Editoras do Sesi-SP e Senai-SP registram participação positiva na Bienal do Livro

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A participação da Sesi-SP Editora e Senai-SP Editora na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi muito boa.

O diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, explicou a importância da participação das entidades da indústria no evento. “O Sesi-SP e o Senai-SP sempre foram produtores de conhecimento e as editoras têm como objetivo não só despertar o desenvolvimento material das pessoas, mas despertar grandes aspirações. Uma boa leitura e uma boa educação transformam as pessoas. E é este o nosso objetivo”.

Rodrigo Faria, editor-chefe das editoras do Sesi-SP e Senai-SP

De acordo com o editor-chefe das duas editoras, Rodrigo de Faria e Silva, o objetivo principal era divulgar o advento das duas editoras no maior evento editorial do Brasil e contar para o mercado e para o grande público o que são as editoras e o que elas fazem.

“Nesse sentido, atingimos os objetivos de forma plenamente satisfatória, pois houve muito interesse por parte dos editores e dos frequentadores da feira sobre nossas atividades. Tanto que foram pegos, espontaneamente, cerca de 15 mil folders e catálogos”, conta Silva, acrescentando que a programação cultural do Sesi-SP/Senai-SP “foi ótima e atraiu grande público”.

Segundo dados do editor-chefe, as atrações culturais das entidades da indústria levaram para o estande das editoras cerca de 10% do público que foi conferir a programação oficial da Bienal.

“Os coquetéis de lançamentos produzidos pela área de nutrição do Sesi-SP, dentro do programa Alimente-se bem, estava impecável”, ressalta Silva. “Nossa programação também contemplou as demais áreas de atuação do Sesi-SP e as gerências de Inovação e Tecnologia e de Design do Senai-SP, agregando ainda mais as duas instituições e atraindo diversos colaboradores, o que acabou por representar uma efetiva ação espontânea de endomarketing”, completa.

Conforme Silva, não havia expectativas quanto às vendas, tanto que os livros não foram dispostos em gôndolas, mas sim em estantes como numa biblioteca. “Queríamos, sim, que os livros despertassem interesse, mas não fomos com o intuito de efetivar venda. Mesmo assim, vendemos mais de 600 livros”, contabiliza.

A coleção Receitinhas para você, da nutricionista Rosineia Aparecida Bigueti, publicada pela Sesi-SP Editora, foi a campeã de vendas: 119 exemplares. Em seguida, o livro Caminhos da Inclusão, da socióloga Marta Gil, da Senai-SP Editora, com 45 exemplares vendidos.

“As pessoas mostravam-se satisfeitas ao ver que o Sesi-SP e o Senai-SP estão publicando livros e, com isso, contribuindo ainda mais para a formação e educação da sociedade”, conclui Silva.

Bienal em números

Segundo informações do editor-chefe, em 10 dias de evento o estande de 200 m² das editoras do Sesi-SP e Senai-SP ofereceu: 25 lançamentos de livros, revistas e cadernos didáticos; dois lançamentos de DVDs; 13 palestras e mesas de debate; nove atividades culturais (entre apresentações da Filarmônica do Senai, apresentações teatrais, leituras dramáticas, entre outras.)

Nesse período,  os espetáculos oferecidos atraíram a atenção de cerca de 1.500 pessoas, mais os curiosos transeuntes que assistiam por trás dos vidros, parados nos corredores.

Os espetáculos teatrais e a Orquestra Filarmônica Senai-SP foram as atividades que mais despertaram interesse do público.

Nanotecnologia

Rodrigo de Faria e Silva informa que as unidades de nanotecnologia do Senai-SP, expostas no 10 dias de evento, também foram muito visitadas: “Outro sucesso de público na Bienal! Calcula-se que cerca de 20 mil pessoas passaram pelas seções de nanoesclarescimento oferecidas nas duas unidades móveis de Nanotecnologia”.

Orquestra Filarmônica do Senai-SP é sucesso de público no estande das editoras do Sesi-SP e Senai-SP na Bienal do Livro de São Paulo

 

Indústria gráfica ainda existirá por muito tempo, afirmam profissionais do segmento

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Manoel Manteigas, Fábio Mortara, Flávio Botana e Cláudio Baronni.

Para discutir sobre os aspectos atuais e futuros do tema “A Indústria Gráfica”, a Senai-SP editora recebeu nesta quarta-feira (15/08) profissionais e empresários do setor em seu estande na 22ª Bienal Internacional do Livro, que acontece até o dia 19 de agosto no Anhembi, em São Paulo.

Participaram da mesa-redonda Fábio Mortara, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo (Sindigraf); Cláudio Baronni, presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG); Flávio Botana, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica; e Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Theobaldo de Nigris e diretor técnico da ABTG.

Os convidados concordaram que não morrerá tão cedo o produto impresso, seja livro, jornal ou revista. Entretanto, na opinião de Fábio Mortara, falta arrojo, empolgação e percepção geral de que a comunicação impressa se sobressai às demais. “A mensagem eletrônica pode durar alguns anos, mas o livro dura séculos. A publicação impressa é portadora da mensagem e da memória”, afirmou o presidente da Abigraf e do Sindigraf.

Para Cláudio Baronni, da ABTG, a competição entre o papel e o digital terá efeitos diferentes de produção para produção e de região para região. “A mídia impressa nunca vai acabar. Mas qual foi a última vez em que vocês consultaram uma lista telefônica?”, perguntou aos espectadores, que empunhavam seus smarphones e tablets.

“A era digital veio e não acabou com as empresas, que vivem essencialmente de publicidade; é a ‘vaca leiteira’ de qualquer veículo de qualquer editora ou meio de comunicação”, analisou Baronni, ao falar que as publicações convivem com outras mídias e se complementam em muitos casos.

Baronni considera que as agências digitais estão “arrancando”, mas se valendo de papel para transmitirem suas mensagens, principalmente institucionais. “O papel admite inúmeras inovações, e gestão é a palavra-chave”, argumentou o diretor do conselho da ABTG.

A título de informação, Baronni citou que a produção de livros digitais (e-books) nos Estados Unidos já se igualou à do impresso, enquanto no Brasil representa apenas 2%. “As gráficas ainda continuarão funcionando por muito tempo”, arrematou.

Boa impressão

Ao contrário do que se possa imaginar, a produção correta de livros ajuda na preservação do meio ambiente, na visão de Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Thebaldo De Nigris.

“A celulose utilizada na impressão de livros provém de florestas plantadas. E quanto mais papel produzido com manejo controlado, existirão mais áreas com árvores sequestrando gases de efeito estufa”, explicou Manteigas.

Com relação à administração das gráficas como negócio, o diretor da Escola Thebaldo De Nigris ressaltou que a gestão amadora não tem mais espaço no segmento. “Muitas gráficas são empresas de família, tradicionais de geração para geração que amam o que fazem, mas faltam profissionalismo e visão estratégica”, acredita.

Giovane e Talmo destacam valor da escola e do professor no incentivo à prática esportiva

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Mediados por Eduardo Carreiro, Talmo de Oliveira e Giovane Gávio debatem o Brasil olímpico, na Bienal do Livro

O investimento em educação de qualidade e o incentivo à prática esportiva são duas importantes ferramentas de transformação social. A opinião é dos medalhistas olímpicos Giovane Gávio e Talmo de Oliveira, respectivamente técnicos das equipes masculina e feminina de voleibol do Sesi-SP, que participaram do debate “O Brasil Olímpico”, realizado nesta terça-feira (14/08) no estande das editoras do Sesi-SP e Senai-SP, na Bienal do Livro de São Paulo, sob a mediação do diretor da unidade do Sesi Vila Leopoldina, Eduardo Carreiro.

Na avaliação de Giovane Gávio, técnico do time masculino, o esporte contribui para o desenvolvimento pleno do ser humano e as escolas, especialmente os professores, exercem um papel preponderante no processo de aprendizagem e na motivação de crianças e jovens.

“O esporte é muito mais do que medalhas olímpicas. O esporte tem um papel social fantástico. Ele pode ser uma excelente ferramenta e, quando aliado à educação, pode transformar a nossa sociedade em algo cada vez melhor”, afirmou Gávio. E completou: “Eu só consegui chegar onde eu cheguei porque tive a sorte de ter um professor de educação física que era apaixonado por esporte. Ele me inspirou.”

Na mesma linha, Talmo de Oliveira, técnico do time feminino, destacou a importância da criação de uma política pública que proporcione educação de qualidade para crianças e jovens de todo o Brasil.

“A gente sempre fica ligado no resultado final [conquista da medalha] e esquece que tem um longo caminho pela frente”, observou. “Quando se fala em educação, o Brasil está atrás de países menos expressivos economicamente. Eu acredito que para fazer um esporte de primeiro mundo é preciso investir em educação”, apontou.

De acordo com Talmo de Oliveira, a metodologia adotada pelo Sesi-SP – de estímulo à prática esportiva e adoção de hábitos de vida mais saudável – é muito importante para formação plena do indivíduo. E, em sua avaliação, os atletas da indústria paulista têm um papel de destaque neste processo.

“A cultura esportiva é importante e precisa estar presente na vida de todos. É isso que a gente está tentando fazer no Sesi-SP, para que os nossos atletas de seleção sirvam de inspiração e referência aos nossos alunos”, salientou.

Paixão pela Copa do Mundo

No final do debate, os medalhistas olímpicos e treinadores do Sesi-SP prestigiaram o lançamento da coleção “150 anos de futebol”, do autor José Eduardo de Carvalho, que se inspirou na paixão do povo brasileiro pela Copa do Mundo.

“A coleção é uma cartilha para quem não conhece, mas gosta do futebol, e às vezes tem dificuldades em entender algumas coisas. Como é um livro paradidático, a gente dá uma explicada nos fatos históricos, pequenos símbolos do futebol”, disse Carvalho.

Nova coleção da Sesi-SP Editora aborda alimentação saudável e qualidade de vida

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Coleç㍋o Receitinhas para você, da Sesi-SP Editora

Foi lançada nesta segunda-feira (13/08), na 22ª Bienal Internacional do Livro, a coleção “Receitinhas para você”, da Sesi-SP Editora. Segundo a nutricionista e autora Rosineia Aparecida Bigueti, os livros buscam passar conceitos sobre técnicas dietéticas da culinária. “As pessoas têm acesso aos alimentos, mas não sabem prepará-los de forma adequada do ponto de vista nutricional”, explicou.

As publicações trazem a pirâmide alimentar para ajudar o leitor a manter uma alimentação mais saudável e ter noção de quantas porções deve consumir a cada dia. Mas Rosineia lembra que cada pessoa é diferente e que a obra ensina os conceitos de uma maneira coletiva. “Para a pessoa ter uma orientação personalizada, é preciso consultar um profissional nutricionista”, alertou.

A coleção já conta com três livros publicados. O primeiro, Sabores do dia a dia, ensina técnicas dietéticas da culinária básica, a exemplo de como preparar o arroz e feijão de maneira saudável. Com este livro, é possível aprender a cozinhar sem acrescentar muita gordura e caloria à refeição, sem alterar o valor nutricional de seu alimento.

O segundo, Chocolate, ensina formas de preparo de receitas à base de chocolate – e cacau – mais adequadas para preservar esses nutrientes. “O chocolate deve sempre ser apreciado, pois possui nutrientes ótimos”, ressaltou a autora.

Culinária baiana é o terceiro volume da coleção e também uma homenagem ao centenário de Jorge Amado. Aborda os principais ingredientes das culinárias afro, indígena e portuguesa, que originaram a culinária baiana. “A partir dessas fontes, desenvolvemos algumas receitas com base em ingredientes típicos: coco, aipim, milho, entre outros”, contou Rosineia.

Rosineia Aparecida Biguete, autora da coleç㍋o Receitinhas para você, da Sesi-SP Editora

Segundo a autora, algumas receitas tradicionais baianas ganharam uma nova cara mais saudável. “A culinária baiana leva muito azeite de dendê, gordura de coco e muitos alimentos ricos em calorias. Então, damos opções mais light e mais adequadas do ponto de vista nutricional.”

Outro tema abordado no livro são os peixes, muito típicos da culinária baiana. Durante a leitura, é possível aprender como escolher e preparar o peixe da melhor forma para preservar nutrientes. Além disso, a publicação apresenta alternativas ao peixe frito, como normalmente esse alimento é consumido. “Orientamos outras formas de preparo para ficar gostoso e saudável”, disse a autora, antecipando que o próximo volume da coleção já está sendo preparado e terá como tema os pães.

Para Rosineia, a alimentação saudável é um dos pilares da qualidade de vida, pois atrelada ela está a prevenção de doença. “Com uma alimentação saudável do ponto de vista nutricional e da segurança dos alimentos, com toda certeza você vai preservar sua saúde e evitar o desenvolvimento de doenças, principalmente das crônicas não transmissíveis, como obesidade, hipertensão, colesterol e diabetes”, explicou a nutricionista, ressaltando que, no que diz respeito às crianças, o crescimento está diretamente relacionado à boa alimentação.

“Uma boa alimentação não é composta de alimentos nobres e requintados. Uma boa alimentação é a mais natural possível e, do ponto de vista do preparo, é aquela que preserva os nutrientes”, concluiu a autora.

Programação especial

Durante a Bienal, serão lançados 18 livros da Sesi-SP Editora com temáticas de educação, cultura, nutrição e esporte, além da própria produção intelectual da casa e coleções referenciais. Já a Senai-SP Editora estreia com 25 obras ligadas à ciência e tecnologia, engenharia de formação profissional e design, bem como periódicos coleções e séries relacionadas à memória e sociedade.

Para unir o mundo literário com o conhecimento do mercado, as editoras do Sesi-SP e Senai-SP, localizadas na Rua E 80, promovem uma série de debates, palestras, leitura dramáticas e peças teatrais relacionados aos lançamentos de cada livro.

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