Mercado da segurança eletrônica movimentou R$ 4,62 bilhões em 2013

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Exposec (International Security Fair 2014) foi inaugurada oficialmente em cerimônia no início da tarde desta terça-feira (13/03), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Ricardo Lerner, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor titular do Departamento de Segurança (Deseg) da entidade, e Selma Migliori, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) e diretora do Deseg, participaram da solenidade de abertura. E ressaltaram o crescimento do setor no Brasil.

Para Lerner, o sucesso de mais uma edição da Exposec mostra o amplo crescimento que a área vem tendo nos últimos anos. “A indústria da segurança eletrônica brasileira compete atualmente com a de qualquer outro país do mundo”, disse. Segundo o diretor, outros setores nacionais precisam se espelhar nas ações que o mercado de segurança do Brasil vem realizando nos últimos tempos.

Na avaliação de Selma Migliori, a Exposec é a feira mais representativa do mercado de monitoramento e segurança eletrônica do país.  Uma área que cresce a cada ano, segundo ela respondendo às demandas da sociedade e das empresas.

Selma, ao centro, e Lerner (o segundo a partir da esquerda): setor em expansão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Selma, ao centro, e Lerner (o segundo a partir da esquerda): setor em expansão. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“O setor, que gera diretamente cerca de 18 mil empregos,  cresce dois dígitos por ano há mais de uma década, movimentando R$ 4,62 bilhões somente em 2013”, informou ela.

De acordo com Selma, esse crescimento significa chances importantes para a indústria nacional, mas também muitos desafios. “Existem desafios tão grandes quanto oportunidades de crescimento, mas acredito que o setor esteja preparado para atender todas as demandas”, concluiu.

A feira, que está em sua 17ª edição, é uma das principais vitrines tecnológicas do setor na América Latina, com previsão de 25 mil visitantes nesta edição. A Exposec vai até a próxima quinta-feira (15/05), no Centro de Exposições Imigrantes, no quilometro 1,5 da Rodovia dos Imigrantes.

Retrospectiva 2013 – Nova legislação para a indústria de segurança pode trazer avanços

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Seminários, encontros, missões empresarias e debates. O ano de 2013 foi de muitas realizações para o Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No fim de novembro, o departamento realizou o Congresso de Segurança Privado em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos (Abese). Em pauta, assuntos sobre segurança empresarial, riscos corporativos e tecnologia na área.

Durante o evento, Ricardo Franco Coelho, diretor do Deseg, chamou a atenção para a urgência da aprovação do Estatuto da Segurança Privada, mecanismo legal que garante novos critérios para o setor.

Segundo Coelho, a nova legislação para a indústria de segurança pode trazer avanços em planejamento estratégico.

Na avaliação do vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Deseg, Ricardo Lerner, a aprovação do estatuto é fundamental  “para uma legislação coerente”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Lerner: necessidade de legislação coerente. Foto Ayrton Vignola/Fiesp

Crescimento de até 20%

Ainda durante o Congresso de Segurança Empresarial, a presidente da Abese e diretora do Deseg, Selma Migliori, afirmou que o mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança cresceria 20% ao ano com regulamentação mais eficiente.

De acordo com a dirigente, o crescimento do setor foi de apenas 10% nos últimos cinco anos.

Os benefícios do sistema de indicadores

Em entrevista publicada também no mês de novembro, Coelho afirmou que um sistema de indicadores seria benéfico para a tomada de decisões sobre segurança na indústria.

Para ele, um sistema dessa natureza poderia integrar dados sobre eventos e medidas de proteção, avaliando e comparando ocorrências e performances conforme o segmento e a região.

“Trata-se de uma discussão em andamento, com a expectativa de que em algum momento possa se transformar em ação efetiva para colocar ao alcance do industrial e da sociedade informações relevantes sobre segurança, sob a perspectiva da iniciativa privada”.

Selma: cultura empresarial que valorize a presença de uma central de comando e controle. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Selma Migliori: setor cresceu apenas 10% nos últimos cinco anos . Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Missões empresariais

Em abril, o Deseg liderou um grupo de empresários do setor durante uma missão empresarial a Las Vegas. O objetivo da iniciativa foi oferecer visitas técnicas a representantes da segurança para conhecimento de tecnologias e processos em instalações de segurança de cassinos e de empresas de monitoramento de segurança,

Entre as muitas atividades, o grupo visitou a feira ISC West 2013, considerada a maior da indústria de segurança dos Estados Unidos.

Em maio, o Deseg marcou presença na 16ª edição da Exposec. O objetivo da participação do departamento, de acordo com Ricardo Lerner, foi interagir com o setor de segurança privada no Brasil durante a realização de uma feira que tradicionalmente apresenta novidades, antecipa tendências, gera negócios e difunde conhecimento e atualização para quem atua no segmento.

“Sendo a indústria uma grande consumidora de tecnologias que auxiliam a segurança, é de extrema importância que a Fiesp estreite cada vez mais suas relações com os principais produtores e estudiosos do tema no Brasil”, disse Lerner, na ocasião.

“Muito mais do que uma feira de novidades tecnológicas, a Exposec 2013 foi o fórum adequado para criar ambientes de interação entre os diferentes atores deste avançado e crescente setor”, acrescentou Lerner.

China

Em setembro, com apoio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), empresários brasileiros realizaram uma missão empresarial à China.

Coordenada pelo Deseg, a comitiva visitou as cidades de Shenzhen, Shangai e Hong Kong.

“Foi uma missão de prospecção tecnológica”, avaliou Lerner.

O grupo conheceu fabricantes de equipamentos de segurança e seus componentes, visitou entidades públicas e privadas, além departicipar da maior feira do setor, a CPSE 2013.

Os empresários da missão à China na feira CPSE 2013: as mais recentes tecnologias do setor. Foto: Arquivo Fiesp

Os empresários da missão à China na feira CPSE 2013: as mais recentes tecnologias do setor. Foto: Arquivo Fiesp


Os empresários visitaram ainda o Hong Kong Trade Development Council (HKTDC), órgão de apoio ao comércio da cidade, e foram recebidos pela gerente de relações internacionais do Departamento de Relações Internacionais e China Continental.

O grupo também conheceu as instalações da Polícia de Hong Kong.

Durante a visita, Lerner recebeu o Prêmio Gold Shield, em reconhecimento à sua contribuição para a comunidade global de segurança. Selma Migliori também foi homenageada na cerimônia, que aconteceu em Shenzen, na China.

Proteção na Indústria

Também no mês de maio, especialistas da área de proteção à indústria reuniram-se na Fiesp para discutir conceitos e explorar novas tecnologias durante o seminário “Proteção na Indústria”.

A missão do seminário foi desenvolver ações de segurança empresarial e movimentar esses atores do mercado, segundo Roberto Costa, diretor do Deseg.

Em painel durante o seminário, a presidente da Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica (Abese) e diretora do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, Selma Migliori, falou sobre a situação do setor de segurança eletrônica nos últimos anos.

“O mercado de segurança eletrônica é bastante expressivo, conquistando espaços e faturamentos cada vez maiores”, afirmou Selma.

Durante o seminário foi lançado o “Guia de Gestão e Proteção Empresarial”, desenvolvido pela Associação da Indústria Química (Abiquim).

Tecnologia contra incêndios

Especialistas em tecnologias contra incêndios reuniram-se no dia 19 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para a discussão de temas relevantes ao setor durante a realização do workshop “O uso de conceitos de desempenho e tecnologia da informação na tomada de decisão na segurança contra incêndio”.

Ricardo Coelho, diretor do Deseg, abriu a manhã de debates. De acordo com ele, o departamento procura fomentar discussões que possam contribuir para as práticas de segurança pública e privadas.  “Segurança é um esforço conjunto. E a prevenção de incêndios tem um papel muitíssimo relevante”, afirmou.

Robert Till, consultor da área de segurança, destacou algumas tecnologias importantes na área.  “A tecnologia contra incêndios tem que ser durável, resistente, confiável, previsível, de fácil manutenção, uma tecnologia à prova de balas”.


Congresso de Segurança da Fiesp: especialistas discutem como investigar fraudes nas empresas

Alice Assunção e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Flavio Ainbinder, gerente de Segurança Corporativa da Nextel. Foto: Tâmna Waked/Fiesp

Demissão por justa causa ficou banalizada e o mais importante para evitar fraudes é o trabalho de inteligência e conscientização desenvolvido por um departamento de investigação e apuração estruturado dentro da empresa, avaliou o gerente de Segurança Corporativa da Nextel, Flavio Ainbinder.

Ele participou do segundo dia de debates do 1º Congresso Fiesp de Segurança Empresarial, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

“Impunidade é igual à fraude. Se a empresa de vocês ainda não começou a fazer o trabalho de investigação e punição, vamos continuar vendo ações criminosas dentro das empresas e, para isso, eu acredito que temos de estruturar um departamento de investigações que seja eficaz”, afirmou Ainbinder.

O gerente alertou, no entanto, para a atuação das empresas em um caso de fraude por parte de seu funcionário. Ele defende a atuação conjunta com a polícia para investigação de casos já existentes e, sobretudo, para prevenção de casos futuros.

“Cuidado! Se vocês demitirem por justa causa algum colaborador e não fizeram o trabalho de casa direitinho, não estruturaram a área, não buscaram evidência, isso vai voltar contra vocês”, aconselhou.

Ele garantiu que um trabalho de conscientização bem conduzido ajuda diminuir significativamente os casos de fraude.

“Não existe 100% de mitigação, mas existe mitigação. E se você conseguir conscientizar os colaboradores de que existe um trabalho sério dentro da sua empresa, de que as pessoas são responsabilizadas e a polícia é envolvida, o índice vai diminuir”, completou.

Ele reconheceu, no entanto, que não viável do ponto de vista de custos para a empresa conduzir todos os casos de fraude por meio da polícia.

“Por mim, todo crime deveria ser tratado pela polícia, mas nós vivemos no mundo real e sabemos que existe um custo alto: tem de contratar advogado – se não tiver advogado suficiente para fazer isso – e pagar por isso. Então, tem de ver a relação custo-benefício”, explicou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Luciana Freire destacou importância de guardar as evidências que comprovam a fraude. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Também favorável à atuação da polícia em ações de fraude na empresa, a gerente do Jurídico Corporativo da Fiesp, Luciana Freire, recomendou o envolvimento do Recursos Humanos na criação de uma área de investigação ou averiguação, além do jurídico, ouvidoria e departamento de segurança da empresa.

Luciana também destacou a importância de guardar as evidências que comprovam a fraude, como o computador e o e-mail corporativo usado pelo funcionário investigado.

“Não bastam fortes indícios. O juiz tem de estar convencido que houve fraude. E aí ele pode determinar perícia técnica nos computadores. Por isso, é interessante, assim que recomendar a demissão por justa causa, preservar o hardware, os e-mails dessa pessoa porque tudo isso pode ser objeto de perícia e pode se usado em favor do empregador”, explicou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Marcos Ricardo Parra: autoridades policiais enfrentam muita dificuldade em coletar e levar provas em uma empresa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Polícia

Um dos palestrantes sobre o tema, o delegado titular da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marcos Ricardo Parra, afirmou que, apesar de ser um procedimento obrigatório, as autoridades policiais enfrentam muita dificuldade em coletar e levar provas em uma empresa envolvida – seja como vítima ou como autora – em um crime.

“O policial deve entrar na empresa, colher todas as provas, apreender instrumentos do crime, levar imagens de circuito e câmeras. Apesar de ser um protocolo policial, isso na prática cria o maior problema do mundo. Qualquer imagem que ajude nas investigações deve ser trazida para o inquérito policial, mas existe um entendimento contrário por parte de empresa que quer decidir se vai entregar ou não”, disse Parra.

Monitoramento  

Em seguida, José Rocha Filho, perito criminal federal do Instituto Nacional de Criminalística, abordou os aspectos técnicos na produção de imagens de monitoramento. Para ele, os sistemas de STV de segurança podem e devem ser maximizados para uso criminal.

Além disso, Rocha Filho detalhou as atuações do Instituto Nacional de Criminalística. “Trabalhamos com áudio e vídeo para realização de perícia”, disse.

“Entre outras coisas, realizamos analise de conteúdo, tratamos os vídeos para compreender o material analisado e estudamos fraudes em edição”, completou.

Indicadores

No encerramento do Congresso de Segurança Empresarial, Ricardo Franco Coelho, diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp falou sobre indicadores de riscos nas indústrias.

Segundo ele, o Deseg entende que um sistema de indicadores seria benéfico para a tomada de decisões sobre segurança na Indústria.

“Um sistema dessa natureza poderia integrar dados sobre eventos e medidas de proteção, avaliando e comparando ocorrências e performances conforme o segmento e a região. Trata-se de discussão em andamento, com a expectativa de que em algum momento possa se transformar em ação efetiva para colocar ao alcance do industrial e da sociedade informações relevantes sobre segurança, sob a perspectiva da iniciativa privada”.

Para presidente da Abese, mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança cresceria 20% ao ano com regulamentação mais eficiente

Guilherme Abati e Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos (Abese) e diretora do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Selma Migliori, afirmou, durante o Congresso de Segurança Empresarial – que acontece nesta quarta-feira (27/11) e prossegue até quinta-feira (28/11) – que o mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança cresceria 20% ao ano com regulamentação mais eficiente. O evento está sendo realizado na sede da federação, em São Paulo.

De acordo com a dirigente, o crescimento do setor foi de apenas 10% nos últimos cinco anos.

Selma apresentou durante o encontro um levantamento feito pela Abese em associação com a Universidade de São Paulo (USP) que mostra que, a partir da regulamentação, o mercado poderia alcançar até 20% de crescimento ao ano.

De acordo com Selma, toda a cadeia envolvida nas atividades de sistemas eletrônicos de segurança, desde os fabricantes e revendedores até empresas de monitoramento e consultoria, geram 200 mil empregos diretos e 1,7 milhão de empregos indiretos, com faturamento de R$ 4,2 milhões em 2012.

Para ela, a tendência do mercado atual é caminhar para uma cultura empresarial que valorize a presença de uma central de comando e controle, ou seja, um sistema de segurança com equipamentos totalmente integrados, com controle preventivo e eficiente.

Selma: cultura empresarial que valorize a presença de uma central de comando e controle. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Selma: cultura empresarial que valorize o uso de sistemas integrados. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“A integração dos diversos sistemas de segurança eletrônica apoiados por sistemas de procedimentos operacionais, sistemas de investigação e profissionais capacitados dota a empresa de uma solução de segurança institucional integrada, planejada e inteligente”, afirmou.

Experiência espanhola

Após a dirigente, Cristiano Felicíssimo, diretor da divisão de tecnologia em segurança do grupo El Corte Inglês, da Espanha, salientou a importância de investir em sistemas integrados de segurança eletrônica. Além disso, Felicíssimo apresentou o cenário atual desses sistemas e qual o patamar que eles podem alcançar.

Poucas empresas, segundo o diretor, compreendem o que significa ter um sistema de segurança eletrônica efetivo e acabam criando projetos deficitários, que não vão além da instalação de um ou outro equipamento. “É importante que o cliente entenda que segurança eletrônica é muito mais do que componentes, muito mais do que tecnologia ou sensores que são instalados”, ressaltou.

Sem integração, as informações colhidas pelos equipamentos de segurança instalados não conversam entre si e se tornam muito menos eficazes. “Muitas vezes você vai a uma empresa e vê que o bombeiro tem um painel de todos os detectores de incêndio, mas ele só tem aquilo”, disse. “Ele vê um alerta no quinto andar, na sala 2, por exemplo, mas até chegar lá não sabe o que vai encontrar, pois o pessoal de vídeo e monitoramento não está nem sabendo desse possível incêndio”

Por consequência, as equipes de segurança acabam sendo muito mais reativas, agindo depois de um grave acontecimento e não prevenindo ou gerenciando os riscos dele acontecer.

Segurança integrada

O especialista ainda lembra que não são poucos os casos que nem mesmo a investigação de uma ocorrência consegue ser feita. Muitos diretores não conseguem mensurar os resultados do investimento em segurança, pois eles estão desintegrados, e acabam economizando em equipamentos que acabam falhando e não gravando o incidente, por exemplo.

Para o diretor da divisão de tecnologia em segurança do grupo El Corte Inglês, é fundamental inserir uma cultura de planejamento dentro das empresas. Mostrar para executivos e fornecedores que é necessário definir um plano diretor de segurança, com comprometimento executivo que seja viável e mostre resultado, incluindo não só a segurança eletrônica, mas também a capacitação dos profissionais de segurança em processos, tecnologia e cultura. “Segurança integrada é investimento, não é custo”, concluiu o especialista.

No encerramento do primeiro dia do Congresso de Segurança Privada, Michel Pipolo de Mesquita, diretor corporativo da empresa GPS, abordou questões relativas à gestão de acordos de nível de Ssrviço.

Para Mesquita, a compreensão da perspectiva do cliente e a comunicação veloz com o cliente são temas fundamentais para o crescimento do setor de segurança nacional.  “A melhoria do setor cabe aos prestadores de serviço”, analisou.

Normalização do setor

A importância da normalização do setor de tecnologia em Segurança foi tema do último painel do dia, que contou com a presença de Antônio Carlos Santos, coordenador técnico do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo Santos, normalização é um componente benéfico para todos os envolvidos com o setor. “Os benefícios são qualitativos, com a qualificação adequada dos recursos, a uniformidade da produção e a facilitação do treinamento de mão de obra”, disse.

Em Congresso, Fiesp pede pela regulamentação do Estatuto da Segurança Privada

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Ricardo Franco Coelho: nova legislação para a indústria de segurança pode trazer avanços em planejamento estratégico. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

No primeiro Congresso Fiesp de Segurança Privada, o diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Franco Coelho, chamou atenção para urgência da aprovação do Estatuto da Segurança Privada, mecanismo legal que garante novos critérios para o setor.

“Nós, infelizmente, não temos a presença aqui hoje [de um representante] do Ministério da Justiça para nos contar como as coisas estão acontecendo, quais são as expectativas, estimativa de prazo, qual está sendo o andamento”, afirmou Coelho.

Segundo o diretor, a nova legislação para a indústria de segurança pode trazer avanços em planejamento estratégico.

“Para fazer planejamento precisa de muita integração interna. Então, esse seria um avanço importante na legislação: obrigar a elaboração de planos e a responsabilidade sobre os esses planos”, defendeu.

Se aprovado, o Estatuto da Segurança Privada, em discussão no Ministério da Justiça, deve regular a atividade de ao menos duas mil empresas e 700 mil vigilantes em atuação no país.

Na avaliação do vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Deseg, Ricardo Lerner, a aprovação do estatuto é fundamental  “para uma legislação coerente”.


Primeiro Congresso da Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

Ricardo Lerner: aprovação do estatuto é fundamental. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Com apoio da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), a Fiesp promove até esta quinta-feira (28/11) o primeiro Congresso de Segurança Empresarial.

No evento, empresários e especialistas em segurança devem discutir sobre temas atuais ligados à segurança empresarial, riscos corporativos e tecnologia em segurança.

Para Selma Migliori, presidente da Abese e diretora do Deseg, o encontro contribui para o futuro do setor

“É de extrema importância apresentar o pensamento do Deseg sobre alguns pontos que irão determinar o futuro dos empresários da segurança privada”, afirmou.


Diretora do Deseg apresenta mercado brasileiro de segurança em congresso na China

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A participação das residências no consumo brasileiro de equipamentos eletrônicos de segurança aumentou para 15% em 2012 ante 12% em 2011. Mesmo assim, a indústria continuou sendo o principal demandante desses equipamentos no ano passado, com 85% do total consumido contra 88% em 2011.

Selma no Congresso Global de Segurança da Indústria, em Shenzhen. Foto: Fiesp

Selma durante apresentação no Congresso Global de Segurança da Indústria, em Shenzhen. Foto: Fiesp


Os números foram calculados pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) e apresentados pela presidente da entidade, Selma Migliori, durante o Congresso Global de Segurança da Indústria, em Shenzhen, um dos principais centros financeiros da China, na província de Guandong.

Também diretora do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Selma Migliori integrou um grupo de 20 empresários em uma missão de dez dias pela China para conhecer tecnologias na fabricação de câmeras, alarmes e outros equipamentos eletrônicos de segurança, entre outras visitas à entidades públicas e privadas do setor.

Na ocasião, a diretora também acompanhou a 14ª China Public Security Expo – CPSE 2013, a maior feira do setor do mundo. A edição deste ano da feira contou 1,5 mil expositores e  150 mil visitantes.

Segundo a Abese, o mercado de sistemas de segurança cresceu 9% em 2012, com uma receita de R$ 4,2 bilhões. Em 2011, o mercado expandiu os mesmos 9%, mas a receita chegou a R$ 3,75 bilhões.

Selma também apresentou aos chineses a distribuição geográfica do mercado de sistemas de segurança no Brasil. Segundo ela, o sudeste é o maior consumidor, com 40% do total, seguido pela região sul, com 20%, centro-oeste, com 18%, e nordeste, com 15% da fatia do mercado.

Veja as fotos da missão empresarial da Fiesp à China 


Leia mais


>> Vice-presidente da Fiesp e diretora do Departamento de Segurança da entidade recebem prêmio na China

>> Fiesp realiza missão com empresários à China para conhecer tecnologias do mercado de segurança

Vice-presidente da Fiesp e diretora do Departamento de Segurança da entidade recebem prêmio na China

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da entidade, Ricardo Lerner,  recebeu, no dia 29 de outubro, o Prêmio Gold Shield em reconhecimento à sua contribuição para a comunidade global de segurança. A diretora do Deseg e Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), Selma Migliori,  também foi homenageada na cerimônia, que aconteceu em Shenzen, na China.

Selma e Lerner foram premiados com o Gold Shield, que reconhece ações na área de segurança. Foto: Arquivo Fiesp

Selma e Lerner foram premiados com o Gold Shield, que reconhece ações em segurança. Foto: Arquivo Fiesp

Premiação da Aliança Global da Indústria de Segurança (GSIA), o Gold Shield reconhece personalidades no mundo que contribuem significativamente com o crescimento sustentável da indústria de segurança pública e privada.

Este ano, o prêmio homenageou 12 personalidades de diferentes países. Entre eles, Selma Migliori foi reconhecida por sua atuação à frente da presidência da Abese.

Ricardo Lerner esteve na China liderando a Missão Empresarial Fiesp de Segurança, que teve a participação de 20 empresários do setor de tecnologia em segurança, por ocasião da China Publica Security Expo 2013, e de uma série de visitas técnicas a fábricas e órgãos de segurança.

O Departamento de Segurança da Fiesp desenvolve e promove ações para apoiar a impulsionar a indústria do setor na esfera empresarial (privada) e pública. O Deseg também atua na promoção das polícias, oferecendo cursos variados por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e desenvolvendo consultorias técnicas sobre ações de gestão.

Veja as fotos da missão empresarial da Fiesp à China 


Leia mais

>> Fiesp realiza missão com empresários à China para conhecer tecnologias do mercado de segurança
>> Diretora do Deseg apresenta mercado brasileiro de segurança em congresso na China

Abese ressalta importância do seu selo de qualidade

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020531

José Laércio de Araújo, da Abese: números mostram a amplitude de mercado para esse segmento de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Foto: Everton Amaro.

O Selo de Qualidade Abese, regulamento criado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), prevê requisitos com características técnicas do setor e alinhamento de gestão empresarial e gestão de qualidade que devem ser seguidos e observados pelas empresas do segmento. A iniciativa foi um dos temas abordados pelo representante da Abese, José Laércio de Araújo, ao participar do “Seminário de Tecnologia em Segurança Brasil e Alemanha”, evento que aconteceu na manhã desta segunda-feira (10/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Sempre se deve contratar empresas que possuem esse selo de qualidade, pois estão aptas a praticar as atividades de forma legal e têm como reclamar se houver um problema”, afirmou Araújo.

O representante da Abese explicou os objetivos da associação, que nasceu com o objetivo de representar seus associados. De acordo com as informações dele, o faturamento do setor em 2011 foi de R$ 1,8 bilhão e o crescimento nos últimos cinco anos foi de 11%. “Esses números mostram a amplitude de mercado para esse segmento.”

Araújo foi ressaltou a necessidade de uma legislação que regulamente o setor de segurança privada no país. “Das 18 mil empresas do setor no Brasil, são as que podemos detectar por serem legais. Mas num país sem legislação, há muito mais empresas na informalidade”.

O representante da Abese falou ainda das conquistas da associação, que incluem a criação de projetos de lei para regulamentar o mercado de segurança privada, a Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Fenabese), cartilhas para o consumidor final e a Exposex, maior feira de segurança eletrônica do país e hoje uma das maiores do mundo.

“É uma feira bastante importante para o segmento porque propõe negócios e amplia conhecimentos.”