Combate à pirataria: Fiesp promove em Salvador evento para autoridades da Alfândega e da PRF

Agência Indusnet Fiesp

Acontece nesta quinta (18/10) e sexta-feira (19/10), na Alfândega do Porto de Salvador (BA), mais uma etapa do programa Diálogos com Autoridades Públicas, iniciativa da Fiesp voltada para servidores públicos que atuam em órgãos que fiscalizam chamados “produtos piratas”.

O evento, desta vez, contará com a participação de servidores da Alfândega e da Policia Rodoviária Federal. A finalidade da Fiesp é municiar as autoridades com informações úteis para reconhecer mercadorias com marca falsificadas e práticas ilegais que prejudicam o comércio.

A programação do evento, que contará com a presença de representantes da Receita Federal do Brasil na cerimônia de abertura, prevê apresentações de representantes de fabricantes como a Adidas/Reebok (artigos esportivos, jogos de baralhos (Copag) e brinquedos (Mattel).

Também haverá palestras sobre produtos como celulares (com a consultoria Intellectual Property Consulting – IPC) e óculos e relógios (Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual – Imeppi).

Entidades setoriais e de classe também apresentam painéis. É o caso da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer), Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferroso (Sicitel), Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares no Estado de São Paulo (Sinpa) e Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo).

Também estão na agenda de palestrantes representantes do Fórum Nacional Contra Pirataria (FNCP) e do Instituto Brasil Legal (IBL).

O evento conta com o apoio institucional da Receita Federal, do Conselho de Combate à Pirataria e do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), e com a colaboração do FNCP, do IBL, do ICI e do Instituto Aço Brasil.

O programa “Diálogos com Autoridades Públicas” teve início em 2006. Desde então já foram realizadas 56 visitas a portos, aeroportos e pontos de fronteira para um total de mais de 2 mil servidores públicos de todo o Estado de São Paulo. Em março, o evento teve uma etapa em Vitória (BA).

Taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas é menor em São Paulo na comparação com Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Bruno Caetano, superintendente do Sebrae-SP durante coletiva de anúncio da pesquisa sobre faturamento de micro e pequenas empresas. Foto: Everton Amaro

Bruno Caetano, do Sebrae-SP, apresentando números de faturamento. Foto: Everton Amaro

De cada 100 empresas abertas em São Paulo, 77 rompem a barreira dos dois anos, o equivalente a uma taxa de mortalidade de 23% no estado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10/10) por Bruno Caetano, superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria.

O dado é resultado de uma apuração do Sebrae-SP sobre as movimentações de todas as empresas de pequeno porte registradas na Receita Federal. “Então não há margem de erro”, afirmou Caetano.

A taxa de sobrevivência das empresas micro e pequenas paulistas é superior ao patamar nacional. De 100 empresas abertas no Brasil, 73 completam dois anos de vida, ou seja, 27% fecham antes deste período.

“O que a gente observa também é que as taxas de sobrevivência do setor industrial são superiores àquelas observadas no comércio e no serviço”, disse o especialista do Sebrae-SP. De cada 100 empresas de micro e pequeno porte, no entanto, apenas 11 são do setor industrial.

FGV usa ‘observatório de câmbio’ para calcular desalinhamentos cambiais

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da EESP/FGV

Ao contrário de Suíça e Brasil, os Estados Unidos sempre passam a imagem de país com moeda estável, e isso não é verdade, segundo Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV).

Durante o semimário “Impactos do câmbio sobre o comércio internacional”, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (24), Vera informou que a FGV acaba de lançar o Observatório da Taxa de Câmbio. A ferramenta tem como objetivo estimar uma taxa de câmbio de equilíbrio para diversos países, a partir de metodologias alternativas existentes na literatura, para avaliar a robustez dos resultados.

“Agora podemos mostrar o que o FMI [Fundo Monetário Internacional] esconde – e não apenas os dados dos países que permitem”, afirmou a pesquisadora da FGV, ao explicar que o sistema é extremamente sofisticado na verificação de moedas, valorizadas ou não.

“Esta é uma das metodologias. E o que queremos mostrar é que quem estava desvalorizado, valorizou, e vice-versa; o jogo do comércio varia conforme o passar do tempo”. De acordo com Vera, nesta avaliação, os Estados Unidos atualmente estão com o câmbio mais desvalorizado que o da China.

Durante sete anos em que o Brasil esteve com a moeda valorizada, segundo a professora, o país anulou completamente a defesa que tinha na área de tarifa e os direitos que negociou na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso é o que foi feito nos últimos oito anos, quando valorizou sua tarifa”, apontou.

Os países com câmbio valorizado, como o Brasil, apontou a pesquisadora, reduzem ou mesmo anulam os direitos tarifários negociados na OMC. Já os países com câmbio desvalorizado (EUA, Índia, China) subsidiam exportações.

“Desalinhamentos cambiais significativos e persistentes afetam a eficiência dos instrumentos de política comercial negociados na OMC. Portanto, devem ser por ela regulados”, sublinhou Vera Thorstensen.