Competitividade é tema de painel no Megapolo Cubatão

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

No 8º Megapolo Cubatão – Fórum Para o Desenvolvimento do Polo Industrial, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (04/12), o aumento da competitividade do polo industrial de Cubatão foi um dos temas destacados nos painéis de debates.

Carlos Alberto Benincasa, secretário de Emprego e Desenvolvimento Sustentável de Cubatão, comentou a empregabilidade em Cubatão e as discussões em relação à qualidade da mão de obra na cidade.

Ele fez o questionamento: “Cubatão não tem mão de obra qualificada, ou a qualificação que está sendo feita não é adequada?”. Segundo ele, já estão sendo promovidas reuniões com empresas, sistemas e organizações em busca de alavancar a mão de obra em Cubatão. “O que precisa ser feito é estarmos juntos: a indústria e o poder público”, afirmou.

O painel sobre o aumento da competitividade no Pólo de Cubatão. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O painel sobre o aumento da competitividade no Pólo de Cubatão. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Anibal do Vale, vice-presidente de Operações da Unipar Carbocloro, destacou a garantia da competitividade no longo prazo e a “sustentabilidade nos negócios”. Para ele, as indústrias e empresas buscam hoje um equilíbrio econômico, social e ambiental, que seria o “tripé da sustentabilidade”. As empresas, segundo ele, devem investir em capacitação de pessoal e em tecnologia, mas isso de modo “ambientalmente amigável”.

Para ele, fatores externos como a infraestrutura e a situação recorrente de trânsito congestionado na região, por exemplo, geram um impacto desfavorável no aspecto social, ambiental e econômico. Como ação para o problema, Vale aposta na melhoria da condição rodoviária, bem como na implementação de novos modais.

Marco Penna Cabral, diretor da Effecttio, associada à Fundação Dom Cabral na Baixada Santista, ressaltou a importância do Megapolo Cubatão 2013. “Esse evento promove uma atualização para todos nós, uma mobilização comum e também uma reflexão”.

Segundo ele, um dos pontos mais importantes está no fato de que “as empresas estão em busca de uma melhoria contínua”.

 

Crescimento do Brasil abaixo da média mundial em 2014 não é surpresa, diz diretor da Fiesp no Megapolo Cubatão

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Segundo as últimas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial deve crescer a uma taxa média de 3,6% em 2014, enquanto o Brasil deve apresentar uma expansão de 2,5% no mesmo período. O crescimento brasileiro abaixo da média, no entanto, não surpreende, a julgar pelo fraco desempenho da indústria, vetor de consumo e renda no país. A avaliação é de Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“O crescimento no mundo não há de ser tão ruim para aquilo que se projeta em 2014, é muito provável que a taxa do Brasil seja inferior a do mundo, o que para nós não é uma surpresa”, afirmou Francini.

Ele comentou o desempenho da economia brasileira em 2013 e analisou as perspectivas de outras instituições para 2014 em um painel durante o 8º Megapolo Cubatão – Fórum Para o Desenvolvimento do Polo Industrial, organizado na sede da Fiesp com o apoio da prefeitura da cidade, na região da baixada santista.

Segundo Francini, as projeções apontam para uma “manutenção de quadro de baixo crescimento para 2014”. “As previsões para 2014 não são nada entusiasmantes. Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”, afirmou. “O panorama é mais de dúvidas e incertezas do que de confiança”, alertou, sem informar previsões da Fiesp para o próximo ano.

Francini: “Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Francini: “Não haveremos de ter redenção em 2014 referente a 2013”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

A indústria, importante vetor de crescimento econômico, já que é grande consumidora de insumos e geradora de renda, também não deve encerrar o ano com desempenho glorioso, enquanto a perspectiva para 2014 é de confiança empresarial abatida “o que se traduz evidentemente em postergação dos investimentos e do dinamismo da indústria”.

Segundo estimativas do Depecon, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da federação, termômetro do desempenho da indústria paulista, deve encerrar o ano com taxa positiva de 2,5%, mas a cifra não recupera as perdas registradas em 2012, quando o índice caiu 4%.

Possível alento para o próximo ano, Francini afirmou, durante apresentação, que “a única coisa agradável é referente à perspectiva de aumento de exportações dos manufaturados em função da variação da taxa de câmbio”, concluiu.

Megapolo

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.