Varejo em São Paulo volta a crescer no 1° semestre, após 3 anos sem alta

Varejo em São Paulo volta a crescer no 1° semestre, após 3 anos sem alta
Receita do comércio no Estado teve crescimento de 3,6% no primeiro semestre de 2017
Após três anos sem crescimento, o comércio varejista no Estado de São Paulo deverá terminar 2017 com uma alta acima de 5%, segundo a FecomercioSP, que acompanha o dado junto à Secretaria da Fazenda.
No primeiro semestre, a receita do setor subiu 3,6% em relação ao mesmo período de 2016, evolução que deverá se acelerar nos próximos meses, afirma Altamiro Carvalho, economista da federação.
“O setor dá sinais nítidos de recuperação desde novembro de 2016, e já percebemos aumento em todas as regiões do Estado. É uma trajetória de retomada sólida, apesar da base de comparação fraca.”
As concessionárias de veículos e lojas de eletrodomésticos, que já estavam em forte retração desde 2014, voltaram a ampliar sua receita neste ano —em 6,5% e 4,7%, respectivamente.
“A venda de bens duráveis, associada à tomada de crédito, requer uma confiança do consumidor. Esses segmentos têm elevado o ritmo de retomada nos últimos meses.”
Os setores que mais cresceram foram o de farmácias (11,3%), que sofreu pouco durante a crise, e o de autopeças (9,2%). O comércio de materiais de construção, vestuário e calçados teve a menor expansão, de 1,4%.

Emprego na construção
Emprego na construção tem primeira alta desde 2014
O emprego na construção civil no país teve, em julho, o primeiro resultado positivo nos últimos 33 meses, segundo o Sinduscon-SP (sindicato paulista do setor).
A variação foi de 0,07% na comparação com o mês anterior, o que, na prática, representa estagnação.
“É algo específico, provavelmente resultado de algum projeto que possa ter acontecido no período”, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente da entidade.
O estoque de trabalhadores na construção civil, em julho, era de 2,458 milhões, uma redução de 12,63% em relação ao mesmo mês de 2016. No acumulado dos 12 meses, a queda é de 10,31%.
“O que são 700 empregos para um setor que tem um estoque de 2,4 milhões? O movimento registrado foi muito pontual”, diz José Carlos Martins, presidente da Cbic (câmara da construção).
“O setor tem capacidade de se recuperar rapidamente, mas é necessário haver uma retomada das construções públicas”, afirma o presidente do Sinduscon-SP
“Nós prevemos que, com as reformas [econômicas] aprovadas, já tenhamos um crescimento nos postos de trabalho a partir do primeiro semestre de 2018”, diz ele.

Fonte:Folha SP