Indústria paulista demite 16,5 mil trabalhadores em junho de 2014

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista demitiu 16,5 mil empregados em junho, o que equivale a uma queda de 0,64% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. O resultado é da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, elaborada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Trata-se do pior resultado desde 2006, quando o levantamento começou a ser feito, num indicativo de que a situação do emprego no setor tende a se agravar até o final do ano.

De acordo com Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pela pesquisa, “ninguém esperava um desempenho tão ruim”. “Nem em junho de 2009, diante dos reflexos da crise econômica de 2008, a queda no número de empregos foi tão expressiva”, afirma.

Para se ter uma ideia, a queda no nível de emprego em junho de 2009 foi de 0,47% com ajuste sazonal, diante dos atuais 0,64% (também com ajuste).

No acumulado dos últimos 12 meses (entre junho de 2013 e junho de 2014), são 96.500 profissionais demitidos.

Diante desse cenário, explica Francini, eventualmente 2014 vai terminar com mais postos fechados que em 2012, quando foram demitidos 52 mil trabalhadores na indústria paulista. Em 2013, foram 36,5 mil profissionais dispensados. “É possível que fiquemos num número entre 2009, quando houve 112,5 mil cortes, e 2012, ou seja, variando entre  112,5 mil e 52 mil vagas eliminadas”.

Setores

Na análise por setores, a pesquisa apontou que o maior número de demissões ficou com a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.661 vagas fechadas. Em segundo lugar, veio o setor de produtos alimentícios, com 2.566 postos a menos, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.562 empregos).

“Entre os 22 setores pesquisados, 70% apresentaram resultado negativo em junho”, diz Francini.

Regiões do estado

Quando consideradas as regiões do estado, Matão, Presidente Prudente e Limeira foram destaques positivos no que se refere ao emprego. Entre os piores desempenhos, Cotia, Jaú e São Bernardo do Campo.

Em Matão, foram gerados mais 4,63% empregos em junho, movimento estimulado principalmente pelos setores de produtos alimentícios e máquinas e equipamentos. Já em  Presidente Prudente, com 0,92% mais vagas no mês, os artefatos de couro e calçados, junto com coque, petróleo e biocombustíveis foram os motores. A alta de 0,9% em junho em Limeira é atribuída aos veículos automotores e autopeças e à celulose, papel e produtos de papel.

Entre as áreas que mais demitiram, foram menos 2,76% postos em Cotia, menos 2,13% em Jaú e menos 1,84% em São Bernardo do Campo. Em Cotia, o baixo desempenho foi puxado pelos móveis e produtos têxteis, com vagas fechadas sobretudo em artefatos de couro e calçados e alimentos em Jaú e veículos automotores e autopeças e produtos de borracha e de material plástico em São Bernardo do Campo.

“Das nossas 36 diretorias regionais consideradas para o estudo, 80% apresentaram resultado negativo no que se refere ao emprego em junho”, conclui Francini.

Para ler a pesquisa completa, acesse aqui. 

Curador do Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema destaca diversidade da produção nacional

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nome importante para o cinema brasileiro, André Sturm é o curador do Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema que, em 2014, chega à sua 10ª edição. Atualmente, Sturm é diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS), além de ser presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp), administrador do Cine Belas Artes – que deve ser reaberto em maio – e cineasta.

Ele destacou a amplitude que o prêmio alcançou nessas dez edições. “A Fiesp e o Sesi-SP são instituições de âmbito estadual, por isso, além do Prêmio, temos a exposição da mostra nas unidades de todo estado. É muito importante ter esse apoio e esse espaço”, disse.

“Mas, no ano passado, premiamos vários artistas de outros estados. Também é muito importante a Fiesp/Sesi-SP ter esse papel de abertura, de não restringir o prêmio apenas a São Paulo, mas se preocupar com o cinema como um todo.”

Sturm: cinema brasileiro em seu melhor momento. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Sturm: cinema brasileiro em seu melhor momento. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Sobre os filmes que concorrem, Sturm avalia que eles refletem o momento positivo da produção cinematográfica no país. “O cinema brasileiro vive seus melhores momentos. Ano passado, 22% ingressos foram de filmes brasileiros, o que é uma marca muito importante”, disse. “A mostra que exibiu os filmes que concorrem ao prêmio retrata isso. Tem comédias populares, jovens cineastas, produções mais ousadas e artísticas. É um painel da diversidade.”

Para o cineasta, iniciativas como a produção da Mostra e do Prêmio de Cinema valorizam as produções nacionais.  “O Prêmio Fiesp/Sesi-SP representa uma marca de reconhecimento de qualidade cinema brasileiro pela principal entidade da indústria do país.”

Sobre o prêmio

O Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema tem como objetivo incentivar a produção cinematográfica nacional, divulgar o cinema brasileiro, facilitar o acesso público às produções de filmes nacionais e formar novas plateias. O evento é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp).

No ano passado, os grandes vencedores foram os filmes “Xingu”, que recebeu prêmios nas categorias longa-metragem de ficção, direção (Cao Hamburger) e trilha sonora, e “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, também com tripla premiação: atriz (Camila Pitanga), ator coadjuvante (Zé Carlos Machado) e fotografia (Lula Araújo).

A entrega do Prêmio será na noite desta terça-feira (01/04). Antes disso, foi realizada no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso a Mostra de Cinema, que exibiu todos os filmes concorrentes. A mostra será exibida também em outras unidades do Sesi-SP no estado de São Paulo.

Para mais informações sobre a edição 2014 do Prêmio, só clicar aqui.

2014 será de desafios e oportunidades para a indústria têxtil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Um ano novo com menos ameaça dos importados e diante do desafio de fazer diferente e investir na identidade e na originalidade dos produtos. Para o membro do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), Marcelo Prado, os empresários do setor de vestuário têm tudo para acreditar que 2014 será melhor do que 2013. Mesmo que ainda falte muito para recuperar os bons resultados de outros tempos.

As perspectivas para o setor daqui por diante e a conjuntura atual foram discutidas, na tarde desta terça-feira (03/12), na reunião plenária do Comtextil, na sede da Fiesp, na capital paulista. O debate foi conduzido pelo coordenador do Comitê, Elias Haddad.

“A ameaça dos importados desacelerou por conta do câmbio”, explicou Marcelo Prado. “Em 2014, vamos parar de cair e estagnar, diferentemente do que aconteceu nos últimos anos”, disse.

De acordo com o membro do Comtextil e diretor do IEMI, daqui por diante “quanto mais do mesmo se produzir, menores serão as chances de lucro”. “É preciso pensar em novos modelos de criação, com mais originalidade, brasilidade e identidade”, afirmou. “Não funciona mais viajar para a Europa, fotografar as vitrines e copiar as peças”.

A reunião do Comtextil: perspectiva é de que indústria pare de cair em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião do Comtextil: perspectiva é de que indústria pare de cair em 2014. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Prado explicou que o setor têxtil cresceu até 2010, desacelerando depois disso. “Nos últimos três anos, a produção cresceu 4% em volume de peças e 7,6% em valores, descontada a inflação”, disse.

Para 2013, a perspectiva para a indústria têxtil é de queda de 2,9% no volume de peças produzidas e aumento de 2,4% em valores nominais.

Segundo Prado, o consumo de vestuário no Brasil deve ter queda de 1,9% em 2013, com alta de 3,6% em faturamento. “A participação dos importados no mix de peças comercializadas é hoje de 12%”.

Varejo que mexe com a indústria

Além da necessidade de fazer a diferença, a indústria precisa estar atenta às mudanças observadas no varejo. “Vivemos uma transformação no varejo que vai mudar a indústria”, disse Prado. “E a indústria têxtil brasileira depende basicamente do mercado interno”.

Entre essas mudanças está a maior força das lojas independentes de roupas, daquelas que ocupam amplos espaços de vendas. Um grupo que respondeu por 37% das vendas de vestuário no Brasil. “É preciso criar novas formas de comercialização, buscar novos canais de distribuição”, orientou.

Outras transformações nas lojas a serem observadas pela indústria são a maior velocidade de inovação, com trocas cada vez mais rápidas de coleções, e a oferta de um mix de peças mais qualificado, com destaque para a moda feminina. “Hoje as lojas oferecem looks completos, com roupas, acessórios, calçados e até perfume”, disse Prado. “Não existe mais o manequim de casaco, echarpe e pés descalços”.

As chamadas coleções assinadas são outra tendência. “É o modelo de loja dentro da loja”, explicou.

Nessa linha, mais do que marca própria, as empresas precisam vender “marca valorizada” e “encantar os clientes”. “Cerca de 75% das compras de roupas são feitas por puro encantamento com a peça no ponto de venda”, afirmou Prado. “Por isso é preciso se diferenciar, ser único e inigualável”.

Agenda positiva

Segundo Elias Haddad, o Comtextil terá uma “agenda positiva” em 2014. “Cumprimos a nossa obrigação em 2013, tivemos uma pauta extensa”, disse o coordenador do Comitê. “E vamos fazer melhor ainda em 2014”.

Assim, conforme Haddad, a meta é oferecer ainda mais ações voltadas para o desenvolvimento para os empresários e “ser um centro de oportunidades”. “Teremos ações nas áreas de marketing, inovação, novas tecnologias, matérias-primas, eficiência, produtividade e bancos de dados comparativos”, explicou. “E trazer mais empresários de sucesso e especialistas de todas as áreas para apresentar seus cases”.

Copa do Mundo é tema de painel no Congresso de Segurança Empresarial

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

No Congresso de Segurança Empresarial, realizado nesta quarta-feira (27/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a segurança da Copa do Mundo, em todos os seus aspectos, foi debatida por Hilário Medeiros, gerente geral de segurança do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, e Ricardo Franco Coelho, especialista em segurança e diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp.

Medeiros falou sobre o planejamento estratégico desde a criação da Secretaria de Segurança de Grandes Eventos, a experiência e o aprendizado da Copa das Confederações e as expectativas para 2014.

Como legado da Copa das Confederações, o gerente geral destaca o sistema de credenciamento, a atuação da segurança privada, a criação de postos de controle e a integração entre as polícias. Até 2014, há mais ações em andamento. “Trabalhamos pelo fortalecimento e integração dos órgãos de defesa e também das unidades táticas das forças policiais, inclusive com a compra de equipamentos, além de melhorar o sistema de monitoramento de internet, já que vimos que a atuação dos black blocs aconteceu pelas redes sociais e também monitorar grupos criminosos como o PCC.”

Para Medeiros, a Copa vai trazer muitas oportunidades para empresas da área de segurança. “Foi o trabalho em conjunto entre o setor público e o privado que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil e não vai ser diferente durante o evento. É importante que as empresas brasileiras de todas as áreas da segurança se habilitem para trabalhar com o Comitê”, afirmou o profissional, que deu algumas orientações aos interessados.

Trabalhar pela segurança de forma preventiva foi a mensagem central da palestra do diretor do Deseg. “Será que temos consciência dos riscos que nós temos? Que estamos enxergando a quanto estamos de um evento de ruptura? Ou estamos achando que está tudo certo, mas ninguém está pensando no que pode dar errado? É preciso que haja um planejamento sério”, disse Coelho.

“Quero alertar para o quanto é difícil e complexo o que precisa ser feito e que, para ser bem-feito, é preciso ter um trabalho técnico de planejamento e gerenciamento de riscos. É preciso usar ferramentas, metodologias, plataformas para dar consistência do trabalho.”

Informativo Legislação Mineral e Ambiental em Foco

O Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração divulga as últimas atualizações de leis, decisões e fatos relevantes que impactam no setor da mineração.

Confira abaixo:

LEGISLAÇÃO ESTADUAL – SÃO PAULO

Em 30 de janeiro de 2014, foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOE, págs 86 e 87), dois importantes marcos regulamentadores das atividades minerárias no estado, quais sejam:

A Resolução SMA 08/2014, de 29 de janeiro de 2014 (pág. 86), que revoga as Resoluções SMA 51/2006 e SMA 130/2010 e obriga a Cetesb a editar nova norma reguladora do licenciamento ambiental das atividades minerárias no estado de São Paulo.

A Decisão de Diretoria nº 025/2014/C/I, de 29 de janeiro de 2014 (págs. 86 e 87), que dispõe sobre a disciplina para o licenciamento ambiental das atividades minerárias (pág. 87) no território do Estado de São Paulo, a qual considera o teor e as conclusões do Grupo de Trabalho criado pela Resolução Cetesb 018/2013/P, no âmbito da Câmara Ambiental do Setor de Mineração da Cetesb, para revisão das Resoluções SMA 51, de 12-12-2006, e SMA 130, de 30-12-2010.

 

LEGISLAÇÃO FEDERAL

No dia 18 de junho de 2013, foi apresentada, em cerimônia liderada pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, a proposta de Novo Marco Regulatório da Mineração que será encaminhado como Projeto de Lei ao Congresso.

Clique aqui para ver o texto do Projeto de Lei e outros detalhes. Clique aqui para ver o Substitutivo Preliminar apresentado pelo relator da Comissão Especial em 13 de novembro de 2013.

Veja a seguir alguns links de notícias sobre o Novo Marco Regulatório. Veja também links para notícias diversas sobre legislação afeta à mineração e ao meio ambiente bem como a ações de planejamento, no Estado de São Paulo.

Para conferir os destaques, basta clicar sobre os títulos.

2014

Março

11.03.2014 – Deputados e sindicalistas pedem mais debate sobre o Código de Mineração (Agência Câmara de Notícias)

 

Fevereiro

20.02.2014 – Comitê de Mineração da Fiesp recebe secretário de Meio Ambiente em sua primeira reunião do ano (Agência Indusnet Fiesp)

12.02.2014 – Deputados discordam sobre votação de Código (Jornal da Câmara)

 

Janeiro

13.01.2014 – Código de Mineração pode ser aprovado no primeiro semestre (Agência Câmara de Notícias)

 

Confira as notícias dos meses anteriores no menu lateral direito, clicando para visualizar ou baixar o arquivo correspondente ao período desejado.

Mais notícias sobre “mineração” e “código de mineração” da Agência Câmara de Notícias, clique nos respectivos links.

Acabar com a miséria até 2014 é meta do governo de São Paulo

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Social de SP, durante reunião do Consocial/Fiesp

No Brasil, cerca de 16 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza. Esta situação também é crítica no estado de São Paulo, onde mais de 100 mil pessoas fazem parte deste cenário. Para solucioná-la, o governo estadual vai lançar um programa para acabar com a miséria até 2014.

Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo, disse que o programa será destinado para famílias cuja renda mensal por pessoa não atinge o piso de R$ 70. “Queremos alcançar efetivamente uma política social de inclusão das famílias que são mais vulneráveis”, explicou nesta sexta-feira (28), durante a reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp.

Para Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Consocial, o programa poderá se beneficiar muito através dos empresários e entidades que atuam na Fiesp porque é uma política pública estadual, de erradicação da miséria, articulado e integrado ao governo federal.

Parceria com a sociedade

“É um programa que depende de uma parceria permanente entre o poder público e a sociedade para desenvolver as ações, inicialmente em 100 municípios. Depois, a expansão das ações para todas as cidades, para acabarmos com a situação de miséria absoluta. Precisamos ter uma ação entre os setores na habitação, saúde, educação, assistência social e alimentação”, disse.

Maria Helena ressaltou que a Fiesp, o Sesi-SP e as entidades ligadas a ambas poderão dar um grande apoio operacional para que as ações do programa tenham sustentabilidade. “Nós ouvimos, aqui, presidentes de entidades que se interessaram muito em poder colaborar. Creio que, se esta ação for expandida com apoio da Fiesp, a política terá possiblidade de se tornar mais sustentável.”

O programa será implantado nos 100 municípios paulistas de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e deve estar em funcionamento a partir de março de 2012. Terá três etapas: Busca Ativa – Retrato Social, Agenda da Família e finalmente, a Transferência de Renda, por meio do cartão único.