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Leilão de concessões públicas é lei e não deve haver discussão, afirma Skaf
Durante abertura do 12º Encontro Internacional de Energia, presidente da Fiesp
reafirma posição da Fiesp em benefício da competitividade do País
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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, na abertura do encontro que prossegue até terça-feira (16)
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reforçou nesta segunda-feira (15) a posição da entidade a favor do leilão para novas concessões de energia ao afirmar que a prática de concorrência é prevista por lei "e não deve haver espaço para discussão". A realização de leilões garantiria uma participação maior da indústria no mercado competitivo do setor energético.
Skaf discursou na abertura do 12º Encontro Internacional de Energia, na manhã desta segunda-feira (15), que reuniu empresários, representantes do governo e especialistas do setor para discutir a produção, novas fontes e a distribuição de energia.
Skaf garantiu que a Fiesp recorrerá ao Supremo Tribunal Federal caso a lei não seja respeitada. "A Constituição fala que as concessões públicas devem se dar por meio de leiloes entre interessados. Então é bom que isso aconteça."
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Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp
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Desde 1995, um número expressivo de contratos de concessão foram prorrogados por 20 anos para a produção e transmissão de energia. Essas concessões começam a vencer em 2015. "Nós exigimos que sejam feitos os leilões e que os preços mínimos sejam repassados a todos os consumidores de energia, desde o mais simples até a indústria", afirmou Paulo Skaf.
Preço Alto
O diretor-titular do Depatamento de Infraestutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, atribuiu o elevado preço da energia elétrica, pago pela indústria e pelo consumidor brasileiro, ao "preconceito contra a construção de novas usinas hidréletricas".
Cavalcanti ressaltou que o Brasil assiste a uma desvalorização das fontes de energia e tem desperdiçado o seu potencial hidrelétrico. Segundo cálculo da entidade, divulgado recentemente, a tarifa paga pelo uso de energia é cinco vezes maior do que a praticada pelas novas usinas. "Esse valor maior de energia encarecerá toda a produção brasileira", reforçou o diretor.
Pré-sal
Carlos Cavalcanti, ainda questionou sobre o papel da estatal Petrobras como operadora única do pré-sal e dos campos definidos como estratégicos.É evidente que o Governo escolheu o caminho que amarra o ritmo de aproveitamento dos nossos gigantescos campos de petróleo, à capacidade de alavancagem da Petrobras.
Ele acrescentou que, ao concorrer com seus próprios clientes em leilões para projetos de gás natural , a estatal recebe um tratamento diferenciado. "Ela não submete a si mesma ao regime de inflexibilidade mínima que exige de seus clientes, critica.
Leia aqui a íntegra do discurso de Carlos Cavalcanti.
Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp
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