Infraestrutura precária é maior entrave para produção industrial brasileira, diz diretor da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Josué Gomes da Silva, 3º vice-presidente da Fiesp. Foto: Luís Benedito/Fiesp

No painel “Fortalecendo a Base Industrial”, parte da agenda do 31º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, Josué Gomes da Silva, 3º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente da Coteminas, falou sobre os desafios e principais problemas do setor industrial do país.

“A situação atual da indústria brasileira é preocupante. A infraestrutura e a baixa qualidade da mão de obra impedem nossa base de crescer como gostaríamos”, começou Silva.

Apesar da crítica, o empresário mostrou-se otimista em relação ao futuro. Ele disse perceber o esforço do governo na tentativa de contornar o problema. “Trabalhando nos pontos cruciais que prejudicam nossa competitividade, o futuro da indústria brasileiro será brilhante”, encerrou.

Carlos Mariani Bittencourt, diretor da CNI. Foto: Luís Benedito/Fiesp

Outro participante do painel, Carlos Mariani Bittencourt, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que a Alemanha é referência para o Brasil quando o assunto é competitividade industrial.

“Temos o maior custo de produção na indústria de transformação. O exemplo da Alemanha é importante. O país enfrentou cenários negros no passado graças à educação, principalmente”, disse Bittencourt, para quem o sistema tributário ceifa o crescimento e bem-estar da população.

Weber Porto, presidente da Evonik Degussa do Brasil, destacou o crescimento de renda do brasileiro e a importância dos programas sociais, os quais elevaram o poder do mercado interno brasileiro.

Para o dirigente, o Brasil é um país paradoxal. “Vemos avanços em um lado da cadeia, mas no outro vemos estagnação. Falta um plano definido para o futuro. Nossos custos são astronômicos e precisam ser revistos. Se isso acontecer, teríamos um Brasil maravilhoso”, disse Botelho.

O encontro foi moderado por Stefan Malr, representante do Conselho do BDI.