Ano começa com alta de 3,9% no faturamento das micro e pequenas empresas paulistas

Empreendimentos registraram, em janeiro, a segunda elevação seguida na receita, em um mês sobre igual período do ano anterior

O ano de 2017 começou com elevação do faturamento real (já descontada a inflação) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas. Em janeiro, houve aumento de 3,9% no índice sobre janeiro de 2016. Foi também o segundo crescimento consecutivo no indicador de valor das vendas de um mês ante igual mês do ano anterior, após 23 quedas seguidas, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP. A receita total das MPEs no primeiro mês deste ano foi de R$ 45,3 bilhões, ou seja, R$ 1,7 bilhão acima do apresentado um ano antes.

Apesar do desempenho positivo, é preciso considerar que o crescimento se deu sobre uma base fraca de comparação, já que janeiro de 2016 registrou o pior resultado em termos de índice de faturamento para os meses de janeiro desde o início da série, em 1998.

O crescimento da receita foi puxado pelo setor de serviços, que apresentou aumento de 14,1% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2016. A indústria amargou queda de 6,2% na mesma comparação e o faturamento do comércio caiu 2% no período.

As MPEs da região metropolitana de São Paulo foram as que mostraram o melhor desempenho em janeiro deste ano ante janeiro de 2016, com elevação de 8,1% no faturamento. No município de São Paulo, os pequenos negócios tiveram um desempenho 6,5% melhor no faturamento, em igual comparação. O faturamento das MPEs do interior ficou estável, com uma variação de -0,1% no período. Já as MPEs do Grande ABC não tiveram o que comemorar, pois a receita delas caiu 7,4%; muito disso se deve ao fato de a região concentrar muitas empresas da indústria, setor que vem apresentando os resultados mais fracos.

Outro dado positivo em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2016, foi a alta de 4,4% do rendimento dos empregados das MPEs paulistas, já descontada a inflação. No entanto, a folha total de salários diminuiu 2,3% no mesmo confronto e há menos gente ocupada: a parcela de pessoal ocupado ficou 1,4% menor no período.

Fonte: Sebrae