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Encontro de Energia
São Paulo - 16/08/2011


Impostos respondem por mais de 35% da conta energética

Para empresas, alta carga tributária é um desafio a se vencer para estimular o mercado livre de energia


Armando Henriques: "Mercado livre vai deixar a indústria consumidora mais competitiva"
A cobrança de tributos e encargos abocanham 36,8% da conta de energia. Do valor pago pelo consumidor em cada fatura, outros 31% são destinados ao custo com geração, 26,5% para distribuição e apenas 5,7% para pagar a transmissão. Esse foi o alerta dado por Armando Henriques, presidente da Duke Energy, durante o painel Energia Elétrica e Competitividade Industrial, no 12º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp).

“Qualquer medida de redução do custo precisa levar em conta esse fator imposto”, insistiu o executivo. Ele falou sobre o potencial de crescimento para o mercado livre de energia, uma saída para indústrias que sentem o reflexo das tarifas de energia sobre a competitividade.

“Vale a pena trilhar o caminho de mercado livre, isso vai deixar a  indústria consumidora mais competitiva”, afirmou Henriques. Somente em 2010, a migração de indústrias para o mercado livre de energia aumentou 26%, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A projeção da Ecom Energia, maior comercializadora independente de Energia Elétrica do País, é bem mais pessimista quanto à porcentagem de tributos e encargos pagos na conta, o correspondente a 45% somente em 2010.

Investimentos

Sobre novos investimentos, o presidente da Duke Energy não detalhou nenhuma operação prevista “por razão de confidencialidade”. Ele reforçou as intenções da companhia em retomar o projeto de termelétrica de gás natural no município de Pederneiras, em São Paulo.

“Estamos avançando em oportunidades que envolvem várias fontes de enregia. O projeto de termelétrica de gás natural no município de Pederneiras é o que eu posso falar mais. Estamos trabalhando muito para levá-lo adiante”, informou o executivo. Parado desde 2002, o projeto prevê uma usina com capacidade para produzir entre 235 e 500 MW.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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