‘Temos muito o que evoluir’, diz vice-presidente da Fiesp na abertura de seminário e 20ª Semana do Meio Ambiente

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“O tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. Foi assim, com um convite ao debate, que foi aberto o Seminário “A indústria recicla – Sistemas de Logística Reversa em Operação no Brasil”. Quem destacou o assunto foi o vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da federação, Nelson Pereira dos Reis, que deu as boas-vindas aos participantes do encontro. O seminário faz parte da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, iniciada na manhã desta terça-feira (05/06).

Reis lembrou que a relação da indústria paulista com a causa do meio ambiente começou em 1973, quando foi formada uma comissão temática. “Criamos uma área ambiental antes que o poder público o fizesse em São Paulo”, disse. “Nossa atuação institucional chega ao âmbito internacional”, destacou.

Segundo ele, é importante trabalhar para que a legislação e as normas “tenham consistência técnica e viabilidade de realização”. “Também publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas, como a realização do 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental”.

Para Reis, “o tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. “Temos muito o que evoluir”, disse.

Vereador de São Paulo, Gilberto Natalini também participou da abertura do seminário e da Semana do Meio Ambiente.

“As leis têm que pegar”, afirmou. “Que a gente possa preservar a nossa casa comum”.

Natalini disse “admirar muito a Fiesp”. “Vocês discutem questões de vanguarda, por isso venho aqui sempre que convidado”.

Deputado federal pelo estado, Arnaldo Jardim foi outro participante.  “Prefiro ver o copo meio cheio, isso dá sentido ao que ainda temos que fazer”, disse. “Temos uma das legislações mais completas do mundo na área ambiental”, afirmou. “Quero saudar a Fiesp pela militância e compromisso”.

Primeira palestra

Após a abertura dos eventos, foi realizada a primeira palestra do seminário. O tema foi a “Logística Reversa de Eletroeletrônicos”, abordado pelo gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin.

Brescansin destacou a atuação da Green Eletron, entidade civil criada pela Abinee para debater questões como a legislação, eficiência e segurança em relação ao uso de itens como pilhas e baterias, sempre discutindo que destino dar aos eletrônicos descartados.

“Temos termos de compromisso assinados com o estado de São Paulo para expandir o sistema de logística reversa de eletroeletrônicos”, disse.

Dessa forma, existem 20 pontos coletores da Green Eletron na capital, instalados em shoppings, escolas e praças públicas, por exemplo. “Vamos avaliar, numa segunda fase, se o comércio é o melhor ponto para o descarte de eletroeletrônicos”.

Outra ação recente foi a parceria com o Movimento Greenk, criado com a missão de conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo eletrônico. “Fizemos uma parceria para coleta de materiais, ações educacionais para 80 escolas e até uma gincana para levar eletroeletrônicos”, disse. “Foram 74 toneladas coletadas na feira Greenk Tech Show, entre 25 e 27 de maio últimos”.

Agora, a próxima missão da Green Eletron é gerenciar, durante um ano, 15 coletores em praças municipais em São Paulo.

Para conferir a programação completa da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, é só clicar aqui.

Reis (ao centro): “Publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Entrevistas – Política de Resíduos Sólidos e Seus Avanços

Confira as entrevistas concedidas à Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha sobre a Política de Resíduos Sólidos e Seus Avanços.

Palestrante:  Anicia Pio,  gerente do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp  – 08/03/2017

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Palestrante: João Carlos Redondo, diretor da Área de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)

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Palestrante: Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe)

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Palestrante: Rui Ricci, diretor executivo do Sindicato Interestadual do Comércio de Lubrificantes (Sindilub)

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Na Abinee, Skaf defende união para barrar aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), participou nesta quinta-feira (17) da reunião da diretoria plenária da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Em seu discurso, defendeu a união de entidades empresariais, como a Abinee e a Fiesp, para impedir o aumento da carga tributária, por exemplo com a recriação da CPMF, proposta pelo Governo Federal.

Skaf disse que é preciso buscar “sinergia total, força total, unidade total de forma a combater tudo aquilo que vier a prejudicar o setor”. Depois de derrubar as dificuldades, é preciso achar uma agenda positiva. “Na nossa visão, quanto menos imposto e quanto menos burocracia, melhor”, disse Skaf. Se há estímulo e as pedras são tiradas do caminho, o país “bomba”, afirmou.

Skaf disse que vai gastar a sola de sapato e se dedicar muito à conversa no Senado e na Câmara, usando a credibilidade da Fiesp, para barrar o aumento de impostos e a retirada de recursos do Sistema S.

Não permitir o aumento de impostos, segundo Skaf, tem dois efeitos positivos. Obriga o Governo a cortar realmente as despesas e parar de enganar, trazendo ganhos para a competitividade. Também leva o Governo a cumprir seu papel de diminuir os gastos e tentar reduzir o tamanho do Estado.

Em relação ao Sistema S, afirmou que Sesi e Senai funcionam, sendo os verdadeiros responsáveis pela educação profissional no Brasil. Deu como exemplo a vitória brasileira no torneio mundial da formação profissional WorldSkills São Paulo 2015, em agosto, graças aos alunos do Senai, em especial os paulistas.

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, durante reunião na Abinee. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Presidente da Fiesp prestigia exposição sobre os 50 anos da Abinee

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, participou, na noite desta segunda-feira (23/09), da cerimônia de abertura da exposição “50 anos da Abinee”, da Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, na sede da federação, na Avenida Paulista. Além de parabenizar a associação pelo seu cinquentenário, Skaf afirmou que a mostra é uma oportunidade de “entrar num túnel do tempo”, por conta dos objetos de todas as épocas expostos.

“Cabe a mim reiterar o apoio inconteste que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”, disse Skaf. “Contem comigo e com todas as nossas entidades”. Segundo ele, “as bandeiras da Abinee defendem a competitividade do Brasil”.

Skaf: “Cabe a mim reiterar o nosso apoio inconteste que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf: “Cabe a mim reiterar o apoio que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Na ocasião, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, agradeceu à Fiesp pelo espaço para a exposição. E também destacou que a “luta pela competitividade tem sido uma constante no setor”. “Nossas políticas são de longo prazo, visando a competitividade da indústria”, disse.

De acordo com Barbato, há muito trabalho pela frente nos próximos 50 anos. “O setor saberá superar os desafios olhando para o futuro com otimismo”, afirmou.

Entre os demais convidados da abertura da exposição estavam nomes como o secretário de Estado da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, e o ex-presidente da Abinee Paulo Velhinho.

A exposição

A mostra “50 anos da Abinee” ficará em cartaz no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso até o dia 13 de outubro. E traz objetos e documentos de todas as épocas.

Estão lá, por exemplo, gravadores de fita cassete, extensões elétricas, um protótipo de um chuveiro elétrico de 1948, aquecedores, motores elétricos, caixas registradoras, máquinas de escrever, telégrafos, toca discos e até um gramofone.

Não faltam ainda celulares, plugues e tomadas, entre outras peças.

Fiesp realiza missão de empresários do setor de segurança à China

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Os empresários brasileiros vão conhecer os destaques da indústria de segurança da China. E o que é melhor: no próprio país da Grande Muralha. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizará, com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), a “Missão Empresarial de Segurança à China”. A viagem, coordenada pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, está programada para o período entre 24 de outubro e 04 de novembro de 2013. No roteiro, cidades como Shenzhen, Shangai e Hong Kong.

“Será uma missão de prospecção tecnológica”, explica o diretor titular do Deseg na Fiesp, Ricardo Lerner. Segundo ele, os empresários participantes da missão vão visitar fábricas e serviços públicos na área, como a central de monitoramento da polícia de Hong Kong.

Isso além da feira China Public Security Expo 2013, a maior do setor no mundo, em Shenzhen, nos dias 29, 30 e 31 de outubro. “O evento, com 1,5 mil expositores, é uma referência em segurança pública e privada”, diz Lerner.

A ser realizada no Centro de Exposições e Conferências de Shenzhen, a China Public Security Expo 2013 reunirá empresas de vídeo, software, telefones, equipamentos contra incêndio, sensores, detectores, sistemas de GPS, servidores, sistemas de identificação por impressão digital, face, íris e biológica e equipamentos de polícia, entre outras.

De acordo com o diretor titular do Deseg, Shenzhen é um polo de produção de artigos de segurança, sendo sede de empresas conhecidas na área, como ZTE, Sony e Huawei, entre outras. “Vamos visitar fábricas de alarmes, câmeras, conhecer sistemas de monitoramento”, afirma.

Modelos de interação entre a segurança pública e a iniciativa privada também serão alvo das visitas dos empreendedores brasileiros.

Ao longo do tour, haverá acompanhamento técnico, inclusão da empresa no catálogo oficial da missão e serviço de tradução para todos os viajantes. Isso além de serviços básicos como hospedagem e transporte incluso em todos os deslocamentos.

Segundo Lerner, já são 20 empreendedores com o passaporte pronto para a viagem. Ficou interessado? Pode entrar em contato com o Deseg na Fiesp para mais informações até o dia 30 de setembro.

Serviço

‘Missão Empresarial de Segurança à China’

Quando: Entre os dias 24 de outubro e 04 de novembro

Telefone para Informações: (55) (11) 3549-4771

E-mail: deseg@fiesp.org.br

Indústria elétrica e eletrônica tem projeção de crescimento de 6% em 2012

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Humberto Barbato: setor tem oportunidade de crescimento nos grandes eventos esportivos que serão realizados no Brasil. Foto: Everton Amaro

Durante a abertura do “Seminário de Tecnologia em Segurança Brasil e Alemanha”, que aconteceu na manhã dessa segunda-feira (10/09), na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, mostrou-se otimista em relação ao mercado de segurança eletrônica.

De acordo com ele, o desempenho do setor eletrônico, especificamente na área de produção, representou R$ 710 milhões no em 2010 e R$ 830 milhões no ano de 2011. A projeção para 2016 é de R$ 1,8 bilhão.

“Num primeiro momento esse números podem parecer pequenos, mas eles são muito representativos, pois o crescimento médio nos últimos anos tem sido de 14% e o estimado até 2016 é de 16%. É aí que eu vejo o grande potencial do Brasil”, afirmou.

Segundo o presidente da Abinee, em 2011 o faturamento do setor correspondeu a R$ 135 bilhões – as exportações foram de U$ 7,9 bilhões e as importações de U$ 40,1 bilhões. A indústria eletroeletrônica gera 183 mil empregos diretos. Já o faturamento por empregado está na ordem de R$ 737 mil por ano.

As projeções de faturamento para esse setor da indústria em 2012 é de 6% de crescimento e de empregos diretos, mais 1%. “Embora esse ano não seja de grande crescimento industrial, ainda assim a Abinee acredita que podemos chegar aos 6%, considerando-se que no início do ano nós acreditávamos num crescimento de 13% de faturamento”, disse Barbato, explicando que, por conta do aumento significativo de produtos importados, não mais se utiliza o faturamento como critério para demonstrar o crescimento da indústria. “Isso não significa crescimento da atividade industrial, mas sim o crescimento dos negócios, o que significa que o país está crescendo”, afirmou.

Barbato enxerga uma grande oportunidade de crescimento do setor em função de grandes eventos que têm o Brasil como anfitrião (Copa-2014 e Jogos Olímpicos Rio-2016) e lembra as medidas que estão sendo adotadas pelo governo para favorecer o consumo e baixar os custos de produção no Brasil. “É um mercado que se tem muito a fazer, muito a trabalhar. São oportunidades espetaculares que se apresentam no mercado brasileiro desse segmento”, concluiu.

Empresários: pacote do Governo deixa a desejar

Presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto: solução passa também pela política cambial

O pacote de incentivos para aumentar a competitividade da indústria, anunciado ontem (03/04) pelo governo federal, não trouxe medidas efetivas para combater a desindustrialização em curso no país. Esta é a avaliação de empresários que participaram do Grito de Alerta, manifesto realizado nesta quarta-feira (04/04) em São Paulo.

Luiz Aubert Neto, da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse sentir falta de mais detalhes sobre as ações relacionadas à política cambial. “Com o câmbio desvalorizado entre 1% e 2% ao mês, por exemplo, no final do ano teríamos uma taxa razoável”, sugeriu.

Para Carlos Frederico Faé, empresário do setor têxtil e diretor-titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Americana, os incentivos anunciados são válidos, mas ainda são insuficientes para atender às necessidades da indústria.

“Desonerar a folha de pagamento é bom, mas não vai alavancar as vendas e incentivar novos investimentos. Eu deixo de pagar imposto na folha, mas devo pagar sobre o faturamento. O necessário é uma medida mais drástica de redução da carga tributária e simplificação do sistema de tributação. A carga é muito alta e fica impossível competir com os produtos importados”, afirmou Faé.

De acordo com o diretor regional do Ciesp de Botucatu, Edinho Batistão, que atua no segmento de reciclagem, o pacote é uma medida paliativa. “O que a gente reivindica é que o governo mexa em questões estruturais do país. A energia, que é o item mais básico da indústria, é uma das mais caras do mundo. O custo dos transportes também é muito alto”, assinalou. “A indústria pede igualdade de condições para competir com o mercado externo, completou.

Os presidentes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato; da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa; e do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP), Emílio Bonduk, estiveram entre os milhares de empresários e trabalhadores que participaram do ato no estacionamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.