Sabesp tem desafios a cumprir na Região Metropolitana, litoral e interior paulista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Para que não falte água é necessário continuar investindo seletivamente a partir dos melhores projetos. De acordo com Dilma Pena, presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a expansão dos serviços de deslocamento sanitário na região metropolitana e na Baixada Santista, com recuperação de rios e córregos, é essencial.

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Dilma Pena, presidente da Sabesp: 'Estamos com todo o esforço da nossa superintendência para cumprir o cronograma à risca'. Foto: Julia Moraes

Dilma, que participou do 2º Seminário de Saneamento Básico promovido pela Fiesp nesta terça-feira (30/10), afirmou que na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) – onde vivem 20 milhões de pessoas – a urbanização aconteceu de forma acelerada e sob escassez hídrica.

“Os desafios são enormes, no abastecimento de água ou esgotamento sanitário, porque a capacidade de produção dos rios do Alto Tietê é praticamente nula”, explicou a presidente da Sabesp, que afirmou ainda ter já contratado investimentos de R$ 4,3 bilhões para reduzir entre 15% e 18% as perdas de água.

Em coletas de esgoto, cerca de 500 obras estão em execução na RMSP ao custo de cerca de R$ 1,8 bilhão, com previsão de término para o final de 2015.

“Estamos com todo o esforço da nossa superintendência para cumprir o cronograma à risca. Nem sempre depende exclusivamente da Sabesp. Temos licenciadores no âmbito municipal, estadual e federal, e muitas vezes isso leva muito mais tempo do que prevíamos para iniciarmos uma obra”, detalhou.

Litoral e interior

No litoral paulista, Dilma Pena informou que o programa de despoluição “Onda Limpa” está agora em fase de implantação de redes e de coletores de esgoto. “Essa região está crescendo muito em função do pré-sal, com aumento da renda da população fixa e crescimento do contingente flutuante. Temos que acompanhar esse dinamismo econômico de cada local para implantar a infraestrutura de modo que não haja nenhum déficit”, antecipou.

Já no interior de SP, existem 51 estações de tratamento de esgoto em execução, com cronogramas que indicam finalização ao longo de 2013 e 2014, segundo a presidente da Sabesp. “Toda a infraestrutura de abastecimento de água faltante também está em execução. Nossa meta, até o final de 2014, é ter todas as sedes municipais e seus domicílios com abastecimento de água regular e mais segura, com coleta e tratamento de esgoto.”

Até o final da década, conforme Dilma Pena, a meta é promover a universalização com sustentabilidade ambiental, social e econômico-financeira. “Isso é o que nos garantirá uma permanência no mercado, de uma empresa de porte mundial e um patrimônio dos paulistas”, concluiu.

Para Sabesp, eficiência de gestão significa cumprimento de metas de universalização em saneamento até o fim da década

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O desafio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para a universalização dos serviços em sua área de atuação foi o tema abordado pela diretora-presidente da empresa, Dilma Pena, nesta terça-feira (30/10). Em sua participação no 2º Seminário de Saneamento Básico, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ela apresentou detalhes das ações da companhia.

Quarta maior empresa do mundo em número de clientes – 27 milhões no Estado de São Paulo, distribuídos em 374 municípios – a Sabesp contabiliza 156 cidades com 100% dos domicílios atendidos com água potável, coleta e tratamento de esgoto.

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Dilma Pena, diretora-presidente da Sabesp. Foto: Julia Moraes

Segundo Dilma Pena, a infraestrutura implantada pela Sabesp no Estado equivale a duas voltas e meia no planeta.

“São 45 mil quilômetros de coletoras de esgoto, 66 mil quilômetros de extensão de rede de abastecimento de água, com 490 estações de tratamento de esgoto e 212 estações de tratamento de água. Quando estivermos universalizados, esse número deve aumentar pelo menos uma vez mais”, sinalizou, reconhecendo que a proporção para o Brasil é um “desafio extraordinário”.

De acordo com a executiva da Sabesp, implantar toda a rede de abastecimento de água, rede de coleta, transporte e tratamento de esgoto do país exige um esforço enorme, pois requer investimento inicial muito alto. “Além disso, necessitamos ainda de estruturas organizacionais de Estado, tanto na fiscalização, regulação ou prestação dos serviços”, observou.

Os investimentos em obra, em Parcerias Público-Privadas (PPPs) e locação de ativos, conforme ela, chegam a R$ 2,4 bilhões – montante que representa de 25% a 30% do faturamento da empresa. “Um esforço de investimento e de eficiência de gestão considerável” que, segundo Dilma Pena, significa capacidade de cumprir as metas de universalização até o fim desta década.

Abastecimento hídrico

O desafio de universalização, para a presidente da Sabesp, é aumentar o volume de ligações de água em 1,8 milhão e em coleta de esgoto, 4 milhões. “Com o tratamento de esgoto, cerca de 10 milhões de pessoas serão beneficiadas”, sublinhou.

Dilma Pena afirmou ainda que a Sabesp é hoje, ao mesmo tempo, uma grande construtora e essencialmente uma prestadora de serviço: “Temos que ter, simultaneamente, uma capacitação em contratação de grandes obras, sobretudo de saneamento, coleta e transporte e tratamento de esgoto na região metropolitana e na Baixada Santista”.

Até o final desta década, segundo Dilma, as grandes obras estarão finalizadas e em uma fase de especialização na prestação dos serviços, que requer novas capacitações e novos processos.