul.

O embaixador se mostrou preocupado com suspensão do Paraguai do Bloco que irá provocar o adiamento da aprovação de orçamento do Focem e, consequente atraso nos projetos. Outros cronogramas deverão ser comprometidos como a eliminação gradual da dupla tributação, cuja aprovação ainda estava em curso.

Visão estratégica

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex/Fiesp,  lamentou que as decisões que motivaram  a suspensão do Paraguai  e a entrada da Venezuela no Mercosul foram de origem política e ideológica.  “No Brasil, em certos aspectos na política econômica e na política externa, prevalece a visão ideológica e partidária acima do interesse nacional. Na minha visão, essa questão do Paraguai é exemplo que vai ficar marcado na história”.

O embaixador lembrou que o Paraguai é um vizinho estratégico para o Brasil. E destacou as possibilidades de parcerias com empresas dos dois países, ou instalações de empresas brasileiras lá, o que seria benéfico para nossa a competitividade. Também citou o projeto de corredor ferroviário que interligará os portos do Atlântico ao Pacífico com um trecho passando pelo Paraguai.

O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, também compartilha da opinião de Rubens Barbosa. “O Paraguai pode ser estratégico para o Brasil, assim como o México foi para os Estados Unidos. Não no sentido de tirar emprego, mas de complementar e reforçar eventualmente essa posição não só para o Brasil, mas para exportação”.

Steinbruch ressaltou a força da Fiesp, representando o setor industrial, nesse cenário e relembrou os recentes acordos firmados com o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

Valor Econômico: Fiesp aponta benefícios de destinar recursos dos royalties do petróleo em educação

Agência Indusnet Fiesp

O que aconteceria se, no período de 2013 a 2030, os royalties do petróleo brasileiro fossem destinados à educação? A resposta a essa pergunta foi dada pelo estudo sobre crescimento de renda via royalties do petróleo, elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e detalhado em reportagem publicada nesta terça-feira  (06/11) pelo jornal Valor Econômico.

Entre os possíveis benefícios citados no estudo é o aumento de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2030 – passando de R$ 8,01 trilhões (sem investimentos de royalties na educação) para R$9,83 trilhões. A reportagem cita ainda que o principal destino desses recursos, atualmente, é o custeio de gastos públicos.

Para o  vice-presidente da Fiesp e diretor-titular do Decomtec José Ricardo Roriz,  o Brasil não pode perder essa oportunidade. “Desenvolvimento social requer população mais educada com ensino de qualidade, e que atinja maior número de pessoas possível, além de professores bem remunerados”, diz ele na matéria.

Na reportagem, Roriz – que também é coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás da Fiesp – explica  que esse lado social alavanca o desenvolvimento econômico:  “Mais educação significa maior produtividade, produção com maior valor agregado e serviços de melhor qualidade”.

Comentando sobre o mesmo tema, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o Brasil precisa universalizar o atendimento de creches e construir um sistema de educação em tempo integral que proporcione educação de qualidade a todos os brasileiros.

“Sempre digo que a educação é a forma de se dar oportunidades iguais às pessoas. O que este estudo da Fiesp mostra é que além das oportunidades, o direcionamento dos royalties exclusivamente à educação trará maior crescimento econômico. Ninguém pode ser contra a construção de um Brasil que cresça mais e que dê oportunidades iguais aos brasileiros”, afirmou Skaf.

Leia abaixo a íntegra da matéria do Valor Econômico,  ou clique aqui [restrita a assinantes do jornal].

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