Senai-SP forma mais uma turma de egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Um momento especial para 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Assim foi a tarde desta terça-feira (29/04) para a turma de egressos do sistema prisional formados no curso de Mecânica Automobilística e Funilaria oferecido pela escola Conde José Vicente de Azevedo, unidade no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

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Formatura da primeira turma de alunos de egressos dos sistema profissional no curso de Mecânica Automobilística do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Na cerimônia de formatura, mais que um diploma com a certificação do Senai-SP, eles receberam a confirmação para recomeçarem suas vidas com um emprego formal, em empresas do setor de reparação de veículos.

A iniciativa faz parte de uma ação do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dentro da área de capacitação do Capital Humano.

O Depar articulou o apoio de parceiros importantes: a organização não-governamental AfroReggae, que selecionou os egressos para participar do programa; o Senai-SP, que elaborou um curso específico para a turma em sua unidade especializada no setor automobilístico; e o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), que fez um trabalho de sensibilização com as empresas do setor, garantindo a total empregabilidade dos alunos.

Em novembro de 2013, Fiesp, AfroReggae e Senai-SP promoveram um evento de formatura para 10 outros egressos do sistema prisional que se formaram em panificação na unidade da Barra Funda. A empregabilidade foi viabilizada com o apoio do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan). Leia mais.

A cerimônia

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Sylvio de Barros, do Depar da Fiesp, incentiva alunos a serem exemplos para as próximas turmas. Foto: Beto Moussali/FIESP

Antes de entregar os certificados de conclusão do curso, Sylvio de Barros, diretor titular do Depar/Fiesp, destacou que o engajamento pessoal dos empresários do setor e dos professores do Senai-SP foram essenciais para concretização dessa etapa do projeto.

“Depende muito de vocês daqui pra frente”, disse ele aos alunos. “Cada dia de vocês, cada hora de trabalho será fundamental para que vocês abram caminho para quem vem depois. Vamos abrir novas turmas na medida em que vocês tiveram sucesso”, ressaltou.

No evento, o diretor da escola do Senai -SP, Fabio Rocha da Silveira, agradeceu a oportunidade de contribuir com o projeto. “É o nosso papel fazer isso. Alguns projetos são especiais, mas o de vocês, para nós, foi muito especial”, contou. “Foi uma satisfação para toda a nossa equipe e recebemos muitos elogios dessa turma exemplar.”

Emerson Ferreira, instrutor do AfroReggae, ressaltou que um dos maiores benefícios da parceria foi possibilitar aos egressos a valorização como ser humano, com o efetivo ingresso mercado de trabalho.

Dirigindo-se aos formandos ele expressou o desejo de que cada um agarrasse com unhas e dentes a oportunidade oferecida. “Vamos fazer com que uma mudança melhor e maior seja alcançada na vida de vocês e com a vida de seus familiares”, incentivou.

Oportunidades e engajamento do setor

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Antônio Carlos Fiola, do Sindirepa, entrega carta garantindo a contratação de formando do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Coube ao presidente do Sindirepa, Antonio Carlos Fiola Silva, a tarefa de apresentar aos formandos as empresas que irão empregá-los.

Ele entregou a cada formando uma carta que garante a respectiva contratação – já a partir do mês de maio –  nas empresas do setor. O empresário irá contratar cinco dos formandos em suas três oficinas. “A vida não é nada fácil.  A nossa luta é no dia a dia. Tropeça, cai, levanta. A nossa vida não é diferente da de vocês.”

Fiola também elogiou a dedicação dos professores do Senai-SP e expressou seu carinho a instituição. “Há 30 anos atrás, com 16 anos, foi aqui o meu primeiro treinamento. Foi aqui que eu comecei. E por isso posso dizer a vocês que nos próximos 30 anos as oportunidades serão infinitas”.

O empresário também comentou que o setor de reparação de veículos é muito carente de profissionais. “Tem muito carro na rua. E se vocês forem bem e se dedicarem, tenho certeza que vão crescer no ramo. Não vai ser fácil, mas pelo que vocês já passaram, tenho certeza que vão aguentar o tranco”, afirmou.

Satisfação de professores e alunos

Para o professor Stevie da Silva, que ministrou aulas de Mecânica de Motor Ciclo-Otto, os alunos dessa turma de egressos conseguiram perceber a grandeza do projeto.

“Eles vieram com foco e enxergaram o Senai-SP de uma forma diferente dos demais alunos. Eles identificaram que o sistema deu uma oportunidade a eles. E, de certa forma ,se mostraram mais comprometidos do que alguns alunos dos cursos regulares. Pelo fato de ser um curso gratuito, outros alunos dos cursos regulares  não veem a gratuidade com o mesmo valor que eles viram.”

Senai-SP começa novo curso para egressos do sistema prisional

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 20 egressos do sistema prisional começaram na segunda-feira (17/03) um curso de reparação de veículos na escola Senai Conde José Vicente de Azevedo. A unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), situada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, é especializada na área de automobilística.

A iniciativa é resultado de uma parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com o Senai-SP e a organização não-governamental AfroReggae, além do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa). O programa é gerido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

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Alunos assistem à abertura oficial do curso. Na foto, da esquerda para a direita, o diretor titular do Depar/Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho; o presidente do Sindirepa, Antonio Fiola; o coordenador do AfroReggae, Chinaider Pinheiro; e o diretor da escola, Fabio Rocha da Silveira. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O Senai-SP proporciona a formação e a Fiesp fez um convênio com o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa) para que os alunos saiam do curso profissionalizante do Senai-SP com a possibilidade de um emprego formal. Já o AfroReggae fez a seleção dos egressos e mantém um acompanhamento do processo para a reinserção dos alunos à sociedade.

Na cerimônia de boas-vindas aos alunos, o diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, reforçou a importância de que os alunos participem ao máximo das aulas.

“A nossa parte nós estamos fazendo. Agora, vocês têm que fazer a parte de vocês. Nós temos que tirar esse estigma de que uma pessoa não deve ter uma segunda oportunidade na vida”, disse Sylvio de Barros Filho aos alunos, explicando que o sucesso profissional da turma pode servir de referência para incentivar outros empregadores na contratação de egressos.

O diretor da Fiesp disse ainda que os alunos contam com uma bolsa-auxílio, com base nos recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e uma ajuda de custo extra, fornecida pela Fiesp, para a alimentação.

Após o evento, Sylvio de Barros Filho explicou que Fiesp e AfroReggae aprimoraram o projeto, com uma seleção mais criteriosa dos alunos e a disponibilização de uma psicóloga para acompanhar os alunos. “Temos grande chance de acertar mais. Eles [alunos] estão mais conscientes das coisas”, explicando que o elevado número de oficinas na cidade facilita encontrar vagas em localizações mais próximas das moradias dos alunos.

“Se a experiência der certo, ela pode ser repetida, solucionando um problema de carência de mão de obra e mostrando para a sociedade que é possível fazer reintegração de pessoas que tiveram problema na vida”, concluiu o diretor titular do Depar.

O coordenador de Empregabilidade do AfroReggae, Chinaider Pinheiro, também participou da aula inaugural, desejando sorte a todos.


O curso

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Sylvio de Barros Filho: “Se a experiência der certo, ela pode ser repetida, solucionando um problema de carência de mão de obra e mostrando para a sociedade que é possível fazer reintegração de pessoas que tiveram problema na vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com Fabio Rocha da Silveira, diretor da escola do Senai-SP onde os alunos serão formados, o curso tem módulos diferentes dividido em duas turmas: uma para o aprendizado de suspensão, direção e freios; outra, para diagnóstico de motores. Para complementar, aulas de funilaria de brilho, o chamado martelinho de ouro, e polimento.

“Ou seja, vamos ter a possibilidade de fornecer a mão de obra para um setor que queira empregar alguns profissionais em suspensão, direção, freio, e outra turma que pode ir para a parte de reparação, periféricos e motores. Polimento, que é o que mais tem, e também a parte de martelinho de ouro. Esses são os desdobramentos”, disse o diretor da escola, que disse que todos os alunos serão tratados como alunos do Senai-SP – inclusive usando o mesmo uniforme.

Na visão de Antonio Fiola, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), o Senai-SP, para o setor, representa a maior referência em aprendizado para reparação de veículos. “Eles saindo com um diploma do Senai-SP de 160 horas já é uma boa parte do caminho andado. Eles saem realmente com uma especialização acima da média de qualquer pessoa que inicie no setor hoje.”

O dirigente sindical reiterou que a entidade vai se mobilizar para contratar os alunos e que ele mesmo, em suas oficinas, deve abrir vaga para três ou quatro formandos.

“Nosso desejo é que as pessoas sejam contratadas e possam trabalhar porque sabemos que ainda existe um preconceito muito grande. A área tem uma carência de mão de obra muito grande e a gente quer suprir essa carência com os egressos. O que a gente mais deseja é que eles consigam concluir seu treinamento. E, depois desse treinamento, que cada um consiga achar exatamente a área em que vai atuar. Vamos colocá-los em oficinas multimarcas com várias atribuições. São oficinas com várias especializações para que cada um ache o seu caminho.”

O aluno com melhor frequência e capacidade de aprendizado, em avaliação que será feita pelo diretor da escola, vai ganhar um tablete. O presente que será concedido pela Fiesp.

Retrospectiva 2013 – Sustentabilidade cada vez mais no dia a dia da indústria

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O ano de 2013 foi marcado, por mudanças na gestão do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp. O principal foco de Comitê, criado em 2004, continuou a ser o de disseminar o conceito de Responsabilidade Social Corporativa nas indústrias paulistas e estimular a adoção desta forma de gestão para o crescimento, a competitividade e a perenidade das empresas, com o desenvolvimento sustentável da sociedade.

A reunião conjunta do Consocial, Conjur e Cosema: responsabilidade social. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em reunião conjunta do Consocial, Conjur e Cosema, especialistas debatem a debatem ISO 26000. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sob a liderança do novo diretor titular, o empresário e economista Nilton Torres de Bastos, foram formados grupos de trabalho baseados nos temas da Norma Internacional de Responsabilidade Social ISO 26000, meio ambiente, gestão e governança, práticas de trabalho, envolvimento e desenvolvimento da comunidade, direitos humanos, práticas leais de operação (temas relacionado à corrupção) e questões relativas ao consumidor. Uma das metas para 2014 é fortalecer esses grupos e ampliar a discussão os temas para discussão.

Na opinião de Nilton Bastos, o reflexo dessa nova visão empresarial é extremamente positivo: “As empresas que instituíram pelo menos três políticas de responsabilidade social tiveram taxa de retorno superior, patrimônio valorizado e melhor desempenho em períodos de crise no mercado e na bolsa”, afirmou.

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Boletim Sustentabilidade Fiesp, novo veículo de divulgação do Cores/Fiesp

Ao longo do ano, o Cores tratou temas como a gestão responsável para sustentabilidade, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a educação de jovens para o mundo do trabalho.

Outra grande novidade foi a criação de um boletim informativo mensal, lançado em agosto. Com média de 3 mil envios por edição, o material mostra os benefícios e  os da gestão voltada para a responsabilidade social. Cases de sucesso, orientações de especialistas das áreas e informações de boas práticas são notícia no Boletim do Cores.

O próximo passo é envolver outros departamentos da Fiesp e tornar o boletim, cada vez mais, uma fonte de inspiração para empresários.

Jornada pela Sustentabilidade

Em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a Fiesp promoveu, em 2013, a “Jornada da Indústria pela Sustentabilidade. Com a participação de mais de 600 empresários, nas edições em São Paulo e Campinas, o evento buscou apresentar ferramentas de gestão socialmente responsável, principalmente para as micro, pequenas e médias indústrias, e estimular a adoção dessas práticas.

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O diretor-titular do Cores da Fiesp, Nilton Bastos, no Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, em setembro. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Para o ano de 2014, a meta é levar a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade para outras cidades do estado, além de desenvolver um segundo módulo para as pessoas que já participaram da primeira edição.

Outro evento de sucesso em 2013 foi a comemoração dos 22 Anos da Lei de Cotas no Brasil, feito em conjunto com o Departamento de Ação Regional (Depar). Ciente das dificuldades que a indústria tem para cumprir a lei (que envolve uma série de fatores, como a falta de mão-de-obra), o evento buscou esclarecer questões e estreitar o diálogo com o poder público e a sociedade.

Indústria promovendo inclusão social

A indústria paulista, no ano de 2013, comprovou a importância do seu papel social, por meio da atuação dos seus braços sociais: Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

Loures fez a abertura oficial do lançamento e Seminário da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, Rodrigo Loures, lança Prêmio ODM Brasil, na Fiesp; Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Com apoio da Fiesp, foram realizados os eventos como o Sesi-SP Cidadania em várias cidades, oferecendo gratuitamente à população serviços de cidadania, saúde e qualidade de vida, e o lançamento do Prêmio ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A Fiesp articulou também parcerias para oferecer cursos profissionalizantes do Senai-SP às pessoas em situação de risco social.

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Aula inaugural no Senai Ipiranga: oportunidade para entrar no mercado de trabalho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Em junho foi firmado acordo com a Prefeitura de São Paulo, para capacitar moradores de rua na capital paulista.

Em setembro, deu-se início a capacitação de egressos do sistema prisional para o setor da panificação. A iniciativa é fruto da parceria da Fiesp, AfroReggae, Senai-SP e Sindipan-SP.



Atuação internacional

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Reunião com delegação coreana, na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ao longo do ano, o Cores recebeu delegações internacionais interessadas em conhecer o trabalho da Fiesp na área de sustentabilidade.

Em fevereiro, o comitê recebeu representantes da Women Business Association (WBA), organização internacional que atua na promoção de oportunidades e apoio ao crescimento das mulheres nos negócios. Em abril, o encontro aconteceu com duas organizações coreanas, a Witeck (Women in Science, Engineering and Technology in Korea) e a Associação Economia Verde Brasil – Coreia (Korea Brazil Green Economic Association). Em agosto, o Cores participou de uma reunião com o Cônsul Geral do Chile em São Paulo, Hermán Bascuñan, e o presidente da Fundação América Solidária, Benito Baranda.

Diretores da Fiesp e empresários comentam o trabalho de reinserção de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Durante a formatura de dez alunos do curso de capacitação profissional para egressos do sistema prisional, realizada na noite desta terça-feira (05/11) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários confirmaram seu otimismo com o sucesso do programa “Empregabilidade”.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante formatura do curso de panificação do Senai-SP para egressos do sistema prisional. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

A iniciativa, resultado de parceria entre a Fiesp, o grupo cultural AfroReggae e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), contou com um convênio firmado entre a Fiesp e o Sindicato das Indústrias de Confeitaria e Panificação de São Paulo (Sindipan-SP) para assegurar as vagas aos formandos.

Para o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, projetos como esse são a única forma de atacar a violência que assola o país. “Tem que dar formação profissional, emprego, tem que ter renda. O egresso não pode sair e ficar procurando emprego. Do contrário ele vai ter dez motivos para cometer outros erros”, afirmou.

Para conhecer o projeto, a Fiesp convidou gestores da área de recursos humanos e empresários no setor de recrutamento. Um deles foi o diretor executivo do Grupo Arezza, Alberto Khzouz, que disse ver com bons olhos a iniciativa. “Esse é um tema que vai crescer muito. Todo mundo tem curiosidade. É muito legal tentar um modelo que ainda é novo em São Paulo e no Brasil”. Segundo o executivo, o maior desafio, agora, é conseguir encontrar uma forma de os departamentos de recursos humanos das empresas receberem essa mão de obra.

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), Sylvio de Barros, o tempo vai contribuir para a mudança de visão dos empregadores. Ele ressaltou que, nos próximos meses, os donos das padarias que já contrataram os egressos serão convidados a dar seus depoimentos sobre a experiência. “Precisamos tirar esse estigma. Eles são tão bons ou melhores do que qualquer pessoa”, afirmou. “Eu, por exemplo, preferiria ter um egresso trabalhando comigo. Eles têm uma vontade de fazer as coisas que outras pessoas não têm.”

Ponto de vista compartilhado por Fabio [nome completo preservado, a pedido do entrevistado], um dos empresários do setor de panificação da zona leste de São Paulo que contratou um dos alunos do programa. “O T* [nome preservado, a pedido do aluno] está trabalhando com a gente há uma semana e exerce a função de ajudante de padeiro. Ele se mostra bem interessado e empolgado.”

Segundo Fábio, o tratamento dado ao novo funcionário é igual ao dado a qualquer membro da equipe. “A ideia é essa. Se a pessoa, lá atrás, fez um erro, pagou e hoje está provando que merece, deve ter uma chance. Poucas pessoas entram lá e dão tanto valor ao trabalho como ele está dando.”

Emprego formal e dignidade

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Chinaider Pinheiro, coordenador do projeto "Empregabilidade' afirma que AfroReggae acompanhará famílias dos egressos. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

T* cumpriu pena dos 18 aos 25 anos de idade. E desde que conseguiu a liberdade, há cinco anos, não conseguiu emprego formal. “Estou sem carteira assinada desde os 18 anos. Até hoje não sabia que o meu patrão conhecia minha situação, mas ele me recebeu muito bem, me envolveu bem com o pessoal”. T* já faz planos com o primeiro salário: “Vou comprar o berço do meu filho, pois minha mulher está grávida.”

Outro formando da primeira turma do curso de panificação para egressos do sistema prisional, promovido pelo Senai-SP, é F*[nome preservado, a pedido do aluno], que falou durante a cerimônia sobre a felicidade de receber o diploma. “Eu agradeço ao Paulo Skaf que nos deu essa oportunidade aqui em São Paulo, pois não tínhamos nenhuma porta aberta. Com persistência, conseguimos encontrar um caminho e uma solução, que é o trabalho, a dignidade. Eu agradeço as palavras do presidente do Sindipan que foi muito franco em dizer que somos todos iguais. Erramos, já pagamos e, agora, é bola pra frente e tudo vai dar certo.”

A noite foi motivo de gratidão para Gleice, esposa de W*, um dos dez alunos formados no curso. “Eu achei boa a oportunidade que estão dando a eles, pois não é qualquer pessoa que faz isso”. Ela disse que o marido não começou a trabalhar ainda por conta do falecimento da mãe, ocorrido nesta semana. “Ele está muito empolgado. No curso, ele ia todo dia, acordava bem cedinho e animado. Eu e meu filho estamos muito felizes pois, em breve, ele começará a trabalhar perto de casa.”

Os familiares dos alunos do curso também são assistidos pelo programa, segundo explicou o coordenador do projeto Empregabilidade, Chinaider Pinheiro. No processo de reinserção a equipe do AfroReggae faz visitas técnicas às residências dos egressos, conversa com as famílias e, na medida do possível, procura encontrar oportunidades de emprego e renda também para os familiares.

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>> Fiesp, AfroReggae e Senai-SP realizam formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional

Fiesp, AfroReggae e Senai-SP realizam formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Uma noite especial para dez alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Após quase um mês de curso intensivo de panificação na escola especializada no setor alimentício, no bairro da Barra Funda, eles tiveram a oportunidade de receber, na noite desta terça-feira (05/11), os seus diplomas de formação em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Antero José Pereira, presidente do Sindipan, elogiou a qualificação dos alunos pelo Senai-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mais que um diploma, os alunos – todos egressos do sistema prisional – conquistaram a oportunidade de retorno ao mercado de trabalho formal, graças a uma iniciativa conjunta da Fiesp, do Senai-SP e do grupo cultural AfroReggae, com o apoio do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a formatura é muito significativa. “Essas pessoas erraram, pagaram pelos seus erros e têm, sim, que ter oportunidade na vida. E a oportunidade vem com formação, trabalho e emprego.”

Skaf disse ter ouvido depoimentos emocionantes dos alunos e está convencido de que o programa está no rumo certo. “Nosso esforço, através do Senai-SP, é a formação, e através da Fiesp, pelo convênio com o setor da panificação e outros que queremos firmar, é encontrar vagas nas indústrias. A oportunidade do trabalho e do emprego é o que faz com que esse ciclo se forme. Pois não adianta dar a formação profissional e não ter a possibilidade de trabalhar.”

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O presidente da Fiesp e do Senai-SP disse que ficaria ainda mais feliz se estivesse entregando diplomas para um número maior de alunos. “Hoje estamos formando dez alunos, mas o grande desafio é ampliar muito mais e para outros setores. Formarmos centenas, milhares e dando real oportunidade a esses indivíduos de serem pessoas do bem e de poderem ter direito a uma vida feliz e ter tudo o que nós queremos ter.”

Panificadoras

Acreditar nas pessoas. Essa é a razão para o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan) apoiar a iniciativa, segundo o presidente da entidade, Antero José Pereira. “Achamos que as pessoas devem ter novas oportunidades. Após cumprirem suas penas, eles são cidadãos normais e devem ter oportunidades iguais.”

O presidente do Sindipan disse acreditar que o projeto terá pleno êxito, principalmente, devido à participação do Senai-SP. “Se [os alunos] são qualificados pelo Senai-SP, então são profissionais bem qualificados. E o setor da panificação precisa de mão de obra de qualidade”, afirmou.

Chinaider Pinheiro, coordenador do programa “Empregabilidade” do AfroReggae, falou da alegria de estar ajudando esses dez egressos. “É um sonho que muitos vivem sozinhos e não conseguem realizar. E quando eles têm a oportunidade de serem recolocados no mercado de trabalho, depois de encarar diversos preconceitos, é a transformação.”

Agradecendo aos parceiros da iniciativa – Fiesp, Senai-SP e Sindipan – e a todos que direta e indiretamente contribuíram para o projeto, o representante do AfroReggae relembrou que serão muitos os beneficiários dessa ação. “Não estamos ajudando a realização apenas dos egressos, mas de seus familiares, pessoas que buscam apenas uma coisa: oportunidade. Pois são todos iguais a nós”, concluiu.

Convênio

No início da cerimônia de formatura, foi firmado o convênio entre a Fiesp e o Sindipan, que possibilitou a empregabilidade dos alunos em panificadoras  da capital e Grande São Paulo.

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Alunos do programa de formação profissional para egressos do sistema prisional já estão empregados

Agência Indusnet Fiesp

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Com a produção do Pão Francês, formandos do curso colaborarão nos resultados das padarias da capital, Grande São Paulo e ABC

O dia 23 de outubro de 2013 ficou marcado como uma data especial para dez alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), contemplados pela parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do AfroReggae com enfoque em formação e empregabilidade de egressos do sistema prisional.

Foi o primeiro dia de trabalho de cada um deles em panificadoras da capital, da Grande São Paulo e da região do ABC com carteira assinada.

Todos eles passaram pelo curso de panificação promovido pelo Senai-SP e foram contratados por empresas do setor, em iniciativa viabilizada com o apoio dos Sindicatos das Indústrias de Panificação de São Paulo (Sindipan)  e da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André (Sipan ABC).

Todos com carteira assinada

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Sylvio de Barros Filho, diretor titular do Depar Fiesp

O diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, esteve na última terça-feira (22/10) na escola Senai “Horácio Augusto da Silveira”, unidade especializada em Alimentos no bairro da Barra Funda, na capital, para informar, pessoalmente, qual será o local de trabalho de cada um dos alunos. “Fiz questão de vir para entregar o local de trabalho deles. Cada um já recebeu o local de trabalho e deve se apresentar amanhã cedo [dia 23/10] para trabalhar. Os documentos já foram entregues para as devidas panificadoras”, explicou.

Para Sylvio de Barros, a primeira fase deste projeto, que é um sonho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi concluída com total êxito. “Tínhamos o receio de que algum deles desistisse, mas começamos com dez alunos e terminamos com dez alunos. A fase dos sonhos e do medo nós já vencemos. Temos agora a segunda fase, a do emprego, onde eles vão participar ativamente do resultado das padarias”, afirmou.

O diretor titular do Depar também destacou a importância dessa primeira turma.  “São dez alunos que estão abrindo a porta para milhares de pessoas. Essa turma, para nós, é um símbolo e um exemplo espetacular. Inclusive, falei para eles que vamos trazê-los aqui num segundo curso para que deem seus depoimentos para que as coisas continuem a acontecer”.

Novo começo de vida

F., um dos formandos da turma, também falou da alegria de concluir o curso e já sair empregado.  “Esse curso deu a oportunidade de ter uma profissão, de poder seguir a vida, criar família e ir em frente. Aprendemos a fazer o pão do início ao fim e estamos prontos para o mercado de trabalho. Estamos  prontos para sermos entregues de novo a sociedade, mas de uma forma diferente, com dignidade, com trabalho, com carteira registrada e com todos os benefícios. E isso é muito importante.”

O aluno, que também é egresso do sistema prisional, disse que o curso permitiu que todos se capacitassem completamente no ramo da panificação. “O curso foi de 30 dias, só que com oito horas diárias. Na parte da manhã tivemos muita teoria, cerca de 60 horas de teoria. Aprendemos do início do pão ao fim, da fermentação, da farinha, a qualidade de fermento, tudo na área da panificação. E aprendemos a fazer 50 tipos de pães.”

O esforço valeu a pena, segundo o aluno. “Apesar de ser curto, deu trabalho, pois a gente acordava cedo e chegava muito tarde bem casa. Foi um curso intenso, que ocupou muito a mente da gente também, mas aproveitamos ao máximo.”

Para F. e os outros nove alunos da primeira turma do curso de panificação do Senai-SP este é um recomeço de vida. “Estou com mais expectativa de uma vida melhor, de crescer e de fazer outros cursos. E também saber que o que passou, passou. E o hoje só começou”, comemora.

Emoção marca aula inaugural no Senai-SP para turma de egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A segunda-feira (16/09) foi um dia especial na vida de uma turma de alunos da escola Horácio Augusto da Silveira, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), especializada na área de alimentos e panificação.

Dez alunos – nove homens e uma mulher – deram o primeiro passo para o recomeço de suas vidas. Trata-se da primeira turma do curso de panificação formada por alunos egressos do sistema prisional.

O curso, o primeiro nesses moldes no estado de São Paulo, é fruto do projeto Empregabilidade, uma das iniciativas da parceria anunciada no mês de abril pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em parceria com o Senai-SP e com a organização não-governamental AfroReggae.

A Fiesp tem o papel de mobilizar os sindicatos filiados para que os alunos saiam do curso profissionalizante do Senai-SP com a possibilidade de um emprego formal. A primeira entidade parceira é o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Na cerimônia de boas vindas aos alunos, o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, se emocionou falar da iniciativa. “A oportunidade é muito importante, não só pelo projeto-piloto em si, mas, principalmente, por parte de vocês [alunos], que serão exemplos para que outras pessoas possam fazer o mesmo caminho”.

Sylvio de Barros explicou que os alunos contarão com uma bolsa-auxílio, com base nos recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além de todo um acompanhamento adequado à sua realidade. Leia mais.

Chinaider Pinheiro, coordenador de inclusão no mercado de trabalho da ONG AfroReggae, se disse  feliz por trazer o projeto para São Paulo, pois recebia muitos pedidos de pais e mães de ex-detentos que não conseguiam oportunidades de empregos aqui. “Sabia que iria ser difícil mas fiquei encorajado quando soube pelo José Junior [coordenador executivo do AfroReggae] que, aqui, havia outra instituição por trás nos fortalecendo, que é a Fiesp”.

Segundo Pinheiro, os alunos da turma inicial são protagonistas de uma nova história. “São vocês que conquistarão o espaço do projeto ‘Empregabilidade’ no estado de São Paulo. São vocês que vão trazer esperança para cada família de egresso que passa dificuldade na vida social.” Leia mais.

No rosto dos alunos, a emoção era visível. Em especial para M., a única mulher do grupo, e W., o mais velho da turma. Entre sorrisos e lágrimas, eles afirmaram, em entrevista à reportagem, que não vão desperdiçar a oportunidade. E garantem: vão fazer história. Seus nomes completos foram preservados, a pedido deles, que dizem sofrer preconceito. Leia mais.

Oportunidade para o setor

Abraçar a iniciativa é uma ação de responsabilidade social para as empresas do setor de panificação, acredita, com conhecimento de causa, o diretor técnico do Sindipan, Luís Carlos de Souza.  Ele citou sua bem sucedida experiência de empregar um egresso do sistema prisional e fala da importância da confiança neles, já que todos têm o direito a uma oportunidade.  Leia mais.

Souza parabenizou a Fiesp, o Senai-SP e o AfroReggae, mas principalmente, os alunos. “Sei que não é fácil tentar se reintegrar à sociedade e participar de um curso de 200 horas”, afirmou, dizendo que tem certeza que valerá a pena.

Para Ciro Bueno, diretor do Comitê dos Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, o projeto reflete a responsabilidade social de empresários empreendedores, como os do setor da panificação. A iniciativa, segundo ele, traduz a própria visão empresarial humanística do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“A turma de panificação é o primeiro caso de sucesso. Mas temos certeza que terão vários outros e a gente vai atingir o êxito total nesse projeto”, afirma. Leia mais.

Jovens Empreendedores e AfroReggae falam da iniciativa de capacitar egressos do sistema prisional para o mercado de trabalho

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Chinaider Pinheiro, coordenador de inclusão no mercado de trabalho do AfroReggae. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Uma parceria da Fiesp e do AfroReggae  está dando os primeiro frutos para mudança da vida de muitas pessoas na cidade de São Paulo.

Np último dia 16 de setembro iniciaram as aulas da primeira turma de alunos egressos do sistema prisional no curso de panificação no Senai-SP.

Para Chinaider Pinheiro, coordenador de inclusão no mercado de trabalho da ONG AfroReggae, a iniciativa beneficiará indiretamente toda a sociedade. “Esses alunos representam, cada um deles, uma família. Então, sem dúvida, faremos muita gente feliz. Não só os egressos felizes, mas a família deles. São pessoas que vão ter dignidade para poder viver em paz”.

O projeto é um motivo de orgulho para todos os envolvidos, segundo Ciro Bueno, diretor titular adjunto do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp. “Esse projeto Empregabilidade vai atingir e mudar positivamente a vida de muitas pessoas. Essa turma de panificação é um primeiro caso de sucesso. Mas a gente já tem vários casos que a gente já está trabalhando e em breve vamos ter boas notícias nessa área de empregabilidade e nessa área social”, acredita.

Ciro Bueno relembrou que a iniciativa segue o foco de responsabilidade social empresarial defendida pelo presidente da Fiesp e pelo próprio CJE e é uma ação das indústrias. “O Paulo Skaf sempre teve essa visão humanística dentro e fora da Fiesp. E o Senai está vindo para capacitar esses egressos para que eles tenham melhor oportunidades quando, enfim, eles tiverem a liberdade plena”.

Bueno destacou, no entanto, o êxito da iniciativa dependerá se empresários se sensibilizarem com o projeto e que abram para os participantes do projeto. “Com certeza, essas oportunidades transformarão essa sociedade que temos hoje em algo melhor”.

A experiência carioca em São Paulo

Para Chinaider Pinheiro, do AfroReggae, o fato de a Fiesp estar por trás da iniciativa dá a credibilidade necessária ao êxito do projeto. “Em São Paulo o preconceito é bem maior que no estado do Rio de Janeiro. Portanto, se o trabalho fosse só do AfroReggae seria muito difícil”.

A experiência de 20 anos do AfroReggae, junto a população em situação de risco social, será fundamental para sustentação do projeto, acredita Ciro Bueno.  “Pude acompanhar o trabalho deles em comunidades cariocas, como Complexo do Alemão, Cantagalo e Parada de Lucas. E foi impressionante ver, dentro de uma comunidade dominada pelo tráfico, uma ilha de prosperidade social e de transformação”, diz.

Mão na massa: um recomeço de vida para novos alunos do Senai-SP

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Alunos do programa terão curso inicial de Pão Francês, o carro-chefe das panificadoras

Aos 18 anos, ela teve o seu primeiro filho. Depois vieram outros seis filhos e uma tragédia. Ficou viúva, tendo que sustentar sozinha a numerosa família.

Seria uma história comum, como a de tantas mulheres de baixa renda no Brasil, se não fosse por um detalhe. M., aos 46 anos, foi presa.

A experiência, de longos cinco anos, a afastou dos filhos e interrompeu uma parte importante da sua vida, mas não lhe roubou a esperança de viver e de ajudar outras pessoas a se libertarem do estigma de ser ex-presidiário.

M. sonhava que lhe abrissem portas. Hoje, aos 51 anos de idade, quer abrir caminhos para si e para outras pessoas. Ela é a primeira – e, por enquanto, única – aluna da turma de egressos do sistema prisional que serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no segmento de Panificação, graças ao projeto “Empregabilidade”, uma das ações da parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do AfroReggae.

“Estou muito feliz pela Fiesp, pelo Senai-SP e pelo AfroReggae nos dar essa oportunidade. Porque aqui em São Paulo é muito difícil conseguir. A gente cansou de bater em várias portas e ninguém abriu”, afirma M. com um sorriso doce, tão insistente quanto as lágrimas que fazem, vez ou outra, seus olhos brilharem.

Com jeito de menina, a mãe de família de 51 anos de idade, não esconde a emoção e a gratidão pelo momento que está vivendo. “A Fiesp e o Senai-SP abriram a porta pra gente de coração, como se fôssemos da família. É muito importante alguém acreditar na gente assim”, se emociona.

O otimismo de M. é uma mostra de que, mesmo em meio ao maior dos sofrimentos, o coração humano pode ter uma força extraordinária para o bem.

“Lá (na prisão) eu ajudei muitas pessoas. Ensinei a costurar, bordar, fazer crochê, fazer artesanato. Cheguei a ver muitas pessoas sofrerem também e algumas até tirarem a própria vida, devido a tristeza e o abandono. Por isso é tão bom estar aqui fora e poder ensinar alguém lá dentro. E elas saberem que a gente está viva, que tem saúde boa e que tem uma família maravilhosa aqui”.

Há um ano fora do sistema prisional, M. conta que mesmo tendo feito curso de eletricista, não conseguiu emprego algum. “Agora, esse curso (de panificação) é o mais importante, pois a vida toda a gente comprou pão e reclamava”, brinca. “Agora vai poder fazer o próprio pão e com mais carinho, com mais amor. E a gente vai procurar ser bem melhor, com mais higiene. Eu vou procurar fazer o melhor. Afinal, sou a primeira mulher do curso”.

Alimentar o mundo

W. conhece bem os obstáculos de quem ficou encarcerado e tenta voltar ao mercado de trabalho. “É muito difícil, pois, se você não consegue emprego, não tem dinheiro para se locomover, roupa para se vestir, e a documentação não vem para sua mão”, conta o aluno mais velho da turma.

Hoje, aos 53 anos, e há três anos fora do prisional, W. fala também da expectativa que sentiu ao ser libertado após cumprir a sua pena. “No total, eu fiquei 14 anos preso e saí com o ímpeto de arrumar emprego. Mas, aí tive que ir atrás de documentos, eu tinha multas a serem pagas, tinha que manter o aluguel onde moro, tinha que manter a minha esposa, que está presa”.

As marcas de sofrimento e de desânimo ainda estão no olhar de W., mas ele disse que nunca perdeu a esperança. “Tanto que é que hoje eu estou começando o curso. E eu vou me dar muito bem fazendo pão. Vocês vão ouvir ainda falar de mim”, promete.

“Eu já estava desanimando quando o Chinaider do AfroReggae me falou: ‘Vamos lá fazer curso de Panificação?’. Então eu pensei:  ‘É isso mesmo. Vamos lá fazer pão. Vou alimentar o mundo como Jesus fez’”,  profetiza, com um largo sorriso.

Empresário do setor de panificação conta sua experiência positiva de empregar um ex-detento

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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O empresário Luis Carlos de Souza é diretor técnico do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Há cinco anos, um rapaz bateu na porta da minha panificadora para pedir emprego. Eu admiti o menino, mas não sabia que ele era um ex-detento. Cerca de uns vinte dias depois, quando pedimos a documentação, foi que ele disse o que tinha acontecido. Então eu resolvi acreditar nele.”

O relato é de Luis Carlos de Souza, empresário do setor de panificação e diretor técnico do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Souza diz não ter se arrependido do voto de confiança que deu. “O Serginho trabalhou comigo por dois anos e meio sem nenhum problema. E, hoje, ele trabalha em outra padaria, associada ao Sindipan, e está lá há três anos”, conta.

Sergio não desperdiçou a chance. “Hoje ele já tira folga do padeiro e do confeiteiro. Constituiu família, tem residência fixa”, afirma o diretor técnico do Sindipan.

Segundo o empresário não adianta nada o ex-detento, depois de cumprir sua pena, querer se reintegrar à sociedade e não encontrar nenhuma porta aberta. Sem oportunidades, ele voltará para criminalidade.

O Sindipan é o primeiro em São Paulo a apoiar o projeto Empregabilidade, uma das ações da parceria da Fiesp e AfroReggae, que conta com o apoio do Senai-SP na capacitação profissional.

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Vera Ruthofer, diretora executiva do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo a diretora executiva do Sindipan, Vera Ruthofer, o projeto foi muito bem recebido pelos associados do Sindicato. “A diretoria acolheu a ideia e fez questão de levar para aprovação em assembleia. E todos associados foram unânimes em aceitar o projeto, receber esses egressos e fazer o seu papel social”.

Ela destacou a importância da participação do Senai-SP. “É uma escola referência. Nós temos certeza que todos eles estarão muito capacitadas para desenvolver o melhor pãozinho que nós comemos no café da manhã todos os dias”.

Para os dez alunos da primeira turma do curso de panificação o início das aulas começou na segunda-feira (16/09). A capacitação será de 200 horas de duração, período em que receberão uma bolsa-auxílio, com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Ministério da Educação.

Os alunos contarão com acompanhamento familiar promovido pela equipe do AfroReggae e, após a conclusão do curso, poderão ser contratados por panificadoras associadas ao Sindipan-SP.

No bom caminho

Um egresso do sistema prisional será mais dedicado que os outros profissionais?

Luiz Carlos acredita que sim. “Como todos nós, a pessoa que errou na vida tem direito a uma oportunidade. Eu penso que só o fato de eles se prontificarem a fazer um curso de 200 horas, que não é fácil, demonstra que estão interessados em serem reinseridos na sociedade” .

Para o empresário, dar um novo rumo à vida dessas pessoas é um benefício para a sociedade. “Até porque eles erraram e viram que esse não é o caminho. O caminho é o certo, é o bem, é a gente estar trabalhando e produzindo para esse país”, diz.

Estamos provocando o renascimento das pessoas, afirma Sylvio de Barros Filho sobre projeto da Fiesp com Afroreggae

Dulce Moraes e Juan Saavedra (com colaboração de Daniela Morrison), Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio de Barros Filho, diretor titular do Depar Fiesp

Durante a cerimônia de boas vindas aos alunos da primeira turma de egressos do sistema prisional que farão curso de panificação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Alves de Barros Filho, destacou a importância do projeto para as indústrias e, principalmente, para a sociedade.

O titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp relembrou que o projeto é fruto de um sonho do presidente da entidade, Paulo Skaf, que sempre quis que as instituições da indústria desenvolvessem alguma iniciativa voltada para reinserção profissional de egressos do sistema penitenciário.

Para Sylvio de Barros Filho, a dedicação dos alunos da turma inicial tem um significado grandioso. “É uma oportunidade importante não só pelo projeto-piloto em si, mas, principalmente, para vocês [alunos], que serão exemplos para que outras pessoas possam fazer o caminho de vocês.”

O diretor da Fiesp destacou a participação do Senai-SP, que fará a capacitação profissional, do Sindipan-SP, que motivará as empresas do setor a ofertar vagas de trabalho aos alunos, e do AfroReggae, que fará o acompanhamento social desses alunos e suas famílias.

Para os dez alunos da primeira turma, as aulas começaram na segunda-feira (16/09). O curso terá 200 horas de duração, período em que receberão uma bolsa-auxílio, com recursos provenientes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Ministério da Educação. Eles também contarão com acompanhamento familiar promovido pela equipe do AfroReggae e, após a conclusão do curso, serão empregados por panificadoras associadas ao Sindipan-SP.

Principais trechos da entrevista com Sylvio de Barros Filho:

Nova jornada: “Hoje se inicia uma etapa que espero que seja duradoura, que é a de capacitar os egressos e que eles saiam daqui realmente com um emprego através do Sindipan.  Nós vamos colocá-los nas diversas panificadoras no Estado de São Paulo.”




Emprego e dignidade “As empresas panificadoras abriram a possibilidade dos egressos [do sistema prisional] saírem daqui empregados. E eles contribuirão para os resultados das empresas do setor produzindo o pão francês, que é o carro-chefe das panificadoras.”







Força de vontade: “Eles demonstram uma vontade bastante grande para se reinserir na sociedade e conseguir tudo aquilo que para gente é uma normalidade, mas, para eles não é. Vamos empregá-los para que possam participar da sociedade e ter suas famílias assistidas. É importante que eles [egressos] tenham esse renascimento, essa nova vida. É importante para a sociedade e para todos nós, que participamos do projeto”.







Acompanhamento familiar: “A ideia é que, num segundo momento, o AfroReggae faça um acompanhamento desses alunos e de suas famílias. Os problemas deles não iguais aos nossos, às vezes são maiores ou menores, mas têm uma ótica diferente da nossa”.





Fazendo história: “O presidente [Paulo Skaf] está fazendo história. A Fiesp faz história por que ele monta as coisas. Era um sonho dele e, hoje, conseguimos a primeira parte de uma realidade. Isso é  importante para Fiesp, para o AfroReggae, para o Sindipan-SP e, fundamentalmente, para os alunos que, de repente se sentirão fazendo parte de uma coisa que eles viam de longe e que tinham pouca esperança de fazer”.






Outros  setores: “A ideia é que todos Sindicatos possam absorver a ideia. Pensamos no Sindipan-SP. Primeiro por ser o setor com um número bastante grande de empresas dentro do município e estado de São Paulo. E o interessante é que, nesse caso específico, os alunos entram participando diretamente no resultado das empresas.”





Mão na massa: “Os alunos terão o curso inicial de pão francês, que é o carro-chefe de todas as panificadoras. Eu disse a eles que, se tiverem, realmente, a famosa ‘mão na massa’, vão participar ativamente do resultado dessas panificadoras”.



Confiança dos empresários: “O certificado do Senai-SP dá credibilidade para os empregadores. Hoje ouvimos a história de uma pessoa que foi detento e, hoje, fez carreira e, há oito anos, já está no mercado como panificador.  Ele foi muito sincero e nos disse que conseguiu realizar as coisas que tinha sonhado”.




Mudando o futuro: “Essa iniciativa é espetacular para essas pessoas. Você vê a diferença deles nos olhos, na alegria, no falar. De repente, eles saíram de um lugar em que não tinham oportunidade e hoje estão tendo. É isso que estamos fazendo”.

Em programa de Regina Casé, Paulo Skaf fala de parceria com AfroReggae

Agência Indusnet Fiesp

Acompanhando José Júnior, coordenador executivo do AfroReggae, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou da edição deste domingo (02/06) do programa “Esquenta!”, na Rede Globo.

O programa da apresentadora Regina Casé celebrou os 20 anos da Organização Não Governamental (ONG) – parceira da Fiesp em iniciativas de natureza educacional, cultural e de reinserção profissional.

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A apresentadora Regina Casé, o juiz Odilon de Oliveira, João Jorge (Olodum), José Junior (AfroReggae) e Paulo Skaf (Fiesp). Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Em um dos trechos do programa, José Junior falou de iniciativas do AfroReggae fora da área cultural. “Tem o ‘Empregabilidade’, que encaminha egressos do sistema penal, moradores de comunidade, pessoas que dificilmente conseguiriam emprego”, disse o coordenador executivo da ONG.

“Traduzindo em português claro”, emendou Regina Casé. “O cara sai da cadeia. Já é difícil, lá dentro, ele se reabilitar. E sai sem nenhuma perspectiva de emprego. O AfroReggae abraça essa tarefa que, antes, era impossível para aquele cara conseguir emprego.”

Logo em seguida, Paulo Skaf completou. “Até porque muitas vezes falta formação profissional para ele. Na parceria que nós fizemos com o AfroReggae em São Paulo, nós pegamos esses egressos – temos também uma parceria com a secretaria de administração penitenciária – no sentido de ter uma seleção de vocação profissional e dar formação profissional.”

O programa teve participação de nomes como os de João Jorge, do Olodum, o juiz Odilon de Oliveira, Marlova Stawinski, da Unesco, entre representantes da polícia do Rio, que participaram de um debate. Ao final, mencionando Skaf, Regina Casé disse estar muito feliz e emocionada de reunir todas essas pessoas.

Robótica do Sesi-SP

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Alunos do Sesi-SP de Ourinhos e o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


O programa teve ainda a presença de uma turma de alunos do Sesi-SP de Ourinhos que em abril, nos Estados Unidos, conquistou o segundo lugar do “Lego League (FLL) World Festival”, melhor participação brasileira na história da competição.

“A Fiesp, do nosso chapinha Paulo Skaf, que praticamente já é do ‘Esquenta”’, tem uma rede de ensino, formada pelo Sesi. E nas escolas os alunos aprendem a construir robozinhos”, apresentou Regina Casé.

Skaf, também presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), completou: “Regina, todos as escolas do Sesi São Paulo têm iniciação à robótica a partir do primeiro ano fundamental, com seis anos. Eles são da cidade do Sesi de Ourinhos. Tiveram uma competição internacional e tiraram o segundo lugar do mundo”.

A equipe, acompanhada pela técnica Daniele Ortiz Hoffmann Bonício, fez uma demonstração do circuito com o qual participaram da competição nos EUA. E prepararam uma surpresa: um robô que dança.

Ao lado de líder do AfroReggae, presidente da Fiesp participa do programa ‘Esquenta’, na Rede Globo

Agência Indusnet Fiesp

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Skaf e José Junior durante gravação do programa. Foto: Carlos Fofinho/Divulgação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, acompanha José Júnior, do AfroReggae, na edição deste domingo (02/06) do programa “Esquenta!”, na Rede Globo.

O programa, que comemora os 20 anos da ONG carioca, vai ao ar a partir de 14h08.

“Hoje nós temos aqui convidados de todos os lugares, de todas as classes, e que se sentem em casa com a gente”, diz a apresentadora Regina Casé ao apresentar nomes como João Jorge, do Olodum, o juiz Odilon de Oliveira, Marlova Stawinski, da Unesco, além de José Junior e Paulo Skaf.

O tema da conversa, gravada no dia 17 de maio, é “a criatividade do brasileiro em transformar a dor em arte e alegria, e o Brasil em uma terra mais justa”, informa o site do programa.

A parceria Fiesp-AfroReggae

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Paulo Skaf, com Luciano Hulk e José Júnior, do AfroReggae. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

A Fiesp viabilizou a instalação do primeiro escritório de representação fora do Rio de Janeiro do AfroReggae – grupo cultural que atua na profissionalização de jovens, reinserção de pessoas no mercado de trabalho e mediação de conflitos por meio da arte e cultura em geral.

O espaço foi inaugurado no dia 11 de abril, no prédio Altino Arantes, um dos símbolos da cidade de São Paulo.

Na ocasião, o AfroReggae anunciou seu primeiro projeto com a Fiesp: o “Empregabilidade”. O objetivo é ajudar na integração de egressos do sistema penal e presos no regime semiaberto ao mercado de trabalho.

“Vamos somar nossa experiência em educação e qualificação profissional, além de mobilizar as empresas paulistas para garantir as vagas”, comentou Skaf no dia da inauguração.

Outro projeto com a participação da Fiesp é o “Cultura de Ponta”, o primeiro da ONG em desenvolvimento na cidade de São Paulo. Realizado em parceria com o Banco Santander e o site Catraca Livre, a iniciativa consiste de uma seção no site Catraca Livre produzida e redigida por jovens da periferia.

O objetivo é mostrar o que acontece nos lugares mais escondidos da cidade, com dicas culturais, agenda de eventos, serviços, opções de lazer e esporte.

Parceria do bem

Parceria do bem
Paulo Skaf

Uma pesquisa feita pela Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – em 2012 mostrou que cerca de 80% dos egressos das penitenciárias do Estado voltam a praticar delitos por falta de oportunidade de emprego, de formação profissional, de chance de mudar de vida.

Com essa pesquisa, nasceu na Fiesp um projeto para inserir essa população no mercado de trabalho, com o objetivo de capacitar ex-detentos e também aqueles que cumprem pena em regime semi-aberto, para que sejam ressocializados e não voltem ao mundo do crime.

Ao colocar esse projeto em prática, ganha toda a população brasileira. Porque, quanto mais pessoas conseguirmos capacitar e dar condições de trabalho, mais estaremos contribuindo para a diminuição da violência, que tantas tragédias têm causado às famílias brasileiras.

Sempre tive a convicção de que quando as pessoas têm oportunidades, elas progridem, vão pra frente, tomam o rumo certo. E, ao conhecer o grupo AfroReggae, que se dedica há vinte anos, na cidade do Rio de Janeiro a projetos sociais e culturais de reinserção de ex-detentos na sociedade, tive certeza de que juntos poderíamos fazer mais. Essa, sem dúvida é uma iniciativa e uma parceria que renderá muitos frutos

Vários projetos foram pensados no sentido de beneficiar toda a comunidade. Dentre eles um dos projetos que considero da mais alta relevância é o da Empregabilidade, pois é voltado para os egressos da penitenciária, para que tenham a oportunidade de se capacitarem profissionalmente por meio dos cursos do Senai.

Ao formar pedreiros, carpinteiros, marceneiros, armadores, eletricistas, pintores, entre outras profissões, estamos dando oportunidade para ex-detentos ingressarem novamente no mercado de trabalho.

Esta é, sem dúvida, uma maneira de dar nossa contribuição à questão da segurança pública do estado de São Paulo.

Em artigo no Diário de S.Paulo, Paulo Skaf fala sobre apoio da Fiesp ao AfroReggae

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Parceria do Bem”, publicado nesta segunda-feira (15/04) no jornal Diário de S.Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, enfatizou a importância de iniciativas como a do grupo AfroReggae que, com projetos sociais e culturais, promove a reinserção de ex-detentos na sociedade.

Para Skaf, apoiar ações como essa é um  ganho para toda a população brasileira. “Quanto mais pessoas conseguirmos capacitar e dar condições de trabalho, mais estaremos contribuindo para a diminuição da violência, que tantas tragédias têm causado às famílias brasileiras”, afirma.

Ele destacou o projeto “Empregabilidade”, através do qual os egressos do sistema prisional terão oportunidade de se capacitarem profissionalmente por meio dos cursos do Senai-SP.

Leia abaixo o artigo na íntegra ou acesse os sites do Diário de S.Paulo ou Rede Bom Dia:


Parceria do bem

* Paulo Skaf

Uma pesquisa feita pela Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – em 2012 mostrou que cerca de 80% dos egressos das penitenciárias do Estado voltam a praticar delitos por falta de oportunidade de emprego, de formação profissional, de chance de mudar de vida.

Com essa pesquisa, nasceu na Fiesp um projeto para inserir essa população no mercado de trabalho, com o objetivo de capacitar ex-detentos e também aqueles que cumprem pena em regime semi-aberto, para que sejam ressocializados e não voltem ao mundo do crime.

Ao colocar esse projeto em prática, ganha toda a população brasileira. Porque, quanto mais pessoas conseguirmos capacitar e dar condições de trabalho, mais estaremos contribuindo para a diminuição da violência, que tantas tragédias têm causado às famílias brasileiras.

Sempre tive a convicção de que quando as pessoas têm oportunidades, elas progridem, vão pra frente, tomam o rumo certo. E, ao conhecer o grupo AfroReggae, que se dedica há vinte anos, na cidade do Rio de Janeiro a projetos sociais e culturais de reinserção de ex-detentos na sociedade, tive certeza de que juntos poderíamos fazer mais. Essa, sem dúvida é uma iniciativa e uma parceria que renderá muitos frutos

Vários projetos foram pensados no sentido de beneficiar toda a comunidade. Dentre eles um dos projetos que considero da mais alta relevância é o da Empregabilidade, pois é voltado para os egressos da penitenciária, para que tenham a oportunidade de se capacitarem profissionalmente por meio dos cursos do Senai.

Ao formar pedreiros, carpinteiros, marceneiros, armadores, eletricistas, pintores, entre outras profissões, estamos dando oportunidade para ex-detentos ingressarem novamente no mercado de trabalho.

Esta é, sem dúvida, uma maneira de dar nossa contribuição à questão da segurança pública do estado de São Paulo.

*Paulo Skaf
Presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp)

Entrevista: parceria com AfroReggae vai gerar benefícios para toda a sociedade, diz Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. Foto Junior Ruiz

O AfroReggae abriu na noite de quinta-feira (11/04), em São Paulo, seu primeiro escritório de representação fora do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e de outras instituições do setor público e privado.

“Aqui daremos as condições necessárias para o desenvolvimento de trabalhos [do AfroReggae], aproveitando a experiência do grupo no Rio de Janeiro, comenta o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Nesta entrevista, Skaf conta como surgiu a parceria e de projetos iniciais do AfroReggae em conjunto com a indústria paulista.

*

Por que a Fiesp firmou uma parceria com o AfroReggae?

Paulo Skaf – Nosso trabalho, tanto na Fiesp, como no Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP, é trabalhar para melhorar a vida das pessoas, por meio do aumento da produção, geração de emprego, oportunidades, educação, saúde, cultura, esporte. E o AfroReggae tem uma participação muito positiva na sociedade. Desenvolveu uma metodologia própria para a profissionalização de jovens, a reinserção de pessoas ao mercado de trabalho, a mediação de conflitos, entre outras ações. Enfim, um bem-sucedido trabalho de fortalecimento da cidadania em comunidades de baixa renda que virou referência em todo o mundo. Na nossa visão, essa parceria da indústria com o AfroReggae vai resultar em uma grande sinergia, com benefícios para toda a sociedade.


Como surgiram os contatos para o lançamento do escritório de AfroReggae em São Paulo?

Paulo Skaf – Conheço o José Junior, líder da ONG, há muitos anos. Aqui daremos as condições necessárias para o desenvolvimento do trabalho, aproveitando a experiência do grupo no Rio de Janeiro.

Quais são os primeiros projetos resultantes dessa parceria?

Paulo Skaf – Temos muitas ideias para projetos em conjunto. O primeiro deles contempla os egressos de penitenciarias. Infelizmente, 80% das pessoas que deixam as prisões acabam voltando ao crime. Tendo isso em vista, nós vamos disponibilizar cursos profissionalizantes, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para que os egressos tenham oportunidade de aprender. Com a Fiesp, buscaremos vagas de emprego para essas pessoas, formando mão de obra capacitada para a indústria da construção civil, por exemplo. Já temos um projeto assim na casa, que agora será alavancado com a participação do AfroReggae aqui em São Paulo.  Também participamos de um projeto em parceria com o banco Santander e o site Catraca Livre, o “Cultura de Ponta”. O objetivo é criar uma seção – redigida por jovens da periferia – no site do Catraca Livre e mostrar o que acontece nos lugares de menor visibilidade da cidade: agenda de eventos, dicas culturais, serviços, opções de lazer e esporte.

Autoridades e personalidades participam de inauguração de escritório do AfroReggae em São Paulo; iniciativa conta com apoio da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Nomes como Hélio de la Peña (humorista), Dráuzio Varela (médico) e Serginho e Fabiana Claudino (medalhistas olímpicos de voleibol), entre autoridades, empresários, jornalistas e personalidades, prestigiaram na noite de quinta-feira (11/04) a inauguração do escritório do AfroReggae em São Paulo, o primeiro do grupo fora do Rio de Janeiro. O evento, que lotou o 18º andar do edifício Altino Arantes, o Banespão, no centro, marca o início da parceria entre a ONG carioca e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Paulo Skaf discurso na abertura do escritório do AfroReggae em São Paulo. Foto: Ayrton Vignola/FIESP

“Utilizaremos a experiência que o AfroReggae conquistou com sua atuação no Rio de Janeiro para criar políticas sociais e projetos aqui no nosso estado. O primeiro projeto da parceria beneficiará os egressos do sistema penal. Com o trabalho conjunto faremos coisas concretas para ajudar as pessoas que precisam. É uma união que não vai apenas somar, mas vai multiplicar. Ao lado do AfroReggae podemos fazer ainda mais pela sociedade”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Skaf informou que a parceria começará sua atuação na capital, mas depois poderá ser ampliada para todo o estado de São Paulo. “Investir em pessoas sempre dá resultado. Esse encontro é apenas o começo. Muita coisa ainda virá”, garantiu.

José Júnior, coordenador do AgroReggae, foi enfático ao resumir seu sentimento com a inauguração. “É a realização de um sonho ver isso acontecendo. Sempre trabalhamos no Rio de Janeiro com pouca estrutura, mas com muita criatividade. Agora, aqui, com o apoio da Fiesp, temos uma megaestrutura. Podemos fazer ainda mais, qualificar ainda mais a sociedade. A cara do AfroReggae é a mistura, a miscigenação. São Paulo é assim. Aqui na inauguração temos empresários, políticos, professores, agentes culturais. Rico, pobre. Preto, branco. O cosmos é o limite para o AfroReggae”, disse Júnior.

Uma das pessoas beneficiadas pelas ações do AfroReggae, o carioca Washington Rimas, o Feijão, deu seu depoimento durante a cerimônia sobre a importância da ONG em sua transformação. “Eu era traficante. Com 19 anos era chefe do tráfico. O AfroReggae mudou minha vida, fui transformado pelo trabalho. No fim do mês participarei de um Fórum Econômico Mundial na América Latina. Não só eu fui mudado. Mais de três mil pessoas já foram transformadas. Muitos mais serão – agora também em São Paulo”, disse.

Autoridades

De acordo com o professor Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP, que vai proporcionar formação profissionalizante para egressos do sistema penitenciário, utilizando a tecnologia social do AfroReggae, a parceria é uma iniciativa excepcional da Fiesp.

“Temos um programa muito forte, mas juntar a experiência deles nós dará ainda mais chance de alcançar resultados muito melhores e de colocar mais gente em posição de adentrar o mercado de trabalho. Estou feliz pela ousadia do presidente [Paulo Skaf] de apoiar um movimento desse quilate”, disse o diretor regional do Senai-SP.

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José Junior (do AfroReggae) Paulo Skaf (Fiesp) e Fabio Barbosa (Grupo Abril). Foto: Ayrton Vignola/FIESP

Ex-executivo do Santander Brasil, o presidente do grupo Abril, Fabio Barbosa, também falou sobre a parceria. “Conheci o trabalho de Junior há dez anos e ele me encantou. É uma referência de perseverança para todos nós. O AfroReggae é um presente para nossa cidade”, disse.

Marcial Portela Álvarez, presidente do Santander Brasil, outro parceiro da iniciativa, falou do relacionamento entre a instituição financeira e a ONG. “Nossa parceria com o AfroReggae é privilegiada, de longa data. É admirável ver a capacidade de transformação social que proporciona. Estamos muito satisfeitos com a chegada deles a São Paulo”, comentou.

O dirigente aproveitou a ocasião para comunicar que a inauguração do escritório é o primeiro passo de um projeto de conversão do Banespão em um centro para debates e ações de cunho social.

Personalidades

O humorista Helio de la Peña, do grupo “Casseta e Planeta”, celebrou a chegada do projeto a São Paulo. “O AfroReggae já faz trabalho bastante significativo no Rio, com repercussão no Brasil inteiro. Fincar o pé em São Paulo, centro financeiro, maior centro urbano, é um grande passo. É bom para São Paulo, e bom para o AfroReggae”, comentou.

Jogadores do time de vôlei do Sesi-SP também marcaram presença. “Quanto mais iniciativas como essa, melhor para todos. O AfroReggae abrirá novos espaços e dará mais oportunidade para quem precisa”, afirmou a jogadora Fabiana Claudino, do Sesi-SP. “É um projeto importante, que só vai beneficiar São Paulo”, disse o líbero Serginho.

O médico Dráuzio Varela analisou as possibilidades de atuação do grupo no estado de São Paulo. “Há tanta coisa para ser feita aqui em São Paulo. O desafio do AfroReggae é se adaptar às condições existentes aqui. Mas tenho certeza que eles conseguirão. São Paulo é uma cidade misturada. Não tenho dúvidas de que eles terão muito sucesso”, disse.

No encerramento do evento, o maestro João Carlos Martins se apresentou ao lado de jovens músicos da comunidade de Paraisópolis. “Eu me sinto pequeno diante do trabalho do AfroReggae. Apesar de eu fazer um trabalho social muito forte, o que eles fazem é uma lição para este velho maestro”, afirmou.

Com apoio da Fiesp, AfroReggae abre sede de representação em São Paulo

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está viabilizando a instalação do primeiro escritório de representação fora do Rio de Janeiro do AfroReggae – grupo cultural que atua na profissionalização de jovens, reinserção de pessoas no mercado de trabalho e mediação de conflitos por meio da arte e cultura em geral.

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com Luciano Huck e José Júnior, do AfroReggae. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

A cerimônia de inauguração acontece na noite desta quinta (11/04), no prédio Altino Arantes, do banco Santander – um dos símbolos da cidade de São Paulo.

A nova sede do AfroReggae faz parte das comemorações de 20 anos de atuação da ONG, que pretende colaborar com projetos utilizando a mesma tecnologia social conhecida por uniões inéditas – e antes improváveis – entre ex-traficantes e policiais, artistas famosos e moradores de favelas.

Inclusão Social

Além da nova sede, o AfroReggae anuncia também nesta quinta-feira seu primeiro projeto com a Fiesp: o “Empregabilidade”.

Um dos carros-chefes da ONG, o programa – que em São Paulo tem como padrinho o apresentador Luciano Huck – ajuda a integrar egressos do sistema penal e presos no regime semiaberto ao mercado de trabalho, e conta com a coordenação de Chinaider Pinheiro, ex-líder do tráfico.

“Vamos somar nossa experiência em educação e qualificação profissional, além de mobilizar as empresas paulistas para garantir as vagas”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

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Em março, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu Luciano Huck, José Júnior e integrantes do AfroReggae. Foto: Junior Ruiz

Segundo José Junior, coordenador executivo do AfroReggae, o projeto é a prova de que uma nova chance é possível e que a união e a quebra de preconceitos faz a diferença. “É aqui que o mundo muda e que a gente muda o mundo”, ressalta ele.

Outro projeto com a participação da Fiesp é o “Cultura de Ponta”, o primeiro do AfroReggae em desenvolvimento na cidade de São Paulo.  Realizado em parceria com o Banco Santander e o site Catraca Livre, a iniciativa consiste de uma seção no site Catraca Livre produzida e redigida por jovens da periferia. O objetivo é mostrar o que acontece nos lugares mais escondidos da cidade, com dicas culturais, agenda de eventos, serviços, opções de lazer e esporte.

“Será, com certeza, uma parceria cheia de fortes sinergias”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.  “E que vai inspirar novos projetos, nos quais já estamos pensando, para atuar juntos.”

Parcerias do setor público e privado

Além da Fiesp, a chegada do AfroReggae à capital paulista foi possível graças às parcerias firmadas com a secretaria municipal de Assistência Social, a secretaria estadual de Desenvolvimento Social, o Itaú Cultural, Santander e o projeto Aprendiz.

Desde 2006, o grupo procura desenvolver a melhor forma de atender às demandas da cidade, que já possui vínculo forte com o trabalho do grupo.

A agência de publicidade Prole também é um dos parceiros na inauguração. No Rio de Janeiro, a agência colabora com o AfroReggae desde 2007 em projetos de caráter social, esportivo e de empreendedorismo. O escritório da Prole em São Paulo também será um braço de apoio às ações da ONG no estado.

O trabalho do AfroReggae

A união da favela com o asfalto é um marco do compromisso do AfroReggae com a sociedade em busca do reconhecimento e afirmação desses espaços como partes integrantes e atuantes da cidade.

O trabalho sério e os resultados surpreendentes, sob a batuta do coordenador executivo José Junior, possibilitaram parcerias entre instituições públicas, como governo do Estado do Rio e a prefeitura do Rio, além de empresas que entendem a importância de contribuir para o desenvolvimento das comunidades cariocas, como a Natura, o banco Santander, as Organizações Globo e a Petrobras.

Atualmente, com sete espaços fixos no Rio de Janeiro – na Lapa e nas comunidades de Vigário Geral, que conta com o Centro Cultural Waly Salomão (referência em formação de excelência na área cultural), Complexo do Alemão, Parada de Lucas, Nova Era, Cantagalo/Pavão-Pavãozinho e Vila Cruzeiro – o AfroReggae desperta potencialidades artísticas nos jovens, criando novas oportunidades de desenvolvimento sociocultural, afastando e resgatando muitos de um possível envolvimento com a criminalidade.

Histórico

Criado em 1993, o AfroReggae nasceu a partir da iniciativa de um grupo de amigos que promovia festas de reggae no Rio de Janeiro.

O grande sucesso dos eventos impulsionou a criação do AfroReggae Notícias (ARN), um jornal informativo que promovia a valorização da cultura negra e pretendia disseminar o modo de vida da favela. Inicialmente produzido e distribuído voluntariamente pela própria equipe editorial, a edição nº 0 do ARN foi lançada no dia 21 de janeiro de 1993 e se tornou o marco do nascimento do Grupo Cultural AfroReggae.  .

O AfroReggae foi legalizado ainda em 1993 e já nasceu pensando em oferecer arte e cultura como alternativa de vida para os moradores. Em 1994, começam as primeiras oficinas de percussão, dança afro e reciclagem de lixo  em Vigário Geral. Nesses vinte anos, o sucesso e comprometimento da ONG atraíram “padrinhos” e admiradores de peso, como Waly Salomão, Caetano Veloso, Regina Casé, Gabriel O Pensador e Herbert de Souza.

José Junior, do AfroReggae: ‘Devemos à Fiesp nossa visibilidade em São Paulo’

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

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José Junior, da ONG carioca AfroReggae, fala a pelo menos 100 pessoas, durante talk show no Humanidade 2012

Debater sustentabilidade e transformação social foi apenas um dos motivos que levaram José Junior, da ONG carioca AfroReggae, a um talk show no espaço Humanidade 2012 – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e parceiros em paralelo à Rio+20. “Estou aqui também para rever amigos”, disse o coordenador executivo da ONG.

O evento foi realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Durante a tarde desta sexta-feira (15/06), o CJE, sob o comando de seu diretor-titular Sylvio Gomide, reuniu ao menos 100 pessoas no Forte de Copacabana para discutir sobre injustiça social e quebra de paradigmas.

Em uma sala de frente para o mar, José Junior compartilhou histórias de jovens que deixaram o tráfico no Rio de Janeiro e hoje trabalham no AfroReggae, grupo que tem como principal objetivo estimular a inclusão social por meio da cultura. “O CJE, como movimento, contribui bastante. Se o AfroReggae virou uma marca forte hoje em São Paulo, eu devo isso à Fiesp”, afirmou Junior.

O encontro, segundo o coordenador-executivo da ONG, cumpriu o objetivo de mostrar um novo protagonismo social, no qual o cidadão se preocupa com todos da sua comunidade, do seu entorno. “O empresariado também pode contribuir para uma transformação social, uma quebra de paradigmas. Mostra disso é a nossa parceria com o CJE”, completou o representante do AfroReggae.

José Junior com o diretor-titular do CJE, Sylvio GomidHumanidade 2012

Iniciativa da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, o Humanidade 2012 tem por objetivo realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

O evento acontece no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, em paralelo à Conferência das Nações Unidades sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).


LEIA MAIS

Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp

Jovens empreendedores da Fiesp e da Firjan levam AfroReggae ao Humanidade 2012

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp 

O Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) e o Conselho de Jovens Empresários da Firjan reúnem 100 pessoas nesta sexta-feira (15/06) no Café Cultural do Humanidade 2012, no Rio de Janeiro – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e parceiros em paralelo à Rio+20.

Os convidados serão acomodados informalmente no espaço e, sentados em círculo, terão oportunidade de fazer perguntas ao líder do AfroReggae, José Júnior.

O AfroReggae promove a inclusão e a justiça social, utilizando a arte, a cultura afro-brasileira e a educação como ferramentas para a criação de pontes que unam as diferenças e sirvam como alicerces para a sustentabilidade e o exercício da cidadania.

Das 14h às 16h, José Júnior troca experiências com o público e discute “Qual futuro queremos e como os jovens podem impactar processos para fazer a diferença nessa direção”. O talk show será conduzido pelo diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide, e pela presidente do Conselho de Jovens Empresários da Firjan, Poliana Simões.

Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O espaço de exposições é aberto ao público. Confira a programação completa de eventos no site http://www.humanidade2012.net/

Serviço
Humanidade 2012 – Talk Show com líder do AfroRaggae, José Júnior
Local: Forte de Copacabana (Café Cultural)
Data/Horário: 15 de junho, das 14h às 16h