Fronteira internacional é maior desafio do Paraná contra Aftosa, diz assessor do governo local

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

José Tarciso Fialho, assessor de Gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná. Foto: Everton Amaro

José Tarciso Fialho, assessor de Gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná. Foto: Everton Amaro

Com 56 mil pecuaristas, o Paraná é o 10º produtor de rebanho bovino do país. E a maior preocupação das autoridades locais, segundo o assessor de gabinete da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado, José Tarciso Fialho, é evitar a entrada do vírus da febre aftosa por meio das fronteiras, principalmente, com o Paraguai.

Em maio deste ano, o governo paranaense organizou a primeira etapa da campanha anual de vacinação contra febre aftosa e reforçou a vigilância nas fronteiras. Durante as operações em Foz do Iguaçu, Santa Helena e Guaíra, carros e caminhões foram submetidos a inspeção e desinfecção.

“Somos um Estado que tem fronteiras tanto nacional quanto internacional. Nossa fronteira é nosso maior desafio. Tanto que é o Paraná que está fazendo a vacinação contra aftosa na fronteira até 200 quilômetros com o Paraguai, para que a gente garanta que nossa fronteira seja, no mínimo, controlada”, acrescentou Fialho.

Tecnologia

O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de soja, com uma produção estimada em 15,4 milhões de toneladas e uma produtividade de 3.360 quilos por hectare, segundo números da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). E, conforme o assessor de gabinete da Secretaria, o maior desafio do Estado é elevar essa produtividade utilizando inovação tecnológica. “O Paraná se preocupa bastante em colocar à disposição [do mercado] um produtor bem informado”, afirmou.

O Estado sedia duas unidades da Embrapa – a Embrapa Florestas e a Embrapa Soja – que desenvolvem soluções tecnológicas para melhorar a eficiência produtiva e conservar o meio ambiente.