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Pré-sal
São Paulo - 08/08/2011


Crescimento da indústria é assunto de destaque em novos investimentos no pré-sal

Governo ajusta foco na participação da indústria no pré-sal; presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defende competitividade e juro baixo


Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão
A preocupação com a competitividade da indústria brasileira potencializada pela descoberta do pré-sal deu o tom dos discursos do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, durante seminário na manhã desta segunda-feira (8) na capital paulista.

Representantes do governo, da indústria e da sociedade participaram do seminário Pré-sal – Uma transformação da cadeia produtiva do petróleo e gás, promovido pela série Diálogos Capitais, da revista Carta Capital, em São Paulo.

Os investimentos da Petrobras no setor petrolífero saltaram de 5,8 bilhões de dólares entre 2003 e 2007 para 42,5 bilhões de dólares entre 2011 e 2015, e o encontro desta manhã debateu como os setores da economia brasileira devem encarar o novo cenário de energia do País.

"Para explorar e produzir petróleo na área do pré-sal é preciso incorporar inovações tecnológicas. Ampliar a participação da indústria nacional com avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental. Seus investimentos serão geradores de milhares e milhares de novos empregos", afirmou o ministro Lobão.


Paulo Skaf, presidente da Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enfatizou que o pré-sal é uma grande oportunidade para a expansão econômica do Brasil, mas as riquezas que serão geradas com as reservas devem ser direcionadas principalmente para a indústria brasileira e para a população, de forma transparente.

"Todos esses investimentos têm que se transformar em oportunidades para a indústria brasileira", enfatizou Skaf ao discursar durante o seminário. Ele ainda salientou a necessidade de a indústria operar com preços mais competitivos no mercado internacional, "com educação, infraestrutura de qualidade e juros baixos".

Ao salientar que o pré-sal é uma oportunidade de mão de obra que não pode ser perdida, Skaf acrescentou que o Senai trabalha na formação de 40 mil trabalhadores para atender à crescente demanda por parte dos fornecedores da Petrobras em meio a acelerada atividade de expansão e produção de petróleo e gás.

Indústria Naval

Durante seu discurso, Lobão chamou atenção para a atividade da indústria naval que, segundo sua avaliação, "foi praticamente exterminada nos últimos anos ficando com cerca de 4.000 funcionários".

O ministro projeta um reposicionamento do Brasil como um dos 10 maiores exportadores de petróleo do mundo em 2020. E para atender a demanda internacional a indústria naval deve ganhar um estimulo, o qual já tem sido sentido pelo setor. "Hoje nós temos mais de 40 mil operários, e vai crescer mais."

Segundo Lobão, até 2019 os investimentos em produção e exploração na área de petróleo e gás chegarão a 932 bilhões de reais, riquezas que, na avaliação de Paulo Skaf, "devem ser dadas a cadeia produtiva do País".

Alice Assunção e Rose Matuck, Agência Indusnet Fiesp