Brasil precisa aumentar corrente de comércio com Nova Zelândia, afirma 2º vice-presidente da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, de acordo com o 2º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto ao primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, em encontro na manhã desta segunda-feira (11/03), na sede da entidade.

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João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine


Ometto lembrou que, em 2012, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 125,5 milhões, com saldo negativo de US$ 1,1 milhão de dólares para o Brasil.

“As vendas brasileiras, concentradas nos setores de gorduras e óleos, café e chá e outros produtos de origem animal, já pautam nossas importações da Nova Zelândia”, afirmou Ometto, destacando boas possibilidades de negócios em setores que produzem proteínas, colas, enzimas, máquinas de aparelhos mecânicos e produtos diversos da indústria química .

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, o encontro representa uma excelente oportunidade para estreitar os laços comerciais bilaterais. “A rodada de negócios [realizada na sequência] é uma nova porta para a competitividade internacional entre os nossos países. Além de promover a expansão no comércio bilateral, vai fortalecer o intercâmbio e conhecimento sobre nossos produtos e mercados”, afirmou Ometto diante de uma comitiva de 47 empresários neozelandeses.

Entre as oportunidades de investimentos no Brasil, Ometto citou o programa de concessões de infraestrutura, que soma US$ 235 bilhões, e a realização de três grandes eventos internacionais: a Copa das Confederações, em junho de 2013; a Copa do Mundo de futebol, em 2014; e os Jogos Olímpicos, em 2016.