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"Defendemos a menor tarifa de energia elétrica para o consumidor", afirma Paulo Skaf
Presidente da Fiesp propõe a discussão sobre o fim das concessões do setor elétrico e realização de leilões para garantir maior transparência
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Paulo Skaf: "Defendemos o menor preço, mas também a segurança jurídica do País"
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Após a abertura do 12º Encontro Internacional de Energia, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou à imprensa que o objetivo da instituição, ao discutir o fim das concessões "quase vitálícias" do setor, é garantir a redução do preço final de energia.
"O Brasil possui 80% da sua matriz energética nas fontes hidrelétricas, que são as formas mais baratas de geração de energia. Portanto, é estranho que os brasileiros paguem uma das tarifas mais altas do mundo", argumentou Skaf. "Defendemos a menor tarifa para o consumidor, e promover novos leilões é a única forma de garantir o menor preço e também a transparência das negociações."
Estudos da Fiesp estimam que com os leilões o custo da energia elétrica cairia de R$ 90MW/h para R$ 20 MW/h, isto porque daqui a quatro anos quando vencem as concessões de 112 usinas geradoras os investimentos feitos pelos concessionários nas construções das hidrelétricas já terão sido, em sua maioria, totalmente amortizados.
Com isso, os valores a serem repassados para os consumidores serão apenas aqueles relativos a manutenção e operação, que custam certa de R$ 6,80 MW/h. "Isto não é sonho, é cálculo matemático", enfatiza Paulo Skaf. "Esse resultado deve ser repassado ao consumidor e é por isso que vamos continuar fiscalizando de perto."
Mais transparência
O presidente da Fiesp ainda questionou por que o Governo Federal abre espaços para a discussão de re-prorrogações quando o próprio marco regulatório do setor instituído em 2004 pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef proíbe novas renovações e estabelece a abertura de leilões em 2015.
Para ele, além de ferir a lei, esta decisão é inconstitucional, uma vez que a Constituição Federal, em seu artigo 37, define que toda concessão deve garantir condições iguais de competitividade, o que não acontece com as renovações.
"Caso a lei não seja respeitada ou haja alguma medida para mudá-la, entraremos com uma Ação de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal. Defendemos o menor preço, mas também a segurança jurídica do País", argumentou Skaf.
Katya Manira, para Agência Indusnet Fiesp
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