Foto: Paulo Skaf recebe comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato

Agência Indusnet Fiesp,

Paulo Skaf e o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se encontrou nesta quinta-feira (26/2) com o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, na sede da federação. O diretor-titular do Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa) da entidade, Jairo Cândido, também participou da reunião.

Fiesp recebe ministro e oferece jantar em homenagem às Forças Armadas

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ofereceu na noite desta sexta-feira (31/10) um jantar em homenagem às Forças Armadas.

Jairo Cândido, Celso Amorim e Paulo Skaf no jantar. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O jantar, servido para aproximadamente 140 convidados, entre autoridades militares e diretores da Fiesp, contou com a presença do presidente da entidade, Paulo Skaf, do ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim, e dos comandantes das três Forças: almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto (Marinha), general Enzo Martins Peri (Exército) e tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito (Aeronáutica).

Também participou o diretor titular do Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa), Jairo Cândido.

Em um breve discurso, Skaf cumprimentou o ministro e os comandantes. “As Forças Armadas, como sempre, serviram à pátria nas nossas regiões em todo o canto de nosso país, de diversas formas. Então, muito obrigado em nome de todos os setores produtivos a todos que fazem o dia a dia da nossa Marinha, do nosso Exército, da nossa Aeronáutica”, disse Skaf, pedindo um brinde às Forças Armadas e ao país.

Cosme Degenar Drumond autografou exemplares do livro “Indústria de Defesa do Brasil”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A noite teve ainda uma sessão de autógrafos de Cosme Degenar Drumond, integrante do Comefesa/Fiesp e autor do livro “Indústria de Defesa do Brasil” (editora ZLC Comunicações), cujo prefácio foi escrito por Jairo Cândido.

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FAB investiu 9,5 bilhões na indústria nacional nos últimos dez anos, informa representante da Aeronáutica

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e aquisição de novos equipamentos. Estes foram os principais temas do painel da manhã desta quinta-feira (04/04) apresentado pelo coronel-aviador Paulo Roberto de Barros Châ, chefe da divisão de coordenação de projetos da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac).

Coronel-aviador Paulo Roberto Barros Châ. Foto: Julia Moraes/FIESP

O oficial da Aeronáutica foi um dos convidados do seminário Defense Industry Day, evento em andamento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para Barros Châ, a troca de informação entre os setores produtivos, universidades e a FAB contribuirá para criação de equipamentos que atendam às necessidades da força aérea nacional. De acordo com o chefe da divisão de coordenação da Copac, o setor investiu R$ 9,5 bilhões na indústria nacional nos últimos dez anos.

“Precisamos capacitar a indústria nacional de material de defesa para que possamos conquistar autonomia em tecnologias. Temos que buscar parcerias com outros países com o propósito de desenvolver a capacitação tecnológica e a fabricação de produtos de defesa nacionais”, afirmou o representante da FAB.

De acordo com o coronel-aviador, antes da compra de um novo equipamento, a FAB realiza um estudo que abrange desde a sua utilização até o descarte do material: “Antes de adquirir uma aeronave, a FAB faz uma analise do ciclo de vida e de sistema destes materiais, desde a sua utilização em curto prazo até a desativação desta plataforma”.

Além disso, o chefe da divisão de coordenação da Copac apresentou os três pilares do projeto de modernização da FAB: a reorganização das Forças Armadas; a reestruturação da indústria de material de defesa; e a política de recomposição das Forças Armadas.

Entre as ações, Barros Châ destacou a criação da aeronave KC-390, utilizada para o transporte tático/logístico da FAB e, também para o reabastecimento de outros aviões em voo. “Para nós, da Força Aérea Brasileira, é um orgulho esta aeronave”, disse.

Na Fiesp, chefe do Estado-Maior da FAB fala dos desafios e avanços tecnológicos da indústria de defesa

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A reunião plenária mensal do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que aconteceu na tarde desta segunda-feira (04/03), contou com a presença do chefe do Estado-Maior da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro-do-ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, que ministrou a palestra Força aérea brasileira: presente e futuro.

Comdefesa - Chefe do Estado-Maior da FAB, Aprígio Eduardo de Moura Azevedo. Foto: Everton Amaro

Chefe do Estado-Maior da FAB, tenente-brigadeiro-do ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo. Foto: Everton Amaro

Para ele, voltar os olhos para a década de 1950, permite enxergar os desafios enfrentados para que hoje a indústria da defesa seja uma realidade no Brasil. “A visão estratégica da FAB, no presente e no futuro, é especialmente voltada à indústria da defesa”, afirmou.

Ao lembrar Alberto Santos-Dumont, que em 23 de outubro de 1906 realizou um voo com uma máquina mais pesada do que o ar, o 14-Bis, o tenente-brigadeiro ressaltou: “Isso prova que nós estamos sempre participando ativamente dos movimentos de vanguarda”.

Azevedo acredita que a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, foi o grande impulso para o investimento em pesquisa e desenvolvimento da indústria da defesa. “Não faz guerra quem depende do outro, mas sim quem domina a novidade. É a novidade gera a possibilidade de conquista e vitória”.

Foco em pesquisa e desenvolvimento

Reunião Comdefesa/Fiesp 04/03/;2013 - Foto: Everton Amaro

Da esq. p/ dir.: Beatriz Rosa, Carlos Erame de Aguiar, Jairo Cândido, tenente-brigadeiro-do-ar Azevedo, major-brigadeiro-do-ar Malta, brigadeiro-do-ar Machado e Walter Bartels. Foto: Everton Amaro

Na opinião do chefe de Estado-Maior, o Brasil obteve ao longo dos últimos 60 anos, competência e tecnologia para entrar no mercado internacional. “Adquirimos capacidade de conhecimento tecnológico que nos permite colocar um requisito à mesa da nossa indústria e ter como resultado final um produto que responde a esse requisito”, afirmou.

Citando o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica 2010-2031, o Tenente Brigadeiro ressaltou que o foco é a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico, a fim de tornar a indústria de defesa cada vez mais moderna e atualizada.

“Nos últimos 10 anos, a FAB contratou, somente em investimentos, R$ 9,5 bilhões com a Indústria Nacional”, informou, ressaltando que o Brasil está em processo de desenvolvimento do campo aeroespacial. “O campo aeronáutico abriu o seu leque de atividades e entramos no plano aeroespacial”.

Após apresentar alguns modelos de aeronaves e mísseis de alta tecnologia produzidos pela indústria brasileira, concluiu: “A doutrina básica da FAB atualmente é dependente da tecnologia de ponta”.

Também estiveram presentes à reunião: Beatriz Rosa, da Abimde; Carlos Erane de Aguiar, presidente do Simde e membro do  Fórum de defesa e segurança da Firjan; o General Div Mattioli, diretor do Deprod; o embaixador Rubens Barbosa; Jairo Cândido, diretor-titular do Comdefesa da Fiesp;  o major-brigadeiro-do-ar José Geraldo Ferreira Malta, comandante do IV Comando Aéreo Regional (Comar); o brigadeiro-do-ar Oswaldo Machado Carlos de Souza, diretor do Centro Logístico da Aeronáutica Celog; e Walter Bartels, da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).

Paulo Skaf em homenagem às Forças Armadas: ‘Agradecemos por tudo que fizeram e fazem pelo Brasil’

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em solenidade na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta sexta-feira (26/10), autoridades militares do governo foram reconhecidas pelo trabalho de manutenção da soberania nacional.

Receberam as homenagens os Comandantes das Forças Armadas: General de Exército Enzo Martins Peri; Almirante de Esquadra, Fernando Studart Wiener; e o Tenente-Brigadeiro-do-Ar, Juniti Saito. Em jantar oferecido pela entidade, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou a consideração pelas Forças Armadas pela soberania brasileira.

“Eu, como 2º Tenente de Infantaria do Exército, tenho de uma forma natural a importância das Forças Armadas. Um país de extensão continental – e com tantos desafios como o Brasil – não pode deixar de valorizá-las. Para nós, é uma honra promover este encontro”, discursou Skaf.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, discursa durante homenagem aos Comandantes das Forças Armadas do Brasil. Foto: Ayrton Vignola

Ao ressaltar a importância da indústria de defesa nacional, o presidente da Fiesp lembrou que a casa da indústria está à disposição das Forças Armadas. “A indústria de defesa brasileira está se recuperando depois de algumas décadas esquecida. E hoje temos empresas que deram a volta por cima, com potencial muito grande. E, sendo assim, oferecemos nossa ajuda da melhor forma possível”, acrescentou.

‘Missão precípua’

Em retribuição, o General de Exército Enzo Martins Peri disse que as Forças Armadas brasileiras, como instituições permanentes, têm plena noção de sua responsabilidade e não podem descuidar da defesa do país.

“Felizmente estamos em um continente que não tem conflito entre suas nações, mas temos que nos preocupar com nossa defesa, é nossa missão precípua. Estamos felizes por ver nos últimos tempos um despertar da indústria de defesa, o que alavanca o desenvolvimento tecnológico da indústria em geral”, sublinhou Enzo Martins Peri.

À direita, General de Exército Enzo Martins Peri recebe homenagem de Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Junior Ruiz

 O General de Exército comentou que é “significativa e tranquilizadora” a participação de empresas nacionais na indústria de defesa. “O Brasil tem o privilégio de também ter outras ações subsidiárias de apoio ao desenvolvimento nacional, e isso as confere um alto grau de credibilidade. Sempre contamos com a Fiesp como um poderoso apoio para nossas necessidades e no atingimento de nossas metas”, finalizou.

Estiveram presentes à homenagem autoridades militares e civis do governo; Oficiais-Generais da Secretaria de Produtos de Defesa; Comandantes Militares de Área; o diretor do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido; e outros diretores de departamentos da federação.

Zâmbia busca novos investimentos no Brasil

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Rupiah Bwezzani Banda, presidente da Zâmbia. Foto: Kenia Hernandes

Para ampliar as relações comerciais entre o Brasil e a Zâmbia, o presidente Rupiah Bwezzani Banda esteve na Fiesp nesta quarta-feira (17), acompanhado pelos ministros de Relações Exteriores, Comércio de Pesca, Educação, Minas e Energia.

A comitiva contou com a participação de 50 empresários zambianos e foi recepcionada pelo vice-presidente da federação das indústrias, João Guilherme Sabino Ometto.

Rupiah Banda destacou os avanços na economia de seu país, com uma média de crescimento de 5,2% ao ano, aumento da renda per capita e a queda dos índices de inflação. Mesmo com a crise econômica mundial, a Zâmbia registrou crescimento de 6,3% em 2009 e, para este ano, a expectativa é de um índice superior a 6,6%.

Exportações brasileiras

Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex. Foto: Kenia Hernandes

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, apresentou um panorama econômico brasileiro e das vendas de produtos nacionais para o mercado internacional, com destaque para o setor de alimentos. E ressaltou: “O Brasil é líder mundial na exportação de café, suco de laranja, açúcar, carne e aves e o segundo lugar na produção de soja e suínos”.

Para Giannetti, com o crescimento da demanda mundial de alimentos nos próximos anos, o mercado de agronegócio deve se tornar cada vez mais promissor, já que a expectativa é de que a necessidade de alimentos aumente em 102% nos próximos 35 anos.

Na opinião do diretor do Derex da Fiesp, o país africano poderá ser um grande produtor de etanol de cana-de-açúcar, combustível, segundo ele, muito mais energético do que os produtos fabricados com outros insumos, como o milho. “Com a consolidação da produção, a Zâmbia pode aderir à tecnologia flex para sua frota automotiva local”, sugeriu Giannetti.

Financiamentos

Ana Claudia Caputo, economista do BNDES. Foto: Kenia Hernandes

A economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ana Claudia Caputo, mostrou aos convidados a oferta de linhas de crédito para empresas que desejam ampliar suas vendas no mercado internacional.

No mês de julho, o BNDES concedeu R$ 72,7 bilhões em empréstimos, tornando-se um incentivo a mais para área de comercio exterior e internacionalização de empresas com custos e prazos diferenciados.

Entre as ações implementadas, Caputo destacou as seguintes linhas de crédito para exportação:

  • Pré-embarque: financiamento para produção de bens de capital destinados à exportação;
  • Pós-embarque: financia a comercialização de bens e serviços no exterior. A novidade é que importador tem acesso a essa linha de crédito.

A ação proporciona o fortalecimento das indústrias brasileiras na América do Sul e, também, a abertura de novos mercados, como os projetos de infraestrutura na África do Sul, Angola e Moçambique.

Patrice Candente, diretor da Embraer. Foto: Kenia Hernandes

Mercado aeronáutico

O crescimento da demanda de voos domésticos e a falta de aeronaves compatíveis para esse público foi o tema da apresentação de Patrice Candente, diretor de Marketing e Venda da Embraer da área comercial para África.

O mercado africano é composto por aeronave de grande porte que dificilmente consegue ter todos os assentos preenchidos. Para o executivo, a melhor alternativa seria a compra de aviões de pequeno porte, como E-jet ou os modelos do Legacy.

Antônio Carlos Neubarth, diretor da Embraer. Foto: Kenia Hernandes

Já para o setor de defesa, Antônio Carlos Neubarth, diretor de Marketing e Vendas da Embraer para o mercado de defesa na África, indicou alguns modelos de aeronaves de uso militar utilizados por países como Brasil, México, Angola, Colômbia, Indonésia e Equador.

Oportunidade 

Com o crescimento contínuo da economia local e queda da inflação, a Zâmbia aposta na troca de experiência com as instituições financeiras, como BNDES e a abertura de agências bancárias brasileiras.

Caleb Fundanga, presidente do Banco da Zâmbia. Foto: Kenia Hernandes

“Convido o governo brasileiro abrir uma agência bancária em nosso país”, disse Caleb Fundanga, presidente do Banco da Zâmbia. De acordo com ele, o grande desafio do país africano é propagar o sistema bancário para províncias rurais. Por isso, o governo pretende contar com o apoio do Brasil na elaboração deste projeto.

Além disso, a tecnologia e as pesquisas desenvolvidas pelo setor agrícola no Brasil são fundamentais para Zâmbia, cuja agricultura é de subsistência, sendo os principais produtos o algodão, café, cana-de-açúcar, tabaco, batata, milho e mandioca. O país utiliza apenas 15% das terras agricultáveis para o plantio.

Histórico

Com aproximadamente 11,6 milhões de habitantes, a Zâmbia declarou sua independência do Reino Unido há apenas 46 anos. Localizado entre sete países africanos – República Democrática do Congo, Tanzânia, Malawi, Moçambique, Zimbábue, Namíbia e Angola –, é porta de entrada para os empresários que desejam investir no mercado africano.

O país é também um dos maiores produtores de cobre do mundo. Base da economia local, o minério responde por 90% das exportações. O turismo internacional é outra fonte de renda, tendo como lugares mais visitados as Cataratas de Vitória e o Parque Nacional.