Presidenciáveis apresentam propostas para defesa e segurança

Evento que contou com apoio do SIMDE e ABIMDE, reuniu representantes dos presidenciáveis

Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp, com apoio do SIMDE e da ABIMDE, recebeu no último dia 27 de setembro, representantes dos presidenciáveis para expor e debater as áreas de Segurança e Defesa. Foram convidados os representantes dos candidatos mais bem cotados nas pesquisas.

Durante a abertura o presidente do SIMDE, Carlos Erane Aguiar, afirmou que Defesa e Segurança são dois temas da mais alta relevância, mas que nem sempre ganham o destaque nas campanhas presidenciais ou não são abordadas e não tem o enfoque mais adequado. “Não tenho dúvidas que a Segurança é primordial para termos um ambiente favorável nos negócios no Brasil e precisamos entender as posições dos presidenciáveis quanto ao tema.”

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional de Combate à Pirataria e a Ilegalidade – FNCP, lembrou que vivemos um momento crucial de nossa história. “Estamos caminhando para o final de uma eleição altamente decisiva, para nós que defendemos o interesse nacional, o país. O tema Defesa e Segura

nça está felizmente na pauta de todos os nossos candidatos. Têm sido apresentados com mais freqüência que em outras eleições e a nossa preocupação é transformar o discurso em ação.”

A primeira a falar foi a senadora Ana Amélia Lemos, representando a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).Vice na chapa do Tucano, ela comparou a fronteira brasileira a um queijo suíço e disse que o acolhimento, principalmente dos venezuelanos, é uma questão humanitária, mas deve ser feita de forma regrada. Além da senadora, Leandro Piquet também representou Alckmin. O professor sugeriu nacionalizar a formação dos policiais militares e disse que a prioridade é criar um sistema de metas contra crimes violentos, principalmente homicídios.

A candidata Marina Silva (Rede) foi representada pelo analista criminal Arthur Trindade. Em sua fala, disse não bastar patrulhar melhor as fronteiras e rodovias se o Governo Federal, através do Itamaraty, não tiver uma ação mais forte em relação aos nossos vizinhos. Um ponto diversas vezes tocado pelo analista foi a diminuição do roubo de cargas por meio de articulação de atividades de inteligência.

Guaracy Mingardi, cientista político e especialista em Segurança Pública, que integra a equipe de Ciro Gomes (PDT), revelou que é a favor da criação de uma polícia de fronteiras, mas enquanto isso, deve manter o exército na região e não nas áreas urbanas do Rio de Janeiro.Para o especialista, as intervenções militares na cidade não têm surtido resultado.

 

General Heleno, representante de Jair Bolsonaro (PSL), que foi comandante militar na Amazônia, reclamou da pouca quantidade de policiais nas fronteiras e da qualidade do equipamento usado para o combate aos crimes. O militar da reserva também falou em reformular o sistema prisional e o conceito de mandado de busca e apreensão. Por fim, o general deixou bem claro que se Bolsonaro for eleito, “não há a possibilidade de voltar à ditadura”.

O Representante de Fernando Haddad (PT), deputado federal Carlos Zarattini (PT), disse que há a necessidade de aumento de contingente de policiais federais nas fronteiras e que eles deveriam atuar junto das Forças Armadas. O petista também criticou a atual política de repressão as drogas – “é ineficaz”, disse – e que é a favor de ampliar penas alternativas para detentos.