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1) Todas as mineradoras vão usar o mesmo fator de conversão?
2) Quando o material estiver molhado / úmido, o preço será maior por uma quantidade menor?
3) Como será feita a conferência de carga, no ponto final da entrega?
4) O que acontecerá com os sistemas de estoque dos consumidores, sendo que normalmente o cliente tem o hábito de comprar de fornecedores diversos, os quais alguns poderão estar operando pelo PVP e outros não?
5) A diferença de densidade da rocha originária das diversas pedreiras, influenciará no cálculo da densidade dos materiais de cada pedreira?
6) O fator compactação influenciará no peso dos materiais de cada mineradora?
7) E o preço, como fica?
8) O consumidor está acostumado a calcular suas compras em volume. Como será feito o cálculo da quantidade que ele vai precisar de material?
9) Como será feito o cálculo do frete?
10) E as Notas Fiscais como ficam?
11) E a fiscalização rodoviária, como será?
12) E a questão fiscal junto à Secretaria da Fazenda?
1) Não, cada mineradora irá adotar um fator de conversão, de acordo com a origem da sua rocha e variáveis no processo de produção. Este valor estará determinado dentro da faixa de tolerância de acordo com a Tabela de Referência de Índices Médios, conforme ensaio de densidade que foi realizado.
2) De acordo com o Estudo realizado pelo CPTI, a influência da umidade nos agregados é de até 4%, apenas, na sua densidade aparente. Este valor é com certeza muito menor que o valor ocorrido nos erros de medição de volume (cubicagem).
Além disso, as mineradoras participantes do PVP estarão orientadas pelo Sindipedras a usar quando da conversão dos preços em m3 para ton um fator médio entre material seco e material úmido.
Vale ainda lembrar que o material carregado só estará úmido se for carregado diretamente da produção se estiver exposto a uma situação que proporcione este seu estado úmido (chuva, por exemplo), pois o material em estoque (originalmente estocado seco) mesmo exposto à chuva, cria uma capa impermeável pelo próprio material que conserva seco o material no interior desta capa.
Muitas mineradoras possuem um "lavador de material", mas a água acumulada durante este processo não influenciará no peso faturado, pois o processo de lavagem só ocorrerá depois da pesagem.
3) Esta avaliação de carga poderá ser feita exatamente como é praticada hoje, através do Fator de Conversão de cada material e o Volume de Referência medido, que serão especificados no corpo da Nota Fiscal e/ou Tíquete da Balança, até que o cliente se sinta totalmente seguro neste novo sistema de vendas. Se ainda assim, o cliente notar algum desvio significativo nas avaliações de volume, ele poderá imediatamente (sem descarregar o material) acionar a mineradora fornecedora e conferir a medição de peso numa Balança, aferida pelo Inmetro, mais próxima. Neste caso, se o valor em massa identificado pela Balança for diferente ao constante no corpo da Nota Fiscal, medidas cabíveis serão tomadas a fim de identificar a origem da diferença apontada.
É este o objetivo do PVP: Garantir ao produtor e ao consumidor a exatidão de carga!
4) Neste início de operação do PVP, os consumidores deverão fazer um ajuste no seu sistema de estoque para entrada de dados de peso (ton), e o mesmo sistema deverá estar configurado para entrada de dados de densidade e volume, que automaticamente calculará seu controle de estoque em massa. Ou ao contrário, ajustar as entradas de dados em massa e densidade, que automaticamente calculará o controle do estoque em volume.
5) Cada mineradora realizou ensaios de densidade para calcular seu Fator de Conversão (diferente e único para cada mineradora) que certamente estarão inseridos na faixa de tolerância da Tabela de Referência de Índices Médios de Conversão. Mas, de acordo com o estudo desenvolvido, as diferenças de valores de densidades não ultrapassam a 2%, um valor com certeza muito baixo.
6) Não, o peso independe do fator de compactação. Já nas medições em volume, os valores médios de variação de carga por compactação chegam a apresentar diferenças de até 4%, entre a saída da mineradora e a chegada no cliente.
7) O cálculo do preço pela mineradora,em ton, será feito de acordo com a sua densidade. Mas, na prática, isso não muda nada.
Vamos ver um exemplo, para você ver como é fácil ?!
Imaginemos 2 mineradoras: A e B, onde ambas possuem o mesmo preço da Pedra 1 de R$18,00 / m3
| Empresa |
Densidade Pedra 1 |
Preço m³ |
Preço ton |
| A |
1,47 ton/m³ |
18,00/m³ |
18 / 1,47 = R$ 12,25 / ton |
| B |
1,43 ton/m³ |
18,00/m³ |
18 / 1,43 = R$ 12,59 / ton |
Aparentemente, o preço (por ton) da Empresa A fica menor que o preço (por ton) da Empresa B. Mas, vamos imaginar agora um cliente, que com um mesmo caminhão, carrega 10 m3 em cada uma das 2 mineradoras citadas:
| Cliente |
Empresa |
Peso (ton) =
densidade x volume |
Preço faturado (R$) |
| X |
A |
1,47 x 10 = 14,7 ton |
12,25 x 14,7 = R$ 180,00 |
| B |
1,43 x 10 = 14,3 ton |
12,59 x 14,3 = R$ 180,00 |
Portanto, o preço faturado em cada uma das 2 empresas continua igual !!!
8) Muito fácil. De acordo com a densidade (Tabela de Referência de Índices Médios de Conversão) do material que está comprando, multiplica-se pelo volume a que estava acostumado.
Isso vai acontecer no início da Implantação do PVP, quando ainda não estamos acostumados a visualizar a quantidade desejada em peso, mas em breve todos estarão tão habituados com este novo sistema de medidas tão seguro que ficará fácil perceber que planejar suas compras em peso é muito mais prático.
Lembrando que outros materiais utilizam o peso como medida padrão e podem ser avaliados em outras unidades, como por exemplo: ferro para construção, madeira e perfis metálicos.
Ainda assim pode faltar ou sobrar material para determinadas aplicações? Sim, claro. Isso já acontece com as compras feitas em volume.
9) Será calculada uma tabela com as novas taxas de frete, calculadas em toneladas por km rodado. Exatamente como sempre foi feito. Só que em outra medida.
10) Basicamente as Notas Fiscais permanecem exatamente como sempre foram. Só que agora, a quantidade será expressa em tonelada e o preço em R$ / ton.
É bom lembrar, que será inserido um campo na Nota Fiscal ou no Tíquete da Balança, onde continuará constando o Volume de Referência daquela quantidade pesada.
11) A fiscalização rodoviária já é feita em peso, através de uma balança. Atualmente a própria fiscalização possui uma tabela de conversão de referência própria para o cálculo contrário o (volume descrito na Nota Fiscal é conferido e de acordo com os fatores de conversão, é verificado o limite de carga).
Com a Nota Fiscal já expressa em peso (ton), São Paulo estará caminhando rumo a uma concorrência mais leal. O que fará com que todos os caminhões trafeguem dentro do limite de carga permitido.
Isso só traz benefícios para a sociedade, pois o transporte será realizado com mais segurança, com gastos menores de manutenção de frotas e rodovias.
12) O Sindipedras consultou a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que não só aprova a adoção do PVP, como também apoia a iniciativa.
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