Coordenador dentro do hospital pode mudar realidade de transplantes no Brasil

O modelo espanhol de doação e transplantes de órgãos está sendo apresentado nesta terça-feira (1º) no 3º Simpósio Internacional de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da Santa Casa de São Paulo, que acontece na sede da Fiesp.

Nele, a figura do coordenador dentro dos hospitais é definitiva para o sucesso do programa, que poderia ser copiado pelo Brasil, na opinião do coordenador do serviço de captação de órgãos da Santa Casa de São Paulo, Reginaldo Boni. “O papel do coordenador intra-hospitalar é fundamental para mudar a realidade de transplantes no País”, reiterou.

A atuação deste profissional pode ser determinante para a continuidade do processo de doação, captação e transplante. Boni disse que o modelo brasileiro é inspirado no norte-americano, mas que o modelo espanhol “é o mais interessante, que revolucionou a doação”. A Santa Casa de São Paulo pretende fechar o ano com 140 doadores, contra 117 em 2008.


Metade dos transplantes

O estado de São Paulo responde por 50% do total de transplantes realizados no País, de acordo com a coordenadora-adjunta da Central de Transplantes-SP, Sônia Coria.

Ela explicou que o serviço foi criado em 1997, com a implantação da legislação brasileira, que abrange desde o diagnóstico de morte encefálica até o financiamento da estrutura. Os principais critérios para a realização de transplantes é a compatibilidade e a lista de espera.