Vencedor da 2ª edição do Hackathon/Fiesp apresenta projeto ao ministro da Saúde

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Manoel Netto: objetivo é tornar frequente e costumeira a doação aos hemocentros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Uma chance rara. Em dinâmica similar ao de um elevator pitch, o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do aplicativo Heroes, teve alguns minutos para apresentar a inovação diretamente para o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A oportunidade aconteceu na tarde desta sexta-feira (26/09), durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde Chioro era o principal convidado do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil).

Com o Heroes – um dos ganhadores da segunda edição do Hackathon, concurso de aplicativos criado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp –, o grupo busca acelerar o número de doações de sangue.

Durante a apresentação, Neto explicou que a ideia surgiu depois que ele e sua equipe identificaram uma lacuna no número e frequências das doações de sangue no país.

Segundo ele, o Heroes visa dobrar o número de bolsas de sangue doadas por ano por intermédio de dispositivos como smartphones e tablets. “O número ideal é de 10 milhões de bolsas doadas por ano”, explicou.

O aplicativo também tem como meta criar uma rede de incentivo para doação de sangue, “um movimento que torne frequente e costumeira a doação”. Assim, por exemplo, um hemocentro poderá sinalizar para os doadores quando precisa reforçar seu estoque.

Para aprimorar o projeto, a equipe tem contado com o apoio de diversos parceiros –  do CJE/Fiesp à Cruz Vermelha de São Paulo.

“Nada é tão valioso e renovável quanto o sangue humano”, concluiu o empreendedor.

Sylvio Gomide (à direita na foto) para Arthur Chioro: "Problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Após acompanhar a rápida apresentação, o ministro afirmou que pedirá à Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados para “estreitar o contato” com os criadores da solução. E aproveitou para fazer um desafio: “Seria interessante aperfeiçoar e estimular a doação de órgãos também. É outro tema importante”, sugeriu.

O diretor titular do CJE/Fiesp, Sylvio Gomide, ressaltou durante o encontro a atuação do comitê na criação de projetos inovadores para a indústria da saúde.

“O CJE, que completa dez anos de criação em 2014, fomenta o empreendedorismo e startups em diversas áreas. O problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”, disse.

Segundo Ruy Baumer, coordenador do Bio Brasil/Fiesp, o aplicativo  atua sobre uma questão que classificou como “crítica”.

>> ‘Iniciativas como o Hackathon nos motivam e motivam outras pessoas’, diz representante de equipe vencedora na área de Saúde 

Hackathon reúne 200 participantes na Fiesp com a missão de desenvolver aplicativos

Felipe Agne, Agência Indusnet Fiesp

Sylvio Gomide: sucesso do Hackathon tem a ver com diversidade de perfis dos participantes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Começou na manhã deste sábado (26/04) a segunda edição do Hackathon, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na competição, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores têm o desafio de criar até a manhã deste domingo (27/04) aplicativos com soluções para três áreas – saúde, educação e segurança – que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mais de 200 pessoas participam da segunda edição do Hackathon, que acontece no edifício-sede da Fiesp.

“O evento superou as expectativas. Seu sucesso não tem a ver com a quantidade de pessoas, mas com o perfil. Tem que ter programador, designer e empreendedor. Nós conseguimos reunir estes públicos e a casa está cheia”, afirmou o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide.

Após a abertura, os participantes assistiram a painéis em que especialistas apresentaram um panorama com os problemas que os grupos poderiam trabalhar para resolver em cada um dos quatro temas propostos.

Desafio dos inscritos é criar aplicativos que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas em três áreas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O evento atraiu participantes de diversos perfis e faixas etárias. “Eu me inscrevi no Hackathon para desenvolver melhor minha capacidade de empreender, de ter um network e conhecer ferramentas que não conheço”, explicou o consultor de TI Fernando Silva, de 29 anos. “Escolhemos a educação porque é uma área onde trabalho, então conhecemos mais. Pensamos em um aplicativo que oferecerá cursos.”

Segundo o economista Ricardo Carvalho de Santos, de 63 anos, desenvolver conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de uma solução foi o que motivou. “Escolhemos a saúde porque, dentro do que foi apresentado no painel, pensamos podemos desenvolver algo mais útil nessa área, voltado a prevenção na área da alimentação.”

Mais jovem, a supervisora de RH Kelly Marques, de 19 anos, disse que se interessou em participar do Hackathon por já estar na área de informática. “Acho que a segurança é um ponto a ser investido em nossa sociedade, porque a partir de uma sociedade segura tudo fica melhor de desenvolver. No momento estamos discutindo duas ideias de aplicativos.”

Os painéis

Ruy Baumer: reduzir perda de tempo do paciente no setor de saúde é uma das oportunidades de melhoria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua breve apresentação, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde na Fiesp, Ruy Baumer, destacou os problemas que o paciente enfrenta no sistema de saúde. “Neste setor existem várias oportunidades de melhoria, e uma delas é a evitar a perda de tempo. Não existem meios de ajudar o paciente nos deslocamentos, mas podemos antecipar a triagem”, afirmou.

Para Baumer, cada vez que um paciente chega a um hospital é atendido como se fosse a primeira vez que precisa do serviço de saúde. “Se tivesse a orientação prévia de um sistema, ajudaria a preservar o paciente, a sua saúde e a diminuir os gastos”.

Na área de segurança, o coronel Alfredo Deak Junior, diretor de Serviços do Setor Público da Microsoft no Brasil, explicou a dinâmica de distribuição do efetivo no policiamento preventivo, apresentando os critérios que determinam esta atuação. “Com base no diagnóstico, o comandante daquela área definirá o que é mais importante. Isso é a distribuição inteligente do efetivo. O desafio é como a comunidade pode participar deste processo”.

Na temática de educação, o gerente de Inovação e de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Osvaldo Maia, demonstrou que os problemas do país nessa área tem causas estruturais. “Há uma ausência de integração entre as políticas educacional, industrial e tecnológica, e uma falta de interação do aluno no contexto sócio educacional e cultural”, afirmou.

Como resultado, segundo ele, falta aos alunos a compreensão necessária para relacionar a aplicação das disciplinas no mundo real.

Participantes podem virar a madrugada desenvolvendo o aplicativo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Cristiano Miano, coordenador do Hackathon, destacou a força que a união entre governo e sociedade pode ter para provocar mudanças. “Este tipo de evento mostra que estamos empenhados em mudar a sociedade.”

Após os painéis, os participantes foram organizados em grupos e definiram as áreas para as quais desenvolverão os aplicativos. Durante o processo, que prossegue de forma ininterrupta durante a noite e a madrugada, eles são acompanhados por mentores.

O anúncio do resultado está programado para 12h30 deste domingo (27/04).

Oportunidades oferecidas pelos aplicativos são debatidas em reunião do CJE na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A noite desta terça-feira (04/02) foi de debate das possibilidades oferecidas pelos aplicativos na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento, realizado na sede da entidade, em São Paulo, teve como tema “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”, reunindo experts na área como Bruno Yoshimura, Alexandre Tarifa e Marina Miranda.

A segunda edição da prova Hackathon será realizada na Fiesp entre os dias 14 e 16 de março. Do que se trata? De um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Na ocasião, programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública.

Abrindo o debate, o sócio e diretor do site Minha Vida, Alexandre Tarifa, destacou a trajetória de sucesso de sua empresa.  O Minha Vida tem hoje duas unidades, a Dieta e Saúde e a própria Minha Vida. “Em dez anos de empresa, 1 milhão de pessoas já emagreceram conosco”, disse Tarifa.

Para o empreendedor, “faz muito sentido a mobilidade para quem está fazendo dieta”. “Ninguém faz dieta na frente do computador, mas na festa, na hora em que está num aniversário, decidindo o que comer, por exemplo”.

Daí a necessidade de pensar no aplicativo como uma ferramenta  “humana e tecnológica, divertida e responsável”. “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”, destacou.

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Tarifa: “Não é só uma telinha no celular, tem muita coisa por trás”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Assim, o serviço do site voltado para emagrecimento pelo celular já tem mais de 3 milhões de downloads, com 400 mil usuários únicos mensais. “Em Janeiro de 2013, ficamos em quinto lugar geral nos aplicativos mais baixados na Apple Store”, contou.

Aos empreendedores que, como ele, querem avançar na área, uma dica importante: “Não tenha preconceitos contra plataformas. As pessoas têm todos os tipos de celulares. As tecnologias são lançadas e as pessoas estão desesperadas por conteúdo, precisamos estar em todos os lugares”.

E tem mais: “Em mobile você tem que estar preparado para atender uma demanda enorme. Hoje tem muito mais gente usando o Dieta e Saúde no celular do que no computador”, orientou Tarifa.

Tempo de mudança

Segundo a criadora da Conferência de Crowdsourcing e de Crowderfounding no Brasil e especialista em tendências econômico-técnico-mercadológicas, Marina Miranda, é preciso levar em conta que o mercado “mudou completamente”. “No caso dos aplicativos, existem mais possibilidades de criar espaços para comentários e discussões”.

Por isso é tão importante ficar de olho no público alvo do seu negócio. “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”.

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marina: “É preciso estar atento às informações que as pessoas estão gerando”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Sobre a expansão dos sites colaborativos e de financiamentos, Marina destacou que os internautas “se sentem mais à vontade para contribuir com projetos sociais e culturais”.

Segundo ela, no Brasil, o Catarse, principal site de financiamento coletivo, já arrecadou R$ 10 milhões. “Parece pouco, mas essa é uma área em crescimento”, disse. “No mundo, foram US$ 5,1 bilhões movimentados dessa forma em 2013”.

Aprenda com os bons

Fundador do Kekanto, rede social ao melhor estilo “boca a boca on-line”, com a troca de opiniões sobre lugares e serviços, Bruno Yoshimura contou que a iniciativa surgiu da própria necessidade, dele e dos seus dois sócios, de encontrarem bons profissionais na área de construção civil.

“A ideia surgiu de uma necessidade, achamos que podíamos fazer algo muito maior”. E fizeram: “Temos 1 milhão de usuários cadastrados e 1 milhão de aplicativos instalados”, contou Yoshimura.

Como orientação para os empresários da área, ele diz que é preciso desenvolver sistemas que sejam intuitivos, fáceis de usar. “E não peça muitas permissões, isso assusta os usuários, que ficam com medo, celular é algo muito pessoal”, explicou.

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do CJE: muitas possibilidades à disposição dos empreendedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Além disso, é preciso ter “muito cuidado” com a primeira experiência de uso. “Seu aplicativo é apenas mais um, precisa fazer a diferença”, afirmou. “Você compete diariamente com novos aplicativos, é preciso ser o melhor entre aqueles que o usuário pensa em instalar”.

A reunião foi mediada por  Robert William Velasquez Salvador, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.

Fiesp promove palestra sobre como obter sucesso com aplicativos mobile

Agência Indusnet Fiesp 

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (04/02), a palestra “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”, com  Bruno Yoshimura, Kenzo Tomiaga e Marina Miranda. Durante o encontro, eles contarão sua trajetória de sucesso profissional.

A ideia da palestra é mostrar cases de sucessos de aplicativos, bem como preparar futuros participantes da prova Hackathon, que acontecerá na Fiesp, entre os dias 14 e 16 de março. Trata-se de um desafio que propõe a criação, durante três dias, de um aplicativo gratuito para dispositivos móveis. Programadores, designers, hackers e cientistas da computação deverão criar um sistema que solucionará problemas na área de segurança pública. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Bruno Yoshimura é fundador do Kekanto, a mais famosa rede social do boca a boca on-line, em que você troca opiniões sobre lugares e serviços. Kenzo Tomiaga é criador do primeiro aplicativo mobile de pagamento biométrico facial do mundo e criador do Saffe e Facewallet e Marina Miranda é criadora da Conferência de Crowdsourcing e de Crowderfounding no Brasil e especialista em tendências econômico-técnico-mercadológicas. Já Robert William Velasquez Salvador será o mediador do encontro. Ele é empreendedor dos setores imobiliário, tecnológico e da inovação, além de diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (DECOMTEC-FIESP).

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões e, principalmente, que possam dar dicas de como executar um bom projeto durante a nossa 2ª edição do Hackathon. Certamente teremos um excelente encontro com os palestrantes”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Serviço
Palestra: “Como ter sucesso com aplicativos mobile & bate-papo preparatório do 2º Hackathon”
Data e horário: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h45
Local: Edifício-sede da Fies (Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César)