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| São Paulo - 4/12/2009
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Conselho Superior do Cinema discute programa de expansão do parque exibidor
Foi realizado , no dia 13 de novembro, em Brasília, a primeira reunião do Conselho Superior do Cinema sob a coordenação do Ministério da Cultura. No encontro, presidido pelo Ministro Juca Ferreira, o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, apresentou aos conselheiros a próxima etapa do programa de expansão do parque exibidor brasileiro.
Rangel detalhou o funcionamento do programa, que inclui o recém-lançado projeto Cinema da Cidade, financiamento para construção ou reforma de salas em cidades e áreas urbanas mal atendidas pelo serviço de exibição, ações de desoneração tributária do setor e atualização tecnológica das salas, entre outras iniciativas. Provisoriamente chamado de Cinema Perto de Você, o programa será lançado nos próximos meses.
Os conselheiros aprovaram por unanimidade os objetivos gerais do programa: fortalecer as empresas e o segmento de exibição cinematográfica; facilitar o acesso da população às obras audiovisuais por meio da abertura de salas em cidades de porte médio e bairros populares das grandes cidades; ampliar o estrato social dos frequentadores de salas de cinema, com atenção especial para os novos consumidores da classe C, e descentralizar o parque exibidor, procurando induzir a formação de novos centros regionais consumidores de cinema.
O diretor-presidente da ANCINE também apresentou aos conselheiros um balanço do primeiro ano de atividade do Fundo Setorial do Audiovisual. Segundo o ministro Juca Ferreira foi feita uma avaliação positiva desse novo mecanismo de financiamento, que deverá ser a principal fonte de recursos do setor nos próximos anos.
Na reunião os conselheiros ainda manifestaram-se contrários à tributação sobre os incentivos fiscais que financiam a cadeia produtiva do audiovisual, e se comprometeram a elaborar uma nota a respeito, a ser encaminhada à Presidência da República. O Ministério da Cultura já se posicionou contrário a esta cobrança. Achamos que ela é uma interpretação equivocada da lei, comentou o ministro Juca Ferreira.
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