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Empresa que investe no desenvolvimento social sabe seu valor para o negócio, diz Belfort
Painel ministrado durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp traz opiniões de especialistas sobre o tema
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Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp
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Desenvolvimento social e resultado econômico estão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas porque elas sabem a importância que estes dois temas têm para seus negócios.
"Há uma relação positiva das empresas que investem no social e isto impacta no seu resultado financeiro", disse Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, ao participar do painel Desenvolvimento Social e Resultado Econômico, ministrado durante a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, realizada nesta segunda-feira (21), na sede da Fiesp.
Belfort ressaltou que o fortalecimento econômico traz inclusão econômica e social. "No auge da moda da globalização, vivemos a famosa década perdida em que tínhamos um Brasil para muito poucos: uma massa excluída fora do mercado de consumo."
Ruy Shiozawa, ceo do Great Place to Work Brasil, que elabora a pesquisa Melhores Empresas para se Trabalhar, relatou que as empresas estão preocupadas com questões sociais e éticas. "Quando analisamos as melhores empresas para se trabalhar, uma das coisas que aparecem claramente na pesquisa é que as companhias têm voltado cada vez mais suas atenções para estes dois temas."
Segundo Shiozawa, as empresas sabem que esta preocupação está relacionada com o desempenho de seus negócios. "A ética está interferindo nos resultados das companhias."
Para Fernando Fernando Carrillo-Florez, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil (BID), a principal ameaça à governança democrática da América Latina, à estabilidade democrática e ao crescimento econômico é a desigualdade econômica. "Nosso continente não é o mais pobre, mas é o mais desigual. A questão da exclusão social é um problema político."
Carrillo-Florez ressaltou que falar de vontade política é um dos primeiros mandamentos. "É preciso criar instituições modernas, eficazes e eficientes que tenham capacidade para lutar contra a pobreza."
Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp
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