Empresa é um negócio simples de duas palavras: gente e processo, afirma Abilio Diniz

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar. Foto: Julia Moraes

Transmitir às pessoas, especialmente aos jovens, ensinamentos da vida. Foi com este propósito que Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, subiu ao palco no encerramento do  VII Congresso Paulista de Jovens Empreendedores da Fiesp nesta segunda-feira (28).

Baseado na aula inaugural do curso Liderança 360° – resultado da parceria do empresário com o PEC-FGV (Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas) -, Abilio Diniz apresentou os tópicos que norteiam sua vida pessoal e empresarial: Valores, pilares, inspirações e gestão.

“Humildade não é usar roupas velhas, nem fazer voto de pobreza. É acreditar que nunca sabemos tudo e que sempre podemos aprender mais”, disparou. Dizendo-se “irritantemente disciplinado”, Diniz admitiu fazer suas próprias agendas e rotinas: “Assim faço muito mais coisas do que poderia se deixasse ao acaso”.

Além da determinação e garra, da disciplina e do equilíbrio emocional que reza em sua mensagem, revelou seguir seus próprios pilares: atividade física, alimentação, controle do estresse, autoconhecimento e espiritualidade.

“Para ser feliz é preciso ter saúde, ela é muito mais importante que dinheiro”, afirmou Diniz, conhecido por manter uma invejável rotina de atividades físicas que o garantem ótima forma aos 74 anos de idade.

Gestão

Para Abilio Diniz, empresa é um negócio simples de duas palavras: gente e processo. “Na minha visão o mais importante é a gente, é o que vai te levar ao processo certo. Hoje, as empresas que colocam emoção no lado humano, são as empresas vitoriosas”, sublinhou.

Sucesso, erros e acertos

“É uma grande dose de inspiração com transpiração, tem que ralar”. É o que garante o êxito da empresa, segundo ele, que conta desconhecer negócio vencedor que não siga esta regra.

Ele contou, porém, que passou por momentos “terríveis” em sua trajetória. Em 1989, foi sequestrado e sofreu com brigas na família, que quase acarretaram a quebra do Pão de Açúcar no começo dos anos 90. “Família mais empresa não dá certo, a chance de estragar os dois é enorme”, explicou. Atualmente o Grupo Pão de Açúcar é o maior empregador privado do Brasil.

Ressaltou também a necessidade de apostar em um mercado multiformato e multicanal, como seus hipermercados, supermercados, lojas compactas e de conveniência, além da entrega em domicílio e das cada vez mais crescentes vendas on-line. “É preciso atuar em todos os bens para o consumidor final”, salientou.

Ao final de sua participação, Abilio Diniz afirmou que o futuro é agora. “O empresário tem que ser objetivo e ter pé no chão. Pode sonhar, mas tem que trabalhar com metas”, encerrou.