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São Paulo - 21/06/2011


Consultora pede participação do nutricionista em políticas públicas para alimentação

Em debate sobre formação do nutricionista, Vânia Cabrera incentiva dedicação ao preparo técnico


Vânia Cabrera destacou a carência de preparo técnico do profissional recém-formado ante à gestão de programas alimentares das escolas públicas do País

A diretora da DAC Brasil Consultoria Ltda., Vânia Luzia Cabrera, cobrou nesta terça-feira (21) a participação do nutricionista na elaboração de políticas públicas voltadas para a alimentação escolar.

Em palestra durante o Fórum Internacional da Alimentação e Nutrição Escolar Sesi-SP, Cabrera provocou o público, formado principalmente por nutricionistas e estudantes da área, quanto a atuação do profissional na gestão pública.

“Nós precisamos estar nessas equipes que formulam políticas públicas. Nós temos que ir. Quem faz? Quem vai? Quem propõe? Quem tira um pouquinho do seu e escreve uma política? A política nós saberíamos fazer, mas será que conseguiríamos? O que nos falta para isso? Quantos nutricionistas se dedicam a cargos públicos?”

Limitações técnicas

Cabrera também destacou a carência de preparo técnico do profissional recém-formado ante à gestão de programas alimentares das escolas públicas do País.
Ela frisou a necessidade de aplicar conhecimentos de logística e de direito, os quais, em sua opinião, são pouco abordados durante a graduação. “Nós respondemos ao TCU (Tribunal de Contas da União), temos que saber fazer.”

A diretora da DAC ainda alertou que “a carga horária mais comum para o estudo do Programa de Alimentação Escolar nas universidades é de até 20 horas. A maioria não estuda com profundidade. E no estágio, pouquíssimos têm a oportunidade de aprender a gestão do PAE.”



Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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