Personalidades da arte e do esporte dão exemplos de superação

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Superar paradigmas é um dos desejos de muitas de pessoas que se depararam com situações que mudaram suas vidas como, por exemplo, sofrer um acidente ou ser portador de alguma deficiência física.

Uma história emocionante de superação é a do locutor esportivo Osmar Santos, que por causa de um grave acidente de automóvel ocorrido em dezembro de 1994, perdeu a mobilidade do lado direito do corpo e teve sua fala afetada. Ele é considerado um dos ícones do rádio e ficou conhecido por uma de suas expressões ao narrar jogos de futebol: “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”.

“E que gol. Boa tarde, tudo bem”, foram algumas das palavras pronunciadas pelo ex-radialista, muito aplaudido na tarde de terça-feira (22), ao participar do II Fórum Sou Capaz, realizado na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. Há seis meses, Osmar idealizou uma campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 seja chamada de Gorduchinha. O vídeo cruzou fronteiras e alguns estrangeiros já começaram a pronunciar o slogan.

Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, mostrou que o esporte pode ser um dos caminhos para quebrar paradigmas. “Sofri um acidente aos 15 anos e perdi a perna. Recebi um convite de um amigo para praticar corrida de rua quando fazia um curso de ginástica laboral no Senai. Fui competir nos Estados Unidos, em uma prova para pessoas amputadas que corriam de muletas e completei os 10 quilômetros”, ela contou durante o Fórum.

Entre outros relatos de superação apresentados no evento teve o da atriz Tábata Contri, que se tornou cadeirante há 10 anos. Hoje, ela é consultora de inclusão de profissionais com deficiência no trabalho. Já a arquiteta Silvana Serafino Cambiaghi falou sobre acessibilidade. Vítima de paralisia infantil aos seis anos, Silvana atualmente trabalha como secretaria-executiva da comissão permanente de acessibilidade da cidade de São Paulo.

Potencial transformador da arte e da educação

Michelle Cafaldo, Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp

No processo infinito de construção e reconstrução do ser humano, a arte e a educação têm um potencial transformador inestimável. É neste trajeto do conhecimento e da criatividade que nos deparamos com o que fomos, somos e gostaríamos de ser, traçando o caminho do novo.

Com essa perspectiva emancipatória é que muitos dos grupos que se apresentarão durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental exigem de seus participantes, crianças e adolescentes frequência assídua na escola. E este é um dos exemplos de construção da cidadania que teremos a chance e o prazer de compartilhar no palco do Espaço Lúdico este ano na Mostra.

Como parte de seus projetos de Responsabilidade Social, empresas e ONGs que se apresentarão na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp colaboram para melhorar a qualidade de vida de comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica e pessoal, dando-lhes oportunidade de serem conhecidas por aquilo que produzem e não pelo que sofrem.

Exemplos de aptidões e habilidades que superam estigmas serão mostrados por um coral de crianças e adolescentes com deficiência visual e pela sutileza dos gestos das artes marciais, além do teatro por crianças com deficiências.

Muito mais que mostrar ao público boas práticas de organizações que acreditam no potencial transformador da arte e da educação, a Fiesp reforça seu compromisso com o desenvolvimento socialmente responsável de nossa cidade e, por que não dizer, de nosso país.

Indústria paulista é 2ª maior empregadora de pessoas com deficiência, diz estudo da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Marcos Belizário, José Roberto Ramos Novaes e José Roberto de Melo

No terceiro e último dia da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi discutida durante o II Fórum Sou Capaz. Durante a exposição foi apresentado o relatório O Cenário do Trabalho da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, produzido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

“Como muitas indústrias estavam com problemas com a fiscalização e sentiam dificuldades em cumprir a Lei nº 8.213/91, a Lei de Cotas, o Depar passou a trabalhar não só esta questão, mas também a valorização deste grupo do capital humano”, sublinhou Cristiane Gouveia, coordenadora do Programa Sou Capaz.

Realizado com base nos dados levantados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o relatório tem como objetivo viabilizar uma inclusão eficiente e eficaz com a contratação das pessoas com deficiência, além de realizar um trabalho de retenção deste contingente pelas empresas.

Também faz parte da proposta identificar em quais áreas e que ocupações estas pessoas desempenham na indústria. “Alguns setores não têm essa possibilidade em razão da insalubridade e periculosidade, e o relatório permite a compreensão do cenário e sinaliza a existência de outras categorias de deficiências que são adaptáveis”, explicou Cristiane. Segundo ela, o relatório será realizado e aprofundado em sua totalidade a cada dois anos, com abordagem de um único setor a cada semestre.

Mercado de trabalho

O estado de São Paulo, conforme dados da Rais, em 2010, possui 12.873.605 empregos formais, dos quais 100.305 são de pessoas com deficiência, habilitadas, ou reabilitados.

Deste número, a indústria contratou 37,36%. De acordo com o estudo do Depar/Fiesp, a indústria ocupa a segunda colocação no ranking de contratações, atrás apenas do setor de serviços e administração pública (veja gráfico abaixo).

Com os impactos da crise financeira mundial de 2008 a 2009, o setor industrial adequou seu quadro de funcionários para atender a normas jurídicas que interferiram na inclusão das pessoas com deficiência, o que ocasionou uma pequena queda nas contratações.

Porém, mesmo com o panorama econômico atribulado, entre 2009 e 2010 houve um aumento significativo de crescimento de admissões e retenção de profissionais.

O gráfico aponta que pessoas com deficiência física e auditiva foram as mais absorvidas pelo mercado, devido à facilidade destas pessoas em se adaptarem às acessibilidades estrutural, comportamental e atitudinal.

Qualificação profissional

O relatório indica que a falta de capacitação tem sido um dos principais entraves para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Algumas ocupações exigem qualificação específica, o que não se limita ao setor industrial.

O emprego formal de analfabetos e formados até o 5º ano do ensino fundamental é inferior aos formados nos ensinos médio e superior, resultando na defasagem da educação fornecida pelas escolas públicas e privadas no Brasil.

A exigência do mercado de trabalho em relação à educação vem, desde 2008, alterando este cenário, no qual apresentou ascensão na contratação de pessoas com formação nos ensinos médio e superior, colaborando assim, para o aprimoramento da mão de obra qualificada.

Ainda com base nos dados da Rais entre 2008 a 2010, os profissionais da indústria com deficiências auditiva e física possuem as maiores remunerações médias em relação aos demais.

Eficiência

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, o Programa Sou Capaz dá subsídios à discussão do tema. “As pessoas capazes são as que buscamos para a indústria, e estamos trabalhando as diversidades”, afirmou.

Ela frisou ainda a importância das políticas estruturantes, pois as políticas compensatórias, embora significativas para o debate, não são permanentes. “As políticas estruturantes diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a capacidade de geração de renda ao longo do tempo”, analisou a diretora.

PROJETO DO SESI-SP VISA A INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

No Brasil, de acordo com o Censo de 2000, existem cerca de 150 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar.
Contudo, há menos de 100 cães-guias treinados no País.

Com o objetivo de ampliar o acesso a esse importante recurso de inclusão social, o Serviço Social da Indústria de São Paulo desenvolveu o Projeto Cão-Guia Sesi-SP que beneficiará trabalhadores da indústrias com deficiência visual.

Coral de crianças e batucada encerram 5ª Mostra Fiesp/Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apresentação do Batuke Tereza durante a Mostra

5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Social encerrou a edição deste ano ao som de crianças e adolescentes cantando e batucando na calça da Avenida Paulista, em um palco montado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

As atrações, apresentadas desde o primeiro dia do evento, geralmente a partir da hora do almoço, chamaram atenção de quem passava pela rua seja a trabalho ou a passeio.

Com uma mochila, roupa de escritório e uma sacola de compras nas mãos, Felipe Monteiro, 27 anos, estagiário de uma distribuidora de petróleo e gás, esperava por um amigo enquanto ouvia o coral de crianças Nova Visão, do Instituto Benemérito Angelina Salvatore (Ibasa). “A gente tá sempre ligado no trabalho. Isso é fundamental para desligar um pouco e revigorar as energias”, disse Monteiro.

Formado por meninos e meninas, muitos portadores de alguma deficiência, e musicistas, o coral Nova Visão interpretou Beethoven, Villa-Lobos, Paraguassú, John Lennon e outros.

Essa e outras atrações fizeram parte da programação do Espaço Lúdico,

Coral Nova Visão após apresentação na 5ª Mostra

ambientado na calçada da Fiesp durante os três dias da Mostra, que esse ano trouxe o tema Desenvolvimento Social e Resultado Econômico.

“Chamou a atenção as vozes das crianças. Eu vi ali o banner da 5ª Mostra, até tirei foto para colocar na Internet”, contou Renata Medeiros, 37 anos, advogada. Ela foi conferir a apresentação após deixar o Juizado Especial Cível Federal, que também fica na Avenida Paulista.

Batucada

Depois da música clássica, o palco do Espaço Lúdico da Mostra deu lugar ao Batuke Tereza, crianças e adolescentes de 10 a 15 anos que batucaram adaptações de Tim Maia, como a música Você.

Grupo Batuke Tereza

O projeto Batuke Tereza pertence à Unidade II do Instituição Assistencial Casa do Caminho Ananias. Trabalhando há 20 anos em Santo André, o instituto promove ações na cidade para idosas, com abrigo de longa permanência, jovens, assistência médica, odontológica e projetos culturais, e para a família, com a distribuição de cerca de 300 refeições aos sábados para pessoas carentes.

Amanda Gandolpho, 20 anos, estudante, passeava pela Paulista com o amigo português Mário Nuno, um médico de 28 anos, que está visitando São Paulo. “Música faz toda diferença, é uma manifestação alegra”, disse Amanda Gandolpho. E seu amigo, que já havia visitado o Brasil, acredita que um ritmo como o do Batuke Tereza trás mais descontração ao prédio da Fiesp. “Centro empresarial é sempre tão sério, é bom ter música para alegrar de vez em quando.”

Melhorar qualidade do transporte público em SP significa sair da dependência por petróleo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Secretário do Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Martins Alves Sobrinho

O secretário do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, afirmou na manhã desta terça-feira (22) que é necessário deixar a dependência do petróleo e do diesel para expandir o sistema de transporte coletivo com qualidade na capital paulista.

“Hoje o transporte coletivo em São Paulo conta com 15 mil ônibus, e movido a diesel, poluindo nossos pulmões, corações e a atmosfera, o que prejudica não só a sua saúde, mas também a saúde do planeta com o aquecimento global”, afirmou Sobrinho no painel sobre “Economia Verde” durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

Até quarta-feira (23), a Mostra receberá autoridades e executivos para debater a apresentar casos de sucesso voltados ao desenvolvimento social e econômico.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, o munícipio de São Paulo tem apresentado progresso na redução do uso de combustíveis fósseis, petróleo e diesel, no transporte coletivo. “A Lei do Clima de 2009 estabeleceu uma meta à Secretaria de Transporte, de reduzir o uso de diesel em 10% ao ano para chegar em 2018 livre desse combustível em São Paulo. E eles estão se mexendo, vamos fazer justiça”, disse Sobrinho.

Segundo dados informados pelo secretário, são emitidos mais 15,7 milhões de gás carbônico equivalente ao ano, enquanto a prefeitura recolhe 15 mil toneladas de lixo todos os dias.

Era da abundância acabou e humanidade está entrando na escassez, segundo Pnuma

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Presidente do Instituto Brasil PNUMA, Haroldo Mattos

A  era da abundância de recursos naturais acabou e a humanidade está entrando na da escassez, declarou nesta terça-feira (22) o presidente do Instituto Brasil Pnuma, Haroldo Mattos de Lemos ao participar do painel sobre Economia Verde, durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

“Quando eu era garoto, jamais se falava em reciclar coisa nenhuma. Não dá mais para pensar desse jeito. Nós temos que reciclar cada vez mais as coisas”, afirmou. Segundo Lemos, entre os anos 1950 e 2000, a atividade econômica brasileira aumentou 10 vezes enquanto 40% das reservas de petróleo se exauriram. Ainda assim, o Brasil ainda possui um saldo ecológico positivo, diferente dos Estados Unidos que, entre 1961 e 2005, se tornaram devedores ambientais.

Mas posição favorável do Brasil por conta da elevada capacidade de produção não é confortável, já que as robustas exportações de commodities, como o minério de ferro e alimentos brutos, podem levar a produção do país à exaustão.

“A biosfera concentrou certos recursos em alguns lugares. Por exemplo: minério de ferro e ouro. Estamos retirando essas matérias e espalhando pelo mundo inteiro. No futuro, se continuarmos fazendo isso, esses recursos irão acabar e seremos cada vez mais obrigados a reciclar”, concluiu Lemos.

Rumo à Economia Verde

Entre os dias 4 e 6 de junho de 2012, o Rio de Janeiro vai sediar a reunião de Cúpula da Terra Rio+20, oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Steve Stone, chefe de Economia e Comércio do PNUMA

Além de ser uma tentativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para progredir no compromisso da comunidade internacional de combate às mudanças climáticas do século XXI, Steve Stone, chefe de Economia e Comércio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), acredita que esta é a oportunidade para o Brasil ocupar posição de destaque na reversão das mudanças.

“Somos a geração que está testemunhando essas mudanças e teremos a oportunidade de fazer alguma coisa na Rio+20. Considero o Brasil um importante líder como agende transformador”, disse Stone.

O relatório 2011 do Pnuma, Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, mostra como estão sendo desenvolvidas estratégias de Economia Verde, em que as empresas usam menos recursos naturais e cuidam melhor de seus resíduos.

De acordo com o documento, um investimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global em dez setores-chave pode dar início à transição rumo à uma economia de baixo carbono e eficiência de recursos.

Projeto ViraVida estará em todo Brasil até o final de 2012

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

O presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), coordenador geral do Fórum Nacional do Sistema S e idealizador do Projeto ViraVida, Jair Meneguelli, informou nesta segunda-feira (21), em palestra sobre a campanha “Carinho de Verdade”, durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, que no prazo de um ano a tecnologia social do programa estará empregada em todos os estados.

O ViraVida consiste em formar profissionalmente, dando toda uma assistência psicológica de recuperação à autoestima, jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos que foram vítimas de exploração sexual. O projeto piloto nasceu em Fortaleza, no ano de 2008. Ainda em 2009, a tecnologia social criada já havia sido transferida para os estados de Pernambuco, Natal e Pará. Hoje, presente em 12 estados e no Distrito Federal, o projeto carrega consigo a credibilidade de garantir trabalho a 70% dos assistidos.

“Queremos chegar a 100% e ampliar o número de estados, atingindo todo o país e, consequentemente, aumentando muito o número de jovens assistidos. O projeto é do Sesi, o sistema S banca e coordena. A participação do público privado seria somente o de viabilizar as vagas”, explicou Meneguelli.

Formação e inserção profissional

Na prática, o Projeto ViraVida busca elevar a autoestima dos jovens revelando seu potencial por meio da formação profissional e inserção no mercado de trabalho, para que eles descubram a própria virtude e conquistem a própria autonomia profissional.

Para conscientizar os empresários da importância social do programa, foi lançada recentemente no Rio de Janeiro a campanha “Carinho de Verdade”. O foco é o fortalecimento da exposição de iniciativas realizadas por organizações da sociedade civil no combate ao abuso e violência sexual contra meninos e menina, além de escancarar a importância dos serviços públicos de denúncia, como o Disque 100 e os Conselhos Tutelares. Estas ações buscam contribuir para o fortalecimento da rede de proteção dos jovens, desenvolvendo uma espécie de compromisso social contra a exploração sexual no Brasil.

A campanha “Carinho de Verdade” – iniciativa do Conselho Nacional do Sesi de sensibilização contra a exploração sexual infanto-juvenil – objetiva desenvolver ações que levem informação e estimulem o debate em diferentes grupos da população, utilizando como instrumento principal as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter etc.).

A prática consiste em colaborar a edificação de uma sociedade mais preocupada em enfraquecer a apatia e a tolerância da exploração sexual de crianças e adolescentes. É um trabalho de educação social com a finalidade de arquitetar uma nova cultura no povo brasileiro, tendo a conscientização da gravidade do problema como propósito maior.

Com a palestra desta segunda-feira, a ideia de Meneguelli é aproximar as empresas dos jovens assistidos ainda durante o período de formação profissional. “Quando as empresas demandarem o perfil do profissional que precisam, ficará mais fácil garantirmos o futuro destes jovens no mercado de trabalho. Precisamos de parceiros para garantir a empregabilidade dessas pessoas”, concluiu.

Produção limpa também gera ganhos econômicos para empresas, diz diretor-adjunto da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin

A prática de produção limpa gera às empresas ganhos econômicos e reduções de custos fantásticos e precisam continuam sendo mostradas, segundo o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin.

“Ao debatermos questões ligadas à redução de consumo de água, por exemplo, a empresa também reduz custo”, explicou San Martin, que também é diretor-adjunto do DMA na Fiesp.

Ele moderou o painel Pesquisa, Desenvolvimento e Logística de Distribuição de Biocombustíveis da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, no qual empresas como a Martin-Brower (MB), gigante norte-americana especializada em logística e soluções para o mercado de fast-food, mostraram casos bem-sucedidos de produção limpa.

Mediante parceiras com uma rede de restaurantes do mercado de fast-food, a MB implementou um ciclo fechado para recuperação do óleo utilizado no preparo dos alimentos para conversão em biodiesel para uso na logística, com o objetivo é reduzir as emissões de gás carbônico.

“No momento em que o óleo comestível volta ao processo e é transformado no óleo combustível, há um circuito fechado desse processo. É o que se pretende com todos os produtos, com todos os materiais e com todos os elos da cadeia de consumo”, afirmou San Martin.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada por Lei em 2010, estabelece a reinserção de um resíduo ao processo produtivo de determinada indústria.

São Paulo se destaca em sustentabilidade, segundo pesquisa internacional

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

A consultoria Price Waterhouse Coopers (PwC) apresentou nesta terça-feira, durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a pesquisa Cidades de Oportunidades 2011. Hazem Galal, sócio da PwC e coordenador do estudo, explicou os critérios do estudo e como este pode ajudar a compreender a dinâmica urbana, analisando profundamente questões como: gestão regional, educação, sustentabilidade, densidade populacional, transporte e preservação.

Única cidade brasileira analisada, São Paulo só ficou à frente de Joanesburgo e Mumbai. As primeiras colocadas foram: Nova York, Toronto, São Francisco, Estocolmo e Sydney.

Em questões específicas como Sustentabilidade, Berlim é a primeira colocada. Já em Capital Intelectual, Estocolmo é a que mais se destaca. E Paris é a melhor em Transporte e Infraestrutura. São Paulo só aparece entre as dez melhores em Sustentabilidade e Agitação Cultural, sobressaindo-se como o maior centro urbano do hemisfério sul.

“São Paulo recebe 5 milhões de turistas estrangeiros por ano, enquanto Dubai que é muito menor recebe 8 milhões”, ressaltou Galal. “Isso precisa ser analisado com atenção pelo governo local, pois, além de receber menos turistas, eles gastam menos aqui do que em outros lugares.”

O estudo completo pode ser acessado no site www.pwc.com/br/cidadesdeoportunidade.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, mostrou o Plano SP 2040 – A Cidade que Queremos: uma pesquisa que vem sendo feita junto à população para traçar um horizonte com metas para além de uma ou duas gestões, mas para daqui a 30 anos. “Um plano como este cria uma perspectiva para quem mora e/ou trabalha na cidade”, afirmou. “Além dos objetivos para 2040, há metas intermediárias para serem acompanhadas, até 2025, em diversas áreas como Habitação, Saúde, Educação, Meio Ambiente, Transporte etc..”

O diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, destacou que o município de São Paulo concentra 27% da população do estado e 36% do PIB. E mostrou dados de uma pesquisa da Fiesp que mostra as principais virtudes e principais problemas da cidade apontados pelos industriais paulistanos.

De acordo com o levantamento, Infraestrutura urbana e proximidade dos mercados consumidores foram os principais atrativos da cidade. Já a questão da mobilidade urbana, transporte, alto custo de vida, baixa qualidade de vida e falta de terrenos disponíveis são as maiores dificuldades.

Música e dança dão o tom à 5ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Apresentação da Banda Quebra-Cabeça durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, na entrada do edifício da Federação

Integrando a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, o Espaço Lúdico oferece shows de música e dança sobre o palco montado em frente ao edifício da Fiesp. Nesta segunda-feira (21) houve apresentações do Projeto Guri, Grupo Bate Lata, Banda Quebra-Cabeça, entre outras atrações gratuitas que acontecem até quarta-feira (23), último dia da Mostra.

A Banda Quebra-Cabeça, formada em 2010 por filhos e amigos dos integrantes dos Novos Baianos, apresentou nesta tarde algumas músicas do projeto “Aos Nossos Pais”. Uma bela homenagem aos músicos Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Baby do Brasil (na época, Baby Consuelo), Jorginho Gomes, Dadi, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, que integraram o lendário grupo musical que fez muito sucesso na década de 70.

A mistura de MPB e suas vertentes com rock, forró e ritmos regionais brasileiros originou o CD “Tudo Pode”, que entre as participações especiais conta com o trombonista Bocato. No álbum, músicas autorais se juntam às obras setentistas dos Novos Baianos.

“Nosso trabalho é uma contrapartida ao projeto governamental que nos incentiva, que possibilita a apresentação do nosso trabalho para o público e também para outros grupos”, afirmou Moraci Mariano, produtor da banda. Ele antecipou que um novo CD está em fase de produção, com lançamento previsto para 2012.

Cidadania

O grupo de dança do ventre do Centro de Cidadania da Mulher, localizado no bairro de Santo Amaro em São Paulo, fez uma apresentação e divulgou suas ações sociais. O projeto tem como foco oferecer assistência jurídica e psicológica a mulheres em situação de risco de violência doméstica, além de proporcionar aulas de artes plásticas, dança vocacional, bijuterias, entre outras.

Programação

Terça-feira (22)
13h – Centro de Cidadania da Mulher
14h – Lar das Crianças
15h – Vizinho Legal
17h – Cufa

Quarta-feira (23)
13h – Escola São Judas
13h30 – Instituto Olga Kos
14h30 – Palavras de Paz
16h30 – Ibasa
17h30 – Grupo Percussão Batuke Tereza

Brasil é principal investidor da América Latina, com US$ 7 bi em 2010

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Durante o ano de 2010, o Brasil investiu U$ 7 bilhões em projetos de energia renovável. Embora o valor tenha sido 5% inferior ao número de 2009, o País continuou sendo o maior investidor da América Latina no setor. Em 2010, produziu 36 bilhões de litros de etanol e possui boa capacidade de geração elétrica com biomassa, material constituído por substâncias de origem orgânica, no caso do etanol, o bagaço da cana.

Estes números mostram parte do universo de oportunidades de negócios a partir do combate às mudanças climáticas gerando energia limpa, tema que irá compor uma das mesas de debate da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental – Desenvolvimento Social e Resultado Econômico.

O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Jacques Marcovitch, fará a palestra “Mudanças do clima: Custos e Oportunidades”, no segundo dia da Mostra.

Marcovich é autor dos livros Para Mudar o Futuro – Mudanças climáticas, políticas públicas e estratégias empresariaisA Universidade (Im)PossívelUniversidade Viva e da trilogia Pioneiros e Empreendedores – A Saga do Desenvolvimento no Brasil, entre outros.

Serviço
5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambienta
l
Tema: Desenvolvimento Social e Resultado Econômico
Data: 21, 22 e 23/11
Local: sede da Fiesp, Av.Paulista, 1313, capital

Pesquisa da Fiesp revela que 73% das empresas investem em educação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Eliane Belfort, diretora-titular do Cores/Fiesp, divuga pesquisa na 5ª Mostra de Responsabiidade Socioambiental

A pesquisa “Rumos da Indústria Paulista”, elaborada pela Fiesp e divulgada nesta segunda-feira (21), apurou que 73% das 290 empresas ouvidas em setembro investem em algum programa de educação.

Os dados foram levantados pelo Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiespe anunciados pela diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da entidade, Eliane Belfort, durante a  5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.
“Estamos muito satisfeitos ao analisar essa pesquisa e nos darmos conta da grande evolução, não só visando ao crescimento das empresas, mas à consciência de que o desenvolvimento sustentável só se dá com o desenvolvimento social acompanhado do crescimento econômico”, afirmou Belfort na abertura da Mostra que traz este ano o tema “Desenvolvimento Social e Resultado Econômico”.

O estudo, encomendado pelo Cores, apurou que o principal programa de educação, realizado por 74% das companhias entrevistadas, foi a formação profissional/qualificação da mão de obra. Outra iniciativa citada por 70% das empresas é o fornecimento de subsídios para a elevação no nível educacional ou aprimoramento profissional de funcionários.

Igualdade de gênero

Ministra Iriny Lopes, secretária de Políticas para Mulheres da Presidência da República

De acordo com a pesquisa “Rumos da Indústria Paulista”, 61% das empresas que responderam ao questionário afirmaram que promovem a igualdade entre os gêneros e a autonomia das mulheres dentro ou fora da organização.

As principais práticas de igualdade entre gêneros utilizadas pelas empresas são: observância da igualdade salarial entre homens e mulheres (90%) e observância da igualdade de homens e mulheres em cargos executivos (58%).

A ministra Iriny Lopes, secretária de Políticas para Mulheres da Presidência da República, se mostrou otimista quanto ao futuro das mulheres no Brasil. “Temos muito a fazer, mas já conquistamos muitas coisas. Hoje somos dirigidos por uma mulher que tem mostrado competência”, destacou. “Eu acho que o nosso futuro não vai vir de graça, nós teremos que conquistá-lo. Mas estamos no caminho certo e a Fiesp, essa Mostra e esse debate são uma contribuição inestimável para esse processo”, afirmou Iriny Lopes.

As empresas foram ouvidas pelo Depecon entre os dias 9 e 23 de setembro e separadas entre os seguintes grupos: micro/pequenas com até 99 empregados (56%), médias com 100 a 499 empregados (32%) e grandes com 500 empregados ou mais (12%).

Segundo o estudo, 17% delas não realizam programas sociais, 59% realizam programas sociais para contribuir com o desenvolvimento social, 54% realizam programas sociais para atender a missão ou os valores da organização enquanto outras 36% promover projetos sociais para fortalecer a imagem de sua empresa.

Para ler a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Mostra

A 5ª Mostra de Responsabilidade Social da Fiesp começou na manhã desta segunda-feira (21) e, até quarta-feira (23), receberá autoridades e executivos para debaterem a apresentarem casos de sucesso voltados ao desenvolvimento social e econômico.

“O objetivo nessa Mostra é apresentar à sociedade as ações empresariais de responsabilidade socioambiental”, afirmou Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente e diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp. “E isso não é só questão de custos. Pelo contrário, gera competitividade para essa empresa, a qual estará mais motivada a penetrar no mercado e nos espaços nos quais atua.”

Apesar de estudar dois anos a mais, mulher ainda ganha menos que homem, diz Marta Suplicy

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

A senadora Marta Suplicy e a ministra Iriny Lopes (Política para Mulheres da Presidência da República), durante a Mostra Fiesp/Ciesp

A senadora Marta Suplicy e a ministra de Política para Mulheres da Presidência da República, Iriny Lopes, participaram nesta segunda-feira (21) da mesa-redonda sobre o Empoderamento das Mulheres para o Equilíbrio Socioecnômico das Nações, realizada na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

Junto delas estiveram a defensora pública e coordenadora de políticas públicas para as mulheres do estado do Ceará, Mônica Barroso, e a Procuradora de Justiça do Estado de São Paulo, Luiza Eluf.

Ao abrir o debate, Marta lembrou que já existem no Brasil quase quatro milhões de mulheres a mais do que homens, porém, elas ganham pouco mais de 70%, em média, dos salários deles. “É triste constatar, mas ganhamos menos a despeito de termos dois anos a mais de estudo na média nacional”, analisou.

A questão da renda feminina também foi abordada pela defensora pública do Ceará, Mônica Barroso. Ela mostrou números que revelam um distanciamento bem maior no topo do que na base da pirâmide salarial entre homens e mulheres. “Quanto mais estudamos, menos ganhamos em relação ao homem com mesma formação”, destacou.

A ministra de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, reconheceu avanços nesta área: “Estamos melhor do que ontem e continuaremos avançando”. Mas alertou para o fato de que as mulheres, com suas crianças e jovens, são maioria entre as 16 milhões de pessoas-alvo do programa Brasil Sem Miséria, do governo federal.

“Esse cenário não se justifica por outra razão que não o preconceito do mercado de trabalho. Passamos décadas lutando para que as mulheres tivessem mais acesso à educação e, quando chegamos lá, continuamos com menos renda e, portanto, mais vulneráveis à pobreza e à miséria.”

Para a procuradora de Justiça de São Paulo, Luiza Eluf, é constrangedor ver uma modelo seminua “desempoderada” e “idiotizando” o papel da mulher em uma propaganda de televisão. “Não dá para incentivarmos um comportamento feminino tão submisso, como se a mulher tivesse de ser sempre dependente do dinheiro do homem, seja para consertar o carro batido ou pagar a fatura do cartão de crédito, trocando sexo pelo dinheiro dele”, argumentou.

A 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental prossegue até quarta-feira (23) com a participação de autoridades e executivos que debaterão a apresentarão casos de sucesso voltados ao desenvolvimento social e econômico.

Gerente da Petrobras afirma que estatal está preparada para “um eventual acidente”

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcos Vinicius de Mello, gerente setorial da Petrobras

Em meio à repercussão do vazamento de óleo na área do Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), envolvendo a petroleira norte-americana Chevron, o gerente setorial de Meio Ambiente da Petrobras reconheceu nesta segunda-feira (21) que a atividade de exploração e produção é uma operação de risco, mas afirmou que a estatal está preparada para eventuais acidentes.

“Não podemos e nem vamos dizer que jamais vai acontecer. Pode acontecer”, disse Marcos Vinicius de Mello. “O que nós fazemos é gerenciar o risco associado a nossa atividade e nos preparar. Na Bacia de Santos como um todo, temos pelo menos oito embarcações dedicadas, que se ocupam 24 horas por dia da tripulação e equipamentos para atuar imediatamente.”

Ele participou da mesa redonda “Desenvolvimento Sustentável no Pré e no Pós-sal”, durante o primeiro dia da 5º Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. “Se todo o resto falhar, essa embarcação vem na incumbência de iniciar o combate e a recuperação de um eventual vazamento de óleo”, acrescentou o gerente da estatal.

Revelado em oito de novembro, estima-se que o vazamento em Campus jorrou um volume entre 200 e 300 barris de petróleo por dia, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

Estrutura

O presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, Walter Lazzarini, reiterou a necessidade de se discutir possíveis consequências negativas na exploração de petróleo no pré-sal.

“É fundamental que tenhamos a preocupação de discutir aquilo que pode haver de prejuízo ou de impactos negativos pela exploração do pré-sal, na medida em uma região pode ser impactada pela falta de infraestrutura para receber a população, seguramente atraída pelos empregos gerados”, sublinhou Lazzarini. “Há necessidade que essa infraestrutura seja em termos de saneamento básico, em termos residências, escolas e hospitais.”

Lazzarini mediou o debate sobre pré-sal durante a 5ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental, que até quarta-feira (23) receberá autoridades e executivos para debaterem a apresentarem casos de sucesso voltados ao desenvolvimento social e econômico.

Adolescentes da comunidade de Cidade Ademar se apresentam no Teatro do Sesi São Paulo

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Musical Bom Dia Manancial

Os jovens da Congregação de Santa Catarina, da zona sul de São Paulo, apresentam às 11h30 desta quarta-feira (23), no Teatro do Sesi São Paulo, o musical Bom Dia Manancial.

A montagem foi realizada em parceria com o CEU Alvarenga e a Oficina dos Menestréis, precursora do método artístico criado pelo cantor Oswaldo Montenegro.

No palco, cinco Menestréis e 22 adolescentes dacomunidade de Cidade Ademar, localizada em área de mananciais, falam da importância da proteção do meio ambiente para toda a sociedade.

O objetivo da iniciativa, que integra a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, é sensibilizar a opinião pública sobre a preservação dessas áreas. A entrada é gratuita.

Empresa que investe no desenvolvimento social sabe seu valor para o negócio, diz Belfort

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp

Desenvolvimento social e resultado econômico estão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas porque elas sabem a importância que estes dois temas têm para seus negócios.

“Há uma relação positiva das empresas que investem no social e isto impacta no seu resultado financeiro”, disse Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, ao participar do painel “Desenvolvimento Social e Resultado Econômico”, ministrado durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, realizada nesta segunda-feira (21), na sede da Fiesp.

Belfort ressaltou que o fortalecimento econômico traz inclusão econômica e social. “No auge da moda da globalização, vivemos a famosa década perdida em que tínhamos um Brasil para muito poucos: uma massa excluída fora do mercado de consumo.”

Ruy Shiozawa, ceo do Great Place to Work Brasil, que elabora a pesquisa “Melhores Empresas para se Trabalhar”, relatou que as empresas estão preocupadas com questões sociais e éticas. “Quando analisamos as melhores empresas para se trabalhar, uma das coisas que aparecem claramente na pesquisa é que as companhias têm voltado cada vez mais suas atenções para estes dois temas.”

Segundo Shiozawa, as empresas sabem que esta preocupação está relacionada com o desempenho de seus negócios. “A ética está interferindo nos resultados das companhias.”

Para Fernando Fernando Carrillo-Florez, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil (BID), a principal ameaça à governança democrática da América Latina, à estabilidade democrática e ao crescimento econômico é a desigualdade econômica. “Nosso continente não é o mais pobre, mas é o mais desigual. A questão da exclusão social é um problema político.”

Carrillo-Florez ressaltou que falar de vontade política é um dos primeiros mandamentos. “É preciso criar instituições modernas, eficazes e eficientes que tenham capacidade para lutar contra a pobreza.”

Grupos de geração de renda da Fundação Stickel participam da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp

Agência Indusnet Fiesp

Grupos de geração estruturados pela Fundação Stickel, o buffet comunitário Doces Talentos e a confecção Brasilianas participarão da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, na sede da Fiesp.

Os dois grupos são parte do Programa de apoio ao empreendedorismo destinado a moradores da Brasilândia, zona norte de São Paulo, que vivem em situação de vulnerabilidade social com renda abaixo de um salário mínimo.

Durante dois anos de incubação dos empreendimentos, a Fundação Stickel investe na capacitação de suas participantes para gestão de um negócio comunitário, baseado em quatro pilares: capacitação para oficio, gestão e formalização, desenvolvimento pessoal e microcrédito.

A Fundação Stickel oferece gratuitamente, por meio de parceria com o Senai e o Grupo Espírita Batuíra, cursos de costura e panificação para essas mulheres, enquanto a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas (ITCP-FGV) auxilia na organização das microempresas. Na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, os dois grupos vão expor e vender seus produtos.

O evento

Composta por uma exposição e um congresso, a Mostra tem como objetivo ser uma plataforma de divulgação das práticas de responsabilidade socioambiental realizadas pelos mais diversos setores da sociedade. O evento consiste em três divisões: ciclo de palestras, exposições e espaço lúdico, com apresentações culturais de Organizações Não Governamentais (ONG).

Este ano, com o tema “Desenvolvimento Social e Resultado Econômico”, chama a atenção para o grande crescimento econômico pelo qual passa o Brasil, e continuará nos próximos anos, que deve ser acompanhado pelo desenvolvimento para a equidade social.

Pesquisa inédita “Cidades de Oportunidade 2011” será lançada na Mostra Fiesp/Ciesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A capital paulista ocupa posição significativa no cenário mundial quanto à agitação cultural e sustentabilidade. Este é um dos resultados da 4ª edição da pesquisa Cidades de Oportunidades 2011, levantamento mundial feito pela PriceWaterhouseCoopers (PwC), em parceria com a Partnership for New York, que analisou dados fornecidos pelo Banco Mundial (Bird) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Foram avaliadas 66 variáveis de 26 grandes centros urbanos do mundo. São Paulo é a única metrópole brasileira incluída no estudo inédito, em português, que será lançado dia 22/11 na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, e está entre as 10 melhores em sustentabilidade e agitação cultural, fundamental na atração de jovens talentos, mentes inovadoras e turistas.

O documento e as propostas para o futuro da nossa cidade poderão ser debatidos durante mesa redonda com a participação de Hazem Galal, sócio da PwC e coordenador do estudo, e Miguel Bucalem, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo.

Avaliação

Foram avaliados os quesitos: capital intelectual e inovação, custo, demografia e qualidade de vida, estilo de vida, facilidade para fazer negócios, influência econômica, prontidão tecnológica, saúde e segurança, sustentabilidade, transporte e infraestrutura.

Além de São Paulo, figuram o ranking as cidades de Nova York, Toronto, São Francisco, Estocolmo, Sydney, Londres, Chicago, Paris, Cingapura, Hong Kong, Houston, Los Angeles, Berlim, Tóquio, Madri, Seul, Pequim, Abu Dhabi, Xangai, Cidade do México, Moscou, Santiago, Istambul, Joanesburgo e Mumbai.

Evolução do Estudo

Em 2010, a PwC apresentou um levantamento semelhante na Mostra anterior, com ranqueamento de 21 municípios ao redor do mundo apontando 10 vetores principais e 58 variáveis, hoje são 66. São Paulo aparecia em 17º lugar, à frente de Santiago, México City, Mumbai e Joanesburgo.

Os melhores posicionamentos da cidade representante brasileira apontados no relatório foram: custo de operação (11º lugar) e demografia e qualidade de vida (9º lugar). E os piores: transporte e infraestrutura (2ª pior colocação, atrás somente de Joanesburgo) e saúde e segurança (3ª pior, perdendo somente para Mumbai e Joanesburgo).

O relatório é produzido desde 2002, mas a capital paulista começou a aparecer na listagem nos dois últimos anos, um reflexo da boa economia do País.

Contra a exploração de crianças e adolescentes

Eliane Belfort é diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social/Fiesp, Agência Indusnet Fiesp

O tema da violência sexual contra crianças e adolescentes requer atenção e indignação de toda a sociedade para que este crime seja combatido por todos. Os empresários têm a oportunidade de se mobilizar e ajudar a juventude.

O Conselho Nacional do Sesi abriu as portas para esta participação ao desenvolver o Programa ViraVida, criado para dar formação profissional e oportunidade de emprego e renda a adolescentes que sofreram violência.

O processo socioeducativo, que contempla educação especial para a elevação da escolaridade, atendimento psicossocial, formação profissionalizante, entre outras ações, proporciona a restituição dos direitos fundamentais desses jovens, vítimas da brutalização e do desamor.

Porém, esse ciclo só se completa com reais perspectivas de mudança, quando um empresário oferece oportunidade de emprego, porta aberta para o mundo do trabalho e suas possibilidades.

Venha conhecer “as vidas que foram viradas” e como fazer parte desta rede de solidariedade, apresentada por Jair Meneguelli, Presidente do Conselho Nacional do Sesi, com a participação de jovens que encontraram uma nova vida através da profissão.

Serviço:
5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental

Apresentação Projeto ViraVida de Inserção Sócio Produtiva de Adolescentes e Jovens em Situação de Exploração Sexual
Dia 21 de novembro, das 14h às 15h30, no Salão Nobre da Fiesp
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo/SP

Fórum Sou Capaz traz mapeamento inédito de emprego para pessoas com deficiência

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

O II Fórum Sou Capaz será realizado este ano em conjunto com a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental com o tema “Mercado de trabalho e tecnologias assistivas para pessoas com deficiências”. Este debate fará parte da programação de sustentabilidade que encerra o Congresso, no dia 23/11, pois as duas atividades se complementam.

No Fórum, o Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp apresentará mapeamento regional inédito, a fim de verificar a evolução da contratação de pessoas com deficiência e reabilitados em atendimento à Lei de Cotas (nº 8213/91) no Estado de São Paulo.

Hoje, os setores de serviços e a administração pública são os maiores contratantes, seguido pela indústria. Porém, um dos problemas apontados pelo estudo é a falta de capacitação.

O estudo se baseia em dados do Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), compreendendo o período de 2008 a 2010.

De acordo com a OMS, cerca de 10% da população mundial possuem algum tipo de deficiência, cenário divergente do apontado pelo IBGE, que aponta 14% para o Brasil (a partir do censo de 2000). Resultado: 24,6 milhões habitantes, no país, sendo que mais de 5,8 milhões residem no Estado. A RAIS apontou, em 2010, em São Paulo, quase 13 milhões de empregos formais, dos quais 100 mil são de pessoas com deficiência, habilitadas ou reabilitadas.

Talk show

Um dos momentos esperados do Sou Capaz é o “Gente que quebra paradigma”, talk show com presença confirmada do jornalista Osmar Santos e do radialista Paulo Soldate (Rádio Globo). A atriz Tábata Contri, o maratonista internacional Edmar Wilson Teixeira de Souza e a atleta Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, também participarão desta atividade comprovando que limites podem ser superados.

Haverá ainda apresentação de cases dos setores produtivos, como Duratex, Telefonica, TRW Automotive e Projeta – Ação Urbana Consultoria em Responsabilidade Social e Arquitetura Sustentável. E o lançamento de edital Sesi/Senai para indústrias que querem desenvolver programas de políticas de inclusão.

Serviço
II Fórum Sou Capaz e 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental

Data/horário: 23/11, das 8h30 às 17h30
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, 15º andar, Salão Nobre