Retrospectiva 2013 – Fiesp defendeu hidrelétricas com reservatório

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

“A opção mais recente por hidrelétricas sem reservatórios, decorrente de políticas ambientais cada vez mais irracionais e erradas, e também de uma blindagem de áreas indígenas, que entendemos equivocadas, pode ser notada nos 42 projetos hidroelétricos leiloados nos últimos 12 anos, com potência instalada de 29 mil MW. Desses, apenas 10 pequenos projetos apresentam reservatórios, correspondendo a 7% da potência total”. A afirmação foi feita pelo diretor do Departamento de Infraestrutura  (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, durante seu discurso de abertura do 14º Encontro Internacional de Energia, em agosto deste ano.

Motivo de um dos pleitos do Deinfra, a energia hidrelétrica com reservatório é mais barata, já que, depois de amortizado o investimento inicial, o que fica são custos menos significativos de operação e manutenção. O método ainda dispensa os custos com utilização de combustível, defende o Deinfra.

“A Fiesp defende as hidrelétricas com reservatórios, dentre  as alternativas de expansão da oferta de energia elétrica, pois é a única fonte que combina segurança, preço módico e baixa emissão de gases de efeito estufa. E o Brasil domina a tecnologia”, reafirmava Cavalcanti em seu discurso na ocasião.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp, durante a abertura do 14o. Encontro de Energia. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Carlos Cavalcanti na abertura do 14o. Encontro de Energia, em agosto de 2013. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Para enfatizar a necessidade de estabelecimento de regras específicas para o comércio do setor energético, a Fiesp lançou ainda o estudo A Regulação do Comércio Internacional de Energia: combustíveis e energia elétrica, também durante o 14º Encontro Internacional de Energia da entidade.

Autor do trabalho, o Deinfra avaliou, entre outros aspectos, o investimento no setor energético, o mercado de energias renováveis e o quadro atual da regulação no mundo.

A publicação informou que 22,5% dos bens comercializados entre os países são energéticos, segundo cálculos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ainda em agosto, a área de Infraestrutura da Fiesp realizou a quinta edição do Encontro de Telecomunicações. Durante o evento, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou que a carga tributária em serviços de telecomunicações pode ser reduzida em até sete anos. “Não dá para falar aos estados que vamos reduzir o imposto pela metade, mas podemos fazer um plano para reduzir gradativamente em cinco ou sete anos”, disse o ministro na ocasião.

Conta de luz

Ainda no âmbito de energia, em fevereiro deste ano, a Fiesp lançou uma ferramenta online que permite ao consumidor de São Paulo verificar o desconto na conta de luz decorrente da adoção da Lei 12.783, aprovada em 11 de janeiro de 2013.

A redução do preço é resultado de uma campanha lançada em 2011 pela Fiesp  (“Energia a Preço Justo”), que mobilizou a sociedade em prol da queda de preço nas contas de luz, tanto das famílias quanto das empresas. O lançamento da ferramenta foi mais uma ação da campanha “Energia a Preço Justo”.

Com a ferramenta, disponível em versão para mobile ou tablet (por meio do http://m.fiesp.com.br/calculadora-energia/), o consumidor pôde conhecer o valor em reais que pagava antes e o que passou há pagar todo mês com a adoção da lei. Pôde ainda verificar o percentual de desconto.

Em março, uma campanha da Fiesp foi ao ar sobre a ferramenta. Um filme de 30 segundos, com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apresentou ao consumidor a ferramenta.

Saiba aqui mais informações sobre o campanha.

Infraestrutura de transportes

Lançado em maio deste ano pelo Deinfra, o Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transportes (IDT) apurou que, em relação à infraestrutura de transportes, o desempenho de regiões metropolitanas do Brasil apresenta defasagem de 67% em comparação com as regiões mais avançados do mundo.

O IDT/Fiesp comparou o desempenho de 18 indicadores de logística do Brasil em relação a líderes do setor no mundo. Entre os componentes de logística foram avaliados a disponibilidade de rodovias, número médio de pousos e decolagens, quilômetros de ferrovias e hidrovias, número de óbitos em rodovias, porcentagem de rodovias pavimentadas.

O índice concluiu, por exemplo, que comparado aos países com melhores práticas de infraestrutura de transportes, o Brasil está defasado em 70% em evitar acidentes em rodovias.

A cada 10 mil habitantes, dois morrem em rodovias no Brasil, considerando as federais estaduais e municipais, enquanto o grupo de países com melhores práticas logísticas apresenta uma taxa de 0,6  óbitos para 10 mil habitantes.

O indicador também apontou que a oferta brasileira de rodovias, incluindo federais, estaduais e municipais, é defasada em 47% em relação à melhor prática de infraestrutura de transporte do mundo, ou seja, está a 53% do topo do ranking mundial.

Clique aqui para ver o estudo.

O levantamento foi divulgado no encerramento do 8º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp. Na abertura da edição de 2013, o diretor do Deinfra, Carlos Cavalcanti, defendeu o fim das restrições às operações de cargas de terceiros em terminais privados, a recilicitação de contratos vencidos e menor tarifa e maior movimentos nos portos.

Cavalcanti reiterou na ocasião que a Medida Provisória dos Portos acaba com a distinção entre carga própria e carga de terceiros e prevê “um amplo choque de oferta de serviços portuários, promovendo concorrência entre armazéns e terminais, que é exatamente o que o Brasil precisa”.

A MP dos Portos foi aprovada em 16 de maio. Em nota oficial, a Fiesp afirmou que aprovação abriria caminho para um “choque de competição” que o Brasil precisava.

Saneamento em debate

Em outubro deste ano, o Deinfra organizou o 3º Encontro de Saneamento Básico – Recuperar o Tempo Perdido. Em seu discurso de abertura, Cavalcanti afirmou que “saneamento é primordial para o desenvolvimento sustentável”. Segundo ele, apenas 37,5% do esgoto no Brasil é tratado. “Tudo isso repercute na saúde da população, traz severas implicações para a saúde e para o meio ambiente”, completou.

Brasil tem deixado de fazer reservatórios; opção por termoelétricas causará maior emissão de CO2, diz coordenador da EPE

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O 14º Encontro de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo contou, em sua agenda da tarde desta segunda-feira (05/08), com o painel “Hidrelétricas sem reservatórios: seremos cobrados pelas gerações futuras?”, coordenado pelo diretor de energia do Departamento de Infeaestrutura (Deinfra) da Fiesp, Marcelo José Leme Duarte.

Ao abrir o painel, o coordenador da Empresa de Pesquisa de Energia (EPE), José Carlos Miranda de Farias, explicou o que são os reservatórios, demonstrando suas diversas utilidades, como abastecimento humano, transposição e controle de cheias, irrigação e utilidades socioeconômicas e ambientais, como hidrovias, pesca e lazer. “As hidrelétricas são uma vantagem relativa do Brasil, um país com uma matriz predominantemente renovável”, afirmou.

 Farias, diretor da EPE:  Foto: Julia Moraes/Fiesp

Farias, diretor da EPE: hidrelétricas são uma vantagem relativa do Brasil. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Na visão de Farias, os reservatórios são reguladorizadores dos fluxos energéticos de todas as fontes renováveis. “Eles são as grandes baterias brasileiras que ajudam a tornar nosso país mais competitivo”, disse.

Farias explicou que o Brasil tem o terceiro maior potencial hidrelétrico do mundo, mas ainda tem dois terços a aproveitar. “Os países ditos de primeiro mundo já exploraram ao máximo seu potencial hidrelétrico, mas os em desenvolvimento ainda têm muito a explorar. É o caso do Brasil”, destacou.

“O Brasil tem deixado de fazer reservatórios, principalmente por condicionantes colocados pelos órgãos ambientais. E isso faz com que o sistema perca capacidade de regularização, o que significa que teremos que gerar mais térmicas”, alertou ao enfatizar que isso causará maior emissão de gás carbônico (CO2).

O governador do Conselho Mundial da Água (WWC), Newton Lima Azevedo, falou sobre a visão estratégica para o futuro da água. “Atualmente, 45 milhões de brasileiros não têm água de forma sustentável e 100 milhões de brasileiros não têm esgoto tratado”, afirmou.

 Azevedo:  Foto: Julia Moraes/Fiesp

Azevedo: debate a respeito da necessidade de uma visão estratégica para o uso da água. Foto: Julia Moraes/Fiesp

De acordo com sua apresentação, a distribuição e consumo de água doce no mundo é “desequilibrada”, pois 97,5% é de água salgada contra apenas 2,5% de água doce, sendo que desse pequeno total, 70% é usado para agricultura, 22% é usado para indústria e apenas 8% é de uso doméstico.

Segundo Azevedo, a WWC possui um pacto para a segurança da água, que consiste em garantir a disponibilidade e tratamento adequado, além de colocar a questão estratégica para o futuro do planeta passa no mesmo nível de importância que a segurança nuclear, alimentar ou sanitária. “A melhoria de qualidade de vida também depende da segurança hídrica”, afirmou.

Para ele, o pacto para segurança hídrica está relacionado ao desenvolvimento sustentável e gestão dos recursos hídricos. “A água é o elemento econômico-ecológico que serve de motor para o crescimento sustentável e erradicação da pobreza”, disse.

O diretor da PSR – Soluções e Consultoria em Energia, Rafael Kelman, disse acreditar ser necessário ter uma visão mais global de todo o processo, daquilo que é melhor para a sociedade.  “Reservatórios são armazéns de energia, que a transferem em momentos diferentes, para poder aproveitar a sazonalidade entre a cheia e os períodos de secas”, explicou. Mas alertou: “os reservatórios por si só não são suficientes, é preciso ter capacidade de transferir a energia”.

O coordenador do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, acredita que o momento é de rediscussão da matriz elétrica e do processo de planejamento. “A previsão é que Brasil deve atingir 800 milhões de emissão de C02 em 2050, só no setor energético”, alertou.

Baitelo falou sobre as restrições na expansão da demanda de hidrelétricas e sobre a desigualdade dos critérios de competitividade entre fontes. “As eólicas têm se desenvolvido muito. E agora é a hora de mais investimentos e pesquisas nessas fontes, para atender a demanda que vai continuar crescendo acentuadamente no Brasil”, afirmou.

Baitelo, do Greenpeace Brasil:  Foto: Julia Moraes/Fiesp

Baitelo, do Greenpeace Brasil, destacou o desenvolvimento da energia eólica: Foto: Julia Moraes/Fiesp

“Jamais poderíamos dizer que somos contra a construção de reservatórios porque isso levaria à construção das termos[elétricas] e isso levaria a outros problemas ambientais”, explicou. Ao finalizar, apresentou os potenciais energéticos do Brasil, nas diversas fontes, e citou a energia solar como alternativa sustentável.

“Para o Greenpeace, quando optamos por soluções energéticas, seguimos critérios não só renováveis, mas também sustentáveis”. concluiu.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Soberania e controle de demanda são principais entraves para o comércio e integração regional de energia

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

No momento em que o Brasil discute e revisa suas políticas de abertura comercial, o 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) chama a atenção para o comércio internacional de energia, especialmente entre os países que compõem a América Latina e Caribe.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Participantes do painel "Comércio de Energia e Integração regional" - 14º Encontro de Energia. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Considerado uma grande potência energética, além do aumento de sua produção, o grupo também tem registrado um crescimento constante da demanda por energia da região. Esse, na opinião do diretor de Programa da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia,  Gilberto Hollauer, é um dos principais entraves para o comércio regional de energia.

“Como a segurança energética é pensada como sinônimo de autossuficiência, é difícil para países em desenvolvimento firmarem tratados de integração, uma vez que sua demanda interna não é previsível”, explicou.

“É o caso de países que crescem entre 4% e 6% – como Brasil, Uruguai, Peru – que precisam rever seus contratos de energia de tempos em tempos, sempre de olho no mercado interno.”

Na opinião de Hollauer, a soberania de democracias jovens é outro empecilho, uma vez que poucos países querem ceder seu poder a uma organização supranacional.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Gilberto Hollauer. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Também presente no painel “Comércio de energia e integração regional”, a diretora do departamento de Energia do Ministério das Relações Exterioes, embaixadora Mariângela Rebuá, encorpou a lista de dificuldades para o comércio regional de energia, mencionando as escassas linhas de financiamento para o setor, a falta de compatibilidade normativa entre os países e a inexistência de um planejamento energético regional.

Em sua participação, o especialista da Divisão de Energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Arnaldo Vieira de Carvalho, afirmou que a instituição financeira vem trabalhando em iniciativas para a integração energética na América Latina, como por exemplo, o desenvolvimento do primeiro sistema de transmissão regional.

O tema é assunto de painel nesta terça-feira (06/08).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Especialistas defendem gás natural a preço justo durante 14º Encontro Internacional de Energia da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta segunda-feira (05/08), especialistas do setor de gás natural discutiram a questão do preço do recurso natural durante o 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento segue até esta terça-feira (06/08), no hotel Unique, na capital paulista.

Luiz Henrique Guimarães, presidente da Comgás, iniciou sua exposição afirmando que o preço justo é uma luta de todos do setor.  “Preço justo é aquele que é adequado, sendo fundamental para o crescimento do País. Os preços praticados aqui no Brasil estão em linha com os valores europeus. Estamos mais caros que os Estados Unidos, entretanto, estamos na média do mercado mundial”, informou.

Guimarães, presidente da Comgás: preços em linha com padrões europeus. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Guimarães, presidente da Comgás: preços no Brasil em linha com padrões europeus. Foto: Julia Moraes/Fiesp


“O gás natural não é o único combustível da matriz brasileira que não sofreu qualquer tipo de desoneração de impostos nos últimos anos. E por isso não passou dos 10% da base da oferta de  matriz energética”.

Para Guimarães, o preço competitivo só virá com  criação de um plano de crescimento de oferta. “Não existe redução de preço sem oferta. E para isso precisamos mensurar o tamanho deste mercado.  Precisamos saber onde queremos chegar para trabalhar pela meta”.

A revolução do gás natural 

Segundo Guimarães, o mundo sofre uma revolução e o gás natural está capitaneando está mudança.  “Há oportunidades para preços mais competitivos. A competitividade e o custo energético são estratégicos para o Brasil. Temos acesso limitado e infraestrutura desafasada”.

O presidente da Comgás disse que é preciso garantir uma oferta segura. “Precisamos de planejamento para o crescimento de oferta e demanda. Para tanto, precisamos integrar os setores de transporte, elétrico e de mobilidade para o crescimento do setor de gás natural”.

No fim de sua apresentação, o presidente da Comgás, fez recomendações para impulsionar o mercado de gás brasileiro. “Precisamos eliminar o PIS/Cofins na venda do gás natural. Precisamos também da geração de base com térmicas e leilões de energia regionais e por fonte, com maior incentivo à geração distribuída de forma geral. E, por fim, é necessária a redução de 10% no pagamento de royalties do óleo pelas empresas produtoras para o equivalente na produção de gás natural no ano”.

André Gohn, diretor da Solvay, empresa química da Bélgica que atua em 55 países, também deu destaque à questão do preço. “Esse é um ponto importante, já que o gás natural é estratégico e complementar”.

Gohn alertou sobre o atual cenário da indústria brasileira. “Há muitas incertezas. Gás na terra sempre haverá. O importante é ter políticas e regras para que o gás seja comercializado da maneira correta, no preço ideal”, pediu.

“O consumo nacional aumenta ao mesmo tempo em que a indústria nacional perde competitividade com o aumento das importações. É preciso senso de urgência. A indústria nacional passa por muitas dificuldades – o preço é uma delas. Precisamos de uma política setorial para o gás natural. Precisamos de um preço justo para o gás, para que possamos fazer negócios e fazer o país crescer”, encerrou.

Mais demanda com preços justos  

Edmar Fagundes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, analisou a questão pelo lado da demanda. “É o tema principal da indústria mundial. O preço justo deveria cobrir os custos de produção e permitir uma remuneração aceitável. Por parte da demanda, justo seria permitir a competitividade de forma sustentável.  O Brasil tem demanda desde que o preço seja justo”, analisou.

“Com um preço entre US$ 7 a  US$ 10 por milhão de BTU, teríamos um setor saudável. Com US$ 14 não somos competitivos e a indústria recorre à importação”, afirmou. “Se não compensarmos a falta de competitividade das indústrias nacionais com desvalorização cambial nosso setor não será sustentável”.

“Não há preço justo, há preço aceitável para cada nível de demanda”, encerrou. “Com um preço próximo dos US$ 7  por milhão de BTU (Mbtu) poderíamos alcançar em 2015 a produção de 110 milhões de metros cúbicos por dia”, encerrou.

Enrique Sira Martinez, diretor sênior na América Latina do IHS, apresentou um estudo sobre o preço justo do gás natural por parte da oferta. “O Brasil continuará a comprar gás natural de mercados estrangeiros, principalmente da Bolívia. A demanda interna é crescente e a indústria é a principal locomotiva”, afirmou.

Martinez: preço para alavancar a demanda. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Martinez: demanda interna por gás é crescente no Brasil e indústria é locomotiva. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Martinez falou ainda sobre a previsão de preço de gás natural no Brasil. “Acreditamos que o preço não supere os R$ 11,98 a partir deste ano”, disse.

A mesa foi presidida por Lucien Belmonte, diretor-titular-adjunto da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Fiesp lança estudo sobre regulação do comércio internacional de energia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836Para enfatizar a necessidade de estabelecimento de regras específicas para comércio do setor energético, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou o estudo “A Regulação do Comércio Internacional de Energia: combustíveis e energia elétrica” durante 14º Encontro Internacional de Energia da entidade, realizado nesta segunda-feira (05/08) e nesta terça-feira (05/08) no Hotel Unique, em São Paulo.

Autor do trabalho, o Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra) avaliou, entre outros aspectos, o investimento no setor energético, o mercado de energias renováveis e o quadro atual da regulação no mundo.

A publicação informa que 22,5% dos bens comercializados entre os países são energéticos, segundo cálculos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em discurso de abertura do 14º Encontro de Energia, Carlos Cavalcanti, diretor do Deinfra, afirmou que um dos principais desafios para a integração regional e para o desenvolvimento do comércio global de energia é a elaboração de um marco regulatório adequado para o setor.

“A Fiesp defende a integração elétrica entre os países sul-americanos, tendo em vista a consolidação de um mercado comum de energia e um processo de desenvolvimento sustentável”, afirmou Cavalcanti.

Para fazer o download do estudo, clique aqui (versão em ZIP).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Brasil precisa de energia para sustentar crescimento, diz Skaf

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante entrevista coletiva: 'Tendo crescimento, Brasil precisa de energia.' Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Em entrevista coletiva logo após a solenidade de abertura do 14º Encontro Internacional de Energia, no final da manhã desta segunda-feira (05/08), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, comentou a afirmação do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, feita durante o evento, de que o país precisa dobrar a capacidade energética pelos próximos 15 anos.

“É claro que se não houver crescimento, as necessidades são menores. Mas o Brasil não pode aceitar uma situação sem crescimento. Todos os anos são quatro milhões de jovens que entram no mercado de trabalho”, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf disse que o Brasil deve “pegar o ritmo” de crescimento ao longo desses 15 anos e “tendo crescimento, precisa de energia”.

Em seu discurso de abertura, o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, afirmou que a federação defende hidrelétricas com reservatórios entre as alternativas de expansão da oferta de energia elétrica, já que é a única fonte que combina segurança, preço módico, baixa emissão de gases de efeito estufa, além de ser uma matriz cujo Brasil domina a tecnologia.

“A Fiesp coloca essa discussão. E se alguém nos convencer de que outra alternativa seja melhor para o interesse do Brasil, podemos até mudar nossa posição. Mas acho ser bem difícil”, afirmou Skaf.

Fiesp defende hidrelétricas com reservatórios, diz diretor de Infraestrutura no 14º Encontro de Energia

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

No discurso que abriu o 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o diretor do Departamento de Infraestrutura da entidade, Carlos Cavalcanti, criticou na manhã desta segunda-feira (05/08), no hotel Unique, o decréscimo, registrado nos últimos 12 anos,na construção de hidrelétricas sem reservatórios.

“A opção mais recente por hidrelétricas sem reservatórios, decorrente de políticas ambientais cada vez mais irracionais e erradas, e também de uma blindagem de áreas indígenas, que entendemos equivocadas, pode ser notada nos 42 projetos hidroelétricos leiloados nos últimos 12 anos, com potência instalada de 29 mil MW. Desses, apenas 10 pequenos projetos apresentam reservatórios, correspondendo a 7% da potência total”, disse o diretor da Fiesp.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Cavalcanti: "A Fiesp defende as hidroelétricas com reservatórios". Foto: Everton Amaro/Fiesp


“A Fiesp defende as hidroelétricas com reservatórios, dentre  as alternativas de expansão da oferta de energia elétrica, pois é a única fonte que combina segurança, preço módico, baixa emissão de gases de efeito estufa e que o Brasil domina a tecnologia”, sustentou, afirmando ser preciso ter coragem para enfrentar esse debate.

Cavalcanti comentou ainda sobre o desfecho da campanha “Energia a Preço Justo”, lançada em 2011, no 12º Encontro de Energia da entidade.

“A Fiesp chamou a sociedade brasileira ao bom combate. Na afirmação de direitos, e da justiça, o Brasil precisa dos bons exemplos. Este é o maior motivo de orgulho da Fiesp”, disse o titular do Deinfra, elogiando a liderança do presidente da entidade, Paulo Skaf, na conquista da redução do preço da energia.

O diretor lembrou que desde o anúncio, em 2009, do novo marco regulatório do petróleo e a introdução do modelo de partilha, Fiesp posicionou-se contra a obrigatoriedade da Petrobras ser operadora única, com participação mínima de 30% nos consórcios.

“A Fiesp defende o fim desse monopólio com a diversificação de agentes, criando concorrência. Assim garante-se o preço justo, determinado por um dos mais antigos mecanismos de formação de preço: o mercado.”

“Enquanto, e se, prevalecer o monopólio, a Fiesp defende que o gás natural deve ser regulado pela ANP [Agência Nacional do Petróleo]. Isso deve ser feito com regras transparentes e pelo princípio da modicidade tarifária. Além disto, a Fiesp defende a criação de um preço único de gás nos estados supridos pelo gás importado.”

Cavalcanti disse ainda que a Fiesp defende a integração elétrica entre os países sul-americanos, visando a consolidação de um mercado comum de energia e um processo de desenvolvimento sustentável, e anunciou o lançamento, pela Fiesp, do estudo “A Regulação do Comércio Internacional de Energia: combustíveis e energia elétrica”.

Clique aqui para ler o discurso na íntegra.


Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Matriz energética brasileira é o tema central de evento da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Com mais de 25 painéis, começa nesta segunda-feira (05/08), no hotel Unique, em São Paulo, o 14º Encontro de Energia da Federação das Indústrias do Estado de da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento, que prossegue na terça-feira, tem como eixo principal dos debates o tema “Matriz Segura e Competitiva”.

Na visão de José Carlos Miranda de Farias, diretor de Estudos de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), pelos próximos 20 anos, o abastecimento de energia por meio de hidrelétricas no Brasil estará seguro, mas o país precisa preparar o futuro substituto para sua principal matriz energética.

Segundo ele, esta vaga pode ser preenchida pela energia nuclear.  “Temos a oitava reserva de urânio do mundo. Em algum momento a usina nuclear será usina de base. Pode pensar que, no futuro, ela venha a desempenhar o papel que a hidrelétrica desempenha hoje”, afirmou Miranda em entrevista ao site da Fiesp.

Outra alternativa que será examinada na programação do evento são as reservas de gás natural em terra, como a recentemente descoberta na bacia de São Francisco, em Minas Gerais.

De acordo com Roberto Ferreira Borges, superintendente de Gás da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig),essas reservas têm potencial para mudar o mercado energético brasileiro. “É uma bacia que tem potencial para mudar o mercado brasileiro de gás” (para saber mais, só clicar aqui).

A extração de petróleo da camada pré-sal também estará na pauta do 14º Encontro.

“A extração abre um mar de oportunidades para o setor industrial, que está preparado para aproveitá-las. A indústria de base paulista já é a maior fornecedora da Petrobras e das empresas contratadas por ela”, disse Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Para saber mais sobre o evento, só clicar aqui.

Para acompanhar a transmissão do 14º Encontro, acesse aqui.


Energia nuclear pode assumir papel da hidrelétrica no Brasil no futuro, diz diretor da EPE

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Pelos próximos 20 anos, o abastecimento de energia por meio de hidrelétricas no Brasil estará seguro, mas o país precisa preparar o futuro substituto para sua principal matriz energética e esta vaga pode ser preenchida pela energia nuclear. A avaliação é de José Carlos Miranda de Farias, diretor de Estudos de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O executivo será um dos palestrantes do 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a ser realizado nos dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Unique, na capital paulista.

“Temos a oitava reserva de urânio do mundo. Em algum momento a usina nuclear será usina de base. Pode pensar que, no futuro, ela venha a desempenhar o papel que a hidrelétrica desempenha hoje”, afirmou Miranda.

Em 2012 as reservas de urânio no país chegavam a 309 mil toneladas, com condição de manter dez usinas nucleares de 1.000 MW por 100 anos, segundo estudo Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento estima ainda que o potencial de urânio no Brasil é de 800 mil toneladas, levando em conta condições geológicas e o fato de apenas 25% do território ter sido prospectado.

Segundo Miranda, o acidente envolvendo a usina nuclear de Fukushima, resultado de um terremoto seguido de tsunami que matou ao menos 18 mil pessoas em 2011, no Japão, colocou em espera os projetos para a matriz energética nuclear em todo o mundo. “Fukushima fez que com que a retomada do programa nuclear em muitos países começasse a ser repensada. Não é preconceito, mas existe um receio quanto à segurança”, disse.

O desastre na província japonesa também estimulou a fiscalização em torno de instalações nucleares, explicou Miranda. “Existem muitos organismos nacionais e internacionais que fiscalizam no sentido de aumentar a segurança da energia nuclear”.

Hidrelétricas sem reservatório

O diretor da EPE deve participar de um debate sobre hidrelétricas sem reservatórios, as chamadas usinas a fio d´água, durante o 14º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

Usinas a fio d´água são hidrelétricas com pequeno ou nenhum reservatório. As usinas Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas na região Norte do país, por exemplo, são assim.

De acordo com Miranda, embora sua construção seja um pouco mais cara que a de uma usina a fio d´água, uma hidrelétrica com reservatório é uma opção melhor, já que é possível explorar outras fontes renováveis.

Outro aspecto que depõe contra o modelo sem reservatório é o acionamento de usinas termelétricas, a carvão, por exemplo, para suprir a falta de geração de energia em épocas de seca, o que provoca um impacto ambiental mais significativo do que as inundações para formar o reservatório, avaliou Miranda.

“Você faz um reservatório e o único impacto dele é inundar uma área, mas depois ele é um recurso renovável”, disse.

Consolidar canal exportador de petróleo é o grande desafio do Brasil, diz diretor da ANP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836

Helder Queiroz, diretor da ANP. Foto de Arquivo

O Brasil conseguiu colocar petróleo no mercado internacional, condição desconhecida até 2006. E a nova posição de exportador requer um aprendizado de novas práticas comerciais, avalia o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Helder Queiroz.

Segundo Queiroz, o incremento na produção de shale gas (gás de xisto) fez com o que os Estados Unidos diminuíssem sua importação do mercado internacional. Neste cenário, o petróleo do Brasil enfrenta o desafio de concorrer com os fornecedores, agora menos importantes, do mercado norte-americano. E ainda construir o seu próprio mercado para escoar sua produção petróleo.

“Ano passado a gente teve uma exportação líquida de 300 mil barris, isso demonstra que o país já está colocando petróleo no mercado internacional. É um aprendizado novo”, afirmou Queiroz.

O diretor da ANP vai participar do painel Pré-Sal: A Nova Era do Petróleo no Brasil durante o 14º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Este ano, especialistas, autoridades e empresários vão discutir a segurança energética do País. O evento será realizado nos dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Unique, na capital paulista.

Queiroz acredita que parte dos US$ 400 bilhões em investimentos previstos até 2020 sejam destinados principalmente para a indústria naval, embora não tenham especificado nenhum valor. “A retomada da indústria naval talvez seja a face mais visível desse processo”.

Ele reconhece, no entanto, que o país ainda precisa avançar em instalações de infraestrutura e mão de obra qualificada para bancar esse crescimento do mercado energético brasileiro.

“Existem gargalos a serem superados, como a capacitação de recursos humanos, mas a riqueza do pré-sal chegou num momento em que o pais está relativamente maduro”, complementa.

A ANP estima que as reservas recuperáveis no prospecto de Libra devem ficar entre 8 e 12 bilhões de barris. A maior descoberta de petróleo na Bacia de Santos vai ser leiloada em outubro deste ano.

Petróleo x Biocombustível

Queiroz avalia que “ainda falta muito” para o biocombustível brasileiro alcançar uma condição de mercado no cenário internacional como a do petróleo. E a participação do setor sucroalcooleiro no mercado externo vai depender da demanda mundial por combustíveis.

“O etanol e o biodiesel têm uma produção tal que é marginal com a produção mundial de diesel e gasolina. E você tem uma comercialização que ainda é muito bilateral, ou seja, são os dois principais produtores, Brasil e Estados Unidos, que comercializam entre si”, conclui.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Reserva de gás em São Francisco pode mudar o mercado de gás do Brasil, diz superintendente da Cemig

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Reservas de gás natural em terra, como a bacia de São Francisco, em Minas Gerais, têm potencial para mudar o mercado energético brasileiro, afirmou o superintendente de Gás da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Roberto Ferreira Borges.

Ele vai participar do 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em um painel sobre reservas não convencionais de gás.

“O tempo do não convencional caiu em nosso colo, no centro do Brasil, em uma bacia entre Brasília e Belo Horizonte. Então, é muito oportuno começar a pensar em não convencional”, afirmou Borges. “É uma bacia que tem potencial para mudar o mercado brasileiro de gás”.

O gás natural convencional e o não convencional são iguais – a diferença está no tipo de reservatório. A reserva convencional possui uma pressão natural; a não convencional precisa ser estimulada, em um tipo de extração mais complexa e mais cara, que provoca fraturas no reservatório.

“É uma produção mais cara, mas não absurdamente porque ela tem certa ordem de escala industrial”, disse Borges. “Se você fratura mais, você produz mais. É mais caro fraturar, mas você tem mais produção”, explicou.

Para o superintendente de gás da Cemig, melhor que falar em gás convencional ou não convencional é explorar a oportunidade de gás em terra, um modelo de produção que depende menos de investimentos em infraestrutura, por exemplo, e por estar localizado fora da Bacia de Campos, interioriza o consumo de gás no país.

As melhores perspectivas para exploração e produção de gás estão nas bacias de São Francisco (MG), Parnaíba (MA-PI) e Parecis (AM), apontam estudos.  Em abril deste ano, a Petra Energia fez duas descobertas de gás em terra em São Francisco.

“Fazendo pesquisa em terra você vai depender menos de gasodutos grandes. Se você descobre mais uma imensa bacia de gás em Campos, por exemplo, você não muda o mercado, é mais do mesmo, mas reservas como São Francisco têm uma chance de interiorizar o gás”, afirmou Borges.

Mudança de preço

Embora ainda não haja comprovação da capacidade de produção das reservas de gás no Brasil, a redução do preço para a indústria, principal consumidor, ainda não pode ser quantificada.

“A indústria se beneficia de maneira geral se houver uma oferta de gás mais consistente. Setores de cerâmica são mais sensíveis a preços, mas não significa que eles vão ter uma condição melhor de preço. Ainda falta conhecimento para isso”, alertou Borges. “Mudar o mercado também é questão de preço. Essas bacias têm uma possibilidade muito maior de fazer isso pela sua localização”, ponderou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544554836


Exploração de gás não convencional será discutida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A produção de gás não convencional está prestes a ser explorada no Brasil. Mas o País está preparado para isso? Essa é uma das questões  a serem discutidas no 14º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nos dias 5 e 6 de agosto, no hotel Unique, na capital paulista.

A modalidade  já é explorada nos Estados Unidos, obtendo sucesso com o aumento de produção, que barateou fortemente o preço do gás natural, atraindo investimentos, gerando empregos e ajudando o país a sair da crise em que estava desde 2008. No Brasil, o gás está prestes a ser explorada. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) marcou para os dias 30 e 31 de outubro de 2013 o primeiro leilão de gás xisto.

“Queremos avaliar qual o papel do gás não convencional na oferta mundial de gás natural, entender como foi a trajetória dos Estados Unidos para exploração, analisar perspectivas pra o Brasil e avaliar se o País terá uma virada de jogo com aconteceu com os americanos”, afirmou Carlos Cavalcanti, Diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Tendo ou não sucesso na exploração de gás não convencional, para a iniciativa ser viável o Brasil terá que definir um conjunto de regras e políticas que fomentem a atividade no seu início, como a criação de um marco regulatório específico e legislação própria.

Serviço 
14º Encontro Internacional de Energia
Data: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Exploração do petróleo no Brasil será debatida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai debater, nos dias 5 e 6 de agosto, o momento atual do pré-sal brasileiro no seu 14º Encontro Internacional de Energia,  a ser realizado no Hotel Unique, na capital paulista. Com o painel “Pré-sal: a nova era do petróleo no Brasil”, a entidade vai discutir o Programa de Investimentos da Petrobras, o desenvolvimento dos campos descobertos e a exploração e produção do petróleo, entre outros temas.

“A extração de petróleo da camada pré-sal abre um mar de oportunidades para o setor industrial, que está preparado para aproveitá-las. A indústria de base paulista já é a maior fornecedora da Petrobras e das empresas contratadas por ela”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

A chegada do primeiro leilão do pré-sal, previsto para outubro, no Campo de Libra na Bacia de Santos, promete um investimento na ordem de US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões. A previsão é de que a área gere uma produção de 1 milhão de barris por dia. Segundo a Agência Nacional o Petróleo (ANP), o Campo de Libra tem condições de começar a produzir em 2018.

“O pré-sal vai proporcionar impacto econômico e social, além de ser uma grande oportunidade para a indústria no País, que precisa estar preparada para atender esse crescimento de demanda e tecnologicamente pronta para vencer os desafios do petróleo explorado”, ressalta Cavalcanti.

Serviço
14º Encontro Internacional de Energia
Datas: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo