Advogado conta sua história de superação no Congresso NJE/Ciesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Santo André

Superar limites, habilidade fundamental para um empreendedor, é uma constante na vida do bacharel em direito Marcos Rossi, um dos palestrantes do 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo, realizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nesta quinta-feira (04/09), em Santo André.

História de superação foi uma das atrações do evento do NJE. Foto: Everton Maro/Fiesp

História de superação foi uma das atrações do evento do NJE. Foto: Everton Maro/Fiesp


Por causa de uma síndrome rara, ele nasceu sem os membros superiores e inferiores. Mas como faz questão de ressaltar, nunca ficou questionando os motivos pelos quais isso aconteceu. Ele enfrentou os desafios e se arriscou a fazer tudo que sempre teve vontade.

“Quantas vezes a gente questiona as coisas que acontecem na nossa vida e são aparentemente ruins? Esquecemos que existe um propósito maior”, disse Rossi. “Meu primeiro conselho é: abra a sua mente, preste atenção às oportunidades que estão a nossa volta. Todos os recursos que precisamos para resolver as adversidades estão ao nosso lado.”

O palestrante contou que, desde criança, nunca deixou de fazer o que gostava. Mesmo com a deficiência, encontrou maneiras de brincar de pega-pega, jogar futebol, entrar no mar. Aos 15 anos, outro problema de saúde apareceu no seu caminho e foi preciso fazer uma cirurgia na coluna para implantar uma haste, por causa de uma escoliose.

Mas a superação dos limites passou a ser um vício. “O impossível só existe até que alguém faça. E quando você faz, isso vira combustível para várias e várias realizações”, declara Rossi, que coleciona feitos que podem parecer impossíveis para alguém com sua deficiência.

Seja surfe, mergulho, skate, bateria de escola de samba, integrante de uma banda, profissional de um grande banco, ser pai, ele conquistou todos os objetivos a que se propôs.

“Comecei na escola de samba tocando ganzá, um instrumento quase que exclusivo de mulheres. Mas minha meta era não parar de tocar. Na hora de escolher outro instrumento, não me perguntei “o que a minha deficiência vai permitir que eu toque?”, mas sim “qual o instrumento que eu mais gosto”, lembra ele que há 14 carnavais desfila pela X-9 Paulistana.

Na área musical, além do samba, ele também é vocalista do grupo Sem Limites e é DJ. “Você contrataria um DJ sem mãos para a sua festa?”, brinca Rossi, que conta com a tecnologia para manejar o equipamento.

O palestrante diz que mais do que conquistar os seus sonhos, ele busca dividir suas conquistas com quem precisa. No caso do skate, por exemplo, usando os recursos que tinha a sua volta, ele fez as adaptações para que conseguisse fazer as manobras e, quando conseguiu, criou o “Skate sem Limites”, para que outras pessoas com deficiências pudessem sentir a mesma emoção.

Como conselhos para o sucesso, Rossi diz que, primeiro, é preciso acreditar que é possível, parar de reclamar e saber que todos são dotados de capacidades ilimitadas. “Limitação é um conceito que está dentro da cabeça das pessoas. Cada dia é a oportunidade de tornar sua vida o que você quer que ela seja”, garante ele.