Desenvolvimento humano passa pela solidariedade, diz presidente do Conic na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Ao encerrar as atividades do lançamento da 5ª Edição do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), na manhã desta terça-feira (07/02), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp, Rodrigo da Rocha Loures, falou sobre o trabalho do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, no qual é secretário executivo.

“É um movimento que visa facilitar o processo de desenvolvimento da organização social, cujo norte é o alcance dos Objetivos do Milênio, uma agenda transparente e global. A solidariedade é o que anima esse movimento. É a soma de ações assim que faz a diferença”, disse.

Loures: mobilização em torno do desenvolvimento social. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Loures: a soma das ações faz a diferença no campo do desenvolvimento social. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Loures explica que o objetivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade é funcionar como um sistema de facilitação e articulação, trabalhando a partir de dois pontos: a criação de espaços para que pessoas solidárias se encontrem e  a oferta de indicadores da situação de cada município do Brasil.

Para Loures, o desenvolvimento do Brasil passa pelo desenvolvimento de todos os municípios. “O desenvolvimento humano passa pela solidariedade. Sem trabalho voluntário a insatisfação social seria muito maior”, disse, fazendo menção às recentes manifestações populares que ocorreram em todo país.

O presidente do Conic na Fiesp disse também que o desafio do estado de São Paulo é, dentro de 12 meses, ter núcleos organizados em todos os municípios.  “É a melhor maneira de reduzir as tensões sociais, as injustiças. O Governo do Estado pode ser um aliado poderoso nesse objetivo. O papel dos governos é facilitar esse processo”, concluiu.

O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, criado em 2004, tem como objetivo conscientizar e mobilizar a sociedade civil e os governos para o alcance, até 2015, dos oito objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com 191 países.