Nelson Rodrigues 100 anos: confira os destaques da exposição

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544546829Entre os destaques da exposição Nelson Rodrigues 100 anos, que acontece no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso de 11 de outubro a 16 de dezembro, há um filme raro dirigido por João Bethencourt (1924-2006). A película, descoberta pelo historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Fico, no Arquivo Nacional dos Estados Unidos, recupera cenas do cotidiano de Nelson em casa e na redação, em 1968, aos 56 anos.


Vestido de Noiva, a peça que revolucionou o teatro moderno brasileiro, é apresentada em grande painel com texto e imagens que evocam o cenário da montagem original: um hospital. Na voz do escritor Ruy Castro, Nelson continua a falar com o visitante que ouve suas frases emblemáticas ao longo da exposição.

O Nelson desportista, tricolor fanático, aparece torcendo no estádio do Maracanã, numa foto; em outra, apresenta-se ao lado dos companheiros do programa esportivo Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda de futebol da TV Globo, um sucesso da emissora exibido de setembro de 1966 a janeiro de 1971. Eclético, por uma única vez foi também ator, e a mostra revela Nelson em cena na peça Perdoa-me por me Traíres.

O autor, muitas vezes provocador, mostrou A Vida como Ela É... Histórias de ciúme, dilemas morais, inveja, adultério e morte foram passando, a partir de 1950, das páginas do jornal Ultima Hora para programa de rádio, filme, peça de teatro e série de televisão.

O visitante pode folhear virtualmente duas fotonovelas digitalizadas – Véu de Noiva e O Justo – em edições raras de 1960.

A exposição ainda apresenta imagens de encenações antológicas do dramaturgo: a primeira montagem de Vestido de Noiva, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dirigida pelo exigente polonês Zbigniew Ziembinski, em 1943, e imagens de outras produções, como a tragicomédia carioca O Beijo no Asfalto, com Fernanda Montenegro, escrita a pedido da atriz, em 1960.

O ilustrador Marcelo Monteiro, seu antigo parceiro no jornal O Globo, criador dos inesquecíveis Sobrenatural de Almeida, Gravatinha e a Grã-Fina das Narinas de Cadáver, desenhou dez personagens rodriguianos especialmente em cores para a exposição.

Em aparelhos de MP3, os visitantes ouvirão os contos O Monstro e A Noiva da Morte, interpretados pelo elenco da Rádio nacional, em gravações de 1960.

Esse caminho de passagem termina em um grande painel no foyer do Teatro do Sesi São Paulo com uma versão fictícia da primeira página do jornal Última Hora, concebida por Ruy Castro e pelo artista gráfico Hélio de Almeida.


Serviço:

Exposição Nelson Rodrigues 100 anos
Local: Térreo Inferior do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp)
Período expositivo: de 11 de outubro a 16 de dezembro de 2012
Datas e horários: todos os dias, das 11h às 21h, com entrada até 20 minutos antes do fechamento.
Agendamentos escolares e de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396
Classificação indicativa: livre

Sesi-SP apresenta a exposição Nelson Rodrigues 100 anos

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544546829O Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) apresenta, de 11 de outubro a 16 de dezembro, a exposição Nelson Rodrigues 100 anos sobre a obra do escritor Nelson Rodrigues (1912-1980), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Com curadoria de Ruy Castro, a mostra está instalada em 140 m², a caminho do foyer do Teatro do Sesi São Paulo, e revela as várias faces desse homem que deixou marcas no teatro, jornal, cinema, televisão e futebol. A iniciativa é mais uma homenagem do Sesi-SP ao centenário de nascimento do dramaturgo.

Materiais raros como as primeiras edições de seus livros, filme em cores sobre seu cotidiano, fotos reveladoras, o áudio de contos de “A Vida como Ela É…” com o elenco da Rádio Nacional, as frases famosas de Nelson, entre outras instalações, estarão expostos até 16 de dezembro. A entrada é gratuita.

Sobre o projeto Nelson Rodrigues 100 Anos Sesi-SP

O projeto do Sesi-SP em comemoração ao centenário de Nelson Rodrigues inclui espetáculos, leituras dramáticas, exposição, debates e oficinas. Os destaques do projeto, que tem curadoria de Ruy Castro, biógrafo de Nelson, e direção artística de Marco Antônio Braz, especialista na obra rodriguiana, são a abrangência da programação, a participação de personalidades (entre as quais muitas pessoas que conviveram com ele), a abordagem de aspectos menos conhecidos do dramaturgo – como jornalista, escritor, cronista esportivo e folhetinista – e o caráter pedagógico das ações com os mais de 400 alunos de iniciação teatral dos Núcleos de Artes Cênicas do Sesi-SP.

Para mais informações, clique aqui.

Sobre Ruy Castro

Ruy Castro é escritor e jornalista. Começou como repórter em 1967 e trabalhou nos principais veículos da imprensa carioca e paulistana. Atualmente, é colunista da Folha de S. Paulo. Como escritor, desde 1990, notabilizou-se pelas biografias de figuras importantes da cultura brasileira, como Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues – sobre quem escreveu o livro O Anjo Pornográfico, lançado em 1992 e hoje na 26ª reimpressão.

Serviço
Exposição Nelson Rodrigues 100 anos
Local: Térreo Inferior do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp)
Período expositivo: de 11 de outubro a 16 de dezembro de 2012
Datas e horários: todos os dias, das 11h às 21h, com entrada até 20 minutos antes do fechamento.
Agendamentos escolares e de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396
Classificação indicativa: livre

Fernanda Montenegro e Daniel Filho relembram obras e histórias de Nelson Rodrigues

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Daniel Filho, Fernanda Montenegro e Ruy Castro debatem Nelson Rodrigues


Ele colocava as sensações que todo ser humano tem do pecado, do desvio moral. Ele não falava palavrão, mas levava os outros a pensarem. Só colocava o essencial no texto, era um autor difícil de interpretar. No final das contas era um trabalhador atrás do seu dinheiro.

Esse é apenas um trecho da descrição de Nelson Rodrigues (1912-1980) feita por seus amigos e colegas de trabalho Fernanda Montenegro e Daniel Filho. A atriz e o diretor estiveram no Teatro do Sesi-SP na noite de quarta-feira (15/08) para homenagear o autor em debate sobre sua vida e obra.

O debate “Nelson Na Televisão – O Maldito do Horário Nobre” faz parte do projeto Nelson Rodrigues 100 Anos Sesi-SP, e foi mediado pelo jornalista Ruy Castro, biógrafo do autor e curador do projeto.

“Essa geração de hoje está preparada para o Nelson. Essa geração é capaz de entender o Nelson, de respeitar e de botá-lo no lugar que ele merece porque ele era um autor extraordinário”, afirmou Fernanda Montenegro, que foi próxima de Nelson e também um dos principais intérpretes de sua obra.

Fernanda estrelou a controversa peça O Beijo no Asfalto em 1961, foi para o cinema com a obra A Falecida, no papel da protagonista Zulmira, em 1964 e também trabalhou nas novelas Pouco Amor Não é Amor e em Morta Sem Espelho, além de outras obras de Nelson Rodrigues.

“Ele tinha uma coisa extraordinária, ele só punha no diálogo o essencial”, relembrou a atriz ao falar sobre a peça O Beijo no Asfalto, que conta a história de Arandir, um homem que beijou outro homem no momento de sua morte, em um inusitado ato de caridade, e a repercussão dessa cena por meio de um jornalista sensacionalista e um delegado corrupto.

“Eu me lembro que no Beijo no Asfalto o Arandir chega depois de fugir de polícia. Ele está sendo chamado de homossexual no jornal. O cara criou uma situação trágica para a vida dele, estão querendo matá-lo, mas ele chega em casa e diz: ‘Água’. A mulher olha pra ele, pega um copo d’água, ele bebe e diz: ‘Água linda’. Eu nem sei fazer a cena, teria que estudar. É uma coisa incrível, ele não diz: ‘Estou cansado; nossa, foi difícil a vida lá fora’. Ele só diz: ‘água linda’. Entende? Para o intérprete, ele não pode estar se apoiando em nada que não seja essencial”, explicou a atriz.

Nelson proibido

O debate O maldito do Horário Nobre questionou a censura que Nelson Rodrigues sofreu na televisão. Apesar do sucesso de todas as três novelas que o dramaturgo escreveu para a então TV Rio, todas elas foram perseguidas pela censura.

“A gente lutava pra fazer Nelson, ele era um homem perseguido. Em A Morta Sem Espelho, na televisão, a censura disse o seguinte: ‘Nelson Rodrigues não pode às 20h’. Nós fomos para as 22h30”, contou Fernanda. “Hoje ninguém mais se espanta com coisa alguma, mas vocês não têm ideia da convulsão moral que era para a época, as pessoas deixavam o teatro.”

Daniel Filho, diretor de A Vida Como Ela É, minissérie homônima à coluna que Nelson Rodrigues escreveu durante 10 anos para o jornal Última Hora, afirmou que, acima de tudo, Nelson era um “trabalhador atrás do seu dinheirinho”.

“Ele não dizia palavrão, mas de uma forma intuitiva, às vezes subliminar, levava as pessoas a pensarem. O Nelson tinha essa qualidade. O que o Nelson colocava são sensações que todos os humanos têm do pecado, do desvio moral, essa coisa que fica na cabeça das pessoas e as pessoas têm medo de colocar pra fora”, disse Filho.

Vovô

Mario Vitor Rodrigues, neto de Nelson, também prestigiou o encontro de Fernanda Montenegro, Daniel Filho e Ruy Castro. Sobre a homenagem pelo centenário do maior dramaturgo brasileiro, ele afirmou que “o vovô merece tudo e mais um pouco”.

“O centenário do vovô é uma coisa enorme, realmente importantíssima e, para nós, tem um lado muito emotivo. E quando eu soube do eclipse lunar que iria acontecer com Ruy, Fernanda, Daniel juntos, pensei: ‘Tenho que ir’. Tem uma série de eventos homenageando o vovô e eu gostaria de estar em todos, mas é impossível.”

‘Precisaria mais 100 anos para mergulhar em toda a obra de Nelson Rodrigues’, diz Ruy Castro

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

As comemorações aos 100 anos de Nelson Rodrigues — promovidas pelo Sesi-SP, por meio de montagens teatrais, debates e leituras dramáticas de obras do dramaturgo — também tiveram lugar na 22ª Bienal Internacional do Livro, no estande das editoras do Sesi-SP e Senai-SP.

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Marco Antonio Braz, Ruy Castro e Nelson Rodrigues Filho durante mesa redonda promovida no estande das editoras do Sesi-SP e do Senai-SP, na 22ª Bienal Internacional do Livro


Na noite desta terça-feira (14/08), três especialistas no tema — o biógrafo Ruy Castro e os diretores teatrais Marco Antônio Braz e Nelson Rodrigues Filho – propiciaram ao público  um breve mergulho na vida e obra do mais polêmico e respeitado dramaturgo brasileiro.

No próximo dia 23, Nelson completaria 100 anos de vida. Ruy Castro, autor da biografia Anjo Pornográfico,  elogiou as homenagens que estão sendo realizadas pelo centenário de escritores como Nelson Rodrigues e Jorge Amado. “Isso é de grande importância para que as pessoas tenham acesso às obras desses autores”, diz. Para o jornalista e escritor, os brasileiros têm o privilégio de serem os “detentores exclusivos” da obra rodriguiana,  mas acha que “o mundo inteiro teria o direito de conhecer Nelson Rodrigues.”

Segundo o biógrafo, Nelson era um figura popular que, carinhosamente, era abordado pelos “desconhecidos íntimos” nas ruas, os representantes do povo brasileiro, da qual ele era o grande cronista. Polêmico para os padrões sociais das décadas de 1940 a 1960, o dramaturgo, que foi o primeiro autor de telenovela no Brasil, foi o mais perseguido pela censura. Um fato curioso é que suas novelas,  rigidamente acompanhadas pela censura eram aprovadas com a condição de serem exibidas no último horário da programação. “Se houve um escritor maldito em horário nobre esse era o Nelson Rodrigues”, ironizou Castro.

O diretor teatral Nelsinho, filho de Nelson Rodrigues, agradeceu as homenagens aos seu pai, com as montagens Boca de Ouro e A Falecida que estão em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Ele enfatizou  que essas e outras iniciativas são uma oportunidade para as novas gerações conhecerem parte da extensa obra de seu pai e adintou: “Em dezembro a peça Vestido de Noiva será encenada no Teatro Municipal para relembrar a primeira montagem realizada em 1943, um grande marco para o teatro brasileiro.”

Genialidade rodriguiana

A primeira  mostra da genialidade literária de Nelson Rodrigues, segundo o seu filho, aconteceu aos 7 anos de idade. Na escola, ele tirou a nota máxima em redação ao escrever a história de um marido que surpreendia a mulher e o amante e os matavam em seguida.

Outro episódio que fez com que o diretor teatral percebesse que seu pai tinha uma visão especial sobre as coisas foi quando ele se negou a assinar um baixo-assinado promovido pelos vizinhos. O objetivo era denegrir a imagem de uma moça que, supostamente, estaria tendo um romance com seu professor de música, um homem casado e muito mais velho do que ela. Nelsinho, que na época era um adolescente, lembra  das palavras que seu pai disse aos  vizinhos: “Não vou assinar. Parem. Vocês estão matando essa menina!”.  E, de fato, a moça e o professor se suicidaram dois dias depois.

Morte,  amor e traição são temas recorrentes na obra de Nelson Rodrigues. “O velho [Nelson Rodrigues] era fissurado no lance da morte, da finitude, no aniquilamento”, afirma Nelsinho que acredita que o assassinato de seu tio também marcou profundamente o autor.

Na opinião de Marco Antônio Braz, a presença da morte na obra de Rodrigues não tem a ver com um gosto mórbido, mas a intenção do autor de retratar a realidade nua e crua e até de maneira didática. “Nelson costumava dizer que sua obra deveria ser lida por adolescentes”.

“O universo da obra de Nelson fala do amor e morte, mas entre esses dois pontos você pode colocar uma série de coisas. E há muito humor na obra de Nelson”, afirma Ruy Castro.

Inspiração

A obra de Nelson Rodrigues foi o primeiro contato de Ruy Castro com o universo das letras. “Aos 4 anos de idade, eu via minha mãe se deliciar lendo, diariamente, A vida como ela em uma coluna no jornal. Eu, que já estava me alfabetizando, me sentava no colo dela e riamos juntos sobre o texto de Nelson Rodrigues. Em geral eram sempre histórias de adultério. Na época, eu era a criança que mais entendia de adultério”.

Na adolescência, Castro passou a ler as crônicas esportivas de Nelson no jornal Primeira Hora. Acompanhou, capítulo a capitulo, a novela-folhetim Asfalto Selvagem (a história da Engraçadinha). E muitos anos depois viria descobrir a produção de Nelson para o teatro. “Mal consegui, até hoje, roçar à superfície de Nelson. Precisaria de mais 100 anos para conseguir absorver tudo”, afirmou Castro.

Já Marco Antônio Braz teve o seu primeiro contato, aos 14 anos de idade, ao ler Beijo no Asfalto. “Aquele final escandalosamente surpreendente me tocou muito e fez com que a obra dele não saísse mais da minha vida.” Braz sugeriu a plateia que se exercitassem em ler os textos de Nelson Rodrigues em voz alta para conseguir imaginar a grandeza da visão do autor.

As frases de Nelson

“O velho era um frasista genial”, define Nelson Rodrigues Filho, destacando o livro Flor de obsessão. As 1000 melhores frases, de autoria de Ruy Castro. “Mas poderia ter mais mil”, completou.

A ironia e o sarcasmo faziam parte de bordões de Rodrigues. Vejam algumas de suasfrases célebres:

“Amar é ser fiel a quem nos trai.”

“Toda mulher bonita é namorada lésbica de si mesma.”

“As mulheres gostam de apanhar. Mas só as normais. As neuróticas reagem.”

“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

Certa vez, ao ser indagado pelo seu amigo e poeta Manuel Bandeira sobre por que ele não escrevia sobre “gente normal”, Nelson Rodrigues respondeu:

“Mas eu só escrevo sobre gente normal, como eu e você”.

Norma Blum interpreta o texto “O beijo no asfalto” nessa 4ª feira, 01/08

Agência Indusnet Fiesp

A atriz Norma Blum, que teve papel central na primeira adaptação cinematográfica do texto rodriguiano O beijo no asfalto, na década de 60, revive o enredo teatral nesta quarta-feira (01/08), no Teatro do Sesi São Paulo, às 20h30, durante uma leitura dramática. O evento com entrada gratuita é parte da programação do projeto Nelson Rodrigues 100 anos – uma homenagem do Sesi-SP ao centenário de nascimento do dramaturgo.

Em O beijo no asfalto, Nelson inspirou-se nas cenas de seu cotidiano ao narrar a morte de um conhecido por atropelamento. Na trama, o sujeito, caído no meio da rua, pede um beijo a quem ao acaso o socorria, antes de morrer. Na peça esse gesto de humanidade é devassado e retorcido pela atitude vil das pessoas, exceto pela viúva, que o defendeu até depois da morte.

Sobre o projeto Nelson Rodrigues 100 Anos Sesi-SP

O projeto do Sesi-SP em comemoração ao centenário de Nelson Rodrigues inclui espetáculos, leituras dramáticas, exposições, debates e oficinas. Os destaques do projeto, que tem curadoria de Ruy Castro, biógrafo de Nelson, e direção artística de Marco Antônio Braz, especialista na obra rodriguiana, são a abrangência da programação, a participação de personalidades (inclusive de pessoas que conviveram com ele), a abordagem de aspectos menos conhecidos do dramaturgo – como jornalista, escritor, cronista esportivo e folhetinista – e o caráter pedagógico das ações com os mais de 400 alunos de iniciação teatral dos Núcleos de Artes Cênicas do Sesi-SP.

Até novembro, nomes como Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Nathália Timberg, Christiane Torloni, Nelson Rodrigues (filho), Norma Blum, Daniel Filho e Nelson Pereira dos Santos farão parte da homenagem.

Para mais informações, acesse o site oficial do projeto.

Serviço
O beijo no asfalto
Data/horário: 1º de agosto de 2012, às 20h30
Local: Teatro do Sesi São Paulo – Av. Paulista, 1313, capital

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Veja entrevista com elenco da peça Boca de Ouro, em cartaz no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Frágil, galante, cruel. As muitas faces de um bicheiro do bairro de Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, são o tema de “Boca de Ouro“, peça em cartaz no Teatro do Sesi, no Centro Cultural Fiesp. A montagem é baseada em uma das 17 peças teatrais escritas por Nelson Rodrigues, parte integrante da programação multicultural organizada pelo Sesi-SP em homenagem ao centenário do autor.

O desafio de encarnar as múltiplas facetas do protagonista da peça cabe a Marco Ricca. “Todos os bons personagens têm essas gamas diversas, o difícil é dar conta disso tudo”, explica o ator.

Para Ricca, o texto de Nelson Rodrigues é maravilhoso porque tem uma possiblidade de comunicação quase que imediata. “Estou sentindo na carne o quanto é forte esse texto”, revelou.

Lara Córdula, que interpreta Guigui, a amante do bicheiro de Madureira, explica que a personagem conta a história de acordo conforme a situação se apresenta para ela. “Ela é muito intensa e se torna apaixonante por ser apaixonada pelo Boca de Ouro”.

É justamente Guigui quem direciona o leitor em três versões diferentes da menina Celeste, interpretada por Livia Ziotti. “Na primeira, é uma versão idealizada da Celeste, então, ela é a dona de casa dedicada. No segundo e terceiros atos, a gente começa a conhecer outro lado mais sombrio e perverso dessa menina de Madureira”, explicou.

A peça fica em cartaz até 25 de novembro no Centro Cultural Fiesp.  Confira a programação no site

Serviço
Boca de Ouro
Local: Teatro do Sesi São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp
Temporada: de 29 de junho a 25 de novembro de 2012
Classificação indicativa: 14 anos
Horário: 20h30
Informações: (11) 3146-7405 / 7406

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