Empreendedores internacionais tiram as dúvidas de participantes da 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp

 Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

O mundo é o limite. Novidade desta 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp, de incentivo ao empreendedorismo, a mentoria internacional atraiu muitos participantes da iniciativa na tarde desta segunda-feira (07/08). Os interessados receberam dicas de empresários e especialistas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, da Dinamarca e de Israel. Para tanto, foram instaladas quatro cabines de teleconferência, com 15 minutos de conversa liberados por vez. Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF), o evento vai até esta terça-feira (08/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista.

“Perguntei como o nosso aplicativo seria aceito fora do Brasil ao consultor dinamarquês”, conta Eduardo Voegel, da Light Lemon e à frente do projeto Eleven.

Do que se trata? De um aplicativo que transforma o movimento de seus usuários em doações para instituições de caridade. “Passei três meses correndo dez quilômetros por dia porque precisava emagrecer 33 quilos por questões de saúde”, diz. “E comecei a pensar em por que não transformar aquele esforço em algo que pudesse ajudar os outros”.

Assim, basta que os interessados se cadastrem façam login com suas redes sociais e comecem a contar seus passos e movimentos a pé. Depois de determinado grau de movimento, são atingidos os pontos para a doação para a causa escolhida, feita por empresas participantes do projeto. “Já estamos fechando acordo com uma grande rede de supermercados para ser patrocinadora da iniciativa”, diz Voegel.

O projeto recebeu Menção Honrosa (Escolha dos Investidores) na última edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos realizada na Fiesp em outubro.

Nesse sentido, o papo de Voegel com o dinamarquês Martin Justesen, gestor e fundador da Sund Innovation, hub da Universidade de Copenhagen, o ajudou a ver que a iniciativa teria espaço no exterior. “Mesmo nos países ricos que não enfrentam os mesmos problemas do Brasil há disposição em colaborar com causas como a dos refugiados ou com o combate à fome na África”.

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As cabines de mentoria internacional do Acelera: orientações variadas sobre negócios. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Também em busca de informações sobre o potencial da sua ideia fora do Brasil, Adalberto Silvestre, do aplicativo Lar Digital, de soluções para vendas online de empresas de itens para casa e construção, saiu animado da conversa com o diretor de Soluções WorldWide da ECI Telecom, de Israel, Marco Berger. “Queria ouvir alguém de Israel porque sei que lá as empresas têm muito foco internacional, pelo fato de o mercado interno ser pequeno”, disse Silvestre. “Tive uma ótima orientação sobre direcionamento de mercado”.

Pagamentos online e aprovação

Outro participante do Acelera que conversou com o israelense foi Felipe Hideki, criador do projeto Meu Primeiro Livrinho. Trata-se de uma startup que visa incentivar a leitura a partir da produção de livros totalmente customizados para crianças. “Esse é o primeiro Acelera de que participo, o evento é muito bem estruturado”, disse Hideki. “Com o Berger, tive boas orientações sobre pagamentos online e formas de aprovação dos livros junto aos clientes”.

No caso de Giovanna Borini, da startup Grautec, de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de extração de componentes a partir de resíduos, as boas orientações irão além da mentoria internacional oferecida pelo Acelera. A empresa de Giovanna trabalha com soluções como o uso de elementos do bagaço da cana que sirvam como fonte de fibras para outros produtos. “Conversei com o dinamarquês Justesen, que me deixou o seu e-mail e se colocou à disposição para ajudar mais”.

Para o diretor titular do CAF, Sylvio Gomide, esse contato com empreendedores internacionais é uma boa oportunidade para que os participantes do Acelera respirem outros ares. “É bom respirar um pouco do ar do Vale do Silício aqui”, disse. “E uma excelente oportunidade de tirar dúvidas e alavancar negócios”.

A disputa

O Acelera Startup incentiva o empreendedorismo inovador e aproxima projetos e empresas de investidores. Participam projetos ou empresas, tanto pré-operacionais (sem faturamento) quanto operacionais (que já tenham faturamento), nas categorias geral; esporte; negócio social; realidade virtual e games.

O evento conta ainda com palestras sobre inovação, investimento e empreendedorismo e acompanhar as apresentações dos pitches (apresentações) dos finalistas à banca de investidores mais seleta do mercado. Para os 300 empreendedores que tiveram projetos ou startups selecionados na primeira fase de avaliação haverá dois dias de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias.

Os dez mais bem avaliados (sendo seis operacionais e quatro pré-operacionais) chegarão como finalistas do evento, podendo apresentar seu negócio, no modelo de elevator pitch (com duração de até três minutos), à banca de investidores. Dois deles serão os vencedores, sendo um operacional e outro pré-operacional, independentemente da categoria. Serão premiados projetos e empresas inovadoras tanto em fase pré-operacional quanto operacional.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 300 mentores e mais de 250 investidores. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

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