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Jurômetro
São Paulo - 29/11/2011


Saiba o que poderia ser feito com o dinheiro que o Brasil gasta por causa dos juros altos

Somente no tempo que durou a apresentação do Jurômetro, na manhã desta 3ª feira (29), governo gastou aproximadamente R$ 4 milhões em juros


Da esq. p/ dir.: Pierangelo Rossetti, Paulo Skaf, José Ricardo Roriz Coelho e João Guilherme Sabino Ometto, durante apresentação do Jurômetro na Fiesp

“Enquanto estamos aqui reunidos, dinheiro suficiente para construir quatro escolas de ensino fundamental já foi gasto com o serviço da dívida pública”. Com essas palavras, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, demonstrou de modo bem prático o quanto o Brasil desperdiça com o pagamento dos juros de sua dívida e apresentou à imprensa o sistema on-line da Fiesp, que funciona e é atualizado 24 horas por dia no www.jurometro.com.br.

Junto com o presidente, o diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, explicou a metodologia e demonstrou o estudo que suporta as diretrizes adotadas para o funcionamento do sistema.

Com o Jurômetro é possível para qualquer pessoa entender o que é juro e como ele influencia na vida e no dia a dia das pessoas, o que poderia ser feito com esse dinheiro nas áreas de Educação, Habitação e Renda.

“O próximo passo é passarmos do site para dois placares físicos, que vão ficar em São Paulo e em Brasília, tão logo as licenças sejam concedidas. Um deles vai ficar aqui na porta de Fiesp e o outro em local próximo ao Banco Central, em Brasília”.

Para Skaf, o que motivou a criação do Jurômetro foi a necessidade que a Fiesp encontrou de deixar bem claro o quanto custa produzir no país e que os juros desempenham um papel decisivo nesse custo. “Não adianta ter tecnologia, marca, mercado etc se o país não tiver competitividade. Ser competitivo é ter custos compatíveis com os de outros países”, disse. “Hoje é caro produzir no Brasil”, completa.

Este ano, aproximadamente R$ 240 bilhões serão gastos pelo governo com juros, enquanto o orçamento da Saúde é de R$ 70 bilhões e o da Educação é de R$ 80 bilhões. O impacto dos juros básicos é tão grande que leva a outros impactos que seguram a nossa competitividade e o crescimento, como o spread bancário, impostos, taxa de câmbio, investimento público, privado, juros bancários, exportação, importação, entre outros.

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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