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Processo democrático anuncia crescimento para África nos próximos 10 anos
Avaliação de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, vai ao encontro de prospectos de evolução no relacionamento do continente com o Brasil
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Paulo Skaf, presidente da Fiesp
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A prospecção de parceria com a África, onde existem 1 bilhão de habitantes, é muito interessante. O Brasil é especialista em várias áreas como biocombustíveis, energia limpa e agrícola, o que para os africanos seria muito importante, tanto quanto para os brasileiros.
A afirmação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi feita durante entrevista coletiva após o Seminário Brasil-África, realizado nesta quarta-feira (16) pela entidade em parceria com o Instituto Lula e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Sinto que o presidente Lula priorizou as ações do Instituto Lula, com o qual temos ótimo relacionamento, às questões relacionadas à África como sequência das inúmeras missões que ele fez ao continente durante seu governo, completou Skaf.
Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, destacou que não há país que se assemelhe à África como o Brasil.

Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex/Fiesp |
Ele revelou que os países africanos que mais têm atraído a atenção brasileira são Angola, Moçambique (já com presença maciça de investimentos brasileiros), Nigéria, Gana e África do Sul (maior economia do continente).
Para Gianetti, o grande concorrente do Brasil com a África é a China, que tem muito apetite pelos recursos naturais da África.
A esperança da África é o Brasil. O africano se comporta em relação ao brasileiro de uma forma mais legítima, honesta e transparente do que com os outros, com os quais tem ressentimento ou desconfiança. Com o brasileiro ele se sente seguro, o Brasil transmite a ele uma esperança melhor do que com qualquer outro país, declarou.
Brasil, parceiro generoso
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, fez um balanço positivo do evento e frisou que a África, continente com PIB de US$ 1,7 trilhão, vai crescer muito nos próximos dez anos e que este valor pode chegar a US$ 2,7 trilhões.
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Luciano Coutinho, presidente do BNDES
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Analisou que a África passa por um processo de equilíbrio com o aprofundamento da democracia em várias sociedades com maior estabilidade política.
É uma sociedade ainda pobre, jovem e com taxa de crescimento populacional alta, que quer oportunidade de emprego e renda. O Brasil pode ser um parceiro generoso no desenvolvimento da África com o desenvolvimento da agricultura familiar, que contribui para gerar mais segurança alimentar para o continente, avaliou.
O presidente do BNDES considerou ainda que, por meio do etanol e de outras fontes de energia, a África é também uma grande oportunidade para o Brasil. Podemos contribuir criando mais segurança energética, outro fator de vulnerabilidade para a África. O interesse das empresas brasileiras é crescente.
Segundo Coutinho, existem muitas chances para desenvolvimento e projetos de infraestrutura. A África está lançando agora um programa de integração da infraestrutura africana, e o Brasil felizmente tem empresas de engenharia muito competitivas que podem exportar serviços. E o BNDES pode apoiar, entre outras áreas interessantes como serviços, telecomunicações, turismo e varejo.
Ele ressaltou que a presidente Dilma Rousseff, após uma visita recente a vários países africanos, determinou uma priorização do relacionamento com o continente. Na próxima semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, vai liderar uma comitiva para os países do sul da África, anunciou.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp
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