13º salário deste ano vai para pagamento de dívidas, segundo pesquisa da Fiesp e Ciesp

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Nem poupança, nem compras de Natal. Para 46% dos entrevistados na pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com pessoas que recebem o benefício do 13º salário, o destino para o dinheiro extra este ano é o pagamento de dívidas. Outros 18% pretendem fazer compras de Natal, e 14% afirmam que o valor vai para poupança ou investimentos.

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A pesquisa, a cargo da Ipsos Brasil, foi feita em todo o território nacional. Ouviu 1.200 pessoas, entre os dias 15 e 29 de outubro de 2015, com respostas que apontam um mercado consumidor desaquecido e situação financeira pior. Desta vez 48% dos entrevistados responderam não haver possibilidade nenhuma de contrair dívidas, o maior número registrado desde 2009. Em 2014 a mesma afirmação foi feita por 29% dos entrevistados.

Sobre o presente de Natal, 23% dos entrevistados pretendem gastar menos do que no ano passado. Em 2014 a mesma resposta foi dada por 11%.

De acordo com o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Guilherme Moreira, “isso tudo foi previsto quando registramos a forte queda do emprego no trimestre”. Ele explica que “a menor propensão a gastar das famílias afeta a economia como um todo – não apenas o comércio, mas também a indústria, que acaba recebendo uma menor quantidade de encomendas”.

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Menos trabalhadores devem usar 13º para compras de fim de ano, aponta pesquisa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540020020Segundo a pesquisa Pulso Brasil Fiesp/Ciesp sobre o uso do 13º salário, elaborada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, 30% dos trabalhadores entrevistados devem utilizar o recurso para pagar dívidas ou para poupar/investir. Outros 19% dos entrevistados pretendem usar o benefício nas compras de natal, mas este é o pior resultado desde 2009, início da pesquisa.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas em todo o Brasil sobre a utilização do 13º salário este ano e sobre as perspectivas de compras de final de ano. Ao compararem sua situação financeira deste ano com a de 2013, 33% dos entrevistados afirmam sentir-se menos confortáveis para contrair dívidas, enquanto 29% dos trabalhadores consideram que estão sem possibilidade de contrair dívidas.

Segundo a amostra, 18% dos trabalhadores consultados se sentem mais à vontade para contrair dívidas, enquanto 20% acreditam que estão tão à vontade quanto o ano passado.

Em nota, o Depecon afirma que “os resultados desta pesquisa demonstram que a situação financeira das pessoas este ano está muito semelhante à situação de 2013. No entanto, as pessoas que receberão 13º salário estão menos dispostas a realizar compras de Natal”.

Ao longo dos anos da série da pesquisa, o principal destino do 13º salário se alternava entre as opções por compras de Natal e por pagamento de dívidas. Este ano, no entanto, a opção por investir ou poupar parte do benefício apresentou o maior percentual da série da pesquisa, “o que pode indicar certo receio em relação às condições financeiras para o próximo ano”, avalia o Depecon em nota.

Valor dos presentes

Com relação a percepção de valor dos presentes de Natal, 26% dos entrevistados pretendem gastar com os presentes este ano o mesmo valor do ano passado, enquanto 14% deve gastar mais e para 11% o valor deve ser menor.

Para os que responderam aumento dos valores, o gasto será em média 33% maior. E para os que acreditam que vão gastar menos, o valor deve ser em média 37% menor.