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China pressiona países como importadora de produtos primários, diz Rubens Gama
Ministro analisou que a desindustrialização é um fenômeno mundial, mas que o MDIC tem refletido sobre ações com setores do governo em todo o País
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Ministro Rubens Gama, diretor do Departamento de Promoção Comercial do MRE
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Para expor as novas prioridades na estratégia de promoção comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp convidou o ministro Rubens Gama, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do MRE para a reunião do conselho, realizada nesta terça-feira (7) na sede da federação. Gama falou também sobre as oportunidades de negócios internacionais e desindustrialização.
Na visão do ministro sobre a promoção comercial, a constatação é que, diferentemente do que ocorria nos anos 1980, o empresariado não depende mais do governo para estabelecer relações com outros países. E essa mudança aconteceu a partir da criação de seus próprios setores de relações internacionais.
Para Rubens Gama, a ocorrência da desindustrialização é mundial, visto que a entrada da China em outros países, como importador de produtos primários, exerce uma pressão muito forte sobre as pautas destes produtos, sobretudo ferro e alimentos.
Segundo o ministro, o fato de o Brasil perceber que a desindustrialização é um fenômeno mundial de certa forma ajuda a avaliar novas possibilidades. "Estamos diante de um cenário em que, de um lado, há uma procura muito forte por produtos primários, e temos como atender a demanda", pontuou. "É preciso que a indústria se torne competitiva no mercado, que é também cada vez mais competitivo. E isso não é algo que esteja alheio ao governo", completou.
Custo Brasil
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Rubens Barbosa, presidente do Coscex/Fiesp
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Gama afirmou ainda que, com um viés menos alarmista, este é um debate que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem tido com o governo em vários setores no País.
O MDIC tem refletido sobre o que é possível fazer dentro do Brasil com as atuais condições em termos de limitações, de legislação ou em termos de possibilidades de investimento no setor de estrutura", informou, acrescentando que o ministério analisa o que é possível fazer para diminuir ou amenizar o chamado "Custo Brasil".
Por outro lado, o presidente do Coscex da Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, alega que o setor privado não sente que haja um comprometimento do governo na implementação destas políticas de desenvolvimento.
As políticas são desenhadas e anunciadas, mas a maioria não sai do papel. Fiz um levantamento das lançadas desde 2003, e 80% não foram executadas. Estamos perdendo uma base industrial, rebateu o embaixador. E emendou: A perda da competitividade é o problema mais sério que o Brasil enfrenta, que resulta no déficit de mais de US$ 100 bilhões nas balanças comerciais.
Experiências

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante reunião do Coscex |
Durante a reunião, Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, falou sobre viagens oficiais que fez recentemente para o Haiti, Cuba e Argentina.
Na América Central, acompanhou a missão de paz no Haiti a convite do Exército Brasileiro. Em Cuba, conheceu os sistemas de educação e saúde para um eventual aproveitamento das experiências locais no Sesi-SP e no Senai-SP, instituições também presididas por ele.
Skaf chamou a atenção para a contrução do Porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana, capital cubana. "Posso dizer o seguinte: atenção em Cuba. É um país com 11 milhões de habitantes que precisam de tudo. E este porto não será construído para ficar inativo", alertou.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp
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