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Portos brasileiros estão no limite por conta das demandas de commodities agrícolas
Presidente do Grupo Libra sugere mais planejamento, coordenação e autonomia para melhorar situação no País
No ano de 2010, os portos públicos do País chegaram ao seu limite com o excesso de demanda por commodities agrícolas, como o café e o açúcar, pelo mercado mundial. Esse foi o alerta feito por Marcelo Araújo, presidente do Grupo Libre, segundo maior operador de containers do Brasil, durante o 6º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp.
Essa situação dos portos é um dos entraves para o crescimento das exportações brasileiras, segundo o especialista, que ressalta a importância do planejamento em longo prazo.
Araújo afirma, no entanto, que já é possível traçar planos e colocá-los em prática, uma vez que a indústria, investidores e autoridades portuárias já detectaram as causas do gargalo nos portos brasileiros. Nós não temos desculpas para hoje não sabermos o que vamos fazer. Porque planejamento não custa bilhões de dólares, rebateu o executivo, sugerindo que há medidas a serem tomadas que merecem destaque em qualquer discussão sobre o assunto.
Uma das formas mais rápidas para ampliar a capacidade de escoamento e operação de cargas é a otimização portuária. Araujo explicou que, no ano passado, foram registradas 79 mil horas de navios parados, o equivalente a um prejuízo de 246 milhões de reais.
O tempo médio para liberar a carga em um porto brasileiro é de quatro a cinco dias, mas no ano passado, no auge da demanda mundial por açúcar, os navios atracados chegaram a esperar cerca de 30 dias para carregar, dada a fila de embarcações congestionado os portos. Em 2010, a fila de navios para carregar açúcar ultrapassou a marca de 100 nos principais portos do País.
Planejamento, mais coordenação e mais autonomia. Isso, em minha opinião, mais do que qualquer grande discussão esotérica sobre modelos ideias de portos é o que o País precisa para ir para frente, completou o executivo.
Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp
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