Mark Crowell apresenta experiência da Universidade da Virgínia em biotecnológicos

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

É preciso que universidades e empresas mudem a forma de ver Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A opinião é de Mark Crowell, diretor executivo e vice-presidente de Inovação da Universidade daVirgínia (UVa), dos Estados Unidos (EUA).

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Mark Crowell, da Universidade da Virgínia. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Ele foi um dos palestrantes do primeiro dia do Workshop de Inovação em Biotecnologia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria  (BioBrasil), e pela Biotecnology Industries Association (BIO). O evento, de dois dias, termina nesta quarta-feira (29/04) na sede da Fiesp.

Com vasta experiência em licenciamento de tecnologia, formação de startups em universidades e desenvolvimento de capital semente, Crowell compartilhou com empresários as formas de parcerias desenvolvidas pela UVa.

“Thomas Jefferson, fundador da UVa, costumava dizer que ‘cada vez que uma ideia ou inovação mostra-se útil ela deve ser tentada’. E, nos dias de hoje, se não estamos fazendo isso, ficamos para trás”.

Crowell disse que se surpreendeu quando visitou Cingapura há poucos anos atrás e percebeu como o país asiático colocou a inovação e desenvolvimento de patentes no centro de suas estratégias. “Encontrei vários estudantes nas ruas com bottons com as iniciais ‘RIP’. Imaginei que fosse alguma gíria local, mas, na realidade, as iniciais estavam relacionadas a Research and Intellectual Property (Pesquisa e Propriedade Intelectual)”.

Atualmente, a patentes de biofármacos nos EUA são predominantemente de universidades e apenas algumas áreas são dominadas pela indústria.  Isso foi possível, segundo Crowell, devido às novas modalidades de parcerias que estão sendo criadas, e não só entre empresas e universidades.  “Antes, a iniciativa de financiar era do governo federal. Hoje, até os pacientes estão financiando as pesquisas e fazem doações de milhões de dólares”, afirmou.

O especialista comentou que, cada vez mais, as universidades têm sido demandadas para promover pesquisas e que essa flexibilidade no programa de parcerias criou um sistema que se retroalimenta. “Se não conseguirmos pensar nesse sistema não seremos mais competitivos”, ressaltou.

Todo esse avanço tem sido possível também com a mudança de visão das universidades e do meio acadêmico. Há dez anos, os pesquisadores imaginavam o envolvimento com a indústria como algo impuro. Como consequência, havia um grande conhecimento guardado nas prateleiras, mas de maneira pouco produtiva. “O foco, agora, é no mercado, isto é, em produzir inovação realmente útil e aplicável, como predisse Jefferson.”, destacou o especialista.

Os alunos que estão se formando nas universidades também estão com um novo perfil, mesclando o desenvolvimento científico a habilidade de empreendedorismo. “Os talentos são incentivados a realizar roadshows. Eles têm que estar preparados para falar com o mercado, com os investidores capitalistas. Estão sendo estimulados a sempre pensar nas necessidades dos pacientes e também do mercado.”

De acordo com Crowell, as grandes empresas também estão atentas e participando desse movimento, investindo em startups dentro das universidade. “A farmacêutica Pfizer e a UVa estão para lançar uma nova terapia para câncer de ovário, fruto do investimento da indústria farmacêutica em uma startup dentro da universidade”, destacou.

Leita também:

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Senai-SP forma mais uma turma de egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Um momento especial para 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Assim foi a tarde desta terça-feira (29/04) para a turma de egressos do sistema prisional formados no curso de Mecânica Automobilística e Funilaria oferecido pela escola Conde José Vicente de Azevedo, unidade no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

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Formatura da primeira turma de alunos de egressos dos sistema profissional no curso de Mecânica Automobilística do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Na cerimônia de formatura, mais que um diploma com a certificação do Senai-SP, eles receberam a confirmação para recomeçarem suas vidas com um emprego formal, em empresas do setor de reparação de veículos.

A iniciativa faz parte de uma ação do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dentro da área de capacitação do Capital Humano.

O Depar articulou o apoio de parceiros importantes: a organização não-governamental AfroReggae, que selecionou os egressos para participar do programa; o Senai-SP, que elaborou um curso específico para a turma em sua unidade especializada no setor automobilístico; e o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), que fez um trabalho de sensibilização com as empresas do setor, garantindo a total empregabilidade dos alunos.

Em novembro de 2013, Fiesp, AfroReggae e Senai-SP promoveram um evento de formatura para 10 outros egressos do sistema prisional que se formaram em panificação na unidade da Barra Funda. A empregabilidade foi viabilizada com o apoio do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan). Leia mais.

A cerimônia

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Sylvio de Barros, do Depar da Fiesp, incentiva alunos a serem exemplos para as próximas turmas. Foto: Beto Moussali/FIESP

Antes de entregar os certificados de conclusão do curso, Sylvio de Barros, diretor titular do Depar/Fiesp, destacou que o engajamento pessoal dos empresários do setor e dos professores do Senai-SP foram essenciais para concretização dessa etapa do projeto.

“Depende muito de vocês daqui pra frente”, disse ele aos alunos. “Cada dia de vocês, cada hora de trabalho será fundamental para que vocês abram caminho para quem vem depois. Vamos abrir novas turmas na medida em que vocês tiveram sucesso”, ressaltou.

No evento, o diretor da escola do Senai -SP, Fabio Rocha da Silveira, agradeceu a oportunidade de contribuir com o projeto. “É o nosso papel fazer isso. Alguns projetos são especiais, mas o de vocês, para nós, foi muito especial”, contou. “Foi uma satisfação para toda a nossa equipe e recebemos muitos elogios dessa turma exemplar.”

Emerson Ferreira, instrutor do AfroReggae, ressaltou que um dos maiores benefícios da parceria foi possibilitar aos egressos a valorização como ser humano, com o efetivo ingresso mercado de trabalho.

Dirigindo-se aos formandos ele expressou o desejo de que cada um agarrasse com unhas e dentes a oportunidade oferecida. “Vamos fazer com que uma mudança melhor e maior seja alcançada na vida de vocês e com a vida de seus familiares”, incentivou.

Oportunidades e engajamento do setor

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Antônio Carlos Fiola, do Sindirepa, entrega carta garantindo a contratação de formando do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Coube ao presidente do Sindirepa, Antonio Carlos Fiola Silva, a tarefa de apresentar aos formandos as empresas que irão empregá-los.

Ele entregou a cada formando uma carta que garante a respectiva contratação – já a partir do mês de maio –  nas empresas do setor. O empresário irá contratar cinco dos formandos em suas três oficinas. “A vida não é nada fácil.  A nossa luta é no dia a dia. Tropeça, cai, levanta. A nossa vida não é diferente da de vocês.”

Fiola também elogiou a dedicação dos professores do Senai-SP e expressou seu carinho a instituição. “Há 30 anos atrás, com 16 anos, foi aqui o meu primeiro treinamento. Foi aqui que eu comecei. E por isso posso dizer a vocês que nos próximos 30 anos as oportunidades serão infinitas”.

O empresário também comentou que o setor de reparação de veículos é muito carente de profissionais. “Tem muito carro na rua. E se vocês forem bem e se dedicarem, tenho certeza que vão crescer no ramo. Não vai ser fácil, mas pelo que vocês já passaram, tenho certeza que vão aguentar o tranco”, afirmou.

Satisfação de professores e alunos

Para o professor Stevie da Silva, que ministrou aulas de Mecânica de Motor Ciclo-Otto, os alunos dessa turma de egressos conseguiram perceber a grandeza do projeto.

“Eles vieram com foco e enxergaram o Senai-SP de uma forma diferente dos demais alunos. Eles identificaram que o sistema deu uma oportunidade a eles. E, de certa forma ,se mostraram mais comprometidos do que alguns alunos dos cursos regulares. Pelo fato de ser um curso gratuito, outros alunos dos cursos regulares  não veem a gratuidade com o mesmo valor que eles viram.”

Para Meir Pugatch, Brasil terá benefícios econômicos e sociais com a biotecnologia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Meir Pugatch é presidente da Administração de Sistemas de Saúde e Política de Divisão da Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa, Israel. Foto: Divulgação

Como o Brasil está posicionado no crescente mercado de biotecnologia? Como os países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), além de Coreia, Singapura, Suíça e Estados Unidos, vêm desenvolvendo suas políticas de estímulo ao setor?

Respostas a essas e outras questões serão apresentadas pelo professor Meir Perez Pugatch, na terça-feira (29/04), durante o Workshop de Inovação em Biotecnologia,  realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a BIO, a Biotechnology Industry Organization, entidade que reúne indústrias de biotecnologia de todo o mundo.

Mestre em Direito da Propriedade Intelectual e Gestão do Conhecimento pela Universidade de Maastricht, na Holanda, Pugatch também é o presidente da Administração de Sistemas de Saúde e Política de Divisão da Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa, em Israel.

À frente da Pugatch Consilium, uma das principais consultorias no segmento dedicadas a análises das políticas de inovação, Meir Pugatch fala ao portal da Fiesp sobre os caminhos e desafios para o Brasil se destacar no crescente mercado de biotecnologia.

Veja a seguir a entrevista completa:

Dr. Pugatch, esta é a primeira vez que seu instituto realiza essa análise comparativa do mercado de biotecnologia?

Meir Pugatch – Na verdade, essa análise faz parte da trajetória que iniciamos há alguns anos. A Pugatch Consilium é uma consultoria que promove pesquisas, análises e inteligência sobre os setores de mais rápido crescimento da economia do conhecimento. E nos concentramos em áreas como a inovação, criação de ativos, transferência de tecnologia, propriedade intelectual e acesso ao mercado. Também temos um profundo olhar para a política de saúde, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e biotecnologia.

Exemplos disso foi um relatório de 2012 sobre o papel dos direitos de propriedade intelectual em biotecnologia e P&D [acesse o estudo aqui], encomendado pela BIO, e o Índice de Competitividade Biofarmacêutica, um instrumento de pesquisa medir a atratividade relativa de investimento no setor biofarmacêutica nos países [essa análise pode ser acessada na página 85 dessa publicação].

Houve algum motivo especial para se incluir o Brasil nesta análise?

Meir Pugatch – Sim, é claro. O Brasil é uma das economias mais importantes do mundo, não só no momento atual, mas também para o futuro. E seria estranho deixá-lo de fora de qualquer análise.

Entre os países analisados (Brasil, Rússia, Índia, China, Coréia do Sul, Cingapura, Suíça e Estados Unidos), quais mais se destacam no mercado de biotecnologia, em termos de progresso científico e produção industrial?

Meir Pugatch – Os países têm diferentes pontos fortes, em diferentes áreas de biotecnologia. Por exemplo, os Estados Unidos têm uma base forte em ciência e educação, instalações de P&D e uma importante capacidade de produção de biotecnologia. Já Cingapura se desenvolveu por meio da iniciativa Biopolis (uma biofarmacêutica e biomédica muito competitiva em P&D) e se destaca por sua capacidade de produção.

O Brasil tem pontos fortes em outras áreas. Em biocombustíveis e agrobiotecnologia, por exemplo, tem sido um pioneiro. No setor de biotecnologia para a saúde, no entanto, ainda não está tão maduro.

Sobre a produção industrial, vale ressaltar que a P&D necessária para trazer produtos de alta tecnologia para o mercado é a parte mais complexa e exigente do ciclo de desenvolvimento. Mas a produção industrial, em alguns casos, pode ser comparativamente menos exigente.

Esse seria um paradigma, na visão dos empresários, capaz de inibir os investimentos em P&D?

Meir Pugatch – Muitas vezes, esse fato básico – a distinção entre as exigências do desenvolvimento de uma pesquisa nacional ou regional e a capacidade de desenvolver produtos de alta tecnologia versus o desenvolvimento de uma capacidade de produção industrial – é esquecido nas decisões e nas discussões políticas e o processo de fabricação pode ser confundido com o processo de P&D. O mais importante é notar que há distinção entre os dois.

Quando se pensa em biotecnologia se pensa também em investimento em infraestrutura de pesquisa, como laboratórios altamente tecnológicos, etc. As indústrias farmacêuticas têm conseguido equalizar isso. No caso dos produtos biotecnológicos isso seria mais desafiador?

Meir Pugatch – Sim. De fato, as tradicionais “micro moléculas ” das drogas farmacêuticas (que são produzidas através de um processo conhecido como síntese química) são difíceis e caras para se pesquisar e desenvolver e exigem altos níveis de infraestrutura técnica e capital humano qualificado. Mas essas micro moléculas dos fármacos podem ser desenvolvidas em um país, enquanto os outros componentes-chave do medicamento (como os princípios ativos ou APIs) podem ser produzidos em outro local ou até por uma entidade ou empresa diferente. A terceirização da indústria farmacêutica e na fabricação dos APIs já tem sido uma prática comum há anos.

Mas, no caso de produtos biotecnológicos, há um desafio maior para se manter a estabilidade e consistência e garantir um produto de alta qualidade. Por isso, a terceirização na fabricação de produtos biológicos é tecnicamente difícil de ser realizada.

Para se desenvolver um produto ou tecnologia biológica exige-se elevados níveis de experiência e infraestrutura avançada, dado o tamanho, a complexidade e a instabilidade inerente de um produto biológico. O processo exige um nível considerável de estabilidade e capacidade técnica, para não alterar as partes novas ou processos introduzidos. Caso contrário, há um risco de que sejam comprometidas a qualidade e a pureza do produto fabricado.

De acordo com sua análise, como o Brasil está posicionado em relação a outros países?

Meir Pugatch – Na verdade, o objetivo do relatório não foi “destacar” ou, diretamente, comparar os países. Com base no mapeamento de políticas que realizamos, o Brasil mostrou-se com áreas e setores mais maduros e bem desenvolvidos do que outros.

Como mencionado, nos programas do setor agrobiotecnologia e biocombustíveis o Brasil tem, em vigor, uma série de iniciativas importantes. Por exemplo, o plano PAISS (Plano de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico), do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], uma iniciativa para desenvolver a segunda geração de bioetanol e novos usos da biomassa da cana.

Há também uma iniciativa política promissora relacionada à formação de capital humano, por meio de programas de intercâmbio internacional de estudantes, como o Ciência sem Fronteiras.

Entre os aspectos analisados ​em seu estudo​, qual é o principal desafio para Brasil?

Meir Pugatch – Os desafios específicos variam de acordo com os setores, mas, em geral, os principais desafios estão na esfera de proteção da propriedade intelectual (especialmente para biofármacos), transferência de tecnologia e a regulamentação dos ensaios clínicos.

Sobre a regulação dos ensaios clínicos, é importante notar que o Brasil é atualmente um dos maiores mercados biofarmacêuticos do mundo e está a caminho para um forte crescimento futuro. Os pacientes brasileiros estão cada vez mais exigentes e querem ter acesso às melhores tecnologias de saúde, produtos e serviços do mundo.

Por esse motivo, incentivar mais os ensaios clínicos e as atividades de pesquisa no Brasil poderia aumentar as capacidades de P&D nacionais no Brasil e disponibilidade de produtos com tecnologia de ponta e mais atrativos.

As exigências regulatórias atuais e o longo processo de aprovação significam que o Brasil e os pacientes brasileiros estão potencialmente perdendo. A aprovação para a pesquisa clínica precisa passar pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode esticar por mais de um ano, em comparação aos três meses dos EUA e União Europeia.

E quais aspectos o Brasil deve manter o foco para garantir o desenvolvimento rápido e sustentável em inovação e tecnologias de ponta?

Meir Pugatch – Encorajar o desenvolvimento econômico, a inovação e elevar a cadeia de valor não é fácil. A concepção de um ambiente propício à inovação, pesquisa, comercialização e mercado de produtos e tecnologias biológicas não é uma ciência exata, pois há uma infinidade de fatores que potencialmente podem afetar, encorajar ou até desencorajar taxas de inovação biotecnológica. Além disso, cada situação, país ou região são diferentes.

Mas, pondo de lado essas considerações, é possível juntar um quadro e identificar uma série de fatores que, juntos, permitem criar um ambiente propício à inovação biotecnológica. Os sete elementos necessários que identificamos no relatório são todas as áreas em que um país pode se concentrar para criar esse ambiente, segundo as melhores práticas internacionais, tendo uma forte estrutura no local para incentivar o crescimento econômico, para gerar emprego, inovação de alta tecnologia e desenvolvimento sustentável.

Na sua opinião, quais os principais obstáculos para o Brasil alcançar um crescimento e desenvolvimento em pesquisa e inovação, especialmente, na área de biotecnologia?

Meir Pugatch – Os principais desafios, como mencionado, incluem: regulamentos de transferência de tecnologia, um relativamente difícil ambiente para as patentes (Propriedade Intelectual) para as biofarmacêuticas inovadoras e também os longos atrasos e o pesado processo de regulamentação para ensaios clínicos.

Em quais os setores o Brasil pode se destacar em relação aos outros países?

Meir Pugatch – O Brasil já tem pontos fortes tradicionais em biocombustíveis e agrobiotecnologia. Em 2013, o Brasil tinha 40,3 milhões de hectares de culturas biotecnológicas para cultivo crescente de milho, soja e algodão. Está em segundo lugar no mundo, só perdendo para os EUA.

O setor da saúde e biofarmacêutica é menos maduro; reformas na regulação dos ensaios clínicos e na questão das patentes (Propriedade Intelectual) poderiam ajudar a incentivar o crescimento mais forte e desenvolvimento deste setor.

Há perspectivas de crescimento para as indústrias de biotecnologia no Brasil?

Meir Pugatch – Eu acredito que a importância do Brasil para a economia mundial só vai aumentar. O setor da biotecnologia apresenta uma enorme oportunidade para o Brasil desenvolver recursos de classe mundial e apoiar a atividade econômica, que não só cria empregos altamente qualificados, mas, do ponto de vista humanitário e social, ajuda na alimentação, nos combustíveis e também na cura de doenças, tanto dos consumidores brasileiros como, por meio da exportação, dos potenciais doentes e consumidores internacionais.

Fiesp realiza Workshop de Inovação e Biotecnologia nos próximos dias 29 e 30 de abril

Agência Indusnet Fiesp

Em 2030 as inovações na área de biociência poderão contribuir com até 35% da produção de produtos químicos e outros produtos industriais, 80% dos produtos farmacêuticos e produção de diagnóstico, e 50% da produção agrícola mundial. A estimativa é apontada por estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD).

Acreditando no potencial de expansão desse setor, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Biotechnology Industry Organization (BIO), realizará  nos próximos dias 29 e 30 de abril, Workshop de Inovação em Biotecnologia.

De acordo com o diretor do Comitê de Biotecnologia (Combio), Eduardo Giacomazzi, o Brasil possui algumas vantagens estratégicas para fazer parte desta crescente economia global de biotecnologia. “A Fiesp acredita que teremos uma posição importante nos próximos anos. Este evento é um passo importante para iniciar uma conversa aberta sobre as melhores práticas globais na indústria de biotecnologia”, conclui.

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Meir Perez Pugatch

O evento contará com a participação do professor Meir Pugatch, presidente da Administração de Sistemas de Saúde e Política de Divisão da Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa, de Israel, que  apresentará, pela primeira vez no Brasil, uma empírica e comparativa bússola política de países exemplos em estratégias de desenvolvimento de indústria de biotecnologia. Nesta segunda-feira (28/4), ele apresenta o estudo no Ciclo de Debates em Biotecnologia, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em Brasília, e na terça-feira (29/4), ele apresenta no Workshop de Inovação em Biotecnologia, na sede da Fiesp, em São Paulo.

O estudo, realizado pela consultoria internacional  Pugatch Consilium, compara os estágios de desenvolvimento e fatores positivos e negativos para o desenvolvimento da indústria de biotecnologia entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), além de Coreia, Singapura, Suíça e Estados Unidos. O relatório do estudo foi disponibilizado para download e consulta no site da Pugatch Consilium. Para acessar a versão, em Português, clique aqui.

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Meredith Fensom, da BIO

O evento também contará com a presença de Meredith Fensom, diretora de assuntos internacionais da Biotechnology Industry Organization (BIO), organização não-governamental que reúne indústrias de biotecnologia de todo o mundo.

Recentemente, Meredith declarou que não há dúvidas de que o Brasil é um dos líderes globais na economia de biotecnologia alimentar e de agricultura, figurando como referência mundial nesta área. Para ler a entrevista completa, clique aqui.

Casos práticos de inovação no Brasil

Nos dias 29 e 30 de abril, o Workshop de Inovação em Biotecnologia, também abordará os melhores modelos de colaboração entre universidades e empresas start-ups ;  práticas de transferência de tecnologia e equipes de desenvolvimento de negócios na indústria.

Para ver a programação completa do Workshop, clique aqui.

Empresários participam de Seminário sobre as Oportunidades de Negócios do Pré-Sal

Dulce Moraes, Agência Indusnet (com informações do Competro)

Na manhã desta quarta-feira (23/4), aconteceu, na sede da Fiesp, mais uma edição do “Seminário As Oportunidades do Pré-Sal: Como minha Indústria pode Participar deste Mercado”.

O diretor de P&D da indústria Planeta Azul, Marcelo Meirelles Freitas, explicou como a sua empresa foi reorientada, a partir dos conhecimentos adquiridos Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás Paulista (Nagi-PG) da Fiesp e Ciesp, para tornar-se uma fornecedora da cadeia produtiva do Petróleo e Gás.

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Marcelo Meirelles Freitas, da empresa Planeta Azul, apresenta o seu case em Seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

O evento contou com a palestra do engenheiro Virgílio Calças Filho, ex-gerente de Engenharia da Petrobras que esclareceu que não apenas as empresas de grande porte podem participar desse mercado e que indústrias dos mais diversos setores podem se tornar fornecedora da Petrobras.

Virgílio apresentou, em sua palestra, como as micro, pequenas e médias empresas podem se inserir no setor de Petróleo e Gás (P&G) e se tornarem fornecedoras da cadeia.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539679064O coordenador de Conteudo Local e Relações com o Mercado Fornecedor da Petrobras, Rosewelter Balbino de Barros, explicou aos participantes como as micro e pequenas indústrias podem tornarem-se fornecedoras da petroleira estatal.


Gestão da Inovação 

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A especialista em Inovação, Claudia Pavani. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Um dos itens essenciais para capacitação das empresas neste mercado – a inovação – foi o tema da economista Claudia Pavani, mestre em Inovação Tecnológica e Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Claudia enfatizou aos empresários como a gestão da inovação e imprescindível para aproveitar as oportunidades do Pré-sal.

No final do evento, cinco empresas assinaram termo de adesão ao Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás Paulista  (Nagi-PG) da Fiesp e Ciesp.

As empresas participantes do Programa recebem uma capacitação completa para tornarem-se fornecedoras das principais empresas do segmento de Petróleo e Gás.

O programa tem inscrição permanente e está aberto para indústrias de todos os portes e setores. Os interessados devem entrar em contato com o Competro/Fiesp, através do e-mail: nagipg@fiesp.com ou pelo telefone: (11) 3549-4520.

Meredith Fensom: Brasil tem vantagens para fazer parte da economia de biotecnologia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Meredith Fensom, diretora de assuntos internacionais da BIO. Foto: Divulgação

Meredith Fensom é a diretora de assuntos internacionais da Biotechnology Industry Organization (BIO), organização não-governamental que reúne indústrias de biotecnologia de todo o mundo.

Especialista em Direito Internacional com mestrado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Florida e especialização em Ciências Políticas, Meredith atuou como consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Centro de Comércio Internacional das Nações Unidas.

Como interlocutora da BIO no Brasil e América Latina, ela promove debates em torno dos temas principais que afetam as indústrias do setor de biotecnologia em nível internacional. Entre eles, os marcos regulatórios e as regras de comércio.

A diretora da BIO estará no Brasil no final deste mês, nos dias 29 e 30 de abril, para participar do Workshop de Inovação em Biotecnologia, realizado pela BIO em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Veja a seguir a entrevista concedida por Meredith ao Portal da Fiesp:

Como a senhora avalia o estreitamento das relações entre BIO e o Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp? E quais suas expectativas para o I Workshop de Inovação em Biotecnologia?

Meredith Fensom – A BIO celebra parcerias no mundo todo com instituições que estejam abertas para dialogar sobre questões importantes e que afetem a indústria de biotecnologia. Eu acredito que o evento na Fiesp é um passo importante para iniciar uma conversa aberta sobre as melhores práticas globais na indústria de biotecnologia.

A BIO acompanha a evolução do mercado de indústria biotecnológica do mundo. Em termos globais, esse é um mercado em expansão? Qual o volume de negócios gerado por esse setor?

Meredith Fensom – A indústria de biotecnologia é, definitivamente, uma indústria em expansão. Um estudo sobre biotecnologia, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), estima que em 2030 as inovações na área de biociência poderão contribuir com até 35% da produção de produtos químicos e outros produtos industriais, 80% dos produtos farmacêuticos e produção de diagnóstico, e 50% da produção agrícola mundial.

E como é a posição do Brasil nesse cenário global?

Meredith Fensom – O Brasil possui algumas vantagens estratégicas para fazer parte dessa crescente economia global de biotecnologia e eu acredito que assumirá posição importante nos próximos anos.

Quais setores apresentam-se mais atraentes para as empresas internacionais desse ramo?  E há alguma área que está demostrando maior excelência? 

Meredith Fensom – Não há dúvidas de que o Brasil é um dos líderes globais na economia de biotecnologia alimentar e de agricultura, figurando como referência mundial nesta área. Um ponto positivo que eu destacaria é que o Brasil está tomando medidas para melhorar o seu setor de biotecnologia industrial e ambiental, bem como sua produção em pesquisa e desenvolvimento.

No Workshop de Inovação em Biotecnologia na Fiesp será apresentado um estudo inédito do professor Meir Pugatch. Em resumo, o que será apresentado nesse estudo?

Meredith Fensom – O professor Meir Pugatch apresentará uma análise comparativa,  não apenas das indústrias de biotecnologia de oito países pesquisados, mas das estratégias de desenvolvimento que os países adotaram, a fim de reforçar e manter a sua indústria de biotecnologia local.

Na verdade, o relatório tem como objetivo apresentar uma visão geral das políticas que auxiliam no crescimento do setor de biotecnologia. E, além disso, esse estudo tem como foco iniciar um diálogo aberto sobre algumas das melhores práticas adotadas em todo o mundo, para promover o crescimento da indústria de biotecnologia.

O estudo apresentará possíveis caminhos para incrementar a biotecnologia no Brasil?

Meredith Fensom – Sim. O estudo apontará algumas recomendações e observações gerais acerca de algumas das políticas-chave necessárias ao cultivo de uma indústria de biotecnologia inovadora e sustentável. O estudo não fornece uma lista exaustiva das referidas políticas, mas serve como primeiro passo importante para se ter uma conversa com o governo, a academia (universidades) e a indústria sobre quais tipos de políticas estão em vigor no mundo e como elas podem auxiliar no fortalecimento da economia de biotecnologia.


Saiba mais:

WORKSHOP DE INOVAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA

O evento é promovido pelo comitê Bio Brasil/Combio da Fiesp emparceria com a BIO (Biotechnology Industry Organization).

Data/Local: 29 e 30 de maio, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Para ver a programação do evento e inscrições, clique aqui.


Entidades do setor iniciam, no Brasil, campanha sobre a sustentabilidade do papel

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O consumo de papel poderia prejudicar o meio ambiente e acabar com florestas?

Assim como o papel, toda história tem dois lados.  E, com o objetivo de apresentar o “outro lado”, isto é, a sustentabilidade da comunicação impressa, 42 entidades empresariais brasileiras assinaram na segunda-feira (07/04), um protocolo de intenção para dar início a campanha “Two Sides” (dois lados) no Brasil.

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Jornalistas e diretores dos principais veículos de comunicação impressa estiveram no lançamento da campanha Two Sizes no Brasil. Foto: Everton Amaro/FIESP

A iniciativa já conta com o apoio das principais entidades do setor editorial brasileiro, como a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ).

No mesmo dia, especialistas debateram, na Fiesp, o futuro Comunicação Impressa e alternativas para desenvolvimento do setor.

A campanha “Two Sides” — criada em 2012 no Reino Unido e, hoje, presente nas principais nações europeias, além de Estados Unidos, Austrália, África do Sul — terá início no Brasil no mês de maio.

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Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP e coordenador do Copagrem. Foto: Everton Amaro/FIESP

A iniciativa brasileira é liderada pelo Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP) e endossada por várias associações e entidades integrantes do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf-SP e coordenador do Copagrem, destacou que as entidades trabalharão com a determinação de mostrar que os setores do papel e comunicação impressa são essenciais à vida das pessoas e ao bom funcionamento da sociedade. “Sem falar na importância da nossa cadeia produtiva na geração de empregos, tributos, tecnologias e outros valores agregados”, destacou.

Brasil em evidência

O diretor da campanha “Two Sides” no Reino Unido.  Martyn Eustace, que esteve presente no lançamento, comemorou a entrada do Brasil na campanha. “É uma ótima notícia. Somente em 2013, a produção brasileira de celulose alcançou 15 milhões de toneladas e a de papel, 10,4 milhões de toneladas.”

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Martyn Eustace, diretor da campanha “Two Sides” do Reino Unido, participou do lançamento na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

O britânico elogiou o fato de o Brasil ser uma das economias mundiais que mais cresce e que também cria, a todo momento, projetos novos e ambiciosos para o setor de comunicação impressa. “Estamos entusiasmados com a possibilidade de mesclar a fantástica história de sustentabilidade desse país aos fatos que a ‘Two Sides’ comunica globalmente sobre o papel e a indústria de comunicação impressa”, afirmou.

Mitos e verdades

Entre as várias ações que serão implementadas para esclarecer a sociedade sobre a sustentabilidade do papel está a publicação e distribuição do livro “Comunicação Impressa e Papel – Mitos Verdades”.

O livreto desfaz tabus e esclarece, com bons argumentos e números, a contribuição do setor para o meio ambiente.

Veja, a seguir,  alguns mitos e verdades citados no livro:

O mito: produzir papel sempre destrói as florestas

O fato: a produção de papel apoia a gestão da floresta sustentável. As florestas plantadas no Brasil equivalem a 2,2 milhões de campos de futebol.

“No Brasil o setor de celulose e papel opera, prioritariamente, em áreas previamente degradadas, recuperando a mata nativa em sistemas de mosaicos intercaladas com os talhões plantados” (fonte: Bracelpa)


O mito: o papel é ruim para o meio ambiente

O fato: a produção de papel apoia a gestão da floresta sustentável. As florestas plantadas no Brasil equivalem a 2,2 milhões de campos de futebol.

“No Brasil o setor de celulose e papel opera, prioritariamente, em áreas previamente degradadas, recuperando a mata nativa em sistemas de mosaicos intercaladas com os talhões plantados” (fonte: Bracelpa)


O mito: A Comunicação Impressa e o Papel produzem muito lixo.

O fato: O papel é um dos produtos mais reciclados no mundo.

“A taxa de recuperação em volume de papel reciclado sobre o total de papel que entrou no mercado brasileiros – em 2010, foi de 44% e vem se mantendo estabilizado nos últimos dez anos, em torno de 45%”.

Para ministro do Esporte, é preciso enxergar as oportunidades que a Copa proporciona

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

É importante mudar a visão pessimista diante dos grandes eventos esportivos que o Brasil sedia entre 2014 e 2016, afirmou na manhã desta segunda-feira (31/03) o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Todos os países querem acolher e sediar os Jogos Olímpicos e a Copa. Nenhum evento é capaz de reunir tanto interesse como esses dois eventos”, enfatizou o titular da pasta.

A estimativa é que a competição tenha 40 bilhões de telespectadores, dos quais três bilhões somente na final da Copa. Com esses números em mente, o ministro disse que é momento do Brasil se questionar de que modo pode tirar melhor proveito desses dois empreendimentos.

“A projeção é de que só a Copa do Mundo possa gerar 3,6 milhões de empregos e acrescentar ao PIB [Produto Interno Bruto] do Brasil 0,4% até 2019. E que pode atrair investimentos privados na ordem R$ 3,4 para cada R$ 1 de investimento público firmado”, disse Rebelo, citando um estudo da empresa de consultoria Ernst Young e da Fundação Getúlio Vargas.

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Imagem do Brasil

Para Aldo Rebelo, o desempenho nos esportes pode ajudam a projetar a imagem e a influência do país. “Foi o caso do Emerson [Fittipaldi, presente na reunião] que ajudou a projetar o Brasil no automobilismo, do Pelé com o futebol, e outros astros em outras modalidades.”

O ministro citou o estudioso francês Pascal Boniface, autor do livro “A Terra é Redonda como uma Bola: Geopolítica do Futebol”, para quem um país precisa ter três condições básicas (território, população e governo) e uma seleção nacional de futebol se quiser entrar na geopolítica mundial.

“Os maiores objetivos da China são: classificar a seleção chinesa para uma Copa do Mundo, sediar uma Copa do Mundo e ganhar uma Copa do Mundo. E nós já fizemos tudo isso. Somos o único a participar de todas as Copas, somos o país que teve o maior astro do futebol. Sempre fomos grandes protagonistas. E nas Olímpiadas também temos alcançado destaque.”

Caminhos para o país

Como a Copa e os Jogos Olímpicos podem gerar efeito curador e permanente nos negócios e na economia do Brasil? Como integrar o esforço no sentido de dar dinamismo aos negócios do esporte? Quais são as ações que devem ser adotadas?

Segundo o ministro, a iniciativa do Comitê de Desporto da Fiesp em buscar respostas a essas perguntas é pioneira e constitui um importante passo para o Brasil.

“A meu ver, o desenho institucional dessa ação deve reunir os ministérios do Esporte, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, das Relações Exteriores, a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o setor produtivo, as entidades relacionadas à cadeia produtiva do esporte, as entidades e confederações ligadas ao esporte e nossos representantes nos organismos internacionais”, afirmou.

O passo seguinte, segundo o ministro, é, a partir daí, construir um caminho para remover os obstáculos ao crescimento e a consolidação do setor no país.

Rebelo também considerou importante realizar estudos para se detectar o quanto representa o PIB do esporte nacional e qual o tamanho da economia do esporte no Brasil na economia mundial.

“Os cálculos que são realizados, por aproximação, para o futebol nos apresenta uma tragédia. O PIB do esporte estaria mais de 30% nas mãos dos ingleses, pouco mais de 20% na mão dos alemães, entre 15 e 20% para a Espanha e nós estaríamos lá embaixo, no degrau de 2%. Então, esse país, que é um grande protagonista dentro de campo, tem essa posição.”

Sobre as críticas contra a Copa

Aldo Rebelo fez críticas aos setores da imprensa que tentam desqualificar o Brasil por sediar a Copa do Mundo. “Há poucos dias, um editorial do jornal Folha de São Paulo citou que a Copa do Mundo no Japão ajudou a recuperar a economia daquele país e a colocá-lo como protagonista na Ásia.”

Ele afirmou que não há motivos para se questionar se o Brasil é capaz de realizar a Copa, ressalvando que os projetos dos estádios são tecnicamente mais simples do que outras obras realizadas por essas construtoras e que os aeroportos terão capacidade acima da demanda projetada – os aeroportos militares, de acordo com o ministro, estão à disposição para algumas operações.

Com relação à possibilidade de violência durante os eventos, Rebelo reconheceu  que o tema preocupa, mas que esse tipo de problema não é exclusividade do Brasil, citando os incidentes na estação de trem durante os últimos Jogos de Inverno e os sequestros de atletas nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

“Nós vamos fazer esses dois eventos com as virtudes e os defeitos no nosso esforço da construção nacional”, concluiu.

Com Dayse e Pri Daroit em forma, Sesi arrasa Uniara e vence na 1ª partida de 2014

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

O que passou passou. E, agora, é bola para frente. Nada como uma mudança completa para melhorar o astral e colocar a cabeça (e a bola) no lugar certo.

Depois de um fim de 2013 complicado, a equipe feminina de vôlei do Sesi-SP teve tempo para trabalhar e se acertar, e mostrou no seu primeiro compromisso do ano que a pausa deu certo.

Com ótima atuação das ponteiras Dayse e Pri Daroit, a equipe derrotou na noite desta terça-feira o Uniara, pela Superliga, por 3×0 (21×12; 21×7; 21×11) e fechou o primeiro turno na oitava colocação, com 19 pontos.

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Equipe do Sesi-SP vence o time da Uniara, na primeira partida de 2014. Foto: Ale da Costa/Portrait


A dona do Viva Vôlei, Dayse, sintetizou o pensamento da equipe para esta nova fase, afirmando que o que passou ficou de lição, mas o time precisa pensar para frente e no que vem por aí.

“Começamos o ano bem, com o pé direito, mas o jogo não foi fácil. Quem vê pensa que foi, mas estudamos bastante a equipe delas e entramos bem focadas”, disse a ponteira, que também deu a receita para mais vitórias.

“Temos que nos equilibrar na partida, manter a atenção no terceiro set. A gente não tinha motivo para estar com aquele peso todo. Nós conversávamos e não sabíamos o que acontecia. O time é bom, os treinamentos estão ótimos, a convivência é ótima, não tinha motivo. Então agora temos que esquecer tudo, focar no quem por aí e voltar a jogar bem”.

O Sesi-SP começou e terminou a partida sem alterações com Fabiana, Pri Daroit, Dani Lins, Bia, Dayse e Ivna, além de Suellen como líbero. O próximo confronto da equipe será na sexta-feira, na Vila Leopoldina, contra o São Caetano, às 21h30.

O jogo 

Logo no primeiro set o time que realmente está mais leve. Sem perder a autoridade, a equipe de Talmo soube se impor sobre o adversário desde o início, comandando o placar.

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Sesi deu ritmo à partida e fechou o terceiro set em 21x11. Foto: Ale da Costa/Portrait

Dani alternava as opções de ataque e todas funcionavam, principalmente Pri Daroit, maior pontuadora da etapa com 5 pontos. Dayse e Bia completavam a força ofensiva do time que teve os dois tempos técnicos a seu favor e fechou o primeiro set em 21 x 12 sem maiores dificuldades.

No segundo set o Sesi-SP começou atropelando e abriu logo 07 x 01 no primeiro tempo técnico. Ivna e Bia com eficiência no bloqueio não davam opção para o adversário.

Com uma atuação irrepreensível, a equipe de Talmo chegou a abrir 15 pontos de vantagem (18 x 03) sem perder o fôlego em momento algum. O Uniara até tentou ensaiar uma reação, mas a distância era enorme e o time da indústria fechou sem maiores problemas em 21 x 07.

No terceiro e derradeiro set o cenário foi o mesmo. Sesi-SP ditando o ritmo e marcando ponto atrás de ponto sem dar chances às rivais. Pri, Dayse e Ivna, com três pontos cada, lideraram a equipe com a ajuda da inspirada Dani Lins na distribuição das jogadas. O Uniara errou bastante também, facilitando o trabalho das donas da casa dando 7 pontos no set. E com Fabiana pelo meio, a equipe da Vila Leopoldina fechou em 21×11 dando números finais à partida.

Retrospectiva 2013 – Aproximação entre indústrias do Brasil e dos Estados Unidos foi uma das principais metas alcançadas pelo Comdefesa

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Uma maior interação entre as indústrias de defesa do Brasil e dos Estados Unidos, buscando oportunidades de sinergia em conhecimento, transferência de tecnologia e negócios que permitam maior integração entre a indústria norte-americana e a brasileira no setor, foi uma das principais metas alcançadas pelo Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2013.

Defense Industry Day

Com objetivo de ampliar a cooperação e os negócios bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, foi realizado, nos dias 4 e 5 de abril, o Defense Industry Day – seminário que contou com palestras de comandantes militares das Forças Armadas Brasileiras e apresentações de empresas norte-americanas.

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Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, no Defense Industry Day. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O evento marcou o início da aproximação entre as indústrias de defesa de cada país. Um dos convidados do seminário foi o chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. Durante o encontro, o militar apresentou o programa de modernização da força armada brasileira, cujo objetivo é “tirar o exército brasileiro da era industrial para migrar para a era do conhecimento”.

O evento foi aberto pelo presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, que na ocasião afirmou que “a reunião é um marco porque é a primeira vez que um grupo de empresas norte-americanas e brasileiras está discutindo possibilidades de cooperação”.

No último dia do evento, o chefe da divisão de coordenação de projetos da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), Paulo Roberto de Barros, falou sobre o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e sobre a aquisição de novos equipamentos.  Segundo ele, a FAB investiu R$ 9,5 bilhões na indústria nacional nos últimos dez anos.

Seminário Parcerias Público-privadas (PPPS)

Realizado dia 14 de agosto, o seminário destacou o emprego das parcerias público-privadas para militares das forças armadas e industriais de defesa. O evento contou com a presença de especialistas das áreas, industriais, diretores do Comdefesa, autoridades militares e civis.

Segundo Jairo Candido, diretor titular do Comdefesa, o objetivo do encontro foi começar uma discussão “a fim de criar uma estrutura nacional que seja aquela pela qual o empresário possa entender e trabalhar nesse segmento”.

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Jairo Cândido: 'Nosso ânimo em promover esse evento está calcado na inserção do setor da indústria da defesa'. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em um dos painéis, o general Adriano Pereira Júnior e o vice-almirante Anatalício Risden Júnior falaram sobre as perspectivas de uso das PPPs na área de Defesa.

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Ministro da Defesa, Celso Amorim, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Pereira Júnior considera as PPPs uma forma de terceirização. “A participação da iniciativa privada pode não ser uma opção, e, sim, uma necessidade”, disse.

No dia 18 de junho, o ministro da Defesa, Celso Amorim, visitou a sede da Fiesp, onde foi recebido pelo presidente da instituição, Paulo Skaf, e por representantes de diversos diretores da entidade.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, também participou da solenidade.

 

Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

Paulo Skaf recebeu ainda a visita de militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) no dia 19 de junho. Durante o encontro, o presidente da Fiesp afirmou que a cadeia produtiva da defesa precisa ser recuperada. “O Comdefesa tem a missão de recuperar a cadeia produtiva da defesa. A cadeia produtiva da defesa precisa produzir cada vez mais e gerar riqueza para o Brasil”, afirmou.

 Força aérea brasileira: presente e futuro

No início de março, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro-do-ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, apresentou, na Fiesp,  a palestra ‘Força aérea brasileira: presente e futuro’.

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Da esq. p/ dir.: Beatriz Rosa, Carlos Erame de Aguiar, Jairo Cândido, tenente-brigadeiro-do-ar Azevedo, major-brigadeiro-do-ar Malta, brigadeiro-do-ar Machado e Walter Bartels. Foto: Everton Amaro

Durante o encontro, Azevedo ressaltou o crescimento das indústrias de defesa nacional e afirmou que o Brasil obteve, ao longo dos últimos 60 anos, competência e tecnologia para entrar no mercado internacional. “Adquirimos capacidade de conhecimento tecnológico que nos permite colocar um requisito à mesa da nossa indústria e ter como resultado final um produto que responde a esse requisito”, disse.

Mudança de visão de controle do Tribunal de Contas da União

Com participação de representantes das Federações das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do Rio de Janeiro (Firjan), além de autoridades das Forças Armadas e de associações da indústria da Defesa, aconteceu, no início de agosto, a 7ª Reunião Plenária do Comdefesa. .

A reunião contou com palestra de Marcio Albuquerque, secretário da SecexDefesa – unidade da Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex)  do Tribunal de Contas da União, que expôs a nova estrutura  da pasta e a mudança de visão de controle do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, a nova estrutura traz benefícios efetivos para população brasileira.

8ª Curso de Gestão de Recursos da Defesa

No dia 10 de setembro, aconteceu na Fiesp a abertura da 8ª edição do curso de gestão de recursos da defesa, uma parceria entre a Escola Superior de Guerra (Esg) e a federação.

Na ocasião, o Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira destacou a importância da união entre a indústria e a defesa. “Temos trabalhado com a Fiesp há alguns anos e tenho certeza que dessa parceria sairão excelentes frutos para o país”, afirmou. “Não há como termos uma defesa decente sem uma base industrial compatível.”

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A aluna Juliana Motta inaugurou a placa da turma ao lado de Cândido e de Ferreira. Foto: Beto Moussalli/Fies

“No curso, os estagiários terão a oportunidade de conhecer a realidade que o Brasil encontra nesse setor”, explicou Jairo Cândido. Os alunos formados receberam seus diplomas em cerimônia realizada na Fiesp, no dia 30 de outubro.

Cândido aproveitou para destacar a atuação do Comdefesa. “O Comdefesa, que nasceu de uma necessidade de consagrar a posição soberana que esse país tem, sente-se profundamente honrado por receber esse grupo seleto de pessoas, que passarão a pensar uma questão fundamental para nossa sociedade”, encerrou.



Para Benjamin Steinbruch, Brasil deveria comemorar, e não criticar, o fato de ter taxas baixas de desemprego

Agência Indusnet

Em artigo no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (24/9), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, criticou enfaticamente os analistas econômicos que afirmam que, para o país controlar a inflação, “deveria conviver com uma taxa de desemprego mais alta do que os atuais 5,6%, além de elevar a taxa de juros”.

O empresário classifica esse pensamento como um enorme contrassenso e concorda com as afirmações do economista britânico, John O’Neill, de que o aumento do nível de emprego é  “o tipo de problema que qualquer ministro de Finanças europeu reza para ter”.

Apesar de concordar que o Brasil precisa de muitas reformas e mudanças de rota, Steinbruch avalia que o crescimento econômico nunca deva ser estimulado com a perda de empregos. E questiona: “Alguém pode imaginar o que seria do país se esses 7,7 milhões de empregos formais não tivessem sido criados nos últimos cinco anos?”.

Veja o artigo na íntegra abaixo ou no site do jornal Folha de S.Paulo.


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Entrevista: setor de Petróleo e Gás será o de maior produtividade no Brasil em 2029, afirma José Ricardo Roriz Coelho

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Ricardo Roriz, diretor-titular do Decomtec/Fiesp. Foto: Julia Moraes

A descoberta da camada do Pré-Sal em costas brasileiras trouxe um leque de oportunidades para as indústrias e investidores (nacionais e internacionais). As previsões apontam um aumento de participação do setor de petróleo e gás (P&G) no Produto Interno Bruto (PIB), saltando de 12% (registrados em 2012) para quase 20% no ano de 2020.

Em entrevista ao portal da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e coordenador do Competro (Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás) da entidade, fala dos desafios e da importância de maior integração entre iniciativa privada e governos para que o país e os brasileiros possam usufruir dos benefícios desse imenso e importante nicho de mercado.

Para o empresário, todo esse potencial somente será convertido em riqueza, desenvolvimento tecnológico e negócios para as empresas brasileiras se houver uma excelente articulação entre todas as instituições que apoiam o setor no país.

Veja a entrevista na íntegra:


Qual foi o principal motivo de se criar um Comitê dedicado a Cadeia de Petróleo e Gás na Fiesp?

José Ricardo Roriz Coelho – Criamos o Competro na Fiesp, em 2011, com o objetivo de reunir os representantes de entidades do setor, governo, lideranças empresariais, universidades e centros de pesquisas, os bancos e agências de fomento, que têm realizado diversas ações em sinergia para o fortalecimento da cadeia produtiva do Petróleo e Gás (P&G).  Nossa meta é servir de elo entre as demandas das indústrias e as ofertas de fornecimento das grandes operadoras e empresas do setor.

É certo que todo o imenso potencial do Pré-Sal só poderá ser convertido em riqueza, desenvolvimento tecnológico e negócios para as empresas brasileiras se houver uma excelente articulação entre todas as instituições que apoiam o setor de Petróleo e Gás. Nos países em que isso foi realizado com empenho − como Reino Unido, Noruega e Finlândia os benefícios para a indústria local foram evidentes.

E quais as principais conquistas nesses dois anos de existência do Comitê?

José Ricardo Roriz Coelho – Para as indústrias, eu destacaria a realização de eventos que permitiram as indústrias paulistas se cadastrassem junto a grandes empresas-âncoras como a própria Petrobras e a CadFor, que representa nove grandes operadoras internacionais de petróleo. Para isso contamos com apoio do Ciesp [Centro das Indústrias do Estado de São Paulo] em seus mais de 40 escritórios regionais.

Também realizamos missões empresariais internacionais para atrair investimentos e parcerias com empresas estrangeiras e as rodadas de negócios, como a da feira Santos Offshore, entre as empresas âncoras e fornecedores da cadeia.

Outra iniciativa importante são as capacitações de empresas promovidas pelo Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi PG).

O foco principal do programa Nagi PG é o estímulo à inovação das empresas?

José Ricardo Roriz Coelho – Sim. O programa Nagi PG (parceria da Fiesp, do Ciesp e da Universidade de São Paulo), pretende, até o ano que vem, auxiliar cerca de 200 micro, pequenas e médias indústrias paulistas a elaborar seus projetos de inovação e a identificar oportunidades de negócios com o setor de P&G. Serão formados dez núcleos de inovação tecnológica em diferentes regiões do Estado de São Paulo.

No Encontro de Energia, o senhor comentou que o Brasil tem perspectivas para se tornar um país desenvolvido até 2029. O setor de P&G contribuirá para isso?

José Ricardo Roriz Coelho – Para que o país cresça seu PIB per capita a taxas acima das atuais, chegando a cerca de 5% a.a., é necessário desenvolver uma estratégia de crescimento socioeconômico. Desta forma, o Brasil pode se tornar desenvolvido até 2029.

Estratégias semelhantes foram executadas em países desenvolvidos onde o PIB per capita dobrou em 15 anos. Nesses países a taxa de investimento foi superior a 30% do PIB e a participação da indústria de transformação no PIB, acima de 25%.

Mas, só atingiremos as metas se houver maior crescimento industrial no Brasil. E neste contexto, o efeito multiplicador do setor de P&G, que atinge toda a indústria de transformação, pode ajudar a dinamizar os setores de maior impacto socioeconômico para o país. A participação do P&G no PIB brasileiro poderá chegar a 20% em 2020 e, no ano de 2029, o setor será o de maior produtividade, gerando empregos com altos salários.

Quais estratégias e políticas precisam ser desenvolvidas para que isso se concretize?

José Ricardo Roriz Coelho – São várias ações necessárias, como: melhorar o planejamento da demanda, com frequência adequada das licitações; desenvolver clusters, otimizando a competitividade a partir da criação de incentivos específicos; rever a política de conteúdo local em P&G, dando mais efetividade à participação da indústria nacional; criar políticas de atração e desenvolvimento de tecnologia; criar uma agenda de desenvolvimento com competitividade para exportação; e melhorar acesso de financiamento em condições competitivas (FMM).

Outro aspecto é a sustentação da demanda local. É preciso acelerar a retomada dos leilões de concessão de blocos pela ANP [Agência Nacional de Petróleo], para que o país mantenha sustentabilidade do pipeline de blocos em exploração e desenvolvimento, mantendo a demanda atraente para a localização de bens e serviços no país no longo prazo.

E que medidas serão necessárias quanto ao gás natural?

José Ricardo Roriz Coelho – O preço do gás natural deve ser reduzido aos níveis internacionais. E para isso é preciso estimular o desenvolvimento produtivo da cadeia, ter agregação de valor e ampliar o uso do gás natural na geração de energia, na indústria, nas residências e nos transportes.

Como o senhor avalia a aprovação do projeto de lei que destina os royalties do petróleo para educação e saúde (PL 323/07)?

José Ricardo Roriz Coelho – Eu vejo essa destinação como muito positiva. O Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, inclusive, já defendia essa destinação. Em novembro de 2012, publicamos o estudo simulando um cenário em que 100% dos recursos dos royalties e a participação especial (PE) fossem alocados em educação. O impacto disso seria um crescimento adicional no PIB de 1,14 p.p. anuais e de 0,57 p.p. anuais no PIB per capita, até o ano de em 2030.

A lei também tem méritos por carimbar metade dos recursos do Fundo Social para as áreas de educação e saúde, sendo inclusive uma conquista para nossa sociedade.

Qual é o impacto econômico e social provocado pela exploração do Pré-Sal?

José Ricardo Roriz Coelho – Permitirá que a atividade econômica não só do litoral, mas de todo o Estado se diversifique, em especial na prestação de serviços especializados relacionados à atividade exploratória.

Mas, para isso, é necessário que os investimentos privados sejam acompanhados de investimentos em infraestrutura pública, adequando às novas demandas por habitação, educação, saneamento, saúde, mobilidade e as peculiaridades ambientais de cada região.

Por isso, repito: é fundamental a integração entre todas as esferas de governo nas etapas de planejamento e implantação das ações necessárias.

E o Brasil está preparado tecnologicamente para acompanhar a demanda?

José Ricardo Roriz Coelho – A demanda para atender ao Pré-sal impõe grandes desafios aos fornecedores instalados, que precisarão se adequar e investir na qualificação de mão de obra especializada para aumentar sua participação nesta indústria.

É importante ressaltar que a exigência de aumento de conteúdo local em bases competitivas configura uma grande oportunidade para desenvolvimento das empresas, que deverão ser qualificadas e desenvolvidas para se tornarem fornecedoras da cadeia de P&G de forma sustentável.

Portanto, inovação e qualificação são os grandes desafios?

José Ricardo Roriz Coelho – Sim. Para que a indústria paulista garanta e amplie o fornecimento de bens e serviços é preciso atender às demandas tecnológicas, como engenharia, geologia e materiais especiais. Isso exige a qualificação tecnológica e o envolvimento intenso dos centros de pesquisa e inovação já existentes no Estado, como as universidades, institutos de pesquisas, entidades de fomento e parques tecnológicos.

Na Baixada Santista, por exemplo, será viabilizado pelo governo estadual o Parque Tecnológico de Santos (PTS), que irá desenvolver pesquisas específicas na área de P&G voltadas às empresas da região. O Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] está implantando projetos específicos para atender à demanda crescente da indústria paulista das atividades relacionadas a P&G e portuária.

Quais setores poderão se beneficiar com o Pré-sal?

José Ricardo Roriz Coelho – O setor de P&G movimenta uma ampla cadeia produtiva, tanto a “montante” como a “jusante”. Na “montante” temos, por exemplo, os setores de máquinas e equipamentos, siderurgia, metalurgia, material elétrico, o setor naval (que produzem, por exemplo, as embarcações de apoio) e outros segmentos industriais da cadeia química e eletrônica.

Já na cadeia “jusante” temos os serviços prestados às empresas, desde serviços técnicos gerais (de gestão, jurídicos, contábeis, projeto, construção, etc.) e serviços de transporte. Enfim, muitos setores serão beneficiados.

Está programado para outubro o leilão no Campo de Libra na Bacia de Santos. Como o Competro tem acompanhado os leilões?

José Ricardo Roriz Coelho – O Comitê tem acompanhado todas as chamadas de leilões para exploração e produção dos blocos na Bacia de Santos, incentivando a aceleração dessas chamadas. Em especial, analisamos as mudanças em relação às regras para exploração e produção nestes blocos no que se refere às exigências de conteúdo local determinadas pela ANP.

A cada novo leilão anunciado, ofertas na ordem de centenas de milhões de reais trazem oportunidades de fornecimento para toda a cadeia do petróleo e gás, nos mais diversos setores da indústria e aos diversos elos da cadeia, desde grandes empresas até pequenas indústrias que ofertam bens e serviços a estas primeiras.

A equipe técnica do Competro analisa as mudanças para identificar benefícios às empresas nacionais, traduzindo tais demandas e repassando a informação aos empresários. A nossa tarefa é traduzir tais oportunidades em informações para que as indústrias nacionais as identifiquem e participem ativamente deste crescente mercado.

O Pré-Sal atrai investimentos de grandes companhias multinacionais. Como as indústrias brasileiras podem se beneficiar?

José Ricardo Roriz Coelho – Temos a política de conteúdo local, implementada pela ANP desde início dos anos 2000. Ela permite que parte desses investimentos seja aproveitada pelos fabricantes nacionais, gerando emprego, renda e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Essa política é essencial para reestruturar as principais cadeias produtivas que estão sendo desarticuladas devido ao grande aumento das importações.

Por outro lado, ela tem o mérito de estruturar o fornecedor de componentes e demais insumos estratégicos no Brasil, sendo também benéfica à sociedade e às indústrias dos elos finais das cadeias produtivas, as integradoras e montadoras.

A falta de mão de obra especializada é outro desafio para o setor?

José Ricardo Roriz Coelho – Sim, é claro. O crescimento sustentado da indústria depende da disponibilidade de profissionais capacitados em diversas áreas, com sólida formação e capazes de atuar com novas tecnologias e procedimentos.

Segundo cálculos do governo paulista, até 2025, as atividade relacionadas a P&G, bem como a portuária e naval, vão provocar, no litoral paulista, a criação de 130 mil empregos diretos (durante a implantação dos projetos), 71 mil empregos diretos (durante as operações) e 120 mil empregos indiretos.

Sendo assim, é necessário garantir acesso à capacitação profissional para atuação direta ou indireta no setor. E esse acesso é fundamental para a disseminação e perenização das riquezas advindas do Pré-Sal.

E como o Comitê avalia a necessidade de o setor “importar” mão de obra especializada?

José Ricardo Roriz Coelho – O fato de estrangeiros ocuparem postos de brasileiros nesse mercado não é bom para a economia. Uma empresa chega a pagar, além do salário, mais de US$ 100 mil/ano para manter um profissional estrangeiro e sua família no país. Seria muito mais competitivo contratar um profissional brasileiro, que está criticamente em falta no país.

Além disso, as empresas de engenharia estão atendendo à demanda com grande esforço frente ao déficit de quantidade e qualidade de engenheiros, em função da inadequada formação e qualificação de profissionais.

Outras dificuldades encontradas pelas empresas de engenharia dizem respeito ao cenário muito adverso (contratos de curta duração, preço global, prazos inadequados, remuneração sem margem para qualificação), falta de comunicação entre as empresas e as universidades e exigências contratuais que não incentivam a utilização de engenheiros júniores.

E quanto à questão logística e a modernização do Porto de Santos?

José Ricardo Roriz Coelho – O porto de Santos é a principal via de acesso utilizada pelos exportadores e importadores no Brasil. Há anos se sabe da necessidade de melhorias e elas deveriam ser contínuas, visando o crescimento projetado e o atendimento da demanda.

A Petrobras elegeu Santos como a cidade base para as operações do Pré-sal, levando para lá construções, edificações e a infraestrutura. E o Porto de Santos se insere nesse contexto como peça vital do processo. Há que se modernizar para oferecer um bom serviço.

E, obviamente, o porto em si somente não é a solução única, pois a infraestrutura no entorno é fundamental, como vias de acessos, equipamentos, aparelhagens, tecnologia e mão de obra treinada.

A Petrobras anunciou certa redução de investimentos na região. Como o Competro avalia isso?

José Ricardo Roriz Coelho – Temos acompanhado com muita atenção. Em maio, na reunião com os responsáveis pela base operacional de Santos, o Competro tomou conhecimento que a Petrobras definiu que a infraestrutura logística de apoio às plataformas do Pré-sal deverá ser realizada através de investimentos de empresas privadas. Isto é, a Petrobras não vai investir, mas pretende contratar e utilizar estes serviços caso sejam construídos.

Referente ao Centro de Pesquisas, soubemos que a Petrobras e as autoridades municipais e estaduais promoveram reuniões visando tirar o Centro de Pesquisa do papel, avançando definitivamente para construí-lo na cidade de Santos. O investimento previsto é de cerca de R$ 80 milhões.

Esse fato é muito importante, pois as empresas com excelência na área de P&G têm seus projetos já em construção na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. É fundamental para o Estado de São Paulo e para a Baixada Santista conseguir a instalação desse Centro de Pesquisas, complementando os projetos desenvolvidos no Rio de Janeiro, o que, sem dúvida, atrairá muitas outras empresas para se instalarem junto à Petrobras nesse parque tecnológico.

Este Centro será um vetor de atração para a indústria da P&G instalada no Estado de São Paulo e um atrativo para as que desejam vir para o Brasil, agregando tecnologia, desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores e mão de obra de qualidade para São Paulo.

>> Conheça a página da cadeia produtiva de Petróleo & Gás no site da Fiesp 

‘InteligênciaPontoCom’ estreia com bate-papo sobre adaptação de literatura para o teatro

Agência Indusnet Fiesp

A temporada 2013 do ‘InteligênciaPontoCom’ estreia no dia 28 de maio, às 20h30, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, com a participação da diretora Beth Lopes e do autor e dramaturgo Paulo Rogério Lopes. O tema do bate-papo serão as adaptações de obras literárias para palcos.

O encontro tem entrada gratuita e pode ser acompanhado por transmissão on-line. Para acompanhar ao vivo, acesse o endereço: http://www.fiesp.com.br/transmissao-online/.

Diretora teatral e pesquisadora, a gaúcha Elizabeth Lopes (1956), é conhecida por buscar inovações em formas e técnicas de trabalho com os atores. Em sua carreira, dirigiu espetáculos como “Em algum lugar”, baseado no livro “Tempo de Despertar”; “Silêncio”, a partir de “Self-Accusation”; e “Albergue de Fantasmas”, baseada em textos do escritor argentino Jorge Luiz Borges.

O dramaturgo e autor paulista Paulo Rogério Lopes (1965) escreve para diferentes linguagens cênicas. No teatro, adaptou “Santa Joana dos Matadouros”, de Bertold Brecht, além da adaptação do espetáculo “Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos”, peça em cartaz no Teatro do Sesi-SP.

Sucesso da programação cultural do Sesi-SP em anos anteriores, o ‘InteligênciaPontoCom’ promove bate-papos mensais entre o público e profissionais de diversas áreas da cultura. Grandes nomes da literatura, artes visuais, cinema, filosofia, sociologia, esporte, teatro e música participam da programação.

Serviço
InteligênciaPontoCom – com Paulo Rogério Lopes e Beth Lopes
Entrada gratuita
Data/horário: 28 de maio (terça-feira), às 20h30
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, Espaço Mezanino
Endereço: Av. Paulista, 1313, São Paulo, SP

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Presidente da Fiesp concede entrevista ao programa ‘É Notícia’ na RedeTV!

Agência Indusnet Fiesp

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O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, é o entrevistado da edição desde final de semana do programa “É Notícia”, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar no canal RedeTV!.

O programa será exibido às 0h30 de segunda-feira, ou seja, meia-noite e meia de domingo para segunda-feira (27/05). A emissora reprisa a entrevista na madrugada seguinte (28/05), à 1h de terça-feira (de segunda para a terça-feira).

Kennedy Alencar fez carreira na Folha de S.Paulo, onde ingressou em 1990. Em sua trajetória, atuou como redator, editor-assistente, repórter especial, correspondente internacional e editor da coluna de notas “Painel”. Estreou com o programa “É Notícia” em 19 outubro de 2008. Desde então, entrevistou nomes da política, da economia e da cultura no Brasil e do exterior.

Mais detalhes na grade de programação da Rede TV.

Pleitos da Fiesp e do Ciesp são atendidos e Ajuste Sinief 19/12 é revogado

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Foi publicado no Diário Oficial da União, de 23/5/2013, o Ajuste Sinief 9/2013 que REVOGA as disposições do Ajuste Sinief 19/12 que regulamentava a Resolução do Senado 13/12. Ainda na mesma edição do DOU foi publicado o Convênio ICMS 38/13 que passa a regular a matéria.

Após intensa luta da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) na formulação de alternativas para tornar a Resolução do Senado 13 efetiva, em reunião ocorrida nesta quarta-feira (22/05), o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a proposta de flexibilização e prorrogou o prazo para apresentação da Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) para 1º de agosto de 2013, possibilitando ao contribuinte um período para adaptação.

O Convênio ICMS 38/13 atende aos seguintes pleitos da Fiesp e do Ciesp:

1) Exclusão do valor da parcela importada da NF-e;

2) Exclusão dos tributos (ICMS e IPI) do valor da parcela importada;

3) Somente será obrigatória a apresentação da FCI quando o contribuinte industrializador submeter mercadorias importadas a processo de industrialização;

4) Somente será obrigatória a apresentação da FCI (de forma mensal) quando houver mudança da alíquota interestadual, em função da alteração do Conteúdo Importado (CI);

5) Prorrogação do prazo para apresentação da FCI, que se dará em 1º de agosto de 2013.

Acesse aqui a íntegra das normas.


Câmara Ambiental retoma suas atividades em 2013

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

CAIP - Paulo Schoueri e Eduardo San Martin. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Paulo Schoueri e Eduardo San Martin, durante a reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip), organismo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criado para discutir e atender demandas sindicais ambientais do setor industrial, retomou sua agenda. As reuniões serão bimestrais.

O encontro de terça-feira (21/5) teve como tema central a responsabilidade de cada setor ante as políticas de resíduos sólidos  tanto no âmbito nacional quanto estadual e municipal.

A questão envolve dois pontos cruciais, segundo o diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Eduardo San Martin, que coordenou as discussões ao lado do diretor-titular da Central de Serviços da Fiesp, Paulo Schoueri.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) altera, inclusive, a Lei de Crimes Ambientais e, por isso, é fundamental compreendê-la, segundo San Martin. Ele alerta que no Brasil as punições são severas se comparadas a de outros países da América Latina.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) altera, inclusive, a Lei de Crimes Ambientais e, por isso, é fundamental compreendê-la, segundo San Martin. Ele alerta que,  no Brasil, as punições são severas se comparadas a de outros países da América Latina.

Incentivos tributários

Outros pontos a serem debatidos atentamente estão relacionados aos incentivos tributários para a indústria e a viabilidade financeira para reinserção do material reciclado no processo produtivo.

Os setores que devem celebrar acordos setoriais são: agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes; lâmpadas; produtos eletroeletrônicos; demais produtos e embalagens.

Institucionalmente, a Fiesp e Ciesp já realizaram 36 seminários regionais, com a participação de quase 3.400 pessoas, além de organizar missões empresariais a países que detém tecnologia e recicla fortemente seus resíduos, como a Holanda, por exemplo, que consegue reaproveitar 95% de um veículo.

Entre as ações também debatidas na Câmara,  em função de novas legislações, está a atualização ou elaboração dos “Guias Setoriais de Produção Mais Limpa” produzidos e publicados pelo DMA/Fiesp.

Grupo de estudos da Fiesp e do Ciesp debate tributação nesta quinta (23/05)

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Grupo de Estudos de Direito Tributário do Departamento Jurídico da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promove nesta quinta (23/05) mais um encontro.

Para debater os novos rumos do Direito Tributário frente à política de meio ambiente, foi convidado o juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo (TIT), Dr. Fábio Nieves Barreira.

Docente da Fundação Instituto de Administração (FIA) e do Damásio de Jesus, Barreira é integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) do Conselho de Contribuintes do Estado de São Paulo.

O especialista deverá discutir a eficiência dos mecanismos tributários na concessão de benefícios ambientais.

Serviço
Data/horário: 23 de maio, quinta-feira, às 14h30
Local: Avenida Paulista, 1313, 11º andar, São Paulo, SP

‘Brasil e imprensa perdem um grande brasileiro’, comenta presidente da Fiesp sobre morte de Ruy Mesquita

Agência Indusnet Fiesp

Em página dedicada a depoimentos de autoridades e amigos no suplemento especial da edição desta quarta-feira (22/05) do “O Estado de S.Paulo”, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, lamenta a morte de Ruy Mesquita.

O jornalista, que comandou o “Jornal da Tarde” e “O Estado de S.Paulo”, onde exercia a função de diretor de Opinião desde 2003, faleceu na noite de ontem (21/05), às 20h40, em São Paulo.

“O Brasil e a imprensa perderam um homem corajoso e inovador, um grande jornalista, um grande democrata, um grande brasileiro”, afirma Skaf no suplemento especial do jornal.


Sesi-SP abre inscrições para Circuito de Lazer & Aventura

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Estão abertas as inscrições para a segunda etapa do “Circuito Sesi-SP de Lazer & Aventura”, que será realizado em Votorantim, no dia 26 de maio.

Os participantes podem optar entre as modalidades Corrida de Aventura (equipe de cinco pessoas) ou Trilha Ecológica. A inscrição custa R$ 40 e inclui kit com sacola ecológica, camiseta e squeeze.

Ao longo de 2013, serão seis etapas do Circuito, em diferentes cidades paulistas. A primeira etapa aconteceu em Paranapiacaba, em março. Depois de Votorantim, o evento segue para Santa Bárbara D’Oeste (14/07), Araçatuba (15/09), Araras (27/10) e Ubatuba (08/12).

O “Circuito Sesi-SP de Lazer & Aventura” foi criado, em 2012, para oferecer novas opções de esporte de aventura para os trabalhadores da indústria e seus familiares, com foco na qualidade de vida.

Inscrições e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site, clique aqui.

Brasil é destaque mundial em energia limpa e renovável, afirma diretor da Siemens

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Ricardo Lamenza, diretor de energia a Siemens. Foto: Fiesp

Especialistas brasileiros e alemães do setor de energia reuniram-se nesta terça-feira (14/05) no workshop “Desafios do Setor de Energia” – parte da agenda do 31º Encontro Brasil-Alemanha –, para debater questões importantes para o setor. A discussão girou em torno do uso e dos custos de bases energéticas renováveis.

“A matriz energética precisa ser mudada devido à escassez de recursos”, alertou Ricardo Lamenza, diretor de Energia da Siemens, ao abrir o encontro. Segundo ele, o cenário é positivo no Brasil: “Mais de 40% de nossas fontes energéticas não produzem CO2”, apontou, sublinhando que a biodiversidade “já tem um papel importante” na produção de energia no país.

Lamenza destacou a importância do uso da energia eólica. “Essa matriz energética tem um enorme futuro no Brasil, com capacidade 300 gigawatts – potencial gigantesco. Entretanto, o país precisa pensar nos atributos e benefícios de cada energia para a criação de uma matriz eficiente”, afirmou.

De acordo com o diretor de Energia da Siemens, um dos principais entraves para a produção de energia limpa no país é a dimensão continental do Brasil. “Um entrave para a maior utilização é o tamanho do Brasil. O custo das redes de transmissão é muito alto, ainda”, pontuou.

Luiz Carlos Correa de Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Agronegócio (Abag), pediu uma postura mais clara por parte do governo na definição de planos de ações mais eficazes em bases verdes. “O potencial para produção de energia limpa e biomassa é enorme no Brasil. Entretanto, o país precisa ter uma posição mais clara sua posição sobre as questões de energia”, afirmou.

Energia renovável é foco na Alemanha

“O Brasil está mais avançado do que a Alemanha no setor de energia limpa”, comparou o alemão Thomas Schulthess, presidente da Sowitec do Brasil Energias Alternativas, garantindo que o país europeu está completamente focado em atingir uma maior utilização e produção de energias verdes.

Schultness observou, no entanto, que falta consciência energética para o governo brasileiro. “O governo não pode arriscar ter um blecaute durante a Copa do Mundo”, disse, explicando que “somente a mudança na matriz energética” vai ajudar o país a combater esses desafios.

“Existe potencial para produção eólica, mas não existe rede de abastecimento. O Brasil poderia ter 100% de sua energia vindo de matrizes renováveis. Nenhum outro país tem esse potencial,” destacou.

Segundo o dirigente, o cenário é bastante diferente na Alemanha, por questões históricas e geográficas. Para Schulthess, a Alemanha jamais atingirá a capacidade de produção que o Brasil poderá atingir.

Petróleo ainda é fonte de energia mais eficiente do mundo

Ao fechar o painel de discussões, Bruno Musso, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), disse que o desafio mundial do todo o setor é entregar energia suficiente para a demanda. Ele acrescentou que não existe nenhuma fonte de energia mais eficiente que o petróleo. “É difícil não ver o petróleo como matriz energética global.”

Musso chamou atenção para os altos custos da produção de energia limpa. “Outras matrizes energéticas terão dificuldades para entrar no mercado pelo alto custo que demandam. O petróleo é muito eficiente, com uma logística apropriada. O que temos visto é que os hidrocarbonetos continuam sendo buscados pelas nações e que continuam recebendo altos investimentos”, encerrou.

O encontro

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Expositores do workshop Desafios no setor de energia. Foto: Fiesp

Ao menos dois mil empresários participaram do primeiro dia de palestras do 31º Encontro Brasil-Alemanha, que prossegue nesta terça-feira (14/05) e que, pela primeira vez, recebeu a visita dos dois chefes de Estado dos respectivos países.

O encontro é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias da Alemanha (BDI).