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São Paulo - 22 de Novembro de 2011
Índice da Fiesp mostra Brasil estagnado em 37º lugar

Apesar de pequena melhora, país não consegue melhorar posição entre 2009 e 2010

O Brasil melhorou sua nota no Índice de Competitividade das Nações 2011, mas permaneceu na 37º posição entre os 43 países analisados.

Apresentado nesta quinta-feira (17), pelo diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) na Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o índice cruzou 50 mil informações agrupadas em oito fatores determinantes para competitividade.

Atrás de países como Argentina, Grécia, Itália, Polônia, Chile, México e Portugal, o Brasil está no último quadrante, com competitividade considerada baixa. “Nosso país avançou, mas outros países avançaram mais. Mesmo aqueles que estão no centro da crise internacional conseguem se posicionar na frente do Brasil, pois o IC não analisa só conjuntura econômica, mas também infraestrutura social”, explicou Roriz.

Em dez anos o Brasil evoluiu 35% em sua nota, de 18,4 para 24,8: crescimento de 6,4 pontos percentuais. As maiores evoluções no mesmo período foram da China, Coréia do Sul e Rússia. Já as maiores involuções foram do Japão, Venezuela e África, respectivamente. Os primeiros países no IC-2011 da lista são EUA, Suiça, Noruega, Hong Kong, Cingapura e Coreia do Sul. Já os piores são Índia, Indonésia, Venezuela e Colômbia.

Problemas

Os fatores que impedem o aumento da competitividade nacional são velhos conhecidos dos brasileiros: altos juros, carga tributária elevada, crédito caro, baixo nível de poupança interna, baixo investimento, elevados gastos governamentais, pouco estímulo à inovação, spread bancário alto, câmbio desfavorável, infraestrutura deficiente e ineficiência em Saúde e Educação.

“Para se ter uma ideia do quanto ficamos defasados em relação aos países comparáveis com o Brasil, nosso spread é 11,5 vezes maior que o deles e nossos juros para empréstimos são 6,6 vezes maiores”, disse.

Quando o assunto é Educação, a situação não melhora. Na China, 36% dos formados estudaram Engenharia, enquanto, no Brasil, só 7% deles saem engenheiros da universidade.

Soluções

O IC-2011 da Fiesp mostra que a participação da Indústria é determinante no desempenho dos países em competitividade. O Brasil pode acelerar seu crescimento se aumentar a participação da Indústria de Transformação no Produto Interno Bruto (PIB). Os países que têm maior participação da indústria no PIB levaram menos tempo para dobrar seu PIB per capta.

“O Brasil dobrou seu PIB per capta em 15 anos, numa época em que a Indústria respondia por 30% de todos os setores. Hoje, a Indústria responde por 15%. Assim, levaria 38 anos para o país dobrar novamente seu PIB per capta”, concluiu Roriz.

O estudo oferece 34 propostas em sete áreas para melhorar a competitividade brasileira:
-Reduzir o ritmo dos gastos públicos;
-Reduzir a dívida pública;
-Elevar o investimento em capital fixo;
-Aumentar o investimento em tecnologia;
-Reduzir a carga tributária;
-Reduzir os juros e estimular o crédito;
- Melhorar os mecanismos de câmbio e comércio exterior.


Fonte:FIESP













 

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