Segundo implante dentário mais vendido no Brasil é um produto pirata, diz vice-presidente da Abimo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As entidades representantes do setor odontológico estão se reunindo para fazer uma campanha junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra a pirataria, informou nesta quarta-feira (18/12) o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo), Knud Sorensen. Segundo ele, o segundo implante dentário mais vendido no Brasil é um produto falsificado.

“Há falsificação de produtos em vários casos. Tem fabricantes sendo porcamente falsificados”, afirmou Sorensen.  “Implante pirata é o que mais tem. É assustador”, completou.

O vice-presidente da Abimo participou de uma reunião com o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude), Ruy Baumer, e com o presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), Adriano Albano Forghieri. No encontro, os representantes da indústria de saúde fizeram um balanço do ano, analisaram as perspectivas do setor para 2014 e discutiram meios para combater a pirataria no setor odontológico.

Baumer: balanço do ano e debate sobre os principais problemas do setor. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Baumer: balanço do ano e debate sobre os principais problemas do setor. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Forghieri acredita que “se não houver todos os setores (da indústria da saúde) envolvidos, mesmo com divergências você consegue chegar a um denominador comum, tem força”.

Forghieri acrescentou que a Abimo, por meio da Fiesp, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), a APCD e outras entidades já fizeram uma primeira reunião com a Anvisa para “estabelecer mecanismos e metas para 2014 no sentido de combater esse tipo de situação que é clara no mercado”.

Em novembro deste ano, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou três suspeitos de manter um banco de ossos clandestino em Londrina, no norte do estado. Eles foram denunciados por armazenarem e comercializarem órgãos e tecidos humanos. De acordo com a polícia, os homens vendiam ossos e tecidos para dentistas de vários estados brasileiros.

“Havia uns sete (bancos de ossos), agora deve ter uns três ou quatro”, informou o presidente da APCD. “São partes de seres humanos, então tem de ter regras claras para isso. Pedimos a Anvisa que exerça uma autoridade mais forte nas entradas de produtos como esses por vias oficiais”, completou.

Esforço do governo para controlar inflação tem impacto negativo na indústria de odontologia, diz presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A julgar pelo cenário inflacionário de 2013, o governo deve trabalhar com um arroxo maior para controlar a inflação, medida que deve refletir, de maneira negativa, imediatamente na indústria de odontologia e nos prestadores de serviço do setor. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (18/12), por Adriano Albano Forghieri, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).

“Antecipamos uma visão de 2014 pelo que aconteceu em 2013 e pela própria perspectiva no âmbito governamental. Por meio dessa perspectiva negativa, vamos procurar novos mecanismos para amenizar essa situação ou impedir que ela se estabeleça”, afirmou Forghieri.

Ele se reuniu com o coordenador do Comitê da Cadeira Produtiva da Saúde (Comsaude), Ruy Baumer, na tarde desta quarta-feira (18/12) para conhecer as ações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) por meio do comitê.

Segundo Forghieri, os representantes das duas entidades estudaram possibilidades de parcerias. “No primeiro contato demos a ideia de desenvolver alguns fóruns relacionados à discussão sobre a odontologia hospitalar”, informou o presidente da APCD.

Também participou do encontro o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório, Knud Sorensen.

Da esquerda para a direita: Sorensen, Forghieri e Baumer: potencial para novos consumidores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A partir da esquerda: Sorensen, Forghieri e Baumer: mais consumidores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Classe média

Para Forghieri, o aumento da classe média pode ser um alento para a indústria de odontologia em 2014, uma vez que há potencial para novos consumidores de serviços hospitalares odontológicos particulares.

“Se isso se confirmar, vão faltar profissionais da saúde na prestação de serviço particular”, disse o presidente da APCD após a reunião com Baumer. “Melhorando o setor de prestação de serviços, automaticamente todos os setores envolvidos vão ter uma melhora. Existe um fator de efeito dominó muito positivo”, explicou.