Lei Paulista de Incentivo ao Esporte é debatida em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O objetivo é aprimorar a à Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. E não faltaram ideias para tanto na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte (Code), realizada na tarde desta quarta-feira (29/03), na Fiesp. O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Code, Mario Eugenio Frugiuele. E contou com a presença de convidados como o secretário-adjunto de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, Silvio Garcia Jr, entre outras personalidades.

“Temos duas frentes de atuação em relação à Lei Paulista de Incentivo ao Esporte”, explicou Garcia Jr. “A primeira é o detalhamento da legislação e a modernização dos procedimentos. A segunda envolve uma proposta de alteração do próprio decreto, aprimorando pontos engessados”.

Para colaborar com esse processo, a Fiesp, por meio do Code, apresentou propostas de aprimoramento da lei ao governo estadual. “É preciso profissionalizar o processo, criar uma atividade mais competitiva”, disse Frugiuele. “A qualidade vem com a concorrência”.

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A reunião do Code: aprimoramento da lei estadual de incentivo ao esporte. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Entre as ideias apresentadas pela federação, está abrir espaço para que pessoas jurídicas com fins econômicos e atletas pessoas físicas sejam proponentes de projetos esportivos segundo os critérios da lei,  não apenas associações, ONGs, federações e entidades similares ligadas à área.

Normas

Alvaro Almeida, da diretoria técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), foi outro convidado da reunião. E apresentou o trabalho da associação na segunda parte do encontro do Code.

A ABNT foi criada em 1940 e é uma entidade privada sem fins lucrativos, sendo reconhecida como o único foro nacional de normalização. A entidade trabalha como uma certificadora de produtos, sistemas e serviços, sendo a Fiesp uma de suas apoiadoras.

“A ABNT faz normas”, destacou Almeida. “Mas só atendemos os setores se eles quiserem ser atendidos, se houver muitas partes interessadas”, disse. “Assim, se houver consenso, buscamos atingir a melhor solução técnica possível”.

Dessa forma, a criação de uma norma pela ABNT é baseada em critérios como a simplificação, transparência, representatividade, paridade, voluntariedade, atualização e consenso.

E como é feita, na prática, a elaboração de uma norma? “O fluxo segue a seguinte ordem: demanda, programa de normalização, elaboração do projeto da norma, consulta nacional, análise do resultado da consulta nacional e finalização da norma”, explicou Almeida. “Estamos abertos às colaborações e pedidos de vocês, está tudo bem detalhado em nosso site: www.abnt.org.br”.


Lançamento da norma ABNT NBR ISO 14001:2015

Confira a apresentação realizada por Haroldo Mattos de Lemos, Superintendente do Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (ABNT/CB-38), durante o lançamento da norma ABNT NBR ISO 14001:2015 que ocorreu dia 26 de novembro de 2015 aqui na Fiesp.


Mais detalhes sobre as mudanças da nova versão da norma, faça o download da publicação elaborada pela Fiesp –  ISO 14001 – Sistemas da gestão ambiental – Requisitos com orientações para usoque apresenta os pontos principais da nova versão da norma ISO 14001, lançada em setembro de 2015.


Confira os detalhes sobre o lançamento da Norma, ocorrida na Fiesp, clicando aqui.

Fiesp assina Termo de Cooperação e Parceria com a ABNT

Agência Indusnet Fiesp,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) assinaram na segunda-feira (23/2) um Termo de Cooperação e Parceria com o objetivo de incentivar a adoção de normas e regulamentos por parte das empresas.

Como parte dos esforços, as instituições criaram em conjunto o Sistema de Gestão de Normalização, um projeto que auxilia, com informações, empresas no cumprimento da normalização de atividades exportadoras e importadoras.

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Diretores da Fiesp e da ABNT assinam termo de cooperação entre as instituições. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A iniciativa foi divulgada durante o seminário Estratégia para a Normalização de seus Produtos, realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), na sede da Fiesp.

O projeto oferece aos sindicatos filiados à Fiesp o acesso gratuito ao acervo de normas da ABNT por meio dos serviços ABNT Coleção e Sistema de Alerta de Normalização. 

Nova regra para reformas não traz custos extras para edifícios que seguem as leis

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Prevista para entrar em vigor nesta sexta-feira (18/04), a nova Norma 16.280 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) traz regras para reformas de edifícios. No entanto, para aqueles empreendimentos que já seguem as leis de segurança e controle predial existentes, não haverá custos extras, garantiu o diretor de insumos de tecnologia da vice-presidência de tecnologia e qualidade do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Marcos Velletri.

O Secovi-SP participou da comissão formadora da nova regra para reformas de prédios e outros empreendimentos. Segundo Velletri, a instituição foi responsável pelo texto base, o qual, após mais de um ano de análises e debates, resultou na norma.

“Para os edifícios que seguiam as leis já existentes e possuíam controle das alterações não haverá modificação alguma nos custos. Infelizmente este número de edifícios é muito reduzido”, explicou o diretor.

Com o título “Reformas em Edificações, Sistemas de Gestão de Reformas e Requisitos”, a nova norma respalda os responsáveis legais pelo edifício no que diz respeito à gestão de reformas. A regra estabelece como uma das diretrizes que toda reforma que altere ou comprometa a segurança da edificação e seu entorno precisa ser submetida à análise da construtora/incorporadora e do projetista, dentro do prazo decadencial (a partir do vencimento da garantia). Não respeitado o prazo, a obra deverá ter um laudo técnico assinado por engenheiro ou arquiteto.

“A norma não é um novo conceito e não cria novas regras, ela simplesmente documenta aquilo que legalmente já deveria ocorrer. Portanto não devemos entender como aumento de custo e sim como os reais custos necessários para garantir a segurança e a manutenção de desempenho dos edifícios”, esclareceu Velletri.

O diretor do Secovi-SP também defendeu que a norma se fez necessária por conta dos diversos acidentes envolvendo edificações e obras no país.

Um deles foi a tragédia na Avenida Treze de Maio, na região central do Rio de Janeiro.  No primeiro mês de 2012, três prédios desabaram matando 22 pessoas.  O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) apurou que uma reforma realizada na empresa Tecnologia Organizacional (T.O.), que ficava no 9º andar de um dos edifícios, foi a causa do desabamento dos três prédios.

“Com a cobrança da sociedade pela garantia da segurança, a norma fecha uma lacuna que havia, já que se houver um sinistro o responsável legal responde civil e criminalmente pela segurança da edificação”, explicou Velletri. “Não há porque não acreditar que [a regra] será bem recebida”, completou.

A norma 16.280 foi tema de encontro no dia 14/04 do Grupo de Trabalho de Segurança de Edificações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),  no final do mês passado. Liderado pelo diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Valdemir Romero, a equipe analisou na ocasião os itens da nova regra.

Pequenos serviços

O diretor do Secovi-SP esclareceu ainda que a norma 16.280 não exige laudos ou responsabilidades técnicas no caso de pequenos serviços, como uma pintura de apartamento.

“Para isto somente será necessária a solicitação formal ao responsável legal, no caso de condomínios o sindico, com a descrição do escopo do serviço que se pretende realizar, e, após a aprovação do mesmo, a reforma deverá ser realizada e posteriormente documentada, criando assim um acervo das alterações e os dados das pessoas envolvidas nessa intervenção”, explicou Velletri.

A regra muda, no entanto, para os serviços em altura, para os quais uma norma do Ministério do Trabalho exige responsável técnico.

Velletri alerta para o caso de serviços para redução de ruídos. Segundo ele, o barulho gerado em alguns edifícios são, em boa parte, “decorrentes do não atendimento aos manuais de uso e operação das edificações” para a diminuição do desempenho acústico do prédio.

Grupo de trabalho da Fiesp discute norma da ABNT para manutenção de edifícios

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os membros do Grupo de Trabalho de Segurança de Edificações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) analisaram nesta quinta-feira (27/03) a nova norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a manutenção de edifícios.

Segundo o assessor técnico do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Ronaldo Sá, a Norma ABNT NBR 5674 é uma norma técnica, com foco administrativo.

“A norma não define o percentual que tem que ser destinado à manutenção, não é papel da norma fazer isso. Mas ela define o que a organização tem que fazer, quais são os conteúdos básicos do relatório de inspeção, o que é um programa de manutenção”, explicou Sá.

Ele acrescentou que a norma ajuda o responsável legal pelo edifício a fazer um planejamento anual para a edificação, com previsão orçamentária. “Então ela não é uma norma 100% técnica, mas administrativa e seu conteúdo visa dar subsídio ao responsável legal da edificação para que ele planeje as suas ações”.

A reunião do Deconcic: investimento em segurança e normatização em debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião do Deconcic: investimento em segurança e normatização em debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para o coordenador do grupo de trabalho da Fiesp e diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Valdemir Romero, a norma de manutenção é fundamental para apoiar os trabalhos e pleitos do grupo por mais segurança de edifícios.

“Eu acho fantástico a gente ter uma norma de manutenção que venha a ajudar bastante o objetivo do nosso grupo de trabalho”, afirmou Romero. “Quando falamos em segurança de edificações, tudo que venha contribuir para essa pauta educacional é bastante positivo”, completou.

Ele defendeu ainda que o custo da manutenção não deve ocupar o topo da lista de preocupações. “Nós não temos que nos preocupar com custo e sim com segurança, porque o custo é consequência disso”, disse.

Reformas em edifícios

O grupo de trabalho liderado por Romero também discutiu a Norma ABNT NBR 16280 da ABNT – Reformas em Edificações, Sistemas de Gestão de Reformas e Requisitos. A medida também é nova e respalda os responsáveis legais pelo edifício no que diz respeito à gestão de reformas.

Segundo Sá, o objetivo da Norma ABNT NBR 16280 é garantir um controle mais efetivo das obras de reformas para que a segurança do edifício nãos seja afetada.

Publicada em 18 de março, a Norma ABNT NBR 16280 estabelece como uma das diretrizes que toda reforma que altere ou comprometa a segurança da edificação e seu entorno precisa ser submetida à análise da construtora/incorporadora e do projetista, dentro do prazo decadencial (a partir do vencimento da garantia). Não respeitado o prazo, a obra deverá ter um laudo técnico assinado por engenheiro ou arquiteto.

O assessor do Secovi alerta, no entanto, que se houver uma cultura de verificação periódica mais controlada das instalações, a segurança da edificação não será comprometida. “Se uma quadra, por exemplo, ficar cinco anos sem ninguém avaliar o seu estado, vai precisar de uma reforma corretiva com urgência e o custo será maior”, afirmou.

De acordo com o Alvaro Almeida, da gerência de Processo de Normatizações da ABNT, a associação está disposta a fazer uma grande divulgação das novas normas.

O GT também tratou da lei estadual do Rio de Janeiro de nº 6.400, de 05 de março de 2013, que determina a realização periódica por autovistoria a ser realizada pelos condomínios ou por proprietários dos prédios residenciais, comerciais e pelo poder público, nos prédios públicos, incluindo estruturas, fachadas, empenas, marquises, telhados e obras de contenção de encostas.

“O Rio de Janeiro já tem na prática o que nós queremos na lei federal”, disse Hilton Moreno, consultor do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação, Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel).

Verificação de Gases de Efeito Estufa é um diferencial, diz especialista em seminário na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Se enquadrar na legislação pela redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) não é apenas uma barreira para a empresa que cumpre as regras, mas um diferencial, afirmou, nesta quinta-feira (05/12), Julio Jemio, consultor de projeto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para verificação do GEE. Segundo ele, atender à regulação pode render para a empresa ao menos quatro oportunidades.

“Uma delas é a oportunidade operacional. Uma vez que você faz um inventário de emissão de GEE, isso lhe dá o necessário para fazer um projeto que pode incluir o uso de novas tecnologias, o que vai trazer eficiência energética”, explicou Jemio ao participar do Seminário Gestão de Gases de Efeito Estufa, organizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Juntos, a ABNT e o BID criaram o projeto Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.

Jemio: novas tecnologias e eficiência energética em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jemio: novas tecnologias e eficiência energética em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O consultou afirmou que, com a gestão sobre as emissões de GEE, a empresa pode planejar o futuro, já que “todo o inventário tem também a finalidade de prover informações para um planejamento estratégico”.

Há ainda oportunidades regulatórias, defendeu Jemio, uma vez que o mundo caminha no sentido de redução de emissões, com as grandes corporações adotando métodos mais limpos de produção não só para cumprir a lei, mas também para reduzir custos e ganhar competitividade de mercado.

“Não vai demorar muito para que todo o Brasil ande no sentido de redução de GEE. Se a empresa não se atualizar, ela simplesmente vai ser pisoteada”, alertou.

Mais credibilidade

Segundo Jemio, as empresas que utilizam a gestão de emissão de GEE como estratégia ganham maior credibilidade. “Há uma oportunidade competitiva, um diferencial no mercado e na publicidade. Empresas que se declaram verdes já conquistaram um diferencial, uma vantagem”, argumentou.

Ele defendeu ainda as oportunidades financeiras que uma boa gestão de emissões pode gerar a uma empresa. De acordo com o consultor, “se uma empresa tem todas as informações num inventário, ela identifica onde pode reduzir e essa redução vai ter uma repercussão direta nos custos”. “Se a empresa utilizar um tipo de lâmpada que emita menos energia, ela vai emitir menos, mas também vai pagar menos”, completou.

Também consultora do projeto da ABNT com o BID, Isabel Sbragia apresentou os princípios para contabilização e elaboração de inventários, limites organizacionais e operacionais, identificação e cálculo das emissões, relatório, verificação, gestão e redução das emissões.

Crédito de carbono

Apesar da agenda positiva para o envolvimento de empresas na economia de baixo carbono, o representante da Odebrecht, Alexandre Baltar, lançou um contraponto ao afirmar que o mercado de crédito de carbono “está parado” já que os preços despencaram.

“Como a demanda diminuiu e a oferta aumentou o preço foi para praticamente zero, ninguém vende. Quem pode gerar credito está aguardando para ver o que vai acontecer”, explicou.

Baltar apresentou os desafios da gestão de emissões no setor de engenharia e construção. Ele usou exemplo de uma obra da Odebrecht onde houve redução de emissão de GEE com a criação de padrões para o uso de caminhões nas instalações do projeto.

“Tivemos um caso em Angola onde testamos isso e reduzimos 15% de diesel colocando esses critérios. Demos premiações para os mais eficientes”, afirmou.

Fiesp recebe seminário sobre Gestão de Gases do Efeito Estufa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta quinta-feira (05/12), a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) recebeu o Seminário sobre Gestão de Gases Efeito Estufa. Durante o evento, foi apresentado o projeto de Fomento a Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil, que é desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), em parceria com a Fiesp.

A sessão foi aberta por Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. Hirose apresentou a entidade e os projetos ligados às alterações climáticas que vêm sendo desenvolvidos desde 2009, quando a Fiesp criou o Comitê de Mudanças do Clima, coordenado pelo segundo vice presidente da entidade,  João Guilherme Sabino Ometto.

Hirose chamou a atenção para o envolvimento das pequenas e médias empresas diante do assunto. Para ele “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Ensinar o pequeno e médio empresário a cuidar das emissões de gases do efeito estufa não é, para Hirose, apenas uma questão ambiental, mas também uma questão financeira.

Em seguida, o consultor da ABNT e do BID Julio Jemio, apresentou o projeto em si. Ele esclareceu que são três os grandes objetivos: preparar a ABNT como um órgão de validação e verificação de gases de efeito estufa na América Latina, desenvolver a implementação dos programas de gestão do efeito estufa em pequenas e médias empresas e disseminar as informações desenvolvidas para o projeto.

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para tanto, a ABNT desenvolveu cursos internos e também um guia, que deve ser publicano no ano que vem, com apoio do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para formar consultores e verificadores, além de orientar empresários na realização de inventários de emissões dos gases do efeito estufa.

Segundo Jemio, a meta é que a ABNT, através de suas parcerias, subsidie parte desses inventários para pelo menos 220 empresas e que os verificadores formados por ela não tenham ligação com os consultores, para que a avaliação seja 100% isenta, podendo ser aplicada a toda e qualquer empresa interessada.

Preparação para as mudanças

A terceira palestra do encontro foi feita pela também consultora Isabel Sbragia, que apresentou o histórico dos efeitos e protocolos que motivaram o desenvolvimento do projeto. “A influencia do homem no meio é muito grande e nós temos que ver o que estamos fazendo. E se [o aquecimento global] está acontecendo por nossa causa ou por causa natural, a gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”, afirmou Sbragia.

Isabel: “A  gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Isabel: “A gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A especialista esclareceu que a principio o projeto estaria focado no mercado de carbono, mas, em função de mudanças no cenário internacional e da dificuldade que as pequenas e médias empresas teriam de se inserir nesse mercado, os planos foram alterados.

“A gente quer que a pequena e a média empresa olhem para as mudanças que podem ser feitas”, afirmou a palestrante sobre o foco definitivo do projeto de Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.


ExpoNorma tem o apoio da Fiesp e do Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp

O Centro de Eventos Frei Caneca, sediará, nos dias 30 e 31 de outubro, a ExpoNorma. Evento organizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e que conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

A ExpoNorma tem como objetivo principal mostrar que a utilização das normas técnicas promove mudanças positivas nos negócios. Nesse sentido, serão promovidas exposições, cursos e também um congresso onde se debaterá três temas específicos: rotulagem ambiental, sustentabilidade e segurança.

Para saber como aproveitar esses benefícios e também toda a programação da ExpoNorma, acesse:  http://www.exponorma.com.br

Serviço

Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569, 4º andar, São Paulo – SP

Data: 30 e 31 de outubro de 2013.

Site: http://www.exponorma.com.br

Empresas preparadas para gerir gases de efeito estufa terão vantagens competitivas, afirma diretor da Fiesp em seminário

Ariett Gouveia e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado nesta quarta-feira (04/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Gestão dos gases de efeito estufa: um novo mercado para pequenas e médias empresas”.  O encontro foi mediado por Mario Hirose, diretor da divisão de Mudanças Climáticas do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição.


Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp

Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Durante seu discurso, Hirose ressaltou a importância do tema.  “A Fiesp  sabe que questões relacionadas à gestão dos gases de efeito estufa são de extrema importância para a competitividade de um novo mercado que está surgindo”, afirmou.

Segundo Hirose, já em 2014 muitas empresas vão exigir a contabilização dos efeitos dos gases estufa por parte de empresas fornecedoras. “Sendo assim, as empresas preparadas para essa demanda serão diferenciadas e terão vantagens competitivas”.

De acordo com o diretor do departamento, países como China e Estados Unidos começam, nesse momento, a dar mais atenção a esse tema, que “está muito próxima de toda a cadeia produtiva da indústria”.

Para ele, todas as cadeias produtivas precisam estar preparadas para o novo mercado que está nascendo. “A gestão do gás é uma das ações estratégicas das grandes empresas. Entretanto, sua implantação e difusão é ainda um desafio para as empresas de menor porte”, afirmou.

Hirose falou também sobre as ações realizadas DMA/Fiesp. “Preparar os empresários e empresas para uma atuação melhor na questão ambiental é um dos focos. A questão ambiental é uma questão de sobrevivência e competitividade para algumas empresas”.

Ao participar do seminário, Marco Antonio dos Reis, diretor titular adjunto do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, explicou a atuação do departamento.

“Noventa e nove por cento  das indústrias, das 100 mil que existem no Estado de São Paulo, são pequenas e médias. Trabalhamos para representar esse setor tão importante da economia. Capacitamos empresas e sindicatos. Realizamos salas de crédito e, anualmente, fazemos o Congresso das Pequenas e Médias Indústrias, que acontece dia 10 de outubro”, disse.

Em seguida, Júlio Jemio, consultor do projeto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de fomento e gestão dos gases de efeito estufa, explicou o funcionamento do projeto. “O projeto do ABNT/BID visa conscientizar as pequenas e micro empresas sobre a importância da gestão consciente dos gases de efeito estufa.”

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.


Jemio detalhou objetivos da empreitada: “preparar a ABNT para ser o primeiro organismo para a validação e verificação de gases de efeito estufas na indústria brasileira, disseminar informações e conhecimentos do projeto e, por fim, desenvolver a implantação do Programa de Gestão dos Gases do Efeito Estufa em pequena e média empresa”.

No fechamento do encontro, Stefan Jacques David, consultor de sustentabilidade e meio ambiente da Abividro e gerente de negócios da MGM Innova, trouxe um pouco da sua experiência nas duas instituições para alertar os empresários sobre a necessidade de “fazer a lição de casa” com relação às emissões de carbono. “Muitos disseram que as mudanças climáticas eram balela, interesses de determinado país, mas isso é passado, ficou para trás. Não se discute mais isso, é irreversível. A questão, agora, é como se preparar para o cenário regulatório e para a competição internacional, em que o carbono já faz parte”, declarou.

“Se eu quiser me preparar para o futuro, eu preciso aprender a gerenciar as emissões de carbono. Não adianta só pensar em eficiência energética e melhoria de processos. Se não trabalhar na gestão do carbono, provavelmente, vai ter problemas”, concluiu.

Norma Técnica sobre Mercado Voluntário de Carbono é lançada na Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O mercado voluntário de créditos de carbono passa a contar com uma regra própria, a ABNT NBR 15948:2011, lançada no último dia 1º, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, em encontro realizado na Fiesp.

Para o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono da ABNT, Marco Antonio Fujihara, “mercado bom é mercado regulado, que estabelece as regras do jogo. Este é um primeiro passo que permitirá que o Brasil ingresse em um novo patamar de redução de emissões, de modo que as empresas não apenas forneçam créditos, mas também possam comprá-los”.

O especialista explicou que foram constituídos três grupos na elaboração da norma: um conceitual, o segundo sobre o mercado financeiro e o terceiro dedicado a aspectos legais. Um quarto grupo está se formando somente para tratar de florestas.

“O mercado de carbono está em gestação, mas é importante ter normas que reflitam a realidade local, que auxiliem na governança interna”, refletiu Guilherme Fagundes, gerente de Produtos Ambientais da BM&F Bovespa. Em sua opinião, a sustentabilidade deve fazer parte da diretriz da empresa que será demandante dos créditos.

A posição teve a concordância de Carlos Santos Amorim, diretor de Relações Externas da ABNT: “Tem peso no mercado externo a preocupação com a sustentabilidade. Queremos levar esta norma no âmbito da ISO, auxiliando na construção de políticas públicas”.

Para Manoel Francisco Pires da Costa, conselheiro do Instituto Roberto Simonsen e ex-presidente da BM&F, a norma não só beneficia o meio ambiente como cria um mercado primário, um instrumento financeiro para equilíbrio maior na preservação do meio ambiente.

A norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no País. O objetivo da NBR é ser uma ferramenta que facilite o acesso das organizações a este mercado e que seja um instrumento financeiro.

ABNT e Fiesp lançam norma técnica sobre Mercado Voluntário de Carbono

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O mercado voluntário de créditos de carbono passa a contar com uma regra própria, a ABNT NBR 15948:2011, que será lançada nesta quinta-feira (1º/12), na Fiesp, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, com a entrega de um exemplar a cada participante.

A norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no país, o que inclui transparência de informações e registro de projetos também.

O objetivo da NBR é ser uma ferramenta que facilite o acesso das organizações a este mercado. Para o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono da ABNT, Marco Antonio Fujihara, este “é um primeiro passo que permitirá que o Brasil ingresse em um novo patamar de redução de emissões, de modo que as empresas não apenas forneçam créditos, mas também possam comprá-los, contribuindo ainda mais no combate às mudanças climáticas”.

Serviço
Data/horário: 1º de dezembro, quinta-feira, das 9h às 11h30
Local: na sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313, capital
Mais informações: https://www.fiesp.com.br/agenda/ 

Organizações confirmam presença em congresso e exposição da ABNT

Agência Indusnet Fiesp (com informações de  Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT)

O Exponorma – Congresso e Exposição, evento que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) realizará nos dias 18 a 20 de outubro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, terá como tema “Normas técnicas: construindo confiança global”, o mesmo do Dia Mundial da Normalização, celebrado em 14 de outubro.

Desde a primeira edição, em 2007, o Exponorma comemora no Brasil a data dedicada aos especialistas que oferecem seus conhecimentos para a elaboração de normas técnicas mundo afora. O objetivo este ano é mostrar que produtos ou serviços que atendem às especificações ou aos requisitos de uma norma técnica tornam-se mais confiáveis, porque incorporam características essenciais relacionadas à qualidade, segurança e eficiência, entre outras.

Já confirmaram a participação como expositores: Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati); British Standards Institution (BSI); Instituto Aço Brasil (IABr), Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral no Estado de São Paulo (Sinafer). O BSI, que estreia este ano, é um grupo com sede em Londres, na Inglaterra, e escritórios em várias partes do mundo. Atua na prestação de serviços de certificação, treinamentos e normalização.

O evento conta até agora com os seguintes patrocinadores: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Petrobras, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Os interessados em participar do congresso podem fazer inscrições pelo site www.exponorma.com.br.

Foro Nacional

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação em 28 de setembro de 1940 e confirmado pelo governo federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela publicação das Normas Brasileiras (NBR), elaboradas por seus Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) ou pelas Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE) por ela credenciados.

Os comitês são organizados numa base setorial, por área de conhecimento, ou para tratar de temas de normalização que interessem a diversos setores, como é o caso da Qualidade, da Gestão Ambiental e da Responsabilidade Social. Atualmente, a ABNT reúne 160 comitês técnicos e mantém um acervo com cerca de 10 mil normas.

Normatização do mercado voluntário de carbono é tema de debate do Cosema/Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Marco Antonio Fujihara durante reunião do Cosema/Fiesp

A normatização da venda do mercado voluntário de carbono brasileiro foi o tema apresentado pelo especialista em mudanças climáticas e conselheiro da Fiesp, Marco Antonio Fujihara, nesta terça-feira (24), durante a reunião mensal do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, na sede da federação.

Durante o encontro, Fujihara destacou que o projeto teve inicio após uma proposta apresentada por representantes do Cosema.

No dia 7 de abril de 2010, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceira com a Fiesp, lançou a Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono (ABNT/CEE-146). A iniciativa resultou na normalização, inédita, das diretrizes do mercado voluntário interno de carbono.

“Eu não conheço nenhum país no mundo com uma norma que ofereça total transparência no processo de comercialização de carbono”, disse o especialista. E completou: “A ideia dessa normatização é oferecer aos mercados voluntários um norte de regulamentação”.

Walter Lazzarini, presidente do Cosema, agradeceu a presença dos representantes da ABNT e cumprimentou os conselheiros pela iniciativa, pioneira, de normatizar a regulamentação do mercado voluntário de carbono.

“Quero parabenizar, em nome do nosso Conselho, pela dedicação, competência e esforço e pelo trabalho executado. Aqui se iniciou essa ideia. Esse trabalho deve continuar e ser consolidado”, analisou Lazzarini.

Fujihara agradeceu a confiança e o apoio dos representantes do Cosema. “Muito obrigado pelo conselho ter delegado essa responsabilidade ao nosso grupo e esperamos ter cumprido os objetivos e ter feito corretamente o nosso dever de casa”, disse Fujihara.

O lançamento oficial da ABNT/CEE-146 acontecerá no mês de agosto. Para facilitar as negociações com o mercado internacional, a ABNT disponibilizará uma versão da normatização em inglês.

ABNT faz lançamento nacional da NBR ISO 26.000 na Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançará nesta quarta-feira (8), em português, a NBR ISO 26.000 – Diretrizes sobre responsabilidade social. O evento será na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A Norma Internacional resulta do trabalho da ABNT em parceria com o organismo de normalização da Suécia (SIS). O lançamento mundial realizado pela International Organization for Standardization (ISO), ocorreu no dia 1º de novembro, em Genebra (Suíça).

No Brasil, o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp acompanhou o desenvolvimento da ISO 26.000, que contém orientações sobre temas-chave da responsabilidade social, tais como:

  • Governança;
  • Transparência;
  • Ética;
  • Sustentabilidade;
  • Engajamento dos stakeholders;
  • Operações justas de comércio e voluntariado;
  • Leis internacionais e locais aos direitos humanos;
  • Normas internacionais de conduta seguindo padrões da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A ISO também contempla um guia de integração para diagnóstico, revisão e melhoria de práticas, com ferramentas e sugestões de como as ações podem ser comunicadas. As diversas orientações objetivam enfatizar a credibilidade da organização em torno do tema.

Serviço
Lançamento da Norma ABNT – ISO 26.000 de Responsabilidade Social
Data/horário: 8 de dezembro de 2010, das 9h30 às 13h30
Local: Sede da Fiesp, Avenida Paulista, 1313 – 15º andar, no Salão Nobre da Fiesp

Comissão especial começa criar norma para mercado voluntário

Agência Indusnet Fiesp

Sob o número 146, foi constituída nesta quarta-feira (7), na sede da Fiesp, a Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

“Hoje temos um mercado incipiente, regulado por padrões internacionais”, explicou o especialista em Mudanças Climáticas e consultor da Fiesp, Marco Antonio Fujihara. Daí a necessidade de se criar regras adaptadas à realidade do País para compradores e vendedores do mercado de carbono. “Mercados bons são aqueles regulados”, defendeu o especialista.

Nomeado coordenador da Comissão, Fujihara informou que o grupo se reunirá duas vezes por mês até finalizar o processo de criação da norma que irá reger o mercado voluntário.

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, reforçou que o setor privado brasileiro está consciente das transformações que as mudanças climáticas estão provocando no panorama global. “Por isso a Fiesp, em conjunto com a ABNT, está tomando a inédita iniciativa de criar normas para regulação do mercado voluntário de carbono”, justificou.

Ele acredita que a criação de uma norma voltada para a estruturação de um mercado de carbono interno pode trazer inúmeros benefícios ao País. “Existe uma tendência de que indústrias e empresas de grande e médio portes sigam normas credenciadas e certificadas pela ABNT, pois entende-se que estas estão trazendo credibilidade para as corporações”, completou.

Norma

Maurício Prado Alves, da ABNT e membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), acredita que a norma deverá estar pronta em um ano. Segundo ele, o trâmite precisa envolver distintos setores da sociedade.

“Este é um daqueles assuntos que desafiam o mundo empresarial, e a criação da norma é importante para ordenar o mercado voluntário. Temos consciência de que podemos participar desta nova economia de baixo carbono”, defendeu.

Na bolsa

Coincidindo com a criação da Comissão, a BM&FBovespa realiza nesta quinta-feira (8) o primeiro leilão de créditos de carbono do mercado voluntário, ainda com normas internacionais.

O gerente de produtos ambientais da bolsa, Guilherme Fagundes, lembrou que este será um ano interessante para o País e ressaltou que “a criação de norma brasileira será muito significativa para o mercado”.

Ele acredita que a Comissão poderá atuar como plataforma de discussão das partes relacionadas ao tema. “Hoje temos muitas iniciativas que não se conversam, e a Comissão será esta ponte”, explicou.

Representando o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o secretário de Tecnologia Industrial, Francelino Gandro, destacou que “o desenvolvimento no Brasil tem quer ser sustentável”.

Para o coordenador da Secretaria de Energia e Saneamento do Estado de São Paulo, Jean Negri, a iniciativa da Fiesp e da ABNT vai ao encontro do que o Estado está fazendo no que se refere à Política Estadual de Mudanças Climáticas.